Monthly Archives: Março 2015

Rocky 7

Rocky-VII

O mais recente filme da mítica saga “Rocky” conta-nos uma história para crianças, que sem surpresa, relata mais uma esquiva do nosso herói. É lendário o seu jogo de pés. Há até quem diga que pensa com os ditos, tal a rapidez com que transforma um desequilíbrio em apoio para golpear. Converte qualquer fraqueza em força. A sua combatividade é internacionalmente reconhecida. É um sábio e sapiente pugilista, nada devendo aos gigantes da modalidade.

Mesmo quem não aprecia a personagem, reconhece-lhe o mérito desportivo. Um homem de invulgar resiliência, um lutador! Não há golpe que o derrube. Há alguns anos, resistiu estoicamente a um rude (e baixo) golpe no estômago. Agora mais experiente, afirmou não se surpreender. Pudera, a experiência fez dele um pugilista de outro nível, de uma outra estirpe. Interpelado por jornalistas, explicou que a vida de desportista é mesmo assim, por vezes muito treino e sacrifício não garantem os resultados. Não obstante é necessário continuar a trabalhar, tudo mudando para que tudo fique na mesma, i.e., Lixo.

murro

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Ouça cá, sabe quem eu sou?

ouca-ca-sabe-quem-eu-sou

Nação quase milenar, valente quanto baste, fazemos da contradição a regra. Não obstante, desta feita a coerência foi total. Decididamente, somos contra as listas VIP. Seja qual for o contexto, abominamos a soberba. Distinto ou plebeu, com ou sem pedigree, estimamos a mais rigorosa observação dos protocolos. Pelos outros claro!

Ficámos ontem a saber que há quinze dias, bárbaros do norte, ousaram barrar a entrada a um dos nossos. Concretamente a uma das nossas Ministras Plenipotenciárias, e logo de 1ª classe. Não se admite! Uma desconsideração destas não pode ficar impune. Por certo que o responsável da tutela vai protestar, pedir satisfações e exigir um pedido formal de desculpa! Nem mesmo a abundância nos cofres lá do sítio os salvaguardará de um valente puxão de orelhas. Pelo menos vão aprender a receber condignamente. Selvagens, explicam o sucedido de forma leviana – Parece que o evento requeria inscrição prévia. Um absurdo. Nem o Núncio Apostólico lhes perdoaria tal ousadia. Bem esteve a nossa chefe de legação. Sem se deixar beliscar pela arrogância do subalterno que lhe barrou a entrada (por alegadamente não constar da lista), actuou de acordo como situação requeria, proferiu com a altivez a elegantíssima frase: “Ouça cá, sabe quem eu sou?“. Haja classe.

Cofres Atestados

Os cofres estão atestados, mas de quê? Com Diamantes? De barras Ouro? De lingotes de Prata? Não. Então? De Euros, de dinheiro! Mas como, fabricámos? Não, não podemos. As impressoras foram desligadas quando aderimos ao Euro. Mas porquê, estavam velhas? Estavam, mas não foi por isso. Foi por causa da inflação, esse perigoso flagelo, tão justamente temido pelos nossos amigos alemães. Está explicado. Não se cria moeda e pronto. Muito bem, haja rigor, haja disciplina. E a Criação monetária pelo Sistema de Reserva Fraccionada? Isso são contos para crianças, um não-assunto, uma palermice. Esclarecidos? Óptimo.

o_cofre_cheio

Estamos preparados, estamos aptos para resistir a qualquer investida especulativa sobre a nossa divida soberana. O dinheiro ficará nos cofres para cumprir todas as obrigações a tempo e horas, sem falhas. Nessa altura voltam a ficar vazios? Não, se os juros se mantiverem baixos, não. E se subirem? Não sobem porque o BCE não deixa. Podemos ficar descansados. Tranquilidade é a palavra de ordem. O problema nunca foi a divida, essa está boa e recomenda-se, o problema foi a falta de liquidez, a falta de guito. Havendo, está tudo bem, mesmo que se queime algum, está tudo bem, é apenas dinheiro.

