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Os cães, os gatos e os lares no Euro 2012 e na Crise

Desde finais de 2011 que várias ONGs relacionadas com a defesa dos direitos dos animais vêm alertando para o massacre de cães e gatos em território Ucraniano. Isso circulou sobretudo em blogs e nas redes sociais não tendo grande cobertura por parte dos media. Agora, uma vez consumado, vários media decidiram então abordar o assunto em tons de polémica.

O primeiro abafo foi o simples afastar do tempo de antena, este segundo abafo já é um abafo orgãnico. Falou-se disso intervalado com o frenesim à volta dos jogos do Euro. E como facto consumado. Não há nada a fazer a não ser condenar o que já está feito. Até dá a sensação de ter sido um mal necessário para se fazer a festa.

O governo Ucraniano optou por uma resolução rápida e ‘eficaz’ que passou por incentivar grupos de população a caçar e exterminar os animais (por exemplo os caçadores tiveram autorização para os abater a tiro).  Tanto a população como os agentes desportivos envolvidos no evento do Euro 2012 pareceram viver bem com a solução, desde que tudo estivesse pronto para a festa em 2012. Nem jogadores, nem seleções, nem países se insurgiram veementemente contra estes métodos bárbaros de resolução de uma crise.

No seu conjunto Polónia e Ucrânia têm uma população de mais de 80 milhões de pessoas, sendo que esta última tem mais de 45 milhões de habitantes. Sendo conservadores podemos dividir este número por quatro e obtemos mais de 10 milhões de lares. Uma campanha alicerçada em vedetas internacionais a promover a adopção e esterilização de animais poderia ter salvo dezenas de milhares de vidas e sido muito mais positiva.

Estranhamente pode traçar-se uma analogia com o que se passou com a crise económica internacional.

Os primeiros sinais, de há anos atrás, foram afastados do tempo de antena. Sobraram uns loucos em blogs e redes sociais. Depois de consumada a desgraça deu-se então destaque a todos os erros do passado que levaram à calamidade actual. Tudo como consumado. Não há nada a fazer, para além de condenar. E agora para chegar à salvação há a política do sangramento. O crédito desenfreado é como a Ucrânia. Os endividados são como os cães e gatos que esta deixou crescer sem controlo durante anos e anos.

Agora há que injetar dinheiro em pontos nevralgicos e poupar dinheiro através de cortes violentos ASAP. Temos bancos, temos estados e temos pessoas. Estes dois primeiros fizeram parte do motor e  da carruagem que nos trouxe até este fim de linha. As últimas eram simples passageiros que compraram bilhete com confiança e deslumbramento fabricados pelos media e marketeers que enfabulavam a segurança e maravilhas da viagem.

Resgatar bancos e estados é o que está a acontecer. Com todas as repercussões conhecidas para as pessoas. Aumento de desemprego, pobreza, menor apoio social, suicidios. Os milhões entram e tapam os buracos de bancos e estados. Mas ninguém tapa os buracos das famílias. Que foram também escavados em tríade.

Uma estranha solução alternativa? Que tal injetar o dinheiro diretamente nas famílias? O dinheiro entraria pelas famílias saldando indiretamente a dívida aos bancos. Os bancos receberiam os mesmos milhares de milhões de euros mas a famílias teriam as suas dívidas saldadas. Seria um completo reset ao sistema financeiro. O fim dos actuais créditos em vigência. Ninguém perderia casas mesmo perdendo o emprego e apoio social. E aqueles que mantivessem o emprego teriam dinheiro extra suficiente para dinamizar o consumo. E com isso dinamizar o emprego. Esta seria uma terapia de choque mas aplicada diretamente nas fábricas de ninhadas. Os cães e gatos esses teriam todos o lar assegurado.

Mas esta é apenas a ideia de mais um louco num blog mentecapto.

Seguindo a lógica actual de resolução de problemas diria que uma solução certa para a fome contínua em alguns países africanos seria simplesmente exterminar essas populações. Sairia barato e seria relativamente rápido. Mas há focos de esperança. Há políticos que estão preocupados com o que se passa em África. Que apenas não injetaram no passado milhões suficientes,  a fundo perdido, na ajuda em África porque têm um dedo mindinho que adivinhava que em breve seriam necessárias centenas de milhares de milhões de euros a juros simpáticos para salvar bancos e estados europeus de uma teia especulativa por eles tolerada.  Mas os juros suportam-se bem porque em união todos os liquidaremos através do pagamento suado dos nossos justos impostos.

E uma solução certa para diminuir a diferença entre realidades de 1º e 3º Mundo é seguramente fazer crescer a fatia de países a viver em 2º Mundo. Imagino que este exista apesar de nunca ter visto uma citação sobre si. E quando não falam sobre ele nos media normalmente é porque é muito mau ou muito bom. Sou optimista. Creio que é bom. Vamos?

