Category Archives: Teorias da Conspiração

Difamação pura, dura e absurda, sensacionalista sempre que possível, mas genericamente acéfala e desprovida de respeito por credos, espiritualismos, ambientalismos, etc… Enfim, os “ismos” em geral e a parvoíce em particular.

O Gênio da Lâmpada

Tranquilo e confortável na sua lâmpada, o Gênio da finança viveu para criar valor para o accionista. Foi esse o seu desígnio. Sempre. Por isso ganhou prémios, louvores e condecorações. Reconhecimento entre nós é coisa rara. Quer dizer, exclusiva. É a “portugalidade”.

Zeinal Bava

Detentor de um vasto vocabulário empresarial, brilha em qualquer fórum. Após uma audição em sede de comissão de inquérito parlamentar, terá alegadamente motivado a inscrição de alguns deputados da Assembleia da Republica em cursos de iniciação ao idioma de Shakespeare. Dizem que a forma mais sincera de elogio é a imitação.

Sempre atento aos ventos da mudança, o Gênio observou o avisado conselho do êxodo. À época, cheguei a pensar que finalmente alguém levara a sério as ideias para o pais deste blog, concretamente o meu apelo ao altruísmo. Lamentavelmente, tudo ruiu passadas menos de metade das 1001 noites expectáveis. Estoirou. Querem agora crucificar o Gênio. Acusam-no de destruir todo o valor do accionista. Uma injustiça, uma enorme injustiça, digo-vos! Mero dano colateral de um outro acidente.

lampadaA culpa é do malfadado Acordo Ortográfico. Passo a explicar: A definição de “Accionista” era “aquele que detêm uma participação numa sociedade anónima”, contudo, e desde 2009, que “accionista” se escreve “acionista”, isto é, aquele que aciona. Ou seja, “Criar valor para o acionista” significa – entregar o valor àquele que aciona a lâmpada, friccionando-a.

Foi apenas isso que aconteceu, o Génio concedeu uns desejos a quem tinha a lâmpada na mão (consta que não foi o Aladino). Deviam conceder-lhe o grau de Gênio Honoris Causa. No mínimo!

Alerta contra um futuro de vale tudo

Return MigrationApós ausência prolongada do país reconheço que ao reentrar na realidade portuguesa a sensação com que fiquei foi a de que estamos muito pior do que a percepção que temos quando vivemos continuamente neste circuito de austeridade e desesperança. Muitos foram os acontecimentos estranhos no último mês, na justiça, na educação, ainda efeitos GES, etc. Incrédulo, apercebi-me que aparentemente não existe fundo do poço, o que não é muito problemático quando também não verte um pingo de vergonha!

Em relação à actualidade, um pormenor da reforma do IRS pôs-me a ruminar sobre a sua carga positiva e/ou negativa. Algo aparentemente positivo, os vales de educação para filhos até 25 anos com benefícios fiscais para empregador e empregado.

Mais um sistema de vales, à partida com vantagens para todos. A empresa paga menos impostos, o trabalhador não tem esses vales tributados. Assim de repente ocorre-me que já existem outros tipos de vales, vales de alimentação (ou cartões pré-pagos) , vales de combustível (ou cartões com plafond) e de certa forma vales de saúde (através de sistemas de seguros de saúde). Ou seja, no seu expoente máximo uma empresa pode introduzir como variáveis no salário de um trabalhador montantes fixos consignados à despesa em sectores como a alimentação, a energia, a saúde e agora também a educação.

A empresa poupa, o trabalhador ganha mais, certo? Só que as despesas nem sempre são lineares, o que significa que quando há picos de despesa numa área o trabalhador poderá compensar com o seu capital, quando tem períodos de baixo consumo dos sectores abrangidos pelos vales fica com capital empatado pois não o pode ‘resgatar’ para outros fins. Por vezes nem sequer lhe é permitido o acumular perdendo o que não consome mensalmente.

Imagino que no futuro surjam mais vales que beneficiam ambas as partes: vales de telecomunicações, vales de entretenimento, vales de viagens, vales de roupas e acessórios, etc.

Levando a que no expoente máximo um trabalhador venha a ter na sua folha salarial uma parcela para cada um dos tipos de vales existentes.

Um belo e complexo sistema de vales que nos permite ganhar muito mais do que se apenas auferíssemos um simples salário plenamente tributável.

