Monthly Archives: Setembro 2013

Quem quer ser cobridor?

Aaaaaah, obrigado Tribunal Constitucional por lutares pela verdadeira democracia! Por muito que nos custe a democracia tem de ser defendida através da melhoria da formação e cultura dos eleitores e não com restrições às candidaturas. A corrupção e ditaduras locais não se combatem com este tipo de leis, meramente forçam a troca de caras.

O problema é termos eleitores com conhecimento de actos lesivos a continuar a votar em quem os pratica porque até dão umas cenouras jeitosas. Os eleitores devem ter a possibilidade de ser governados por quem decidam mesmo que isso os deixe na merda por mais quatro anos. O importante é que em cada eleição estejam aptos a votar melhor. Trabalhemos para isso!

E nem de propósito em Setembro temos a decorrer campanhas autárquicas de lés a lés de Portugal, já não bastavam os incêndios. Só que este ano não será feita cobertura mediática televisiva. Menos um acontecimento importante que os muitos milhares de utentes da inovadora e óptima TDT não vão conseguir ver o que só vem reforçar a equidade  do serviço televisivo entre os Portugueses!

O que dizer destes períodos de campanhas eleitorais? Basicamente são o soltar das infernais máquinas de propaganda partidária. São aplicadas as mais actuais e agressivas táticas de Marketing e Comunicação com uma certeza quase absoluta: a vitória não se garante pelo conteúdo mas sim pela imagem e pelo número de brindes ofertados! E que prazer! E que alegria! De encher os bolsos e os aparadores dos mais variados brindes de encher o olho e a alma. Se tudo correr bem apesar da despesa a eleição da fava está garantida e a factura será paga por todos.

Cada vez mais os votos compram-se por quem dá a maior festa, o maior banquete, o maior fogo de vista, iscos de uma presença em comícios e actos de campanha. Os pequenos partidos e movimentos emergentes não conseguem competir com esta parafernália do entretenimento por forma a ter algum espaço mediático para serem ouvidos.

Isto sim é algo que deve ser combatido, esta monopolização da atenção dos eleitores, jogada com dinheiro verdadeiro, com quase todas as casas do jogo real excepto a carta “Vá para a prisão” e as próprias instalações da prisão. A bem da democracia os garrotes e as rédeas devem ser aqui aplicados para tentar garantir o ouvir da voz de todos os candidatos e todas as ideias. Forçar os eleitores a conhecer outros pontos de vista e desintoxicá-los-los do seu fanatismo político moldado pelas barreiras ao conhecimento total. Com boa ressaca se possível!

Como? Como quiserem sendo que para não me atirarem que apontar problemas é fácil, resolvê-los é que é complicado, deixo aqui minha proposta para tentar melhorar a qualidade e volume dos votos. Os pontos principais a explorar são:

  • Em cada comício / evento partidário deveria passar a ser obrigatório o convite a todas as restantes forças políticas que teriam direito a um tempo de antena de 10 minutos cada um imediatamente antes do discurso final por parte do partido organizador do evento;
  • Seriam realizados eventos pagos pelo erário público, em espaços públicos, onde cada força política exporia os seus argumentos com tempo de antena proporcional ao do seu actual peso político com duração mínima de 10 minutos. No final existiria tempo para questões e respostas entre público e oradores. Estes eventos públicos seriam gravados e colocados em formato digital online.
  • A expensa do erário público no final da campanha seria elaborada uma publicação impressa onde cada força política teria duas páginas para apresentar conclusões e argumentos finais. Seria distribuída gratuitamente nas caixas de correio dos eleitores para maximizar o contacto deste com todos os pontos de vista e soluções apresentadas.

Desta forma existiria uma maior garantia das várias mensagens chegarem aos eleitores e o erário público estaria a financiar uma campanha com maior grau de equilibrio de forças sendo que os gastos seriam atenuados por diminuição de subvenções públicas para financiamento directo dos partidos políticos e obtenção de sponsors locais que iriam ficar positivamente associados ao esclarecimento da população e combate ao caciquismo.

Isto não é utópico e é muito mais justo e pró-democrático do que leis que procuram levar à extinção todo e qualquer tipo de dinossauros independentemente da sua natureza escandalosamente predatória ou não. Afinal não será a paisagem do tempo dos dinossauros também aquela que é representada no Éden?

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És tão boa C’AGARRAva-te…

O problema está no coletivo, são notórias as diferenças.