Não sei explicar, mas enquanto escrevo isto, não consigo deixar de pensar no principio dos vasos comunicantes. Provavelmente estou só a meter água.

furnalha

Praguejemos

multiplicacaoOs bolsos estão vazios, os cofres estão cheios!

Não praticamos o milagre da divisão, somos especialistas no milagre da retenção e multiplicação, juramos.

Esquecei as condições ideais de sistemas judicial, de educação e de saúde funcionais. Arriscai a cópula ao natural, esforçai-vos e sereis recompensados.

Crescei e multiplicai-vos!

Pagai os impostos e não votais!

Tornai-vos roda dentada da máquina fiscal, emigrai se vos tornais um peso social,  depois retornai e trazei convosco vossa riqueza.

Tenho muito orgulho em vós portugueses, dos poucos capazes de sobreviver ao holocausto das condições de vida para não VIPs.

Crescei e multiplicai-vos!

Afinal Portugal é o povo e o povo sois vós!

Schindler’s List

preNuncio

Schindler’s List é um filme sobre mais de mil polacos salvos por um empresário nazi durante o holocausto. Realizado por Steven Spielberg em 1993, foi um enorme sucesso de bilheteira. Preto no branco, relata como a ganância deu lugar à compaixão e ao amor ao próximo.

O comandante Amon Goeth desconhece a existência de qualquer lista. Questiona – Lista?! Qual lista? Não existe nenhuma lista. Todos os contribuintes são iguais, não há trabalhadores especializados, quanto mais lista. O inquérito não faz sentido.

Outros discordam, garantem que existe, é VIP. Está na origem de umas dezenas de processos por consulta a despropósito. Qual preNúncio de males maiores, não fosse um homem invulgar dar subitamente lugar a alguém tão falível e vulgar como os demais. Prevenção pois então.

De uma vez por todas, há ou não há lista? Não, há procedimentos. Semântica? Não, nunca. Não há lista, não há culpa, mas o Director-Geral demite-se. Os americanos chamam-lhe “Fall Guy“, o duplo, aquele que arrisca o pêlo para que a estrela não o faça. Porque haveria deste filme ser diferente?

Programa Espacial Português

O desígnio da nação é o Mar, porém outros vectores de desenvolvimento são há muito perspectivados pelos lideres nacionais. O Programa Espacial Português é disto bom exemplo. Após várias décadas de secretismo, o nosso Programa Espacial tornou-se publico a 25 de Setembro de 1993, aquando do lançamento do nosso primeiro satélite. Foi giro. Na falta de um von Broun ou de um Korolev, liderou o simpatiquíssimo Prof. Carvalho Rodrigues. Já lá vão quase 22 anos. Após esta importante demonstração de poderio tecnológico, o Programa Espacial Português regressou ao secretismo de estado.

Assim ficou até 2011, ano em que o actual executivo relançou publicamente a iniciativa através do apelo ao êxodo. Um sucesso, mas o verdadeiro objectivo não foi então revelado. O alcance da expressão “zona de conforto” não foi à época verdadeiramente entendido. Ninguém compreendeu qual a Gravidade que estava em causa. Lamentável, pois tudo teria sido explicado no briefing que não chegou a realizar-se. Uma pena. O porta-voz submeteu-se a um ambicioso treino durante largos meses. Ninguém o viu ou ouviu. Foi duro e rigoroso, mas valeu a pena.

Apresentou-se na passada semana como o primeiro Vácuonauta – Será esta a designação do viajante espacial português, rejeitando assim as nomenclaturas vigentes: Astronauta (EUA); e Cosmonauta (Rússia). O Vácuonauta está finalmente certificado para todo o tipo de missão. Anunciou também a celebração de uma parceria com a Roscosmos para a utilização da nave Soyuz nas 49 reentradas previstas (o que explica o desaparecimento do líder russo durante os últimos 12 dias. Estava entre nós a negociar ao mais alto nível. Secretamente, claro).