Temo que este seja um processo que se encontre a meio, onde somos, de forma muito subtil, condicionados e educados a distribuir a despesa de forma relativamente premeditada por sectores específicos da economia. Um conhecimento do volume de vales emitidos mensalmente permite estimar a despesa mensal em determinado sector. E desta forma afectar os nossos hábitos de consumo, forçando-nos ao consumo para esgotar o plafond uma vez que parado não rende nem pode ser utilizado para outros fins. Trabalha-se inerentemente para consumir. Os trabalhadores tornam-se meros veículos de capital em trânsito contínuo entre banca, empresas e comerciantes.

Já para não falar na complexidade acrescida à gestão contratual entre empregador e assalariado ao longo do tempo pois normalmente estas rúbricas podem ser alteradas ou eliminadas sem necessidade de consentimento prévio por parte do beneficiário. Relativamente aos vales de educação o que acontecerá automaticamente quando os filhos atingem os 25 anos? Desaparecem? São convertidos em salário bruto?

Admito que talvez esteja a ser alarmista, mais um teólogo das teorias da conspiração que alertam para a elite que pretende dominar a humanidade. Sinais de um tempo em que a política e economia do vale tudo me fazem temer que o pleno livre arbítrio no consumo talvez passe a um simples vale nada.

Who Will Rule The Consumer Cloud In 2012?

Baile de Máscaras

A Mascara de Gustav_III

Em 1788, Gustav, o terceiro da Suécia não era particularmente adorado pelo seu povo. O soberano sofria de tédio. Talvez por isso se tenha empenhado tanto na promoção das artes plásticas e cénicas. Ia com frequência à Ópera. Afinal fora ele que a mandara construir – Os Despotas Esclarecidos tinham destas coisas. Chegado lá, lembrou-se de encomendar uns quantos uniformes do exercito russo da Imperatriz Yekaterina, a segunda. O pedido do soberano da Suécia não levantou suspeitas. Algum baile de mascaras, terão pensado as costureiras da Ópera Real. E foi mesmo…

Glória? O rei Gustav III queria a sua, mas estava constitucionalmente impedido de declarar guerra ofensiva. Podia apenas ordenar a mobilização militar defensiva. Talvez daí o enfado. Gustav III sonhava, cobiçava a Noruega, então parte da Dinamarca. Tentou um negócio com a Imperatriz Russa, mas esta recusou trair a sua aliança com a Dinamarca.

Gustavo-III,-Rey-de-Suecia_1777-by-Roslin

A beligerância era inevitável. Gustav decidiu tirar partido da oportunidade que a guerra entre o Império Russo e o Império Otomano lhe ofereceu. Nasceu o gabinete de gestão da divida externa. Estando os russos “entretidos” mais a sul, ordenou um ataque simulado a um posto fronteiriço na província de Puumala, na fronteira da Rússia com a Finlândia, então parte integrante da Suécia. Foi assim que suecos mascarados de russos atacaram suecos sem máscara. O baile, permitiu ao soberano sueco avançar contra o Império Russo. O resultado desta guerra não foi particularmente vantajoso para nenhuma das partes, tendo apenas retido recursos que outra forma teriam sido úteis noutros cenários. Assim se perderam 2 anos.

Assinada a paz com a Rússia, Gustav III celebrou o seu ultimo baile de mascaras na Ópera Real, a 16 de Março de 1792. Foi assassinado nessa noite às mãos dos seus súditos.

Um ano de transportes públicos, Grátis!

Gosto muito de publicidade, especialmente da televisiva. Toca-me a profundidade da mensagem, mas aquilo que verdadeiramente me emociona são as cores. Gosto dos tons com que os publicitários pintam os seus quadros. Contemplá-los é simplesmente sublime.

Os tempos são difíceis, e até a arte publicitária se vê privada de meios. São hoje raras as aguarelas ou óleos. Sim, a serigrafia é a receita. Sejam séries grandes ou pequenas, é arte para todos. Belo e democrático.

Até as pequenas empresas chinesas que entre nós empreendem se renderam a esta arte, barata, mas que nos aguça a sensibilidade e enternece o ego. É mesmo muito bonito! De tudo isto, é bom exemplo o mais recente anuncio desse grande mecenas que é a EDP, qual casa de Sabóia dos nossos dias. Só lhe faltam os tons de azul no logótipo.

