Author Archives: Nuno Faria

Ucrânia – pico de incoerências

Noutro tipo de análise, ao cruzar as grandes tendências de opiniões sobre esta guerra com a defesa dos valores contemporâneos, é possível identificar algumas lacunas na dimensão ética, moral e ideológica das milhentas reacções pessoais partilhadas online. Procuro aqui demonstrar a confusão de valores em que nos encontramos actualmente. Se não é possível manter a sua coerência em situações limite talvez seja preciso ajustar conceitos sobre os mesmos. Caso contrário qual o critério para sua aplicação agressiva numa moderna e cada vez mais comum política de cancelamento?

A aceitação do Negacionismo fará parte da recém-adquirida admiração do povo ucraniano? Efectivamente são um dos menos vacinados no continente Europeu, sendo referência como “mau comportados” no que diz respeito ao uso de máscara, respeito do confinamento e confiança nas vacinas. Efectivamente o contexto de guerra atirou para 2º plano a questão pandémica, tanto na luta pela sobrevivência como na recepção aos refugiados. O que quer dizer que talvez @s ucranian@s tenham razão na forma como abordavam o tema antes do conflito… Ou serão forçados à adopção de comportamentos sanitários nos países/casas de acolhimento? Estarão aqueles que os recebem mais tolerantes ao “negacionismo” Ucraniano em comparação com o inaceitável “negacionismo” dos seus compatriotas?

O fim instantâneo da pandemia ditado pela agenda mediática e não pelos acontecimentos no terreno. Todos aceitam o aliviar de medidas sem se questionar como é possível que de um dia para o outro tudo o que era usado como justificação indiscutível fosse deitado por terra de forma imediata. O vírus saiu da agenda numa altura em que queimava em lume brando vários líderes mundiais (pex Canadá, USA, UK, França) que se vêem salvos pelo protagonismo dado no assumir de uma máscara de liderança dura e firme ao lidar com temas militares. Ao mesmo tempo informação confidencial da Pfizer é libertada por ordem judicial, e os discursos ajustam-se para reforçar que a ciência à data não poderia ter certezas de resultados nem de efeitos adversos. Assistimos ao pioneiro da vacinação obrigatória na União Europeia a anular essa medida, antes mesmo de iniciar a sua implementação… Na Alemanha abafam-se evidências constatadas em análises independentes feitas por seguradoras no ramo da vida e saúde. E um estudo preliminar indica que, ao contrário do que era afirmado, a informação genética da vacina se pode integrar no DNA do tomador de vacinas mRNA e tornar-se uma ameça à integridade do genoma do hospedeiro com efeitos adversos prejudiciais à saúde. Interessará mesmo a tod@s acompanhar estas notícias relacionadas com tema da gestão pandémica? Ou será preferível acreditar, por esquecimento, que chegámos ao seu tão desejado fim?

A (i)legitimidade da declaração de guerra é negada à Rússia, que não tem direito a invadir sob pretexto de defesa dos seus interesses e segurança nacional, prevenindo afirmação de potência nuclear agressiva na sua fronteira. No entanto as guerras recentes no Médio Oriente, a milhares de Km das fronteiras de USA e UE, tendo por base uma suspeita não confirmada de desenvolvimento de armas de destruição massiça, foram relativamente bem aceites e consideradas justas pela opinião pública (ou pelo menos assim nos foi passado pelos media). Poderão ver a expressividade das mesmas em termos de baixas para comparar com o que se passa hoje na Ucrânia. Por exemplo na primeira semana estimam-se menos de 600 baixas civis na Ucrânia quando no Iraque ocorreram mais de 4000 baixas civis nos primeiros dias de guerra.

Incitamento a Ódio tolerado nas redes sociais, desde que a visada seja a Rússia, continuando a censurar de forma veemente essas formas de expressão tendo como alvo outros povos e etnias. Deveríamos ter plena liberdade de expressão ou quais os critérios para aceitar este tipo de censura?

Glorificação da Violência expresso nos likes, adoros, força, admiro-te, e outros elogios feitos a homens e mulheres que postam, nas suas páginas pessoais do Linkedin e universo Meta, fotos de si próprios em equipamento militar e/ou armados, declarando-se como alguém que abandonou tudo o que tinha para ir combater. Alguns inclusive regressaram da emigração para o efeito. Colegas e amigos dos países ocidentais entram em extâse com tamanha demonstração de alma e coragem, como se matar ou morrer se banalizasse como mais um elevador social. Se matar e ostentar que o fez receberá gratificações? Se morrer receberá smiley de lágrima no canto no olho?

Celebração do isolamento de um povo deixando-o em teoria à mercê do seu “regime totalitário”. Por um lado criamos mais dificuldades a um povo que poderia agarrar-se ao contacto com o mundo ocidental para alimentar uma aspiração de mudança, por outro ao ver tamanho número de empresas em actividade na Rússia talvez seja um forte sinal de que não estão assim tão isolados do mundo ocidental. É dito que o objectivo é pressionar o governo através da revolta da sua população, o que quer dizer que temos consciência, ou idealizamos, que esta vai ser penalizada e que isso terá grande influência no desenrolar do conflito militar. Assim de repente lembro-me de Cuba e Palestina como sendo alvo de embargos altamente criticados, mas agora estará tudo bem porque é o “nosso inimigo”. Tendo em conta que se invoca o passado “sujo” da Rússia, até para com o seu povo, porque não o fizemos mais cedo?

Discriminação de género na proibição da saída de homens dos 18 aos 60 anos, com liberdade de fuga a todas as mulheres. Por um lado diminui as mulheres, como se nos dias de hoje estas não tivessem capacidade de integrar forças militares, por outro retira autonomia aos homens de decidir por si qual o nível da sua resposta a este conflito armado tornando-os prisioneiros forçados sob ameaça de um recrutamento obrigatório no futuro próximo. Falhou-se uma boa oportunidade de equidade, ora proibindo a saída de homens e mulheres, ora concendendo liberdade de escolha a tod@s.