Realismo é a palavra de ordem. O orçamento do Programa Espacial Português não está acima das nossas possibilidades. Se nem a NASA tem dinheiro para manter o programa dos Vai-e-Vem, não seremos nós a faze-lo. Negativo. Entre nós a ida é por conta de quem vai. Apenas o regresso interessa à governação. Não nos podemos dar ao luxo de deixar em orbita geoestacionária os nossos compatriotas mais capazes e empreendedores. Esperemos que consigam sobreviver à reentrada!

PEP2015

A Sucessão

Cartaz

Cedo ou tarde em cada reinado, surge a questão da sucessão. Quando o soberano não tem filho varão, isto é, herdeiro natural, procura designar em vida o seu sucessor. É saudável que assim seja. O nosso bom e velho reino não é excepção à regra. A sofisticação do sec XXI permite-nos encarar estes problemas com optimismo. Vantagens da democracia. Já ninguém se lembra o que foi o absolutismo. Nenhum povo vive hoje oprimido na Europa. Soberanos há que até conseguem tornar obsoleto o acto de votar. A elevada abstenção está ai para o provar. Votar é até uma maçada, um aborrecimento, um dia perdido com um acto inconsequente.

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Bons monarcas reforçam esta convicção abstencionista. É o caso do “nosso”. Com empenho e dedicação, muito trabalho e afinco conseguiu de facto preparar toda uma população para viver sem soberano. A sua acção, sempre discreta, oferece essa garantia a todos os seus súbitos. Não há altruísmo maior do que o rei que voluntariamente se torna irrelevante. É a prova maior de emancipação do seu povo.

Ao contrário de alguns (não muitos), vi com bons olhos o traçar do perfil para o novo monarca. Sim, acho útil e subscrevo a teoria do “mais do mesmo”. Bem sei que pode parecer que o actual monarca tem preferidos entre os seus súbitos, mas tenho a firme convicção que a todos nos ama por igual. E o contrário também é verdade, nós amamos o nosso soberano e respectiva consorte. Todos.

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A desconstrução do género no dia da mulher

Hoje, no dia da mulher, gostaria de trazer uma das mulheres que mais admiro e de certo modo, até invejo, a Judith Butler.

A inveja é em mim um sentimento extremamente raro, e por isso, para mim, estranho. A Judith Butler é a autora que nos anos 90 surge com uma nova proposta de género, absolutamente revolucionária e que ultrapassava os esquemas categóricos que dominavam todo o pensamento de género até à altura. Com a obra “Gender Trouble” ela rompe com tudo o que as feministas da primeira e segunda vaga disseram, abrindo assim caminho ao Feminismo de Terceira Vaga. O que vos trago hoje é, resumidamente, o essencial do contributo de Butler para o feminismo e para todo o pensamento de género.

Butler criticou a incapacidade demonstrada pelas feministas de 2ª vaga em romper com a concepção normativa de género, binária, entre homem e mulher, ignorando aquilo que realmente incomodava, a total ausência, como se não existisse, uma ausência surda e que estava na essência da manutenção deste esquema de pensamento: a transsexualidade.

Por outro lado Butler vem chamar as vozes das mulheres que não tiveram voz no feminismo, as mulheres excluídas, porque inseridas em grupos também eles excluídos: as mulheres negras, a voz das mulheres colonizadas, as mulheres do Terceiro Mundo, as mulheres trabalhadores das classes mais baixas. Fez assim uma forte crítica ao elitismo dos feminismos anteriores, de mulheres brancas burguesas, que analisaram somente a condição das mulheres da classe a que elas próprias pertenciam. Butler vem então romper com o feminismo de classe, feito não só pela burguesia mas também pelo feminismo das correntes socialistas.

Judith Butler vem então romper com a dicotomia entre homem e mulher e com o essencialismo em que muitas feministas caíram assim como os estudos femininos e masculinos. Ao afirmar a pluralidade gigantesca de mulheres sem que as mesmas constituam um grupo homogéneo, invalida-se as teorias feitas até então face à sua representatividade das verdadeiras condições das mulheres, mas apenas a condição de algumas mulheres. Butler pretende acabar com esta ilusória universalidade, trazendo à tona conflitos que estiveram presentes na construção da identidade da mulher representada no movimento feminista, e que mais não era do que o estabelecimento do centro através das margens.

