Monthly Archives: Abril 2016

Fichas Novas

O grande Casino Europeu está finalmente a criar novas fichas de jogo. A delegação germânica inovou, criou uma nova ficha e deu-lhe um nome. Chamar-se-á “Planeta Terra“. Terá o valor facial de 5 Euros, mas além das ligas metálicas habituais, adicionou plástico azul!  Sim, um bonito plástico azul que simboliza a atmosfera. Quanto custa? Bem, um pouco mais de 15 euros. Vale 5 mas custa 15? Afirmativo, serão mais de 22,5 milhões de receita, mas apenas 7,5 milhões em fichas a circular no salão do casino. Então e a inflação? Adiante… Seguir-se-á uma edição especial para coleccionadores, de igual valor facial, mas (apenas) 5 vezes mais cara. Nos Casinos, ganha sempre a casa.

Salvaguardada a devida distância e regra de proporcionalidade, a delegação portuguesa do grande Casino Europeu vai também proceder à cunhagem de novas fichas. Motivo? O Planeta? Não, a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Duas emissões comemorativas. Uma para circular no Salão do Casino, como corrente comemorativa e a outra especial de corrida, apenas para coleccionadores. Olhando para elas fico baralhado. A primeira vale o que custa, é ficha corrente e terá o valor facial de 2 euros. A segunda custa 4 euros, é especial de corrida, artigo de colecção que terá um valor facial insólito, 2,5 Euros. Uma inspirada no Coração de Viana do Castelo, bem bonita por sinal, mas a outra nem por isso. Na verdade é bem feia e vulgar. À inspiração em filigrana opõem-se a inspiração na ordenha. Estranhei, na minha ignorância pensei que a preferência dos coleccionadores fosse pelo requinte…

A-nova-moeda-final

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Tratamento Desumano

Eduardo vive encarcerado numa prisão de alta tensão, condenado a uma pesada pena de trabalhos forçados. O ambiente é duro, sujo e cruel, mas ele não quebra. Mantém a postura altruísta que o caracteriza. É uma vitima. O pobre coitado é mal tratado: Mal tratado pela opinião publica que injustamente o acusa de ser interesseiro e materialista; É maltratado pelos carcereiros, os orientais que se apoderaram da terrível prisão. É alvo, sem qualquer dúvida, de um tratamento desumano.

Subjugado, foi obrigado a renunciar aos princípios ideológicos, renegar à sua visão partidária e receber o inimigo de braços abertos. Repugnado, disponibilizou-se para servir de toda a forma, estilo ou jeito. Ao que a pessoa chega para salvar a humilde posição, o pouco que a custo conquistou naquele tenebroso local. A degradação da dignidade humana é revoltante! Os cruéis carcereiros apreciam a previsibilidade da receita. Qualquer deslize é severamente punido. Toda e qualquer alteração ao plano, a mais pequena redução da renda, coloca imediatamente em causa as condições de vida na prisão. Não foi isto que lhes venderam! Os primeiros a sofrer são ideólogos que com a sua abnegação e fino recorte literário evangelizam a população prisional. É para isso que lá estão! O maior entre os grandes, o imortal guardião da poesia capilar púbica, merecia melhor sorte. Espero que mova uma acção judicial contra todos os que o oprimem e impõem tão rude martírio: os malvados carcereiros, os odiosos inimigos políticos e claro, os invejosos que o criticam. Espero que ganhe…

Tratamento-Desumano

Laivo de Clarividência

Nem sempre é nítido o contraste entre o absurdo e o óbvio. Vivemos tempos estranhos. Apenas o viral é real. Tudo o mais não existe. O virtual até já impõe agenda aos media, mas grosso modo prevalece o princípio da exclusividade absoluta da verdade: a televisiva. Se o noticiário não relatou não aconteceu.

Exposto o abstracto, vamos ao concreto. O exemplo: Num laivo de clarividência, o presidente da comissão europeia, o homem da terra da competitividade fiscal, o luxemburguês Jean-Claude Juncker disse ontem o óbvio! Por cá não passou, pois foi dia de propaganda sobre avisos e críticas à soberania lusitana, logo não houve espaço mediático. Assim se vende em permanência a ideia que nós, entregues a nós próprios, só fazemos asneiras. Resumindo, em dia de divulgação de ameaças, esqueceram-se de nos informar sobre as palavras de Junker. Que disse ele? Que a União Europeia (imagine-se!) errou. Reconheceu que a legislação Europeia é excessivamente intrusiva, que interfere demasiado nos processos legislativos nacionais dos países membros e que por essa razão os cidadãos se afastam cada vez mais do ideal europeu.