Racismo na discriminação positiva dos refugiado de guerra da Ucrânia. A União Europeia mostra-se pronta para acolher 5 Milhões de deslocad@s ucranian@s, com total apoio público. A mesma União Europeia que gasta milhares de milhões de euros a construir campos de alojamento precário para conter milhares de emigrantes de África e Médio Oriente por forma a impedir a sua entrada massiva em território Europeu, com total apoio público. Deixo a ponderação dos critérios para tal discrepância a cargo do(a) leitor(a) e se nela não surgem argumentos facilmente catalogados de racistas ou xenófobos. Por curiosidade o sentimento d@s refugiad@s ucranian@s em relação a Portugal parece estar em linha com os dos seus pares de outras geografias.

Escrever posts, manifestar opiniões, expressar sentimentos, sem ter integrado todas estas contradições, batalhado pelo seu equílibrio no juízo da situação actual, não é mais do que permitir que o impulso precipitado tome o controlo, criando uma espiral descontrolada baseada simplesmente em indução por factores externos e recompensa imediata por aceitação generalizada daqueles que giram ao sabor dos ventos mediáticos.

Tentemos que o anseio de pertenção ao maior grupo não nos tolde a visão e discernimento, nem promova a adesão incondicional ao séquito daqueles que ditam o alinhamento de notícias e opiniões. Não o fazer é não exercitar o pensamento, progredindo num perigoso embrutecimento colectivo que será capaz de fazer e dizer exactamente o contrário dos valores que advoga.

NOTA: depois do último post tive contacto com os documentários “Ucrânia em Chamas” e “Donbass”, que permitem reforçar o contexto dos acontecimentos contemporâneos. Recomendo a sua visualização a tod@s.

Ucrânia – sinais dos tempos

Este não é um post fácil de digerir. Tem o objectivo consciente de provocar, oferecendo uma perspectiva de choque, na esperança de despertar pensamento crítico sobre tudo o que nos é comunicado. Desanima-me muitas vezes ver pessoas com o sentimento adequado, compaixão para com as vítimas, mas o entendimento completamente adulterado, ódio incondicional para com a Rússia, como se o mundo Ocidental não tivesse grandes responsabilidades no que está a acontecer neste e noutros temas.

Em caso de indignação ou altercação por favor saltar para última secção.

Enquadramento Histórico

É comum ouvir ao vivo, ou ler em posts contemporâneos, palavras de sentida e completa diabolização da Rússia, colando uma civilização milenar ao seu actual líder, ou aos horrores presentes nos seus últimos 100 anos de história (algo similar ao que também acontece com a China).

Antes de reagir, tomar posições firmes e verbalizar palavras sentidas, seria um bom exercício que cada um(a) aproveitasse este momento para explorar o passado, antigo e recente, procurando adquirir uma percepção informada daquilo que dele se reflecte hoje neste presente, que não deixa de ser um certo deja vu do acontecido com a Crimeia do ponto de vista estratégico e geo-político.

Depois desse trabalho de casa verifica-se facilmente que mais uma vez os media ocidentais gostam de cozinhar uma narrativa, com omissões grosseiras, que induza uma tendência forte de entendimento e sentimento generalizado.

Sinais Preocupantes

Durante a juventude intelectual é normal que tenhamos uma certa soberba, de olharmos para os problemas do mundo detectando de caras as decisões idiotas que conduzem a conflitos ou catástrofes de várias naturezas, de acharmos que os representantes e decisores de altas instâncias são profundamente incompetentes. Mais tarde, com a continuidade e instalação de humildade, percebemos que o desenrolar dos acontecimentos é desenhado e conduzido de forma magistral, com muita minúcia, formatando a opinião pública para a aceitação, advocacia e apoio das linhas gerais de acção/reacção desejadas. Deixo aqui alguns pontos à (re)consideração.

A batalha pela mente acentua-se, sendo designada de guerra de (des)informação. Não me levem a mal mas é óbvio que ambos os lados manipulam os acontecimentos para tentar conquistar a opinião pública. É essencial ter acesso a ambos para identificar discrepâncias que merecem ser investigadas para perceber onde está a verdade. A aceitação da censura do acesso à informação emitida pelo “inimigo” é mais preocupante e perigosa do que os perigos de ter contacto com propaganda grosseira. Estão basicamente a dizer-nos “não se preocupem, as entidades competentes farão a filtragem dos conteúdos informativos sobre este conflito, confiem absolutamente em nós que somos os guardiões da verdade e da justiça”. Um exemplo é a acusação trocada de combate a fascismo e nazismo. De caras a Rússia é ensacada nesse estereótipo mas depois percebemos que existe algo na Ucrânia chamado Batalhão Azov com alta influência em temas de defesa e militares, ficando então mais complicado de definir a quem aplicar o esterótipo de forma exclusiva. Deixo alguns canais Telegram onde ainda é permitido cruzamento com informação diferenciada, que também deve ser consumida e filtrada com cautela: Coach Red Pill, Storm Clouds Gathering, O Informante.

A promoção da guerra vs a promoção da defesa. Temos países europeus a oferecer armamento a uma das partes de um conflito armado às portas da União Europeia, a unir-se num isolamento económico-digital nunca visto à Rússia e aliados, a lamentar que uma das partes não seja já membro da UE e/ou NATO tentando congeminar formas de o conseguir concretizar de forma benemérita para assim legitimar políticamente uma intervenção no terreno (que basicamente seria o oficializar da 3ª Guerra Mundial envolvendo potências nucleares de ambos os lados). Tudo isto tem consequências gravíssimas e impacto mundial a todos os níveis, sendo claro que depois de criado um ambiente de repulsa para com um dos lados se apelou a que uma guerra “moral” contra o agressor terá custos elevados que a população tem de estar preparada para suportar. Estaremos mesmo cientes e preparad@s para todas as possíveis consequências, inclusive de um envolvimento directo?