Acabou para muitos a silly season, época de eleição para desviar atenções da generalidade, mas nela foram-se passando coisas importantes intra-gabinetes e ao estilo da maratona, lenta mas desgastante, desviada dos holofotes por picardias maioritariamente individuais.

Imagem1Temos assistido a espetáculos degradantes, por exemplo no caso dos “swaps”, em que sabe-se á posteriori (sempre) que quando negociados para o coletivo (empresa e/ou estado) se podem tornar tóxicos e ruinosos, mas no que toca á sua negociação, ela foi feita e concluída por quem no individual negociou mais que bem as suas condições de prestação de serviço.

Alguns conseguindo ainda catapultar-se individualmente, para um meio mais mediático, certamente antevendo mais uma vitória individual no mundo coletivo de uma qualquer empresa ou instituição. Tem sido assim e aos molhos… ás resmas.

Ficamos sempre desconfiados com as negociações, mesmo quando elas são individualizadas na pessoa indigitada para o pelouro ou ministério, interrogamo-nos sempre, por que razão o representante tinha tantas credenciais e provas dadas de sucesso e…, falhou.

Podemos sempre questionarmo-nos sobre as razões que levam a tais desfechos mas as conclusões são sempre envoltas numa névoa.

Até no mundo do Fantástico se vem agora questionar os ganhos do individual em detrimento do todo. Tudo não passará de uma Quimera? Veremos…

Até aqui já todos sabemos no individual, contudo avizinha-se mais um enorme desafio para o coletivo, mas…

Temos brevemente mais uma negociação para o todo, que deverá ser renhida pois os “nuestros hermanos” vieram novamente á carga sobre umas ilhas que devem ser rochas devido á sua importância geoestratégica e económica, tem-no feito esporadicamente por outras vias e criado imbróglios diplomáticos mas sem consequências de maior.

Aos olhos do Mundo estaremos novamente a ser escortinados e mais uma vez não será fácil. É do conhecimento que os decisores serão pressionados de muitas formas, embora sempre o neguem.

Serão analisadas até á exaustão uma infinidade de questões até que seja anunciado o veredito, tendo em conta um País a braços com uma crise generalizada em que a mais visível internacionalmente é a económica, mas com outras não menos importantes como o caso ainda quente dos incêndios.Fogo

Questionar-se-ão sobre as capacidades de gestão e fiscalização da que poderá vir a ser (imagine-se) a segunda maior plataforma Mundial, detida por uma Nação que não terá meios para a cuidar e muito dificilmente poderá tirar partido das suas capacidades económicas, nem atuar convenientemente em caso de uma catástrofe. Lá está o coletivo…

Pensarão eles, é o coletivo que não funciona?

Como podem tomar conta de tal área se por exemplo deixaram arder só este ano, mais de 93 mil hectares da sua superfície com os meios inicialmente anunciados como, calculados e suficientes.

Como podem fazer a vigilância de 4.000.000 Km², com parcos meios para a manutenção de uma frota por si só já diminutaplataforma para tamanha quantidade de água.

Como poderão rentabilizar a enormidade de recursos existentes nessa área, sem frota pesqueira, etc.

Mas nós temos dado provas inequívocas no individual com
conquistas de relevância, como recentemente o Carlos Sá que entre outras vitórias, chegou á frente de todos numa das mais desgastantes provas do Mundo depois de correr 217 Kms, isso pode dar-nos uma ideia fabulosa de naturalizar irrevogavelmente a Diana Nyad, mesmo que depois da prova possa voltar a ser Americana e disputar a soberania com uma prova de natação, ela parte da madeira e um outro partirá das Canarias… Quem chegar primeiro fica com o troféu! Ela estará em desvantagem pela diferença na distância mas com um treino individual certamente conseguirá. Esta técnica já foi utilizada noutros ambientes desportivos mas lá está, eram de desportos coletivos e o resultado ficou aquém do esperado.

Talvez o importante mesmo, fosse começar por dar oportunidade a umas individualidades de explicarem ao coletivo a importância desta já famosa plataforma.

Nota:

O titulo nada tem que ver com a plataforma, apenas e só, porque mais uma vez se demonstra que o coletivo não funciona, preocupando-se até com a constitucionalidade dos piropos em vez de questões realmente importantes, enfim quem sabe mais uma busca de protagonismo individual e detrimento do… coletivo.