Este recado para britânicos, em nítido contraste com a mensagem que ontem nos estava destinada, é tão lúcido como verdadeiro. Traduz a percepção crescente entre os europeus, de um extremo ao outro do campo ideológico. Seja a extrema-direita de leste ou a extrema-esquerda dos periféricos, ninguém quer ser europeu deixando de ser aquilo que nasceu, cidadão do seu país. União não é, não pode nem será, uniformização. Ninguém a quer!

Laivo-de-Clarividencia

 

Plástico de Cidadania

Fez ontem 30 anos que faleceu em Paris a escritora Simone de Beauvoir. Por cá, em Lisboa, o partido que se diz inteiro e em bloco, tentou homenagear a prestigiada intelectual, activista política e feminista convicta, mas não conseguiu. Acto falhado. Teria sido bonito, mas fracassou. Não foi uma questão de forma, correcta aliás, foi mesmo o conteúdo. Alguém anda com falta de ideias para temas fracturantes. A proposta é de tal forma oca que muitos duvidaram da sua autenticidade. Os outros, aqueles que acreditaram ser real e verdadeira, choraram. Comoção? Não, gargalhada.

Mas rir faz mal? Negativo! É até muito salutar! Faz bem, especialmente em dias cinzentos e chuvosos. Contudo, o progresso social é sobretudo um processo geracional, nada tem de instantâneo, nem mesmo juntando muita água. Há reivindicações que se tornam absurdas, por vezes ultrapassadas pelos próprios acontecimentos e hábitos. Afogam-se no idealismo. A Lei dos Piropos é disto bom exemplo, não por serem agradáveis, mas simplesmente porque estão em desuso. Nós, os jovens na quinta década de vida, não praticamos o lançamento do piropo. Sem a sua proibição, a nossa descendência nem saberia o que foi essa arte de outrora, entre o elegante elogio e a boçalidade. O pretenso simbolismo falha por falta de quem o contemple.

A proposta de ontem padece do mesmo tipo de excesso de sofisticação progressista, mas têm o seu mérito linguístico. Aponta o problema de género e apresenta uma solução. Porém, preciosismo por preciosismo, pois que o rigor seja imaculado. O documento em causa não é de cartão, é de plástico. Proceda-se em conformidade.

Plastico-de-Cidadania

 

 

Yabba-Dabba-Do

Os pré-históricos Flintstones foram hoje à periferia da capital lusitana, mais concretamente à cidade da Amadora, inaugurar a nova estação de metropolitano da Reboleira. Vieram no seu automóvel, a conhecida Geringonça de tracção pedonal pelos ocupantes, veículo ecoeficiente e 100% reciclável. Salvem o planeta, reciclem! Nunca é cedo demais para mudar o que está mal, o que está errado. Culturalmente estamos conversados, o desporto vai pelo mesmo caminho e na defesa a coisa está negra, mas adiante que nem Willian Hanna nem Joseph Barbera tiveram imaginação que chegue para isto. Ninguém ousaria a tanto em tão pouco tempo. Avancemos que a agenda está cheia.

O evento correu bem, os convidados compareceram, os protagonistas também. Houve discursos e bons concelhos, animação em geral e muita alegria em particular. Como se quer. Todos os bancos eram bons, excepto para quem viajou de pé. Ora, foi disto que nos falou Fred. Avisou. Eis chegado o momento de mudar, de transformar principescos hábitos em altruístas virtudes. Mais do que não abastecer em Espanha, mais do que não poluir, é saúde. Isso! Fred a Pé anunciou a imediata extinção dos nefastos automóveis das cidades nacionais.

Andar a pé faz bem, eu cá pratico e gosto, mas será que todos podem? Quantos moram perto do trabalho? Não muitos, não é verdade? Esta ideia de a todos enfiar no Metro é coisa de quem nele não passeia há muito. Com a euforia do dia confundiu a abertura de mais uma estação com uma verdadeira rede de transportes públicos, que na realidade não temos.
Fred-a-pe

Noddy, Mário Noddy

O prometido é devido, mesmo que a contragosto, eis-me a cumprir com a palavra dada. Hoje sim, é dia do herói principal destas aventuras. Mais tarde voltaremos às outras personagens. São tantas, tão ricas e diversificadas que a tarefa não se avizinha fácil, mas fica a promessa. Vamos ao que interessa, à ordem do dia.

Reuniu ontem o conselho de estado, em virtude de o cargo de Presidente da República ter sido novamente preenchido após longo hiato de uma década. Estamos portanto na chamada fase do “estado de graça”, consequência do alto patrocínio do factor novidade. Tanta é a ternura nesta nova era dos afectos que os conselheiros foram brindados com um convidado especial. Já se sabe que recebemos bem, que os convivas apreciam o clima e a gastronomia, mas nunca a satisfação do turista foi para nós tão importante.