A construção do grande herói. Zelensky está a ser retratado como homem dos tomates de ferro, o verdadeiro líder patriota, a encarnação da coragem e despertador de libido na sua legião de nov@s admiradores. Zelenksy é um político, isso só de si já diz muito. Imaginemos um líder altamente competente, com capacidade de análise estratégica geo-política, conhecedor de acordos históricos recentes e do impacto das suas decisões no saudável equílibrio das relações com nações vizinhas. Terá decidido consumar uma aproximação à UE e NATO, certamente tendo conversas de altas instâncias onde lhe terá sido garantido apoio (in)condicional. Empoderado por esse apoio ousa desconsiderar sérios avisos de uma nação vizinha historicamente poderosa, influente, quiçá mesmo ameçadora, esquecendo o recentemente ocorrido no episódio Crimeia. Um conjunto de palavras e actos geram uma avalanche de acção/reacção que resultam em invasão militar e isolamento no terreno, pois afinal as suas costas não estariam tão quentes como pensaria. Apressa-se a fazer apelos de ajuda, a chamar de fracos e brandos à UE e NATO que, segundo ele, se acobardam vergonhosamente perante o abraço do urso, recusando-se a pronta intervenção militar moralmente defensável. Ao mesmo tempo proíbe os homens dos 18 aos 60 de sair do país, iniciando um armamento massivo indiscriminado de civis que instiga a combater por todos os meios possíveis. Colocando de parte a aprumada gestão de imagem, o eficiente marketing digital, os monólogos bravos, emotivos e eloquentes, se nos focarmos antes na sua agenda de acção/reacção, é claro que instiga o iniciar e escalar do conflito a nível mundial, criando as condições para uma ainda maior catástrofe de perda de vidas humanas ao promover que civis confrontem forças militares profissionais. A situação não é fácil, claramente é desesperante para quem está no terreno, mas parece-me faltar algum discernimento em todo o processo, juntado-se à equação de que se a Rússia quisesse poderia ter arrasado completamente o país numa semana ao invés de fazer ataques e capturas cirurgícas. Ao contrário do reportado, as forças Russas não estão a ser incompententes ou altamence rechaçadas por heroismo Ucraniano, é provável que simplesmente estarão a exercer uma estratégia de ocupação com progressão lenta, cercos controlados e tentativa de diminuição de baixas de civis, pois é fulcral não aumentar ódio inflingindo baixas desnecessárias (sobretudo se a ocupação for o objectivo). Do meu ponto de vista, um herói não instiga o escalar do conflito, nem “obriga” a sua população a permanecer no terreno para defesa incondicional do seu país. Um herói moderno tem de ter a capacidade de retrair, renegociar, fazer o que é necessário para minimizar perdas ao enfrentar um agressor que é praticamente imparável do ponto de vista militar sem ajuda externa. Poderia ter tido a inteligência de o fazer muito antes do conflito estalar, mesmo que isso atrasasse as suas pretensões de aproximação ao Ocidente. Seja como fôr, temos um herói em ascensão, uma nova referência ocidental do líder ideal em momentos de crise, engrandecido como o grande influencer do momento. (por onde andará Ghandi e a sua inspiração?)

Solidariedade para com vítimas de guerra

Independentemente de tudo que foi escrito acima, de onde está o ónus da culpa, há algo que é inquestionável: o sofrimento humano atroz provocado a vítimas directas ou indirectas de qualquer acto militar. Desde os civis aos próprios soldados que muitas vezes são programados ou forçados a obedecer/reagir sem reflectir sobre os seus actos e pensamentos. De ambos os lados.

Neste momento é a Ucrânia que infelizmente se junta aos vários conflitos activos no mundo, sendo de louvar o genuíno sentimento de compaixão e movimento de auxílio, quase instantâneos, para com esse povo repentina e inesperadamente tão necessitado às portas da UE.

Para quem queira e não conheça aqui ficam dois links para chegar a plataformas que servem de ferramenta para exercício de vários tipos de auxílio.

Ensaios ao Atingir da Inumanidade de Grupo

Depois de descartada a via da imunidade natural, gorando-se cada vez mais a eficácia da protecção artificial, apesar da alta taxa de inoculação, a gestão pandémica vê-se agora condicionada a abandono total de muito do que tem sido defendido ou manter-se na cada vez mais estreita via da narrativa de restringir, isolar, confinar, (re)vacinar até ao zero de ocorrências diárias.

Manter o rumo até aos “zero casos” significa persuadir os não aderentes até que cedam à inoculação “voluntária” e promover a actualização daqueles cuja protecção atribuída caducou prazo de validade. Como o fazer? Aqui ficam alguns casos práticos em ensaio no palco internacional:

  • Decreto de vacinação obrigatória progressiva, começando nos escalões etários mais altos, descendo progressivamente a faixa etária da obrigatoriedade, aplicando sanções monetárias cumulativas a quem não cumpra “a lei” (pex Áustria, Grécia, Itália);
  • Cortar apoio financeiro a quem entre em isolamento profilático e/ou cobrar taxa agravada de despesas de saúde relacionadas com tratamento (pex Alemanha, Singapura);
  • Criar brigada de fiscalização dedicada em exclusivo a este tema (pex Áustria);
  • Remoção de acesso a filh@s pois o contacto é subversivo e contra os interesses da criança (pex Canadá);
  • Simplesmente banir acesso de não aderentes a variados espaços e serviços “não essenciais”, incluindo expulsar crianças e jovens de estabelecimentos escolares (pex França, Itália, USA);
  • Rotular os que ainda vacilam com termos depreciativos como anti-vaxxers, negacionistas, racistas, facistas, misóginos, etc, declarando-lhes total asco e intolerância (pex Canadá);
  • Quem sabe restringir acesso a bens e serviços básicos, incluindo comida, para acelerar uma saudável mudança de opinião (pex Índia, Paquistão);
  • Criar confinamentos agressivos, pelo bem comum, mesmo que sem condições logísticas para os manter em condições dignas (pex China);

Para sucesso da instalação destas iniciativas é necessária passividade e consentimento por parte de toda a sociedade, o desafio do Estado é esse, conquistar um nível de aceitação popular que permita tornar o absurdo e o atropelo de direitos individuais inalienáveis, como normas moralmente louvadas.