Dupond e Dupont

Fez hoje exactamente um mês que Dupond e Dupont dividiram tarefas. Conciliaram valores antagônicos e cumpriram as suas obrigações morais na íntegra. Dupond foi à luta. Dupont foi às compras. Com a preciosa ajuda da média, o país dividiu-se. Condenou e Apoiou. Suprema ironia, Dupond e Dupont estiveram de acordo. Diria mesmo mais, não desconcordaram.

Foram nitidamente ajudados pela experiência adquirida no deserto há muitos anos atrás. Compreenderam que tal como eles à época, os Portugueses seguem hoje as próprias pegadas para encontrar a saída do deserto de esperança em que se encontram. Como sempre, os Policiais de Hergé descortinaram o óbvio. Já o Português não. Precipita-se, pois não quer perder a oportunidade de criticar o seu concidadão. É estrutural! Nunca a Nação sofreu de qualquer défice de culpados ou juízos morais ao próximo. Não sou excepção, pelo que há data classifiquei a dicotomia do “dia do trabalhador” vs “dia do consumo” como decadente. Dignificante, por certo que não foi, mas o principal alarme de decadência não suou.

O alvo do Pingo Doce mudou, porque o consumo mudou. Até aqui visava a classe media urbana, procurando diferenciação clara do seu concorrente directo, o benemérito “Continente”, posicionando-se um degrau acima na escada social. Contudo, a contracção do consumo neste segmento socioeconómico é muito significativo. Muito mais do que o desejado por sindicatos e confederações patronais. Quem tem maior poder de compra, ajusta os seus hábitos de consumo com relativa facilidade. A maior abundância de supérfluo no cabaz típico, facilita uma rápida redução do custo. É simples, compram-se menos (a nenhuns) pacotes bolachas ou refrigerantes. O Pingo Doce desceu um degrau.

É este o alarme que não se ouviu nos locais que o país elege para os debates decisivos (por vezes importantes), i.e., as esplanadas e os cafés. Apaixonamo-nos por polémicas, mas abstemo-nos nas decisões. Fazemos de Dupond e Dupont verdadeiros génios, brilhantes na análise e eficazes na acção. Nem Hergé o imaginou possível, destinados que estavam ao papel de palermas…

Novas oportunidades ou os cinco minutos de fama.

Numa das minhas incursões desastradas a um centro comercial, dou por mim estarrecido e estupefacto ao ver uma dezena e meia… talvez mais, de senhoras entre os quinze e os cinquenta anos, avolumadas junto a uma loja, estranho ver uma quantidade significativa de pessoas generosamente alinhadas e perfiladas, como se de algo estivessem á espera.

Primeiramente, numa veloz fracção de segundo pensei… Mais uma promoção daquelas que o marketing fez o favor de preparar e bem, ou os resultados não estariam á vista, mas aquela visão de relance fez-me fixar algo de estranho, mas comum a todas as presentes.

Tinham realmente mais que um pressuposto que as unia, sem com certeza se terem cruzado na vida antes, tinham um adereço comum, muito provavelmente prévia e cautelosamente preparado, todas empunhavam um curriculum vitae.

Estava portanto a assistir a poucos metros, a uma sessão no mínimo sui generis, pondo simples desempregadas á merce de penetrantes olhares indiscretos, simultaneamente com empregadores sujeitos a comentários algo desenquadrados.

Senti-me ali como um condutor viajando por uma qualquer autoestrada, que se depara com um aglomerado desajustado de peões imóveis, quando deveriam todos estar em circulação, mesmo que com velocidades díspares, mercê do objectivo final da viagem, ver montras para ocupar o tempo ou analisar o produto para depois o adquirir.

Parei por uns instantes, com a finalidade de, como uma máquina, fazer parar o tempo e ter a certeza do que estava a presenciar, efectivamente estas humildes criaturas, algumas com um olhar tão incrédulo quanto o meu, sentindo-se invadidas pelas expressões de quem tinham de se desviar, formavam uma fila em volta de um daqueles sofás utilizados para ver quem passa, saborear o gelado que se comprou numa área de serviço da mesma via rápida, ou tão somente, esperar alguém que foi numa rapidinha fazer uma compra.

Mantinham uma distancia, sem que precisassem de nenhum dístico dizendo, “aguarde aqui a sua vez”, era mais ao estilo de barreira psicológica, para não interferir com a actividade nem perturbar as já mais que pasmadas candidatas.

Faziam-se ali mesmo, no sofá do meio da avenida, entrevistas de emprego, num ambiente cosmopolita pois então, que isto do desemprego é mesmo uma oportunidade, permitindo aos candidatos conhecerem métodos inovadores, oferecendo-lhes de imediato a preparação para as condições de trabalho sobre pressão, começando desde o primeiro minuto de contacto com uma eventual entidade patronal a perceber que nos dias de hoje, tudo corre ao minuto e á vista de todos.

