Category Archives: Teorias da Conspiração

Difamação pura, dura e absurda, sensacionalista sempre que possível, mas genericamente acéfala e desprovida de respeito por credos, espiritualismos, ambientalismos, etc… Enfim, os “ismos” em geral e a parvoíce em particular.

And Now For Something Completely Different: OE2019

O que levará alguém a abdicar de uma vida normal e abraçar a vida circense? É sabido que o mundo é das crianças e talvez por isso se diga que os palhaços são as estrelas da companhia, mas nem só de gargalhada se faz o espectáculo. Outros artistas brilham, tais como acrobatas, contorcionistas, domadores de feras ou ilusionistas, mas tal como o estado precisa de orçamento, o circo carece de malabaristas. Sendo um número já visto, a destreza exigida ao artista é competência rara e se o talento por um lado ajuda, por outro só a prática permite atingir a perfeição.

O público é implacável e não perdoa erros – Quando a cascata falha e a bola cai ao chão, a vaia é garantidamente estrondosa. Coisas da democracia, aproximam-se as Eleições Legislativas e muito embora metade do público não participe, todos tecerão a sua crítica, ou porque é eleitoralista ou porque não é suficientemente generoso e redistributivo. Provavelmente todos terão a sua razão, mas o seu a seu dono, o malabarista continua sem deixar cair nenhuma bola.

O verdadeiro artista é assim, sabe gerir a expectativa do seu público, sabe que não pode falhar, mas também sabe que nada supera o impacto de uma correcção in extremis, vulgo cativação. Orçamenta-se, mas não se gasta. Em finanças públicas, tal como no circo, usam-se estas técnicas antigas, gastas, mas eternamente actuais. É caso para dizer… e agora algo completamente diferente: absolutamente nada. Desmonta-se a tenda e parte-se rumo ao próximo destino. São nómadas!

Espelho de Diana

Ao contrário do que a leitura do título possa denunciar, este texto não é nem reflexo, nem evocação da data, leia-se a efeméride do desaparecimento da outrora “sua alteza real”, para sempre “princesa do povo”, a malograda Diana Spencer. Negativo! A Diana hoje é outra, é mitológica. Não é propriamente a protagonista, mas está no centro da trama. Ora, a mais casta das deusas romanas, irmã gémea de Apolo, filha de Jupiter e de Latona, deusa da Lua, dos animais e da caça, está na origem do nome que há dois mil anos os romanos davam ao lago que hoje conhecemos com Lago Nemi, mais concretamente Speculum Dianae, latim que em bom português significa “espelho de Diana”.

A fama deste pequeno lago também se fica a dever a um dos mais inusitados projectos de construção naval de todos os tempos, pois foi naquele local que o imperador romano Calígula mandou construir (pelo menos) dois navios com mais de 70 metros de cumprimentos, feito cujo único propósito se julga ter sido satisfazer a sua megalómana personalidade. A sua cruel excentricidade foi tal que Cláudio, o seu sucessor, tudo tentou para apagar todo e qualquer vestígio do seu legado. Mandados afundar, os navios permaneceram no fundo até que em pleno século XX o ditador Benito Mussolini mandou drenar o lago fazendo-os emergir gradualmente.

As duas jóias de arquitectura naval foram então transportadas para um museu especialmente construído para as albergar, mas lamentavelmente não sobreviveram ao incêndio que as destruiu completamente em 1944. As causas do fogo nunca foram esclarecidas, se por acção de militares alemães em retirada ou por acção de bombardeamento aliado. Afundados por Cláudio, preservados submersos durante séculos, uma vez resgatados, os navios sucumbiram ao fogo. Ironia do destino? Certamente, pois o sucessor de Cláudio foi Nero, o pirómano.

El País de Papel

El País de Papel é uma série portuguesa do gênero de filmes de assalto. A série estreou em 2005 tendo sido relativamente incompreendida pelo grande público até final de 2014, altura em que atingiu picos de audiência nunca antes vistos em Portugal sendo ainda hoje uma das mais vistas em prime time.