Só a pressão social e judicial poderá causar recuos, tal como aconteceu em alguns dos países paladinos das restrições benfeitoras (pex Inglaterra, Irlanda, Israel, USA). Tudo isto em picos pandémicos, sem lógica sanitária de acordo com procedimentos impostos nos últimos dois anos…

Será que o valor da vida política se sobrepõe ao valor da vida humana? Talvez por isso tenhamos eleições em pico de casos positivos, com tolerância ao quebrar de isolamentos profiláticos apesar dos supostos grandes riscos que isso acarreta, a fim de permitir a incorporação atempada de um novo governo que depois certamente resolverá o que haja a resolver.

Ao nosso critério fica a ponderação sobre se é a concordância ou a discordância, para com as medidas aqui exemplificadas, que evidencia uma sociedade justa, democrática e inclusiva, sem perder de vista que talvez amanhã sejamos nós a não estar dispost@s a um enésimo reforço ou em inocular uma criança a nosso cargo. Bom exercícicio de inumanidade / humanidade de grupo!

2022: A Aurora Empírica

Uau! Que ciclo odisseico foram 2020 e 2021!

Como antevisto no início de 2020 foram criadas as condições necessárias para uma cisão progressiva da sociedade, do ponto de vista ideológico e mundano, que se aproxima agora de uma conclusão apoteótica.

Esta será uma revolução completa em torno do sol marcante para tod@s, com forçosa humilde transformação de muit@s, pautada pelas experiências vividas e evidências colectadas neste triénio 2020-2022.

Por esta altura parte considerável da população já passou pela praga, ou vice-versa, tendo agora um cunho pessoal na interpretação que faz da sua perigosidade, bem como da assertividade e real eficácia de tudo o que foi, é, será proposto para atingir a almejada invulnerabilidade.

Estranhamente este contacto directo, através de um positivo sem razão aparente ou de um negativo contraditório para com a positividade em seu redor, tem um efeito tranquilizador pois desconstrói o terror incutido num relativismo sanador. Para isso contribui a falta de rigor, ou mesmo ausência de orientações claras, relativamente a procedimentos de isolamento e rastreio de contactos, como se as próprias autoridades de saúde apenas se preocupassem muito com a possibilidade de contrair, despreocupando-se depois de de facto contraída.

Por via empírica muitas coisas começam a fazer menos sentido, a ser menos justificáveis, e limites começam a ser redifinidos por quem se entregou de boa fé às orientações e recomendações de emergência. É um despertar natural e orgânico, proporcionado pelas linhas tortas da própria Vida, a melhor professora da História.

É nas interacções presenciais e conversas da Vida que se sente tudo isto, que está em cena um enorme teatro de conformidade para com novas etiquetas sociais, furadas na mínima oportunidade, que se percebe que andam a ocorrer mal-estares súbitos, mortes estranhas e inesperadas por aí, nos círculos sociais e nas notícias. (vide pex situação anómala na alta competição e indicadores reportados por empresas de seguro)

Nas principais fontes de informação continua a conduzir-se a narrativa da forma que melhor serve o propósito definido: 1) abranger crianças e jovens; 2) aplicar dose de reforço; 3) conquistar @s que ainda não concederam a primeira inoculação. O mais curioso talvez seja o uso do termo “não vacinad@” abranger agora todos aqueles que tenham zero a menos uma dose do que o número de doses definido como tendo a vacinação completa (de momento 3 em Portugal), o que permite criar títulos como “a maioria dos hospitalizados são não vacinad@s” sem faltar à verdade, e traduzir à medida reportagens no estrangeiro como pex “the majority of the people in the ICU are not boosted” para “a maioria d@s internad@s nos cuidados intensivos são não vacinad@s”.

Auguro um 2022 muito profícuo na evolução da percepção e afirmação de quem somos, no esclarecer da estratificação limitada dos vários níveis de governação (local a mundial), na defesa e exercício de Direitos Universais.

Como nota final deixo aqui um conjunto de ferramentas que poderão ajudar a ligar a intuição e conhecimento empírico recém-adquiridos a informações concretas e fiáveis.

  • Motor de Busca DuckDuckGo – alternativa ao Google focado em privacidade e sem algoritmos de censura aplicados ao tema pandémico;
  • Telegram – ferramenta de comunicação para troca de mensagens, grupos, subscrições etc, sem censura e com alto nível de privacidade. É aqui que estão concentradas muitas fontes de distribuição de informação depois de terem sido censuradas de Facebook, Twitter e afins;
  • Um Bom Ponto de Situação – uma entrevista recente de grande impacto mundial que resume o que de mais relevante se tem passado;

Canais Telegram a seguir que distribuem informação muito pertinente sobre a evolução e vivência desta crise mundial:

  • Dr. Robert W Malone – inventor da tecnologia mRNA, vacinado, mas que com base nos dados decidiu alertar o mundo para o que dizem os dados;
  • Dr. Peter Mcullough – cardiologista de renome internacional;
  • World Doctors Alliance – aliança independente, sem fins lucrativos, de profissionais de saúde que se uniram para partilhar experiências;
  • Médicos pela Vida – alternativa ao acima para quem se sinta mais confortável com língua portuguesa. Apesar de contexto ser Brasil os conteúdos de esclarecimentos médicos e científicos são universais;
  • Direitos na Pandemia – enquadramento legal das medidas tomadas e como com elas lidar em Portugal;

Existem muitos outros canais onde chegarão rapidamente se decidirem explorar o Telegram. Podem entrar e sair dos canais a qualquer momento em função de os considerarem úteis ou não. Existem alguns canais portugueses mas infelizmente os mais conhecidos, com os quais tive contacto, tornam-se pouco úteis devido a discussões estéreis completamente desenquadradas ao momento ou por serem nítidas rampas de lançamento de personalidades duvidosas. Também existem alguns grupos no Facebook, como por exemplo os Desmascarar e Pela Liberdade! Pela Verdade! mas devido a mecanismos de censura podem ser eliminados a qualquer momento além de a adesão ser utilizada para fins de perfilagem. Por estes motivo abstenho-me de os recomendar agradecendo que os leitores deste post o façam na área de comentários (para os que considerem úteis e imprescindíveis).