Entendo que desta forma a entrevistadora se aperceba imediatamente das mais valias da candidata, ou não fosse a função pretendida a de empregada de balcão, daí talvez esta primeira forma de abordagem, confrontando estas pessoas com uma exposição mediática ao primeiro momento, permitindo-lhes assim os tais “cinco minutos de fama”.

A isto podem também chamar de empreendedorismo, pois inovar é preciso e emprego é coisa que hoje em dia faz efectivamente, falta a muita gente.

Contrariando todas as práticas de seleção e métodos de entrevistas, de quem se quer concentrado no que vai dizer e atenção de quem está a ouvir, podendo mesmo por em causa ambas as partes, o candidato por nervosismo e o empregador por má análise, eventualmente perdendo quer uma, quer outra, uma fulcral parceria lucrativa.

A sociedade gestora daquele centro comercial, que certamente controlará até ao mais ínfimo pormenor toda a logística e operacionalidade das lojas, deve ser felicitada por apoiar tamanho evento, pois deu o seu contributo para a dinamização da economia local, não tendo cobrado, penso eu, aluguer do espaço.

Ser Europeu porque quero e não porque preciso

Um-dó-li-tá, a Grécia fica, a Grécia sai, Portugal logo se vê e quem fica ficará!

Por agora ninguém sabe muito bem e são tão corriqueiras as notícias contraditórias que ninguém quer saber. Que será, será. O projeto europeu era tão sólido que nem se lembraram de criar um guião para o abandono, ou mais concretamente para a expulsão, de um estado membro. O que acontece se um país sair da União Europeia? Nesse país, na União e nas relações entre ambos?

Aparentemente está tudo borrado. Um dos principais medos é a transição de moeda que provocará um impacto no país ‘desertor’ que ninguém consegue medir. O problema põe-se sobretudo a nível das exportações e importações. Se a moeda nacional fôr muito fraca em relação ao Euro o país não conseguirá manter o seu nível de importações actual. Se fôr muito forte os ainda estados membros não poderão manter o nível de importações de produtos fornecidos por ele. A curto-prazo será impossível dar resposta às necessárias transformações no export/import, a não ser que seja um cenário já previamente trabalhado em background. Para além da total reformulação da balança de importações e exportações haveria ainda a questão da gestão da dívida que não desapareceria como que por magia. Seria até mais complicado pois deixaria de haver tanto poder de influência política e de regime.

Este problema coloca-se sobretudo porque a União Europeia está alicerçada numa rede de interdependências em que vários países ‘destruiram’, a troco de subsídios, grande parte dos seus meios de produção em sectores de actividade específicos. Houve uma especialização e/ou quotização da produção nos vários estados membro para tentar criar uma economia fluída em que a necessidade e procura entre membros se complementasse. Mais do que as condições naturais locais era importante o cenário global para desenhar uma sustentabilidade mesmo que com medidas artificiais como subsídios de desincentivo à produção.

Agora, à beira da desagregação, há países em grande embrulhada porque a perspectiva de saída da União Europeia coloca-os numa posição de dependência externa de sectores basilares como a indústria e a produção alimentar. Se a torneira dos subsídios fechar perderam-se décadas de actividade. Máquinas, terras e população activa estão enferrujadas em muitos sectores precisando de anos para voltar a embalar. Num cenário de saída de um país ‘enfraquecido’ da União Europeia rapidamente as prateleiras dos supermercados ficariam vazias e com o motor da fome veríamos espectáculos como o da promoção dos 50% do Pingo Doce a acontecer nas despensas mais próxima.

Não me sinto confortável na coação para ser Europeu apenas porque o sistema está montado de forma a que se não o fôr terei de ser apenas um miserável e faminto Português. Cada país, cada região, cada localidade, deveria ter ao menos a capacidade de produção de alimentos que os tornassem relativamente independentes ao nível alimentar. Desta forma a política seria mais ideológica do que propriamente de subsistência como está a ocorrer hoje. E produzir é empregar.

Todas as projeções de futuro apontam para o continuar do aumento dos preços dos alimentos o que representa um esforço cada vez maior para garantir os níveis de importação actuais. Se há coisa com que não se deve brincar é com comida. E aparentemente há algo a assustar o governo ao ponto de querer apressadamente recuperar as profissões pertencentes aos sectores primários da economia e o amanhar das terras.

Será a temível porta aberta com uma luz ao fundo do túnel que diz EXIT?

PPP Lusitânia

cunard_logo_2950No início da Século XX, a famosa Cunard Line perdia a hegemonia comercial na rota transatlântica. Para além das companhias Alemãs, a entrada do magnata JP Morgan  no negócio, motivou a fusão de vários concorrentes de menor dimensão, criando um gigante no sector. Sem meios financeiros, a privada Cunard estava impossibilitada de responder à altura das circunstâncias. É neste contexto que em 1904, o governo britânico decide apoiar a Cunard. Em época de preparação para aquela que viria a ser a primeira guerra mundial, o governo de sua majestade viu com bons olhos a possibilidade de no futuro requisitar novos e rápidos transatlânticos. Nascera uma Parceria Público Privada (PPP). Materializou-se no desenvolvimento e construção de novos navios, o primeiro dos quais foi providencialmente baptizado em memória da antiga província Romana, a Lusitânia.