Um homem misterioso que atende pelo nome de El Pobre Provinciano, planeja o maior assalto do século. A fim de realizar o ambicioso plano ele recruta pessoas com certas habilidades que não têm nada de seu a perder. O objectivo é a infiltração no País da Moeda, de modo a que possam volatilizar  milhares de milhões de euros. Para o fazer precisam de centenas de dias de governação, durante os quais vão ter que lidar com dez milhões de reféns e as forças dos reguladores de elite, com cenas de muita pompa, fanfarra, elegância amnésica em grande latosa e planos brilhantes de El Pobre Provinciano, que depois um processo de transformação na cidade de luz, de onde regressa El Marquês, acaba por ser detido no seu regresso em momento de vulnerável saudade.

É este o ponto em que estamos, o séquito d’ El Marquês, convenientemente mestre de Tortura em Democracia, digladia-se publicamente com os defensores da lei procurando reconquistar a liberdade plena, a opinião pública e a vaidade egocêntrica que define os praticantes do seu ofício.

Não perca os próximos capítulo pois por agora a única certeza é o prejuízo acumulado que desfalca El País de Papel.

UnBrexit

As relações bilaterais do Reino Unido com a Rússia remontam ao século XVI, mais precisamente a 1555, ano em que através da “Companhia Russa” foi institucionalizado o monopólio de todo o comércio anglo-russo. Reinavam Maria I do lado britânico e o Czar Ivan IV do lado russo. A monarca britânica, primogénita do segundo dos Tudor e primeiro dos protestantes – o mulherengo Henrique VIII, ficou entre os seus súbitos conhecida como Bloody Mary em virtude da sua vã, mas sangrenta, tentativa de reverter a reforma protestante iniciada pelo pai. Já o Czar de todas as Rússias, Ivan IV ficou para a história conhecido como O Terrível, cuja sagaz mas intempestiva personalidade conduziu, num momento de ira, ao assassinato do seu filho e herdeiro. Enquanto Bloody Mary governou contra o legado de seu pai, foi o próprio Ivan O Terrível que negou o legado ao seu primogénito.

Desde então, Rússia e Reino Unido têm sido tanto inimigos como aliados, conforme circunstâncias e oportunidades. Os contrastes e simetrias mantêm-se: O Reino Unido, uma democracia parlamentar cujo poder executivo é hoje liderado por uma senhora, que tal como Bloody Mary, tenta em vão remar contra a corrente, leia-se Brexit. Enfrenta enormes desafios, quer no plano doméstico, quer no plano internacional; A Rússia, uma democracia autocrática, tem hoje um novo tipo de Czar, tão sagaz como Ivan o Terrível, mas que ao contrário deste não manifesta qualquer tendência para a impulsividade. Frio e implacável como o “General Inverno”, suportado pela oligarquia da energia, tem assumido um papel cada vez mais consolidado como protagonista global.

Eis como a circunstância pode constituir uma oportunidade. Tudo quanto o Reino Unido tem em comum com a União Europeia não foi suficiente para evitar o resultado do referendo ao Brexit. Reverte-lo obrigará a uma mudança de fundo. Nada como um inimigo comum! Se o que somos não nos une, então talvez aquilo que não queremos ser o consiga!

IT Hub: Um Oásis envenenado?

Depois da travessia no deserto Portugal aparenta estar em processo de transformação rumo à conversão num oásis tecnológico. As condições são propícias à instalação de gigantes tecnológicos. Boa localização geográfica, infra-estruturas de excelência, baixo custo de vida, salários muito abaixo dos praticados noutras paragens europeias e provavelmente benefícios fiscais ainda por revelar.

Não há muito tempo a ordem era de desmobilização geral, com muita da nossa mão-de-obra qualificada a emigrar para outras paragens. Agora surgem as oportunidades, vagas e vagas de posições altamente qualificadas por preencher, sem resposta imediata à altura. Provavelmente os salários a praticar não serão suficientemente altos para atrair aqueles que sairam do país encontrando remunerações muito acima das praticadas em Portugal, pelo que só existem dois caminhos possíveis, ou atrair os profissionais insatisfeitos em PMEs e grandes empresas nacionais ou atrair imigrantes de outras paragens para quem os ‘baixos’ salários portugueses sejam vistos como ‘altos’ salários face à sua realidade.