Já para quem prefira uma leitura consolidada, devidamente fundamentada, recomendo o livro demolidor, sucesso de vendas, “The Real Anthony Faucci” (disponível em PT no grupo Telegram “Biblioteca Antimatrix”. E também nós criámos um canal Telegram aoleme onde iremos realizar resumos periódicos sobre a situação nacional e internacional.

Depois da dureza do Inverno, ótima altura para consumir esta informação complementar à difundida por meios de comunicação principais, que consigamos vir a usufruir em pleno da Primavera numa regeneração vivaz e duradoura. Sem rótulos, estereótipos, estratos, nem certificados. Que estejamos junt@s, como nunca deveríamos ter deixado de estar, destronando os guardiões da “informação” e influencers/entertainers que nos têm privado do vislumbre e pleno desfrute desta grandiosa aurora empírica.

Prevenção do bullying institucional

Parece que a coisa está a correr bem, a população está a aderir em massa à campanha em curso. Estamos inclusive na luta pelo título de campeões mundiais na taxa de vacinação!

A grande maioria dos Portugueses confia plenamente, não colocando em causa o potencial perigo do desconhecido, quase que se poderia dizer que é demonstrativo da ancestral fibra dos exploradores de mares nunca dantes navegados, mas esses também enfrentavam de peito aberto potenciais doenças desconhecidas.

Apesar do sucesso da execução logística da inoculação surgem progressivamente indicadores estranhos, sinais alarmantes e descobertas surpreendentes que preconizam um Inverno preocupante.

Passando por cima de eventuais conflitos de interesses, o relevante a assinalar é que tanto patrões como escolas vão continuar a carregar no pedal do acelerador, mesmo que o façam conduzindo numa noite escura com os faróis fundidos.

Sensato e normal dizem uns, os que já orgulhosamente ostentam a App da medalha social, ignorando que poderão ter optado por uma via com menor eficácia, que só irá levar a uma continuidade do mesmo registo, e o correr atrás do selo de segurança cada vez mais exigente.

Portugal toma posição no meio dessa confusão fazendo-se de forte e um púdico esclarecido. Pena não ter a capacidade de digerir todo o contraditório que desconstrói conceitos relacionados com transmissão assintomática, uso de máscaras, uso de certificados, comportamentos em países com baixa taxa de vacinação e protecção das crianças.

Mas esqueçamos Portugal. O que aí vem é muito mais granular e pessoal. As escolas vão arrancar e será sentido o impacto de integrar tod@s os que optaram por não se vacinar, sendo provável inclusive surgirem quem não aceite testagem contínua nem mesmo o uso de máscara. Com apresentação da devida informação científica que permite fundamentá-lo e protecção legal que permite exigi-lo.

Será um momento de tensão em que os que por agora detém Apps com “via verde” serão tentados a considerar-se senhores da razão, porque se sujeitaram a algo, com O SEU devido consentimento (des)informado, não compreendendo como “cobardes negacionistas” podem colocar em causa o novo normal e ousar destruir o que foi por si conquistado no cumprimento do seu dever cívico.

É decisivo. Hoje são duas doses, amanhã 3, 4, 5 ou uma a cada X meses. Em idades cada vez mais precoces, mesmo antes do fim do ensaio clínico que esclareça efeitos a médio/longo prazo. Depois de amanhã poderá ser uma outra vacina, uma outra substância, não ter dívidas à segurança social, não ser sedentário, não ter sido insultuoso nas redes sociais, o que quer que seja definido como o mínimo exigido para o estatuto de se ser um cidadão exemplar, o único com acesso a plenos direitos e liberdades.

O que se está a passar extravasa a gestão de uma epidemia. Assistimos à instalação de uma ferramenta de controlo total da soberania, mobilidade e hábitos da população que, dormente, anui na boa fé, que, sem disso se aperceber, prescinde do pensamento crítico, do senso comum, do seu instinto, e da exigência de transparência e debate científico com contraditório. Estamos a reformatar as bases de uma sociedade saudável, em prole de um bem comum não mensurável implantado num imaginário mediático.

Que este embate inevitável recupere a tolerância e o respeito pelas incertezas uns dos outros, rejeitando mecanismos desenhados para que umas se sobreponham a outras via chantagem, descriminação e coacção encapotadas. Que boa escola e educação seria um espaço, pais e colegas que demonstrassem esta capacidade, acima de todos os seus medos. Um espaço onde se permita o diálogo, se ouçam e analisem as várias hipóteses, onde se permita o exercício da liberdade de escolha e o quebrar de fundamentos folclóricos que violam décadas de saber para criar uma ilusão placebo de maior segurança.

Arruas ou Arrulhas?

Muito há a ponderar sobre a situação a que chegámos mas independentemente disso pelo que serias capaz de te mobilizar?

Amanhã, Sábado dia 24 de Julho, em Lisboa, irá acontecer uma manifestação, inserida no movimento World Wide Demonstration, que irá concentrar todos os que estão descontentes e indignados com a privação de liberdade de discurso, circulação, ajuntamento e decisões sobre a saúde individual.

Variados são os perfis e idades dos manifestantes, unindo-os a vontade de demonstrar que é inadmissível protelar a revogação de todas as medidas destrutivas e restritivas tomadas no contexto de combate pandémico, sendo intolerável alimentar o divisionismo com base em apartheid sanitário, assente em premissas incoerentes e sem fundamento científico.

Vacinados ou não vacinados, com máscara ou sem máscara, estarão presentes comerciantes, médicos, enfermeiros, famílias, idosos, etc, com representatividade plena de todos os sectores da nossa sociedade, procurando-se atingir uma moldura humana que force o repensar do plano atualmente em curso.