O desenvolvimento e construção do RMS Lusitânia fizeram justiça à memória e tradição do nome de baptismo. Foram respeitados os valores e virtudes dos herdeiros de Viriato, a megalomania por exemplo: Com projecto ultramoderno, o novo transatlântico seria motorizado por turbinas a vapor. Tamanha inovação, qual via verde para o atlântico norte, ditou um processo de construção nada ortodoxo. A construção da popa do navio aguardou a conclusão dos desenvolvimentos das revolucionárias motorizações, enquanto a construção da proa prosseguiu a todo o vapor. O método tradicional deu lugar à nossa ancestral metodologia “em cima do joelho”. Qual portagem em scut.

Concluída a construção, múltiplas características imergiam como retumbantes provas da identidade Lusitana: era o maior e melhor navio do mundo, era o mais rápido e o mais faustoso. A decoração da primeira classe (estilo rococó) valeu-lhe a alcunha de Versalhes dos Mares. Menos majestosa, a decoração da segunda classe era ainda assim opulenta. Já na terceira classe, a madeira de pinho polida estava omnipresente, luxo a que os passageiros deste estrato socioeconómico não estavam habituados, pelo que lhe enalteciam a beleza e a comodidade. A todo este estratificado conforto, estava também associada outra característica Lusitana, o defeito de fabrico: a alta velocidade a vibração gerava uma ressonância insuportável nos aposentos de segunda classe. Analisado o problema, encontrada a solução. O defeito foi declarado feitio, merecendo apenas ajustamentos: reforço de estrutura, adendas à decoração e está concluído. O último acto da Lusitanidade no berço não resolveu, mas abafou. Típico.

A viagem inaugural em 1907, decorreu sem glória ou desonra. Mediana sorte, obviamente Lusitana. O nevoeiro não permitiu a velocidade necessária para reclamar a “Blue Riband”, conquista apenas concretizada na segunda viagem transatlântica. O tesouro Britânico pagou, a Cunard explorou, milhares de passageiros usufruíram de rapidez e conforto. Ninguém perdeu. A PPP era um sucesso, ao navio faltava-lhe o Fado.

Com o início da primeira grande guerra, o Almirantado Britânico requisitou o navio em 1914, mas devido ao elevado consumo de combustível, foi devolvido ao uso civil. A PPP estava pela primeira vez em dúvida: tal como hoje por cá, o desvio face ao orçamentado foi uma enorme surpresa! Não obstante, a rota transatlântica foi retomada sob austeridade de meios humanos e materiais, o que amputou 30% da velocidade máxima do navio. Persistia contudo a necessidade de justificar a PPP. Foi por isso, com subtileza e descrição dignas do seu baptismo, que o RMS Lusitania começou a transportar munições no trajecto de Nova Iorque para Liverpool. Foi quanto baste para sobre ele atrair a atenção da troika que se opunha à Grã-Bretanha e seus aliados: o Império Alemão, o Império Austro-Húngaro e o Império Otomano. Sobre este último, julgado moribundo, foi planeado um vigoroso ataque naval ao estreito de Dardanelos.

GrandFleetA convicção de vitória era total entre os aliados. Visando partilhar a glória, a Republica Francesa fez questão em enviar os melhores navios da sua Marinha de Guerra, tentando assim ombrear com a maior e mais poderosa Marinha de Guerra da época, a Royal Navy. Curiosa esta tendência francesa para a grandeza a reboque da potência do momento. Mantém-se até aos dias de hoje. Tragicamente, o prognóstico de facilidade revelou-se um enorme erro de avaliação. Modestas minas navais e a poderosa artilharia Otomana impuseram uma pesadíssima derrota às marinhas aliadas. À derrota naval, seguiu-se o desastroso desembarque de Anzacs a 25 de Abril de 1915 nas colinas de Gallipoli. Falhou o objectivo de neutralizar a artilharia Otomana. A dimensão do desastre traduziu-se em mais de meio milhão de baixas registadas de ambos os lados.

Esta pesada derrota aliada ditou a necessidade de envolver os Estados Unidos da América no conflito, sem o qual a vitória da Grã-Bretanha e seus aliados seria impossível. A forte convicção isolacionista do desejado aliado tornava esta tarefa muito difícil. Ao RMS Lusitânia estava reservado o papel principal neste processo, seria esse o seu Fado. O mérito do plano que concretizou o difícil objectivo, ninguém o reclamou, talvez por vergonha ou pudor, mas especula-se que Winston Churchill terá tido um papel determinante: Quer no montar do isco aos Alemães, quer no posterior branqueamento das responsabilidades do Almirantado Britânico (especialmente necessário após a derrota no Mar Egeu).