Abram alas para o Mário! Viva! Chegou e disse, falou e foi-se. Reformar é a ordem. Reformar sem reverter, porque as reformas foram todas óptimas. O crescimento económico bate à porta, em linha com a Europa. Olha que bom! Importante por cá, no país dos brinquedos, são os juros da dívida soberana. Soberana? Confesso que não consigo escrever isto sem me rir. Soberana. Trágico, não é? Como podemos sequer usar a palavra quando é o Noddy que tudo faz? É ele, não os mercados, nem as reformas, que faz baixar os juros, logo, é ele, o Noddy quem manda. Gostamos? Não, mesmo nada, mas também de nada nos serve fingir.

Draghi-Noody

Incrível Hulk

Fruto da criatividade da dupla Stan Lee e Jack Kirby, a personagem de hoje destaca-se das demais criações dos mesmos autores pela fonte da inspiração, algo inédito e totalmente inovador: uma poderosa e explosiva mistura de dois livros, os famosos “Frankenstein” e “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Sr. Hyde”, da autoria de Mary Wollstonecraft Shelley e Robert Louis Stevenson respectivamente.

Esteve para ser cinzento, mas ditou o acaso que fosse verde, numa tonalidade imprevista pelos seus criadores mas que se impôs até hoje. Começou por ser noctívago, transformando-se apenas a coberto da noite, qual lobisomem ou transformista. Não tem penas, nem voa, mas quis o destino que abandonasse esta faceta mais recatada, dando asas ao seu lado selvagem, libertando-o para um quotidiano sem restrições ao mau feitio, revelando-se a qualquer hora do dia ou da noite. Eis como um pacato e tranquilo João Soares se transforma num temível e terrível monstro quando se irrita. Vira bicho! É esta a descrição mais sucinta deste herói da banda desenhada, ele próprio um clássico do cinema, o incrível Hulk, a outra faceta, consequência da exposição a raios gama na moleirinha, redes sociais à mistura e pronto, é quanto baste para que o super-herói da Marvel ameace os seus críticos.

Tanto que poderíamos dizer, tão pouco tempo (e espaço!) para o fazer, de filho pródigo a sobrevivente a desastre aéreo, de autarca a comentador, hoje ministro, um trajecto e pêras. Há quem diga diamantes, mas cuidado, não vá o matulão se enervar….

Hulk-Soares

Vias alegadamente alternativas

A sina de Portugal teima em não se inverter. Alguém continua a meter água transformando solidez em areias movediças que abrem buracos colossais. Desta vez, ao invés do éter económico-financeiro,  aconteceu no plano físico. Numa auto-estrada A14, uma anterior SCUT, que passou a ser portajada em 2010.

Há quem faça a polémica em torno da imputação da responsabilidade, se da construção, se da manutenção sendo certo que o problema potencial estava identificado antes do Inverno e que só por azar, por um capricho da natureza, isto aconteceu agora na Primavera quando já se celebrava a sorte de ter passado mais um Inverno sem nada de grave acontecer. Deixemos a investigação para as autoridades competentes que certamente irão encontrar e punir os culpados, obtendo da entidade gestora a compensação pelos prejuízos causados pelo longo período de encerramento da auto-estrada.

O que me deixa curioso é o facto de por azar a única, e reforço única, alternativa estar também em obras gerando-se o caos naquela zona que aparentemente vai ser resolvido pelo apoio do Exército. Na prática uma demonstração de estradas e localidades não preparadas para tamanha intensidade de tráfego, de sinalização mínima que não orienta de todo quem não tenha conhecimento local daquelas paragens. O quebrar da A14 forçou um retorno ao passado, em termos de opções rodoviárias, que choca com o presente em termos de volume de tráfego, prontidão das infra-estruturas e sinalética rodoviária (que por norma dá grande prioridade ao empurrar dos condutores das ENs para as AEs). Temos assim um presente muito pouco preparado para oferecer aquilo que foi vendido aos Portugueses quando as SCUTs passaram a ser portajadas, alternativas viáveis à rede de auto-estradas concessionadas. O usufruto de uma AE seria em teoria uma opção pessoal e não uma quase obrigação por falta de condições nas estradas alternativas.

O que aconteceria em termos de impactos económicos e sociais se, em demonstração das reais condições e capacidade das vias alternativas, fosse realizado um boicote prolongado às AEs? Para as concessionárias o efeito seria mínimo pois os contratos permitem-lhes ser compensadas pela ausência de tráfego, para o Estado ocorreria um aumento de despesa para pagamento de compensações devidas, para as autarquias seria um caos diário e o aumento de despesas de manutenção, para as empresas um aumento das taxas de absentismo, já para não falar no emperrar do transporte logístico de mercadorias que usa preferencialmente as ENs. Qual julgam que seria o efeito? Uma obrigatoriedade de uso pago das AEs? Ou renegociação de muitas PPPs ou pelo menos a anulação de várias portagens sendo o custo assumido pelo estado? Claro que para acontecer algo desta dimensão teríamos de ter Portugueses diferentes, disponíveis para abdicar do comodismo e inclusive sofrer algumas baixas para demonstrar a falácia da opção de escolha em várias zonas do país.