Muito para além da generosa oferta de 1 Ano de Energia Grátis, há todo um bem-estar que desperta. Digo-vos sem ironia, só me apetece andar de transportes públicos! Quero aqui agradecer a todos quantos contribuíram para este meu despertar, ao mecenas, aos artistas criativos e aos modelos que fazem pose. É preciso ser muito estúpido para não andar de autocarro no nosso país. Obrigado por me recordarem quão maravilhoso é o nosso quotidiano.

EDP_2014

A aventura da Escócia

Na década de noventa do século passado, era eu miúdo, fui à Escócia. Deambulei pelo campo entre cidades. Não fui piegas. Em vez da praia no Algarve, procurei trabalho na apanha da fruta. Empreendedor, parti à descoberta de oportunidades. Não fui sozinho. Ao meu lado, dois irmãos que a vida me deu a escolher, i.e., amigos daqueles cuja empatia, cumplicidade e afecto se mantém até aos dias de hoje. Um longe nos fiordes, o outro perto, connosco a bordo da nau Portugal. Um abraço aos dois!

Falava-vos da Escócia rural, de aventuras que vivi e que nunca esqueci. Por lá apreciam a audácia, talvez por isso nos tenham acolhido com curiosidade e consideração. Recém-chegados a Blairgowrie, fomos desafiados a tentar um salto (supostamente muito perigoso) sobre as águas do rio Ericht. Fomos. Chegados ao local, o lendário Donald Cargill’s Leap, saltámos. Pareceu-me banal, mas no regresso percebi que todos os escoceses que saltaram depois de nós o tinham feito pela primeira vez. Até esse dia, o salto era um exclusivo do mentor da iniciativa, o bom do John-Paul. Naquela tarde, o clube exclusivo acolheu novos membros e tornou-se Luso Escocês. Na verdade, senti-me em casa.

Como nós, os escoceses são competitivos. Especialmente no desporto. Lembro-me de um aceso debate com um jovem amplamente tatuado que gritava “I’m a real Scott from Dundee”. Era uma ameaça. Debatíamos um lance de futebol, onde alegadamente eu lhe teria pontapeado a canela. Se lhe toquei foi sem querer, mas foi marcada falta. O resto do jogo foi durinho, mas leal. Marquei o único golo da minha fugaz carreira de jogador de futebol de 11. Safei-me sem mazelas. Ainda hoje acredito que o salto no Cargill’s Leap abonou a meu favor. Ah, o jovem escocês era um tudo nada menos jovem que eu, e também bastante menos pequeno. Este meu “amigo” rebelde tinha um comportamento curioso. Reparei que ele, tal como a maioria dos escoceses que comigo colhiam framboesa nos campos, curvava-se numa respeitosa vénia sempre que um determinado helicóptero nos sobrevoava a baixa altitude. A chefe da quinta, a maternal mas exigente Leena, explicou-nos que se tratava de nada mais nada menos que o helicóptero de sua majestade a Rainha Isabel segunda. Espantoso, pensei, têm a alma dividida. Como sabem que ela vai lá dentro, perguntei. A resposta foi esclarecedora: “Não sabemos”.

De Inverness a Edinburgh constatei a contradição entre o orgulho nacionalista e a veneração à Rainha. Connosco partilham os paradoxos das velhas nações – Orgulhosos mas resignados. Somos mesmo parecidos. Divergem e muito na expectativa que têm sobre a gestão dos dinheiros públicos. O bom do John-Paul deu-me sobre este tema uma lição que à data não percebi o alcance. Certa manhã, após partirmos da quinta em que trabalhávamos (propriedade de uma simpatiquíssima e nobre senhora inglesa, cujo nome e titulo nobiliárquico não me recordo), seguíamos de autocarro por uma estrada local, estreita e tortuosa, que não obstante não tinha um único buraco. Parecia uma pista! Comentávamos isto entre nós, em português. O espanto com que o fazíamos atraiu a atenção do nosso maior cúmplice local. Após tradução, a naturalidade e convicção com que John-Paul nos respondeu foi marcante. Peremptório disse “claro que não há buracos. Como pode haver buracos quando pagamos impostos para a manutenção das estradas?” Disse-nos tanto em tão poucas palavras. Na sua simplicidade rural, na sua resignada mas orgulhosa cidadania disse-nos o obvio. Após tantos anos, constato que por cá continuamos sem compreender algo tão simples: Pagamos IVA sobre imposto automóvel (dupla tributação); aproximadamente metade do que pagamos por cada litro de combustível é imposto; pagamos portagens ao atravessar pontes; pagamos portagens para circular em auto-estradas; pagamos imposto único de circulação (único!!); pagamos o estacionamento na via publica nas grandes cidades, e em breve pagaremos também portagem para nelas entrar. Sim, pagamos múltiplas (demasiadas) vezes para o mesmo fim, mas mesmo assim, não faltam buracos nas nossas estradas! Só me atormenta a nossa resignação perante tal contra-senso.