É portanto assumindo a multiplicidade de identidades que Butler parte para uma análise de género baseada na subordinação. Para ela o problema de género não é a desigualdade e a subordinação da mulher ao homem, mas antes as identidades de género que ocupam uma posição subordinada nas relações de poder, tal como a mulher, o gay, a lésbica, os transgéneros. Deste modo, Butler agarrou nas identidades de género masculinas e femininas e procurou desvincular as diferenças biológicas dos comportamentos esperados dos homens e das mulheres. Butler argumentou então que esses comportamentos não eram de ordem natural mas sim produto de regras sociais que determinam um conjunto de características e comportamentos que distinguem o masculino do feminino e reproduzem a diferença institucionalizada entre homens e mulheres. Esta visão estende-se também à interpretação dos estilos corporais, nomeadamente a forma de andar, de se vestir e de estar em sociedade. E é aqui que Butler justifica a dicotomia existente entre sexo-género, em que o género reproduz a identidade sexual visível dos corpos. Deste modo o processo de construção de género é limitado pelo sexo, ou seja, pelas características biológicas de uma suposta essência, à qual a cultura atribuiu significados simbolicamente imutáveis e inquestionáveis: o do masculino e do feminino, e toda a cultura gira em torno desta dicotomia. É na anatomia dos corpos que a dicotomia sexo-género encontra a estabilidade para se assumir como universal. Há a apropriação dos corpos como protutos culturais, dos quais se fazem interpretações também elas culturais das diferenças de género.

Contudo é na biologia que Butler se vai apoiar para combater exactamente aquilo que a sociedade afirma como biológico, o macho e a fêmea. Porque esta dicotomia não justifica a existência de intersexos, de homosessuxuais e transexuais. A heteronormatividade encaixa na dicotomia, explica provavelmente uma boa parte da realidade, mas não a total. De fora ficam todos aqueles que não se inserem nestas categorias: homem, mulher, heterossexual. Estas categorias, construídas pela diferença, produziram uma série de marginalizados que não se inserem no centro. Esta norma tem uma enorme força social, é uma construção cultural de comportamentos esperados, que são repetidos todos os dias numa tentativa dos sujeitos se adequarem à norma, ao centro, e que levam a mulher a ser “feminina” e o homem a ser “masculino”. Este comportamento não é, contudo, um acto inteiramente livre, mas um esforço para ir de encontro ao que a sociedade espera que as pessoas sejam. Há assim uma necessidade de se reafirmar a própria sexualidade, todos os dias, criando a ilusão da naturalidade do feminino e do masculino, pois a heterossexualidade é regra obrigatória da sexualidade, a regra da feminilidade e da masculinidade.

E assim nasce a famosa Teoria Queer, que incorpora três dimensões: sexo, género e sexualidade. Sexo enquanto identidade biológica, que não tem que ser binária, e com suporte da biologia, o sexo é uma variável contínua como outros atributos humanos, como a cor da pele, a gordura nas ancas, o tamanho dos seios ou a cor dos olhos. O género como representação de palco, repetidamente demonstrada pelos seres humanos. Sexualidade enquanto desejo sexual por outro. Butler encontra então, nas Drag Queen a resistência à performance feminina. Porque as Drag Queen são a representação da subversão, da imitação da artificialidade feminina socialmente fabricada, desconstruindo a identidade de género e a sexualidade, constituindo para Butler a “imitação e a insubordinação de género”.