Desde o início da primeira grande guerra que a Grã-Bretanha impunha o bloqueio aos portos germânicos. A força dos números oferecia esta hipótese à Royal Navy. Apesar de a Kaiserliche Marine possuir navios tecnologicamente mais avançados que a generalidade dos britânicos, a prudência aconselhava evitar um confronto de larga escala. A alternativa estratégica recaiu sobre o uso de uma arma inovadora à época, o submarino. Actualmente, esta arma furtiva encontra paralelo nas agências de notação financeira, as quais torpedeiam as economias mais débeis causando pesadas baixas na guerra económica. O comportamento humano repete-se. As consequentes tragédias também, infelizmente.

Com efeito, após mais de duzentas travessias do Atlântico Norte, o RMS Lusitânia partiria uma última vez da doca da Cunard Line em Nova Iorque a 1 de Maio de 1915, sob o comando do Comodoro William Thomas Turner, com 1959 pessoas a bordo. Entre eles, muitos americanos que ignoraram o anúncio publicado pela embaixada imperial Alemã nos Jornais nova-iorquinos, o qual alertava os cidadãos americanos para os perigos de viajar a bordo de navios britânicos. Peões no xadrez da guerra, que valeram por Rei, Rainha, Bispos, Cavalos e Torres.

Efectivamente, a 7 de Maio de 1915, o isco foi mordido pelo submarino U-20, sob o comando de Walther Schwieger lançou um único torpedo sobre o RMS Lusitânia, que ao largo da costa Irlandesa se afundou em apenas dezoito minutos. Mil e duzentas pessoas perderam a vida. As causas e seus argumentos foram esgrimidos entre os intervenientes, com reciprocidade na atribuição de culpa, mas o facto relevante prevaleceu: Os EUA entraram no conflito ao lado da Grã-Bretanha e seus aliados, entre os quais estava a jovem Republica Portuguesa e a sua apetrechada Armada.

Os acontecimentos relatados demonstram que a globalização tem mais de um século. Nada é estanque, ou isento de consequências noutras latitudes. Ao colapso da banca de investimento Americana, seguiu-se a crise financeira na Europa. De pouco serviu a esta declarar-se imune ao colapso Americano. Meras palavras. A frota aliada que atacou o estreito de Dardanelos era à época tão infalível como o sistema financeiro mundial o é hoje. Os bancos de investimento americanos podem ser “demasiado grandes para falhar”, mas a verdade é que falharam de forma tão trágica como a frota aliada no Mar Egeu. Agora, como então, as populações não previram o efeito, da mesma forma que ainda não compreendem as causas. De forma premeditada, ou mero aproveitamento da oportunidade, o RMS Lusitânia foi instrumentalizado, e sua tragédia explorada no recrutamento para a guerra. Enganam-se aqueles que acreditam que este tipo de propaganda não existe nos dias de hoje. É simplesmente mais sofisticada.

O combustível hoje aumentou! – Lado B da Vida

Já não há pachorra para as notícias agressivas sobre todas as medidas opressoras da confiança, optimismo e felicidade. Por isso hoje para variar comento o aumento dos combustíveis de forma ligeira, irónica e bem-disposta. No final deste artigo não vão perceber a gravidade da situação mas ao menos terão um rasgado sorriso que dará férias à cara sorumbática plantada pelos normais noticiários.

 

Preço dos Combustíveis = Retorno das charrettes?

Depois de um burro ter vencido um Ferrari numa corrida no IC-19 em hora de ponta eis que agora começa a ser mais barato sustentar um cavalo do que um automóvel. O mercado de carroças e equídeos prepara-se para a procura que se avizinha.

Perguntámos a Paula Bobone o que acharia do retorno das charrettes e dos cavalos ao que nos respondeu:

– “Não deixaria de trazer um certo glamour às ruas de Portugal e o revivalismo está na moda. Poderiam alimentá-los apenas a arranjos florais para que os seus cócós perfumassem a cidade.”

Já José Castelo Branco foi mais comedido dizendo:

– “Seguramente algo que envolva cavalos e a minha pessoa tem que envolver também uns charrettes porque para acontecer eu teria que estar drogado, D-R-O-G-A-D-O, para não me lembrar de nada do que se passou naquela quinta com o garanhão  chamado Frota.”

 

Empresas de Transportes preocupadas com nível da Matemática em Portugal

Com o novo aumento dos preços, e o perigo do retorno das charrettes, as empresas de transportes desafiam os Portugueses em acções de marketing com problemas matemáticos de nível básico como:
“Se encher o depósito custa 70 € e gasta dois depósitos por mês no percurso casa-trabalho. Quanto gasta por mês? É mais caro ou mais barato do que o passe de transportes de 50 € por mês? E se adicionar o custo do parqueamento?”