Na Escócia hoje, qualquer que seja o resultado do referendo, o orgulho e alma dos escoceses vão sair reforçados do processo. O resultado ditará a independência ou maior autonomia, nunca menos. O consenso é virtude britânica. O velho império sempre fez da hipocrisia uma arte. Em Londres, a tradição imperial não morre. Nota-se quando comparamos as criticas que tece à União Europeia com os argumentos que apresenta em prol da manutenção da Grã-Bretanha. Estou pela independência, quero que o mundo mude, mas se a Grã-Bretanha ainda existir amanhã, os Escoceses serão garantidamente mais autónomos.
Observemos os níveis de abstenção.

Bandeira da Escócia

ZEE 2115

A França, terra da liberdade, igualdade e fraternidade, vendeu à Russia dois navios da classe Mistral. Nicolas Sarkozy anunciou o negócio no final de 2010, e os contratos foram assinados no inicio de 2011. Os estaleiros STX France cobraram 1,2 mil milhões de euros pelos dois porta-helicópteros. Apenas 20% mais caros do que os submarinos da classe Tridente que compramos à alemã Ferrostaal. Convêm salientar que o preço não inclui os 16 helicópteros, nem os 40 blindados que cada navio pode transportar. Não houve contrapartidas, nem ajudas. Conseguiram fechar o negócio sem o precioso auxílio duma Escom lá do sítio.

Em Junho deste ano, os norte-americanos manifestaram duvidas quanto à conformidade da primeira entrega com as sanções (entretanto) impostas à Rússia. Propõem a venda ou aluguer destes navios à NATO. França diz que não. O cancelamento é caro, porque os russos já pagaram, e para além disso quer alemães quer britânicos têm vendido armas à Rússia. O secretário-geral da NATO, o dinamarquês Fogh Rasmussen é peremptório – a decisão compete à França. Em Julho, François Hollande anunciou a entrega do “Vladivostok” dentro do prazo (Outubro de 2014), mas qual abstenção violenta, condicionou a entrega do “Sevastopol” à evolução da situação na Ucrânia. Uma posição surpreendentemente lusitana: uma no cravo, outra na ferradura. Apesar de pouco solidário, foi fraternal… Entretanto, a guarnição russa do navio chegou a França. Os testes no cais começaram no dia 6 de Julho, mas antes do inicio dos testes de mar, o volte-face – Hollande anunciou ontem o cancelamento da entrega do primeiro navio. Parece que alguém na NATO ficará com ele. Resta saber quem.

A meu ver, ninguém no ocidente pode acusar a França de inconsistência. É certo que mudou de posição em pouco tempo, mas essa parece ser a prática vigente. Há menos de um ano, o programa nuclear do Irão era uma questão bélica e Bashar al-Assad era a personificação do mal na Síria. São dinâmicas da geopolítica. Hoje, parece que Teerão apenas quer a tecnologia nuclear para fins energéticos e al-Assad é quase (quase) um aliado. Afinal há mesmo terroristas por aquelas bandas. Por cá também, dizem. Exportamos, garantem. Tudo a bem do equilíbrio da balança comercial. Não percam os próximos episódios, o tema promete.

E os navios, quem fica com os navios? Tenho uma teoria, certamente presunçosa, mas julgo que fundamentada: Está para breve o alargamento da nossa Zona Económica Exclusiva; somos o membro da NATO com maior tradição marítima; temos a Escola Naval mais antiga do mundo; ampla experiência no leasing de equipamento militar e claro, somos um povo com uma natureza profundamente voluntária.

Julgo chegado o momento para a concretização de um sonho, o “N.R.P. Fénix“. Será provavelmente adicionado ao efectivo da nossa Marinha, talvez já em 2015. Além do nome de baptismo, passe a imodéstia, proponho o indicativo visual. Na amura ler-se-á “ZEE 2115”, numa tripla alusão a quem vai pagar o aluguer (o Zé), ao ano da ultima prestação, e claro à Zona Económica Exclusiva (ZEE). Talvez seja desta… Bem sei que não será um porta-aviões, nem foi construído em Portugal, mas é um principio!