Em termos de emprego, economia e fiscalidade nacional sem dúvida que, a prazo, os ganhos serão muitos a todos os níveis. Poderemos também assistir a uma transformação do ambiente de trabalho das tecnologias de informação para um panorama ainda mais multi-étnico e multi-cultural, o que até casa bem com a nossa portugalidade. No entanto, poderá ser prejudicada a capacidade das nossas empresas. Além do recrutamento agressivo por parte de consultoras, que secando o mercado de talento criam oportunidades para si, as empresas terão agora de competir com gigantes de alto poder de atracção de talento. Existe o perigo real de que percam os melhores profissionais do sector de IT, fragilizando a sua operacionalidade e consequentemente os seus resultados.

Esperemos que, tal como o fizemos na nossa floresta,  não estejamos inadvertidamente a minar este precioso oásis com o plantar de gigantescos e ávidos eucaliptos.

 

Le Service National Universel

Na Europa dos impérios, os primeiros anos do século XX caracterizaram-se por grandes contrastes de percepção, sobretudo no que à guerra dizia respeito. As populações, esquecidas dos horrores da guerra, deslumbradas pelo progresso tecnológico, viviam confiantes e tranquilas, seguras da paz. Já os governos não. Os mais avisados, que não o nosso, lançaram-se numa corrida às armas que para história ficou conhecido como o período da Paz Armada. A Europa nada temia senão a si própria. O centro do poder económico e militar do planeta era Europeu. O resto do mundo pouco contava, a China dormia, os Estados Unidos da América firmes e convictos nas virtudes do isolacionismo e o Japão dava os primeiros passos na era moderna após a revolução Meiji. Surgido o pretexto, tudo se precipitou tal e qual a explosão sucede ao atear do rastilho. Superficial e sucinto, foi este o contexto que precedeu o primeiro conflito mecanizado da história. Mesmo quando para as populações se tornou evidente a iminência da guerra, prevaleceu a ilusão que a modernidade precipitaria um rápido desfecho, que o tumulto seria violento mas breve. Como sabemos, a realidade foi bem diferente. Tudo mudou, a Europa deixou de ser o centro político do mundo. O conflito entre os poderosos da Europa revelou-se fratricida. Todos perderam.

Pouco mais de um século volvido, eis-nos novamente confrontados com o mesmo tipo de ameaças. Populações convictas da paz assistem passivas a um novo período de paz armada patrocinado pelos seus governos. A França de Macron deu hoje um sinal claro, anunciou o regresso do serviço militar obrigatório.

O empresário perfeito – título póstumo

Imaginemos um grande empresário português que tem a visão de construir o primeiro hipermercado em Portugal, confirmando-se a aposta certeira em termos de investimento. Rapidamente se multiplicam o número de hipermercados surgindo depois centros comerciais de grandes dimensões. Este novo paradigma revoluciona os hábitos de consumo dos Portugueses. Num curto espaço de tempo as ruas das cidades perdem grande parte do seu movimento pedonal, a maior parte do pequeno comércio local, várias praças e mercados municipais, são forçados a encerrar pois não conseguem competir com os baixos preços e concentração da oferta oferecida por estes novos espaços.

Para os consumidores era um maravilhoso novo mundo, nunca se comprou tanto com tão pouco!

Nos bastidores sofriam os fornecedores, esmagados por uma enorme pressão comercial que lhes permitisse ter acesso às, agora únicas, grandes montras de exposição e escoamento dos seus produtos. Alguns cedem, outros ficam condenados à falência, sem nunca faltarem produtos nas prateleiras. O consumidor compra o que houver, isso é garantido.