Para espanto dos marketeers a grande maioria dos Portugueses não consegue encontrar as variáveis nem fazer as contas e não chega a qualquer resultado. Por este motivo as empresas de transportes exigem mais e melhor Matemática ao Ministério de Educação.

 

Governo cria condições para baixar preços de combustíveis

Derivado à falta de orçamento para investir em políticas de educação o governo,  preocupado com a situação no mercado pretrolífero e o grande impacto social dos preços dos combustíveis, reuniu de emergência com as petrolíferas e gasolineiras nacionais para concertar esforços no sentido de proporcionar períodos de baixa de preços que aliviem os Portugueses.

A negociação não foi pacífica mas chegou-se ao consenso e a partir de agora os preços dos combustíveis terão 10 casas decimais. Hoje o preço poderá estar a 1,6999999999 mas amanhã poderá estar a 1,6999999998 e no dia seguinte a 1,6999999997 e assim sucessivamente até que progressivamente os preços normalizem para valores razoáveis.

A Europa aplaude atitude do governo e pondera criação da moeda de 0,0000000001 € para facilitar trocos.

 

Victor Gaspar critica aumento dos combustiveis em Portugal

Apesar do desafio de fazer projeções de receitas exatas à décima casa decimal o Ministro das Finanças está indignado com o novo aumento dos combustíveis. Isto porque inviabilizam a subida do ISP e IVA que em conjunto representam apenas pouco mais de 50% do preço da gasolina.

Segundo planos do próprio os Portugueses são capazes de ser austerizados até aos 1,999 € por litro desde que 80% desse valor fosse para os cofres do estado. É incompreensível que cheguemos em breve a esse valor devido a ação das petrolíferas e não à ação direta do governo. Depois da Troika deveria ser o governo e não o sector privado a gerir a economia nacional. “E agora aumento o quê?” disse um desapontado Victor Gaspar.

 

Comunidade de Xuning protesta contra aumento dos combustiveis

Já não bastava a crise a limitar a capacidade de evolução contínua dos nossos veículos motorizados e eis que agora o aumento de combustíveis condiciona também a liberdade de expressão na comunicação via raters, roncos e vibratos de tubos de escape.

Um peidinho ou bufa motorizada está ao preço do ouro e não há quem consiga manter a contínua demonstração sonora das capacidades da sua máquina.

O Xuning silencioso não é Xuning. É meio caminho andado para a degradação desta forma de arte para o estatuto de decoração pirosa só ao alcance de alguns bimbos sem tusto

 

 

Se esboçaste um sorriso que seja faz um like pá. É de borla! (por enquanto)

Este Blog é Desenhado em Portugal, Fabricado em Portugal, Emprega 0 Portugueses e é Livre de Impostos

Os Portugueses têm memória curta e têm algum preguiça em esforçar-se para defender o que é seu.  É sabido e provado pela história da nossa democracia, pela dança de cadeiras ocupadas por muitas caras envolvidas em negociatas de cariz duvidoso, que metem em causa a sua honestidade e carácter em passado não tão longíquo.

Uma das melhores maneiras de proteger a nossa economia é com os nossos hábitos de consumo. A defesa da produção, emprego e sistema fiscal nacionais pode e deve ser cultivada pelos mundanos hábitos de consumo. Há povos que o fazem por cultura e hábitos passados de geração em geração. Consomem produtos dos seus países, mesmo que mais caros que os idênticos de marcas de outros países. O povo alemão é um deles por exemplo.

Mas hoje olhamos para as prateleiras e já não reconhecemos todas marcas e nem sequer temos ideia do real contributo que aquelas que conhecemos dão à nossa economia. Com tantos artifícios de boa gestão focada na fuga aos impostos e redução de custos para aumentos dos lucros, haverá marcas muito consumidas que pouco ou nada contribuem para a nossa economia para além do IVA.

Já somos desinteressados por natureza mas quando não temos qualquer apoio à decisão refugiamo-nos simplesmente no mais barato ou no que mais gostamos ignorando tudo o resto. É por isso que sugiro aqui um sistema de etiquetagem ou rotulagem de marcas, serviços e/ou produtos que indique explicitamente:

  1. Designed By: em que país foi desenhado;
  2. Made In: em que pais foi produzido;
  3. Supplied By: %s de matérias primas utilizadas para a sua produção por área geográfica com indicação pelo menos relativa ao país onde está a ser feita a venda;
  4. Workforce: em que indica quantos trabalhadores emprega por área geográfica com indicação pelo menos relativa ao país onde está a ser feita a venda;
  5. Taxed In: que indica as %s de taxação sobre os lucros por área geográfica com indicação pelo menos relativa ao país onde está a ser feita a venda;

Com estes dados bastaria olhar para o rótulo ou etiqueta e perceber claramente se esta  marca, serviço ou produto está ou não a contribuir, e em que medida, para o emprego, para a produção, para os impostos e consequentemente para a economia nacional. A existir seria certamente um fator decisor na escolha dos consumidores e estaria tão à mão que só não usaria a informação quem não tenha pinga de estima pelo seu país.