Mais do que diferenças entre mulheres e diferenças entre homens, o que é aqui proposto é uma diferença entre indivíduos e dentro dos próprios indivíduos. Entre os indivíduos porque cada um é diferente entre si, rompendo com as categorias per si, uma vez que o pensamento categorial não nos consegue explicar as verdadeiras diferenças, mas apenas as diferenças do centro em relação à margem, e sobre o que é o centro. Então, se o género não é um facto social imutável, toda a sociedade poderá ser questionada e pode ser vista como potenciando diferenças radicais. Romper com as categorias é romper com um esquema de pensamento que marginaliza, que não explica os factos, mas apenas a visão de algumas características por contraste da diferença. Esta é também uma proposta de género da diferença dentro dos indivíduos porque permite a “contradição”, permite uma compreensão mais profunda e mais real do que é o sexo, o género e a sexualidade, que não têm que coincidir. Uma pessoa pode ser um intersexual, mas assumir uma performance de género de uma mulher e sentir-se atraído por mulheres. Porque o sexo não tem que coincidir com o género e estes últimos não têm que ter a si associados um determinado desejo sexual.

Bacamarte – o novo LDG

Como sempre, a critica pela crítica, a maledicência infundada são regra entre nós. Já há quem critique a generosidade do nosso Ministério da Defesa Nacional. Inacreditável! Refiro-me obviamente à magnifica perspectiva de compra de um navio logístico, o Siroco. Este segundo e ultimo navio da classe Foudre é um prodígio da tecnologia. Apenas as mais modernas e sofisticadas Nações terão alguma vez acesso a este tipo de equipamentos –  A França que os vende, nós e o Chile. É realmente triste que os nossos concidadãos não consigam reconhecer uma boa oportunidade quando a têm perante os olhos.

Um sonho que se ajustou aos tempos, uma ideia que se comprovou válida. Senão não teríamos chegado a este solene momento. É indiscutível a importância estratégica desta opção. Seria um disparate investir no desenvolvimento de Corvetas para patrulhar a nossa Zona Económica Exclusiva, seria um absurdo dar continuidade aos programas de modernização das nossas Fragatas. Haja rumo.

Obviamente que o país necessita de um Porta-Aviões, mas como não podemos viver acima das nossas possibilidades, contentar-nos-íamos com um Navio de Assalto. Talvez um Mistral. Mas, até para sonhar é necessário responsabilidade e sentido de estado. Assim, e porque a Nação não pretende assaltar ninguém (no exterior), talvez seja melhor comprar um Navio Logístico. Além disso, o assalto aos portugueses não requer nenhum equipamento em especial. É consentido.

preços de mercado, um Mistral custa 600 milhões (€). Está certo que seria novo em folha, mas tinha o inconveniente dos manuais de instrução na língua de Tolstoi. É verdade que num Mistral sempre dava para operar os famosos EH-101 da FAP, mas esse é outro facto que me revolta na critica – a atenção a pormenores sem importância. Os Merlin não cabem no Siroco? Ok, não tem problema, não temos os Alouette III? Cabem perfeitamente!  (esqueçam lá os Sud Aviation PUMA, esses é para fingir que nunca existiram, ok?)

Apesar de a Marinha já não ter asas, tem os Super Lynx. Se as Fragatas vão ficar acostadas, já não necessitam de helicópteros para nada. Podemos até comprar, sei lá, F35B aos inquilinos das Lajes. E blindados? É verdade que podíamos também comprar uns blindados modernos, talvez austríacos, mas devemos ser realistas e dizer “Alto” – é um navio logístico, não é de assalto!

O Siroco pode ainda ser útil em acções de apoio humanitário. Por exemplo nas Ilhas Selvagens! De que outra forma poderíamos salvar as populações das Selvagens? Por fim, o derradeiro argumento: No ano passado, a Marinha abateu a ultima Lancha de Desembarque Grande (LDG), Bacamarte de seu nome. Eis o substituto.

Decididamente uma oportunidade a não perder. Apenas 80 milhões (€) por um navio que é de uma eficiência de custo inquestionável, cuja utilidade estratégica fala por si, e cujos benefícios para toda a população são tão evidentes (que se torna irrelevante referi-los), é pechincha! Deixemos as “más-línguas” entregues ao seu próprio veneno. Ignoremos a impertinente pergunta “porque é que a França o abateu ao efectivo?”. Não merece resposta.

Novo-Bacamarte