ZEE2115

Silêncio

Sagaz e mui honrado senhor, a pulso progrediu. Politico de grande estatura, por ser professor, prestigiado docente, por ser politico, um estadista que fez escola. E que escola! Eleito e reeleito, dado como acabado voltou. Voltou e repetiu. Apelou.

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Outrora brilhante investidor, deu garantias, depois calou-se. A neblina caiu e nunca mais se ouviu. Terá sido enganado como nós, ou ajudou à festa? Não retira consequências? Bem sei que não são os estatutos dos Açores, mas nem um gesto? Nada?

São só milhões, bpn e picos, nem 8 mil. Compreende-se. Ou não? Estará de Férias? Doente? Já sei, reflecte enquanto ouve musica:

Com-Fisco ou Sem-Fisco?

Contribuinte

 

 

 

 

 

Abro o jornal, e ouço falar do BES, do BPN, do BPP.
Mudo de canal e leio… BES, BPN, BPP.
Ligo o rádio (ou telefonia… enfim… ) e o que vejo? BES, BPN, BPP.
No porta moedas apalpo (!) 10.000.000.000. Dez Mil Milhões?!

Começo a ficar baralhado… a sentir… coisas; pronto…
Bom dia também para si. Será bom dia? Dia?

Também anda a morrer gente que eu gosto. Frequentemente.

PS-A imagem imposta aqui, é de contribuição anónima.

 

A injeção

O plano nacional de vacinação prossegue a todo o vapor. Felizmente há quem pense no bem comum. Estamos em boas mãos, dizem entre eles, uns dos outros. Cortesias de “médico”.

É da nossa saúde que se trata, não da deles. Nitidamente! Os depósitos, os depósitos… não havia um fundo para os garantir? Os postos de trabalho, os postos de trabalho… O que terão estes de especial quando comparados com os dos outros bancos? (Já nem pergunto sobre o desemprego noutras aéreas). Sim, é por todos nós que zelam.
Relembremos o Diagnóstico e plano terapêutico.
Primeiro o banco era sólido e tinha reservas (2kM€). Viva o aumento de capital. Aprove-se o prospecto. Foi um sucesso. Depois, anunciada a saída da família santa, o espírito de brincadeira promove umas travessuras, coisa pouca (+1,7kM€). Impossível de antever. Bom, é aqui entram os profissionais! Adiam, adiam. São contas difíceis, reconheço.
Afinal não é tão sólido. Pois. E agora? Bom, o plano era tão secreto (a bem da estabilidade) que todos os “comentadeiros” ao serviço da causa “eis aquilo que deves pensar” sabiam dele. Seríssimo.
A aritmética, essa, fica para depois. Repito, é da nossa saúde que estamos a tratar.
Finalmente o plano “Novo Banco”. Que bonito. Dinheiros públicos? Nada, quer dizer, um pouquinho, bem, tudo, mas reembolsável. Ah, fico mais descansado. Tratam de mim e nem tenho que pagar. Nem em Cuba!
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E o banco mau? Fica com os acionistas, esses malandros. É fofinho não é? Até soa a justo…
Por fim a injeção (4,9kM€) no BOM, no NOVO BANCO, aquele que não tem nada tóxico. Esperem. Alto. Se é bom, se não padece de qualquer enfermidade, porquê a injeção? A minha aritmética é fraca. Ajudem-me se puderem:
2+1,7=3,7
4,9-3,7=1,2…

Engraxador de Xi

Portas_engraxador

Sempre que alguém importante visita a ilha Terceira, o mundo muda. O arquipélago dos Açores é palco de grandes e decisivos instantes. Mercados, ultimatos, mentiras e guerra.

Servir é uma arte, tem o seu mérito. Merece reconhecimento e remuneração à altura. Engraxar não é por certo execpção. Quem não se lembra daquela tarde de 16 de Março de 2003? Curiosidade: Apenas o anfitrião se mantêm no activo. Todos os outros já estão na reforma. Enfim, haja quem possa.

Desta feita a cimeira foi singela. Vindo do Chile, Xi não trazia nitratos, nem viajou num Flying P-Liner. Para o receber, Graxa e tapete vermelho.

Chegou, visitou, conversou e poucas horas depois, partiu. Deixou licenças de navegação a mais de 30 Caravelas Portuguesas. Aparentemente, e desta feita, o mundo não mudou muito. Os sapatos de Xi brilhavam tanto como a testa do engraxador.

Xi Jinping visita a ilha Terceira