Para chegarmos a este cenário a fórmula foi simples e repete-se sucessivamente, primeiro um longo período gratuito onde se incutem hábitos nos condutores, depois, quando já existe total alheamento e desinvestimento nas vias alternativas, transfere-se a factura directamente para eles. Primeiro estrebucham, em protesto podem tentar mudar de rotas e rotinas, para depois se resignarem e progressivamente voltarem aos velhos hábitos, agora pagando para poupar ao estado despesas com PPPs supostamente vantajosas a longo prazo para os cofres públicos.

E é assim que com o correr das águas e o abrir de buracos vamos podendo espreitar para os alicerces das nossas estradas tendo melhor noção do verdadeiro leque de opções à nossa disposição.

Vias-supostamente-alternativas

 

Lesados dos Offshore

O mundo mediático está ao rubro com a investigação jornalística aos documentos de uma sociedade de advogados no Panamá. A ansiedade é grande. Aguardamos por nomes, queremos sangue. Por enquanto, apenas um compatriota, um sexagenário que inspirado pelas pedras parideiras do concelho vizinho ao seu, vendeu à petrolífera brasileira um poço vazio. Só na Rússia o compreenderão, talvez por isso a personalidade que abre todos os noticiários, muito embora o seu nome não surja em nenhum documento, é do actual Czar. Parece que a afinidade basta. Acho bem, também por lá existem pedras parideiras.

Mais não temos, não nos dizem. Investigam, dizem, com grande rigor. Parece que afinal a livre circulação de capitais pode não ser a mais perfeita das invenções. Será a isto que eles chamam auto-regulação? Seja o que for, acontece. Falam em branqueamento de capitais, mas eu discordo. Para mim é escurecimento de capitais. Os lesados? Somos nós que resgatamos os bancos, bancos esses que concedem empréstimos sem garantias e que dão esses valores como perdidos. Há também quem lhes chame activos tóxicos.

Enfim, todo um mundo de subtis e sofisticados eufemismos, que apenas encobrem algo de muito simples: roubo. No fundo, já todos o sabíamos. Há contudo mais para além do óbvio. As denúncias nunca servem o interesse geral nem a justiça. Servem, isso sim, causas concretas. Será este sector do Offshore muito concorrencial? Compreendo que o mercado publicitário lhes esteja vedado, e que talvez por isso denegrir a oferta concorrente seja a estratégia do dia. Afinal, sem segredo, não há negócio.

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Dia das Mentiras

A origem do Dia das Mentiras está relacionada com a história do calendário, mais concretamente com a chegada do ano novo, o qual era celebrado desde o equinócio da Primavera até ao primeiro dia de Abril. Para nós ocidentais, o ciclo anual não coincidia então com o movimento de Translação da Terra, ou seja, o calendário estava desfasado do ano solar. As mudanças de estação ocorriam em alturas diferentes a cada ano, ora num mês, ora noutro, pelo que a celebração do ano novo era naturalmente imprecisa.

Foi Júlio César quem primeiro se propôs resolver este problema. Começou por decretar o ano da confusão, em 46 a.C., que com os seus 15 meses e 455 dias permitiu acertar o calendário ao tempo natural. No ano seguinte, 45 a.C., foi então implementado o Calendário Juliano, com os seus 12 meses e 365 dias. Mesmo assim, todos os anos sobravam 6 horas, sendo esta a razão para os anos bissextos. De quatro em quatro anos, o mês de Fevereiro tem mais um dia para compensar as 6 horas adicionais dos 4 anos anteriores. Corrigido o problema, as celebrações do ano novo decorreram com exactidão até ao primeiro dia de Abril. Assim foi até 1564, ano em que o Rei Carlos IX de França mandou publicar o decreto “Edict of Roussillon“, o qual está na origem da tradição do dia das mentiras, ao determinar que o ano novo começava a 1 de Janeiro. Desde então que aos tolos se reservam convites para festas que não vão acontecer…

Nascera a tradição do dia de hoje, mas o calendário Juliano continha um problema eclesiástico, pois gerava o desfasamento com o calendário litúrgico, nomeadamente com a celebração da Páscoa. Foi para corrigir este problema que o Papa Gregório XIII promulgou em 1582 a bula “Inter Gravissima”, instituindo o calendário Gregoriano, o qual se manteve em vigor até 1964, ano em que foi implementado o Calendário dos nossos dias, o calendário Pirelli, o qual como sabemos, não tem qualquer problema ou questão. É perfeito!

1Abril