Estar confortável com o rumo dos acontecimentos é aceitar que:

  • exista uma lei que permite a censura com base em critérios definidos pelos agentes governativos em funções;
  • não exista lugar a debate científico, assente em dados e discussão por pares especializados, sobre temas que afetem a saúde;
  • se promova o ingresso num ensaio clínico de larga escala sem consentimento devidamente informado nem direito a indemnização em caso de efeitos adversos graves;
  • se acelere a experimentação acima citada a todos os jovens e crianças;
  • se perpetuem indefinidamente estados de emergência/calamidade sem critérios razoáveis e eficazes;
  • se imponha a comerciantes e empregadores o controlo e segregação da população no acesso a bens/serviços e à manutenção da empregabilidade;
  • vigorem leis inconstitucionais, quer pela forma como foram aprovadas quer pelo teor das mesmas;
  • continue indefinidamente a imposição de confinamentos, uso de máscaras e a coibição de aproximação social , ignorando os estudos que demonstram a sua inutilidade em termos de efeito prático;
  • os principais canais informativos (públicos e privados) sejam usados como máquinas de propaganda, com ângulos enviesados, que apenas procuram garantir o medo e conformidade para com as medidas tomadas.

Se estás confortável com tudo isto, vendo com agrado o impacto sentido em toda a sociedade e perspectiva de futuro, podes seguir vivendo de acordo com os teus princípios e valores.

Se a maioria destes pontos te deixam algum incómodo, então esta é a oportunidade para deixares de praticar um inconsequente arrulhar pelos cantos. Vem dar a cara neste arruar, erguendo a voz num bradar em união, um veemente não à experimentação, não à segregação, exigindo a recuperação da liberdade hipotecada que está em efectivo risco de ser sacrificada por medo de um inimigo cada vez mais invisível.

Agarra-te ao Pendura!

Não posso deixar de manifestar um grande desencanto pelo lido num artigo de opinião da directora da Visão sobre os “penduras”, que além de completamente ao lado na interpretação dos segmentos de população visados demonstra grandes doses de preconceito e instigação ao ódio que no mínimo serão fortes indicadores sobre o actual critério e agenda editorial daquela publicação.

Continuando a sua metáfora será bom relembrar que os penduras são normalmente os braços direitos dos condutores, debitando informações complementares sobre o caminho, questionando e alertando para comportamentos de risco exercidos pelos mesmos. Curiosamente o lugar do pendura é também conhecido como o lugar do morto, esperemos que a evolução contínua dos sistemas de segurança e aumento da consciência dos condutores venham um dia a eliminar essa associação.

A senhora fala a partir da sua secretária, completamente toldada e hipnotizada pela informação que se tem de limitar a repetir. Já lá vai o tempo em que dispunha de uma frota de jornalistas de investigação capazes de furar as bolhas de confiança e segurança criadas pelos grandes poderes.

O cerco está a ser montado mas não a ser respeitado. Basta andar na rua para o perceber. Muitas violações às recomendações passam incólumes, os tugas desenrascam-se, fica servida a dose mínima do cumprimento para exibição nos noticiários, crê quem o quer.

Entretanto, de forma tremendamente científica, no atingir da imunidade de grupo passamos dos 70% de meta de população imunizada para os 90%, o que implica ter de vacinar adolescentes e crianças. Podíamos realmente estar a fazer muito mais ciência, verificar qual a população imunizada naturalmente, afinal dizem que o número de infectados deve ser muito superior o que quer dizer que o número de imunizados naturalmente também o deve ser. Mas não, preferimos vacinar preventivamente, torrando milhões em testes e vacinas sem recolher dados que de forma cabal permitissem perceber o cenário em Portugal.

A razão apontada pela maior parte daqueles que se vacinam é “não acredito que fossem injectar algo prejudicial, quero é voltar ao normal o mais rápido possível”. Acham ser uma razão suficiente para isso? Eu e muitos dos segmentos vilipendiados pela Srª Directora não acham. E não cedem a condicionamento e pressão. Certamente será um problema, mas esperemos que as decisões tomadas sejam mais racionais e acertadas do que o festival de imposição e fábula de solução a que assistimos.

Basta estar atento a notícias que vão sendo introduzidas no que se chama programação preditiva. Começa-se a falar como mera hipótese e depois aos poucos têm de ser aplicado em larga escala o mais rápido possível. Um exemplo é o dos adolescentes e crianças, seguindo-se já os animais (cães, gatos, zoos, e outros explorados pelo homem).

Confiemos a 100% nas entidades e organismos nacionais e internacionais? Claro. Sabemos que nunca existem interesses nas suas agendas e decisões, que nunca somos danos colaterais… Os “penduras” não o fazem de forma leviana. Porque visitam o histórico de condenações aplicadas a farmacêuticas, tomam conhecimento das estranhas negociações por elas exercidas com os países mais frágeis, percebem que já se preparam para reforço de doses e desenvolvimento de nova variante de vacina, descodificam a argumentação de titulares de cargos políticos de que há que ter cautela com viagens porque os vacinados são mais propensos a contrair e transportar o vírus, estão atentos a movimentação de sindicatos de profissionais de saúde que querem impedir a obrigatoriedade da vacinação a esta classe profissional, tudo para tomar uma decisão em plena consciência, afinal aquilo que é relevante está sempre nos pormenores e não nos grandes títulos e lemas de exaltação à salvação nacional.

Os “penduras” são na sua maioria pessoas comuns, que se dão ao luxo de exercer a sua soberania, sabendo que não estão a colocar em perigo direitos, liberdades e saúde de ninguém. Esse grau de confiança surge por terem acesso aos conteúdos de reputados cientistas que são tirados do ar por ousar apresentar argumentação científica que demole tudo o que se tem feito e se está a fazer. Têm-no porque escavam, percebendo há muito a falsa liberdade de opinião e acesso a informação. Os algoritmos tornaram-se políticos e ferem de morte a nossa sociedade.

Os passageiros no banco de trás não estão nem aí, já nem se apercebem do impacto que uma agenda tem nas paisagens citadinas e naturais por onde passam. Estão conectados em maravilhosas personas, avatares e universos digitais onde são imperadores condutores do seu destino.