Nos centros comerciais a estratégia foi outra. Concentrar os mais variados tipos de lojas, provavelmente pagando uma renda justa, com uma pequena contrapartida, ter acesso aos principais indicadores de negócio de cada uma das lojas, porque obviamente essa informação é de vital importância para a gestão sustentável do empreendimento. E assim, durante alguns anos, comerciantes abençoados puderam servir de cobaias num tubo de ensaio que permitiu definir quais os tipos de lojas mais rentáveis naquele novo ecossistema comercial. Uma vez feita a prova de conceito criava-se uma marca própria que substituía as pequenas lojas, num investimento mais do que garantido. E assim os grandes centros comerciais deixaram cada vez mais de ter pequenos comerciantes, concentrando sobretudo marcas próprias e outras grandes marcas, âncoras, contra as quais não valia a pena competir.

Uma vez seca a competição este empresário pôde concentrar-se em desenhar formas de potenciar o consumo, através de contínuas e desorientadoras acções promocionais. Preços em constante flutuação, uns para baixo, outros para cima, numa matemática manhosa cujo resultado para o consumidor só pode ser devidamente percepcionado se olharmos para a curva de evolução dos lucros como uma curva de evolução dos gastos e a compararmos com a curva de evolução dos rendimentos das famílias ao longo dos anos.

Este empresário criou assim um império milionário, tornando-se num exemplo virtuoso. Não só dinamizou a economia através da construção dos seus espaços comerciais, do incentivo ao consumo, do aumento do crédito ao consumo, como garantiu no processo a criação de largos milhares de empregos, conseguindo a concentração da circulação de consumidores e dos agentes que compõem o tecido económico no sector do retalho nacional.

É por toda esta criação de riqueza, simplificação de processos, entretenimento das hostes, que, justamente, a classe política lhe presta a devida homenagem. Já aos fornecedores, trabalhadores e consumidores passa-lhes um pouco ao lado de tão alheados que estão, seja na labuta para garantir produção e sustento, seja no desfrutar do grandioso ecossistema comercial que lhes foi oferecido por este homem. Mais uma prova do sucesso da sua visão estratégica de se tornar num dos pilares de uma sociedade cega e inconscientemente consumista.

Uma teoria como outra qualquer

A chuva extinguiu as chamas, mas não apagou os incêndios. Concretizada a adiada demissão, antes que a oposição pudesse (re)apontar a mira para a área da defesa, surgem boas novas à continuidade do respectivo ministro. Pelo menos assim aparenta. Bom timing ou mera coincidência? Não sabemos. As denúncias anónimas têm destas coisas, eternizam as dúvidas sobre os propósitos que lhes estão na origem. Continuamos sem saber se foi roubo, extravio ou ajuste ao inventário, mas o desfecho afigura-se apaziguador dos espíritos mais susceptíveis. Ou talvez não, talvez a ausência de um rigoroso e detalhado relato da ocorrência faça perdurar o sentimento de insegurança na sociedade lusitana. Haja por isso uma narrativa, eventualmente absurda, mas todavia tranquilizadora. Ei-la:

Certa noite de Verão, um grupo indeterminado de indivíduos de má índole deambulavam por uma das freguesias do Concelho de Vila Nova da Barquinha quando esbarraram com um rombo numa antiga e descuidada vedação. Curiosos, penetraram no perímetro e indagaram que oportunidades nele se lhes ofereciam. Alguns edifícios remotos sobressaíram no terreno e quando constataram que a porta estava trancada, concluíram ser ali que o seu prémio se escondia. Arrombada a porta e abertas algumas caixas, muito embora não reconhecendo utilidade prática ao conteúdo, decidiram levar algumas. Depois se veria que destino lhes dariam. Assim foi, a coberto da noite, motivados pelo perverso gozo do furto, optaram por a braço transportar algumas centenas de quilos. Caminharam sem rumo, ao longo de meses e aquilo que começou por ser uma aventura excitante, transformou-se numa desgastante e aborrecida rotina. O sinuoso trajecto percorrido mais não fora que um passeio em círculo. Foi então que o grupo decide pôr fim à desventura e após acesso debate, decide abandonar ali mesmo o seu fardo. Movidos pela inveja, decidem-se pela denúncia anónima, um derradeiro e soez gesto que apenas visavou impedir que outros turistas colhessem o fruto do seu “trabalho”…