Politicamente não é europeísta defender um favorecimento à produção nacional mas a melhoria desta situação não precisa de acção política. Precisa de Marketeers que entendam que esta informação pode ser um bónus para aumentar as suas vendas e penalizar concorrentes que não sejam tão ‘nacionalistas’ nas várias componentes da sua gestão. Claro que para muitas marcas esta transparência pode ser nociva mas se alguém o começar a fazer a opacidade, com a falta de informação, fará mais dano do que a revelação de dados menos ‘simpáticos’ nesta matéria.

Nós os consumidores queremos ajudar a levantar Portugal mas não nos obriguem a trabalhos ciclópicos de investigação para destrinçar quais as marcas supostamente Portuguesas que mais não são do que correios de Euros para sistemas fiscais offshore.

Faróis sobre o que é verdadeiramente “nacional é bom” precisam-se!

 

E se parte da solução fôr mandar tudo pelos ares?

Com tantos indicadores contraditórios os desempregados já não sabem se hão-de emigrar para um estrangeiro longíquo, com economias emergentes, ou se hão-de por cá permanecer e enveredar pelo caminho mágico do empreendedorismo (que no passado deu azo a muitas PMEs que hoje são alvo da política de saneamento das ‘más’ empresas que contaminam a nossa economia como já foi dito por agentes do actual governo, inclusive pelo nosso Primeiro Ministro).

Portugal pode realmente beneficiar do empreendedorismo levado a cabo pelas centenas de milhares de jovens desempregados com muito sangue na guelra e muita formação qualificada. Num país reconhecido internacionalmente como tendo tendência de early-adopter em várias inovações tecnológicas, um país onde existem mais telemóveis que habitantes,  temos ainda um grande calcanhar de Aquiles comparativamente a outros países. O estado da Internet gratuita via Wi-Fi em espaços públicos e comerciais.

Em Portugal a conectividade móvel está predominantemente associada a hot-spots e planos tarifários que afastam muitos dos potenciais utentes, que possuem os terminais capazes para o acesso à Internet, mas sem € nos bolsos que lhes permitam tornar o acesso móvel à Internet como algo trivial no seu quotidiano. Existe actualmente uma vincada preocupação com custos e seu impacto no actualmente parco orçamento pessoal.

Lá fora, em muita Europa, USA e Ásia é já corriqueira a existência de pontos de acesso à Internet gratuitos suportados por estabelecimentos comerciais ou entidades públicas. Seja dentro de estabelecimentos comerciais seja em espaços públicos é possível ligarmo-nos à Internet sem pagar.

Num mundo em que cada vez mais o online deixa de ser conotado com o virtual, assumindo-se como uma extensão do social e profissional, estar conetado sem custos a todo e qualquer momento é um potenciador de relacionamento, criatividade e ideias com aplicações comerciais. Se não há volume de consumidores móveis será mais difícil surgirem projetos portugueses que assentem em serviços online que dependem da mobilidade e acesso fácil à Internet a partir de qualquer ponto.

É por isso que o governo deveria encorajar os proprietários de estabelecimentos comerciais a investirem em equipamentos que providenciem Internet gratuita aos seus clientes, e as autarquias a dotarem de Wi-Fi gratuito os espaços públicos com grande afluência. Afinal 4 em cada 5 pessoas considera este acesso um direito fundamental.

Trabalhemos para que os comportamentos de acesso móvel à Internet sejam independentes de custos e surgirão empreendedores capazes de explorar esse nicho. Bem sei que isto afectará uma fatia de facturação de muitas centenas de milhões de euros em 2011 mas quem precise mesmo de melhor qualidade de serviço continua disposto a pagar mais por isso. Além de que em 2011 houve uma quebra de 6% neste tipo de facturação relativamente aos quartos trimestres de 2010 e 2011. Sinal claro de que o custo inibe a utilização?

Os jovens anseiam por isso e criam online registos das agulhas no palheiro que lhes permitem navegar gratuitamente na extensão online da sua vida. Perguntam em fóruns online e criam páginas como esta com um mapa dos locais com Wi-Fi gratuito em Lisboa.

Fomentar o empreendedorismo passa também por criar mais dificuldades a quem tem alguns tipos de negócios garantidos. Será mais penalizante para a sociedade e economia do país não termos esta facilidade de acesso à Internet (para Portugueses e Turistas) ou arriscar prejudicar os operadores que controlam quem tem direito a esse acesso com planos tarifários por si controlados?

Eu mandaria tudo pelos ares. Doesse a quem doesse.