Por agora parece ser confortável. Vai-se instalar uma App supimpa que separa os fixes dos idiotas, isso vai fazer muitos idiotas abrir a pestana e ter de se vergar para acesso a produtos e serviços, quiçá um dia mesmo a espaços públicos. Bom bom era poder ter esse controlo na porta do seu prédio e sua casa, pouparia muitas explicações desajeitadas e envergonhadas no barramento dos “penduras” do seu círculo social.

Este é o primeiro grande grilhão de uma nova corrente que está a ser imposta à humanidade. Se houver sucesso na sua implantação muitos mais virão em catadupa, chegando o momento em que ser “pendura” significará morte ou exílio. A distopia futurista está a poucas decisões de distância. Agarrem-se ao “pendura” para influenciar ao máximo a condução ou acreditem que um dia se irão arrepender do destino final por nenhum de nós ousar assumir os comandos.

Irmãos de armas

Soberano ou guerreiro que se alia a outro contra um inimigo comum.

Pessoa que entra com outra na mesma guerra ou que luta por uma causa comum.

Inimigo e Causa Comum

Vencer o coronavírus COVID19, também conhecido por SARS-COV-2.

Reduzir ao mínimo o sofrimento e número de fatalidades humanas.

Recuperar a vida normal.

Caim – O “Aceitacionista”

Tem crença absoluta nos factos e dados apresentados pelos orgãos de comunicação e entidades governamentais. Aceitação plena das decisões tomadas, que defende como se fossem suas.

É consumidor frequente dos principais meios de comunicação. Temente dos números, imagens e relatos catastrofistas. Sente pânico pela possibilidade de que @ própri@ ou os que lhe são próximos sejam afectados. Disposto a tudo para o prevenir.

Apresenta forte ausência de pensamento crítico. Descarta a necessidade de perder tempo na exploração da informação sobre as circunstâncias que revolucionaram a sua vida. Refugia-se em entretenimento e/ou relacionamento social com os que demonstrem convergência na atitude e sentimento, obtendo desta forma o conforto possível e o manter da esperança num futuro melhor.

Quase total incompreensão, com tendência ao desprezo e condenação do seu irmão “negacionista”, diabolizando-o como o responsável pelo protelar da resolução da situação.

Está disposto a sacrificar direitos e liberdades, próprios e de outrem, já que acredita verdadeiramente ser essa a única solução eficaz.

Enfurece-se com a livre expressão e exercício da não conformidade para com as recomendações.

Abel – O “Negacionista”

Rege-se por informação de detalhe, procurando os fundamentos dos grandes chavões comunicados. Contesta, questiona, consome distintas visões, cruza os acontecimentos históricos com os contemporâneos, formando uma opinião própria com base em evidências, lutando contra a algoritmia que procura afunilar a narrativa, enviando telegramas informativos para o alargamento desta discussão aos abertos à mesma.

Receia moderadamente as consequências infligidas por potencial infecção, sua ou dos que lhe são próximos, sem que isso lhe faça perder o discernimento. Alguma morte faz parte da vida. Ao mesmo tempo indigna-se com a velocidade a que ocorre, e se perpetua, a perda de direitos, liberdades e soberania individual, ingredientes essenciais nas soluções duvidosas encontradas após o descarte da ponderação de todas as outras.

Não está disposto a abdicar de direitos fundamentais nem colocar em risco populações que não estão em risco. Preocupa-se consigo e também com os outros, tentando alertar para os perigos desnecessários que se pretendem correr. Não está disposto a sacrificar nada nem ninguém a não ser talvez a sua “reputação” e “status” social.

Entristece-se com a alienação geral aos avisos realizados pelos próprios criadores que expoêm a incerteza associada à solução final.

O momento decisivo

O regente estatal/corporativo incita que Caim aplique coercivamente a solução a Abel. Durante o seu arresto Abel defende a sua soberania questionando o porquê da imposição.

Abel lança à consideração a incoerência na interpretação dos dados. Na contabilização de mortes bastava morrer-se com um teste positivo, prova do contacto com o inimigo, sem distinguir os que faleceram DE dos que faleceram COM o vírus presente no seu organismo. Agora, nas mortes e incapacitação grave associadas à solução final, já não se aplica o mesmo critério. Em óbitos por causas similares aos potenciais efeitos adversos é completamente descartada qualquer correlação remota, sendo considerado mero acaso ter acontecido em quem tenha tomado a poção mágica há semanas ou meses.

Procurando não assustar Caim, Abel questiona o porquê do comportamento dos vacinados não se destacar face ao comportamento dos não vacinados quando em contacto com a mais virulenta versão do inimigo? E porque é necessário vincar fragilidades da solução e a muito provável necessidade do reforço contínuo?

Já imobilizado, Abel alerta para o facto da proteína Spike ser um citotóxico reconhecido, havendo evidências de que este se encontra em livre circulação por todo o organismo dos abençoados “aceitacionistas”, com peculiar concentração em orgãos cruciais, à vida e continuidade da nossa espécie.

Sentindo no olhar o ódio tresloucado do seu irmão de armas, Abel implora a Deus que o poupe, concedendo-lhe o livre arbítrio de figurar como um salutar membro do grupo de controlo. Afinal é dever de um Pai proteger as suas crianças a todo o custo, inclusive de instintos fratricidas.

Durante todo o seu compassivo discurso, de forma sub-reptícia, Abel liberta-se das amarras impostas, estando em prontidão para pleno exercício da sua autodefesa. Seja o que Deus quiser e Caim o decida já que é ele a verdadeira mão na execução do plano do regente mestre carcereiro.

ZCAP, ZMAR e ZPORTING

Pensamento crítico, escrita e oratória eficazes, um trio incómodo que obriga a medidas extra-ordinárias para proteger a comunidade de perigosos e acutilantes raciocínios. Não é altura de cultivar o livre-arbítrio.