Içados do Lixo

Meia dúzia de anos volvidos, eis-nos subtraídos ao entulho, içados do lixo pela majestática e impoluta instituição de notação financeira. A agência em causa, que tal como as demais, jamais foi contaminada pela falha, equívoco ou erro, proferiu o seu magnânimo e positivo parecer. Celebremos! A festança será obviamente manchada pelo já habitual debate reivindicativo do mérito entre o actual e o anterior governo da República. Esta disputa tem um, e um só, ponto de convergência entre as partes em contenda. Ambas enaltecem os heróis do feito, nomeados voluntários à força para esta causa, os contribuintes portugueses. Pessoalmente dispenso o gesto de reconhecimento, pois não só é manifestamente hipócrita, como é um atestado de infantilidade que a todos nos passam. Se assim não fosse, os protagonistas não disputariam entre si louros ou glória pela ascensão no nível do aterro das dívidas soberanas.

Insultam-nos com os seus elogios fúteis e a sua descarada falsa modéstia. Falsa quer por falta de humildade dos actores, quer por ausência de fundamento. Os riscos mantêm-se e, como sempre, os avisos repetem-se. Estamos no domínio do menos mau, entusiasmados com pouco. Habituados ao nada, nem questionamos a “dádiva”. Gratos, congratulamo-nos, resignados ao incontornável poder dos mercados e dos seus agentes, não democráticos e por isso ditos idóneos. A economia de mercado de outrora confunde-se hoje com a ditadura da finança. Acabaram os estados soberanos, daí o desinteresse e a abstenção crescente. No fundo, mesmo quando não reflectimos sobre onde reside o verdadeiro poder, sabemos sempre quem manda. É triste que tudo isto se tenha tornado banal.

 

Cerco à Sardinha

Celebrados os feriados dedicados aos Santos Populares, finda a festividade e cumprida a tradição, eis a mais recente demonstração de subjugação da nação. Por cá andamos há mais de 8 séculos, mas aparentemente não nos sabemos governar nem precaver. Felizmente, há quem olhe por nós, há quem nos coloque na linha. Desta feita a sapiência provém de Copenhaga, na Dinamarca, sede do International Council for the Exploration of the Sea (ICES), entidade que aconselha a soberana Comissão Europeia em matérias de pescaria. Segundo o mais recente parecer, parece que estamos a dizimar a espécie cientificamente designada por Sardina pilchardus, vulgo Sardinha. Tal atentado à biodiversidade é perpetrado pela frota portuguesa de pesca de cerco, arte de captura realizada por cerca de 130 pequenas embarcações. Estas terríveis fábricas de destruição, realizam viagens diárias para pescar na vizinhança dos seus portos de origem, fazendo-o até 180 dias por ano, descansando pelo menos 2 dias por semana. Uma inexorável máquina de extermínio.

A indefesa Sardinha, impotente contra a implacável sofisticação destes “navios não-fábrica”, está condenada à extinção. Ao invés de embalado e congelado, imagine-se, o pescado chega a terra fresco! É de uma crueldade atroz. Conclusão? Quinze anos de interdição de pesca! Os ditos cientistas, suportam a sua recomendação em modelos matemáticos e probabilidades. Tudo muito científico…

Contudo, é a própria comunidade científica que reconhece desconhecer as razões para as variações extremas na abundância das pequenas espécies como a Sardinha. Classificado como fenómeno, a variação extrema na abundância destas espécies é uma certeza, mas está por explicar. As relações entre as condições atmosféricas e oceânicas não são claras, nem os mecanismos associados estão identificados, mas há no entanto quem não hesite em invocar a infalibilidade do modelo matemático. Só não é estranho porque é tristemente previsível. Entre nós, a pesca da Sardinha gera perto de 30 milhões de euros por ano, sendo rentável, quer-se extinta. Há muito produto de aquicultura e ultracongelado por importar!