Plano Companhia Mercearia

Foi recentemente lançada uma nova campanha de acefalia em massa. Refiro-me obviamente ao Plano EDP Continente. A sonae capitaliza notoriedade benemérita. A filantropia não tem fim naquela casa. Depois das acções com os heróis da pequenada Pópóta e Leopoldina, chega-nos agora o plano para os mais crescidos. Desta feita, ao invés de algum anónimo necessitado, ajudamo-nos a nós próprios. Finda a época natalícia, a caridade perdeu adeptos. Regressamos à expressão “já demos” e ao foco no umbigo. É para ele que o Plano aponta. Os tempos são de crise, e nenhuma outra mensagem tem tanto impacto como a empatia: Compreendemos a dificuldade e propomos ajudar. Valha-nos a publicidade! Sem ela estaríamos condenados à depressão, pois a média entregou-se à trilogia do momento: crise, divida e medo, muito medo. A mais pequena migalha de esperança é bem recebida, sobretudo quando aparenta compensar o recente aumento do IVA sobre a electricidade.

“Conte com a nossa Energia, 10% da Electricidade volta em compras”. Apelativo, é certo, mas como sempre a realidade fica aquém da expectativa gerada. Parece que o desconto será directo sobre o valor da factura da EDP, mas não é bem assim. Observadas as condições, constatamos que o desconto não pode incidir sobre os impostos, daí “10% da Electricidade” e não “10% do valor da factura”. São uns malandros estes Publicitários Ocidentais, dirão os novos accionistas da EDP. Ternurenta a ingenuidade asiática. As referidas condições são igualmente profícuas no que toca a alertas e a esclarecimentos adicionais, nomeadamente a cristalina informação que o plano não trará vantagem a quem tenha um “consumo em vazio inferior a 44%”. Seja qual for o significado da expressão, ou respectiva quantificação, é meu dever enaltecer a iniciativa em clarificar a oferta. Assim se mantêm a tradição de comunicação transparente da companhia. Tenho alguma reserva quanto à duração da mesma: o desconto sobre o valor da electricidade consumida, em função da potência contratada, apenas estará em vigor até ao final deste ano, leia-se Dezembro de 2012. O que é bom não dura para sempre, dirão os parceiros da iniciativa…

Ao engano do desconto em cartão, ou cupão, acresce o abandono voluntário do mercado regulado, onde uma entidade supostamente reguladora, define o valor das tarifas de electricidade. Quem o fizer, fá-lo-á de forma irreversível. Para além de aderir ao financiamento do negócio da mercearia, antecipa a adesão ao mercado liberalizado. Este mercado liberalizado de concorrência permitiria, pelo menos teoricamente, a livre escolha do fornecedor de electricidade, em função da competitividade da oferta, ou seja, o melhor preço, o melhor serviço ou a melhor relação entre ambas. Tudo óptimo. Tudo desejável. Um problema: Não existe verdadeira opção à companhia, logo a liberalização será apenas dos preços. Tal como ocorreu no mercado de combustíveis, onde existem diversas marcas na distribuição, mas há apenas um refinador (por acaso também é distribuidor). Por mais que a entidade reguladora nos diga que não há “cartelização” de preços, na prática há um monopólio no sector, e consequentemente não existe a desejável guerra de preços. Talvez por isso, a galp invista milhões em patrocínios às selecções Nacionais, esforçando-se para nos convencer que de alguma forma é “nossa” e não dos seus accionistas.

Em troca de um pouco de ânimo na comunicação, o Plano Companhia Mercearia tenta criar um monopólio onde ele não existe (hipermercados), e ao mesmo tempo antecipa a liberalização dos preços num mercado monopolizado. Bem sei que durante o ano de 2012, a tarifa será igual em ambos os mercados de energia eléctrica, mas exactamente por isso, questiono: Se há défice tarifário na tarifa normal (mercado regulado), como é possível a companhia suportar o desconto adicional? Será que a energia tem custos de produção diferentes em função do tipo de contrato com o cliente final?

Se a tudo isto acrescentarmos a obrigatoriedade do débito directo em conta como método de pagamento à companhia, julgo apropriada a classificação do Plano como um roubo com consentimento da vítima.

Prefiro não fiar ao continente e permanecer no mercado regulado.

Censurem-me!

Não há pastel…

O governo tenta agora a mensagem positiva, a chamada boa nova. Fraca atenção ao detalhe, ou estratégia deliberada? O raio do logótipo dos pastéis de Belém tem lá escrito “desde 1837”. Na verdade, já em Novembro do ano passado Barack Obama manifestou preocupação sobre a temática do Pastel, ou da falta dele… A revolta dos pastéis de nata está iminente, mas de fazer propaganda não podemos acusar o nosso primeiro. Nem de mau gosto, porque os pastéis são divinais!

Do além chegou-nos também o acordo de concertação social. O Álvaro de pronto falou aos mercados, mas nem tratado por tu os mercados o querem. A empatia não acontece. Contudo, lá ganhou a guerra perdendo a batalha. No movimento sindical não se lê Sun Tzu, nem se aprecia pugilismo… Pena.

Quem terá sido o espertalhão que avançou o isco da meia hora? Terá sido o Relvas, ou foi mesmo obra do Álvaro?…