Estes últimos dias foram estranhos. Ainda em Outubro se tinha apresentado um plano de constituição de ZCAPs com capacidade máxima de até 5 500 “utentes” e agora em Maio, passados 6 meses, o governo recorre a outra ferramenta ao seu dispor, que nunca utilizou para activar as unidades de saúde privadas, fazendo-o para tomar o ZMar. Isto para alojar perto de 30 pessoas que viviam em condições que não permitiam o devido isolamento sanitário. Que é feito do plano que daria resposta a milhares?

Curiosamente durante uns dias nos noticiários viveu-se a realidade de Odemira como se fosse nova, tentando conquistar a aceitação da pública em nome dos mais básicos direitos humanos. Os representantes locais estimavam que até 6 000 dos 13 000 trabalhadores não teriam condições de habitabilidade. Isto sim, já é deveras preocupante pois em caso de necessidade, por proliferação de testes positivos ao COVID19, realmente não haveria mãos a medir para resolver o tema, garantindo as devidas condições de isolamento. Projectando este cenário pessimista, só possível de acontecer se for conseguida a execução do plano de testagem delineado, e antecipando o enorme esforço necessário para dialogar com os proprietários das propriedades requisitadas sugiro a concentração de interlocutores focando atenção no património detido por exemplo pela Santa Casa e bancos. Dão resposta à altura, são parceiros de extrema confiança e inclusive detêm imóveis que permitiram alojar centenas devidamente compartimentados no mesmo espaço. Em adenda estando a maioria devolutos não existirá qualquer tipo de prejuízo a particulares e empresas e talvez seja até algo a considerar quando se iniciar o uso de novo brinquedo à disposição.

Ainda a nação digeria os acontecimentos com a grande família de trabalhadores rurais de Odemira, eis que uma outra família desperta de hibernação. A nação Sportinguista, em pleno êxtase, sucumbe aos valores do coração, alicerçados em argumentos da sua razão individual, em detrimento dos valores incutidos pela razão institucional. E desta vez não são só eles que sabem porque não ficam em casa.

Depois de assistir aos canais de informação a sublinhar o carácter vergonhoso da realização da festa do Avante, a irresponsabilidade dos que em família rumam a praias e passeios marítimos em dias de sol, o negacionismo chalupa dos milhares que se manifestaram na World Wide Demonstration Lisboa no passado dia 15 de Março, confesso que fiquei muito surpreso com o tom carinhoso, compreensivo e condescendente com que se referiam à festa e adeptos leoninos, tão ou mais violadores das recomendações feitas pela DGS. Até lhes foi dada ampla cobertura televisiva, direito a dizer o que pensam via voxpop em directo, coisa que jamais ousaram fazer no passado com os executantes de comportamentos desviantes ao sanitariamente correcto. Quem sabe se não foi o evento que servirá de case study à reabertura?

COFFINamento precário

Quem se atreveria a prever que desde Março de 2020, até final da Páscoa de 2021, iríamos estar mais de 150 dias em regime de isolamento forçado? O objectivo seria o de impedir o colapso do sistema de saúde, coisa nunca vista em Portugal, e uma avalanche de mortes.

Dos 5 milhões de população activa menos de 700 mil puderam trabalhar em teletrabalho. Cerca de 90 mil terão perdido os empregos de forma directa. Os restantes 4 milhões picos lá tiveram de continuar as suas deslocações para cumprir o serviços das empresas em funções. Felizmente não sofremos a dizimação dessa população, das forças de segurança, dos transportes, do sector primário, da construção, do comércio, da indústria e serviços por si garantidos! Só pode ter sido protecção divina pois várias vezes entrei em estabelecimentos de rompante apanhando os colaboradores em círculo próximo de amena cavaqueira sem máscaras, vi trabalhadores de construção civil a borrifar em todas as medidas, ouvi relatos dos transportes apinhados e cruzei-me em ruas e comércio com a maioria das pessoas a usar máscaras com nariz de fora. Claramente andámos todos num faz de conta para nos deixarmos em tranquilidade mútua. Um confinamento à portuguesa para fazer brilharete nos noticiários cujos jornalistas também eles devem estar ausentes do que se passa no terreno.

Em Novembro de 2020 a malha apertou, todas as actividades não essenciais fecharam portas e tivemos mais de um mês de verdadeira reclusão, para quebrar cadeias de transmissão e extinguir a carga viral em circulação. No final de Dezembro projectava-se que os portugueses estavam “limpinhos” depois de tanta responsabilidade e sacrifício. Surpresa das surpresas, os afectos de Natal e Ano Novo ressuscitaram a pandemia a níveis nunca antes sentidos em Portugal, com o Janeiro mais negro dos últimos 12 anos (o que até não é mau se consideramos que o INE tem séries estatísticas fiáveis desde 1960). O resultado foi mais uma terapia de choque doméstico até tudo acalmar. Demorou três meses.

Onde estaríamos sem o confinamento? Variados estudos em vários países indicam que nem muito melhor nem muito pior, simplesmente não pode ser feita uma correlação forte entre essas medidas e as melhoras dos resultados. São os sacanas dos dados que o dizem! Nos USA, a comparação entre estados adjacentes, uns com conformidade total com medidas, outros que nunca aplicaram as medidas são esclarecedores sobre a ineficácia das mesmas em termos de benefícios directos significativos. Além da Suécia temos na Europa o caso da Bielorrúsia, que apresenta das mais baixas taxas de morte, sem nunca ter confinado.

Além dos efeitos inevitáveis do COVID o confinamento acrescentou, além da destruição económica indiscutível, a morte de milhões e sérios efeitos na saúde mental da humanidade. Mesmo no combate ao COVID existem epidemiologistas reconhecidos a alertar para o estar a fazer-se tudo errado, potenciando-se doença e surtos sucessivos.

Demos o benefício da dúvida, cumprimos com resiliência, vamos agora desfrutar a retoma da liberdade, com a certeza de que, em caso de nova situação alarmante, o confinamento não é de todo a solução, podendo ser poupado o sofrimento adicional por si gerado. Exijamos decisões futuras com base no conhecimento adquirido à custa de muitos e irrecuperáveis dias de privação social e familiar.

É a lição que espero termos aprendido nesta reclusão forçada.