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Parada de Montalvo

Ali tão perto da cidade do Entroncamento, o Polígono de Tancos é igualmente pródigo em fenómenos, especialmente do género militar. Há pouco mais de um século, o então ministro da guerra, General Norton de Matos classificou a instrução do tragicamente célebre CEP – Corpo Expedicionário Português como o “Milagre de Tancos”. Em apenas 3 meses, o exército português transformou jovens agricultores em aptos e combativos guerreiros. Tamanho feito foi consagrado a 22 de Julho de 1916 numa cerimónia que ficou conhecida como “A Parada de Montalvo”. Perante as mais altas individualidades do estado, bem como dos embaixadores dos países aliados, desfilaram ordenadamente as unidades de Cavalaria, Artilharia e Infantaria. Contudo, nenhuma manobra de propaganda, por mais bem orquestrada, poderia alguma vez ocultar o grau de impreparação destes 20.000 portugueses para a guerra de trincheiras onde foram lançados. Deram corpo à expressão “carne para canhão”.

Desfila hoje, em parada mediática, outro fenómeno – Foram roubadas armas ao Exército português. Foi em Tancos! Debate político e público intenso, mas pouco imaginativo. Todos debatem o tema nos mesmos termos, escrutinando apenas as questões burocráticas ou processuais, deixando as perguntas óbvias por fazer. O intenso frenesim noticioso, repleto de factos, dados e detalhes, relata-nos uma acção relâmpago, perpetrado pela calada da noite, mas quais os indícios concretos que assim foi? Qual o hiato de tempo entre o roubo e a sua detecção, alguém sabe? Data do último inventário? Terá sido um acto único ou uma prática continuada?

Talvez os inquéritos (quiçá) já em curso possam esclarecer estas dúvidas, talvez haja até quem já esteja a investigar o destino destas armas…

 

Crise de Julho

Um venerável ancião, senhor de vastos recursos e riquezas, muito influente junto dos seus vizinhos, foi certo dia afrontado por um pequeno estado soberano. Insignificante quando comparado com o ultrajado império, o insolente reino apoiara os terroristas que assassinaram o sucessor e herdeiro de Francisco José I, Imperador da Áustria, Rei da Hungria, da Croácia e da Boémia. A Casa dos Habsburg-Lothringen, dinastia com mais de dois séculos, vingar-se-ia da afronta. A Sérvia pagaria pela sua ousadia. Violenta e breve, a punição seria exemplar, circunscrita e regeneradora. Outra potência, o Império Alemão, dera o seu aval e incondicional apoio ao plano disciplinador. Aos sérvios foi então enviado “o mais formidável documento”, ponderado e redigido para ser inaceitável, um ultimato com um único propósito, a guerra. Aquela que seria uma contenda local, rápida e decisiva, culminou no primeiro dos conflitos militares mecanizados à escala global, a Primeira Guerra Mundial, a mais mortífera, devastadora e ruinosa até então. Um monumental exemplo de estupidez humana.

Se nas próximas semanas este exemplo com mais de um século parecer actual, não estranhe, é mera coincidência. Corre hoje, noutras e longínquas paragens, um ultimato a um pequeno reino. Insolente, terá apoiado o terrorismo, terá também afrontado uma poderosa dinastia com mais de dois séculos, também ela liderada por outro nobre ancião, rico em recursos e influência. Uma vez mais, perspectivam-se interesses locais e pontuais, negligenciando a imprevisibilidade das consequências à escala global. Esperemos que ao contrário do que afirmou Einstein, apenas o universo seja infinito e a estupidez humana encontre limite a tempo.

Expo Défice

Parece que foi ontem, mas a inauguração da Exposição Mundial – Expo 98 aconteceu hoje, há precisamente 19 anos. Vivíamos então dias de modernização e confiança, de cultura e diversidade, uma festa patrocinada pelo infinito el dorado que se avizinhava! Reinava então o optimismo, a euforia e a crença num futuro risonho. O país dava mostras de dinamismo ao mundo, e este compareceu em peso na renovada zona oriental da velhinha cidade de Lisboa. Foi giro, foi diferente. Depois voltámos às nossas rotinas, ao ancestral lamento e revolta inconsequente. Mas, felizmente apenas meia dúzia de anos depois, outro grande evento, desta feita desportivo. Era a receita de Porter. Estivemos perto, mas não fizemos a festa, na verdade vimo-nos gregos, quer no inicio quer no fim. Ficaram os estádios, e a conta claro! Meia dúzia de anos depois, íamos de pac em pac. Já não foi nada giro, e pior ficou quando nos foi aplicado o castigo. Chamaram-lhe ajustamento. Único e inevitável remédio, para o qual não houve alternativa. Não fomos piegas, e qual óleo de fígado de bacalhau, tomamos o frasco todo.

Já acostumados à terapia, foram chegando as boas noticias, as euforias! O deslumbramento propriamente dito começou com a conquista do campeonato da Europa de futebol. Deslumbrados desde então, vitimas de optimismo irritante, não parámos! Celebramos por menos e sobretudo, gastando menos, mas já voltamos à festa. Depois do crescimento recorde, dos juros negativos, a boa noticia de hoje é o anuncio da recomendação da comissão europeia para por fim ao procedimento por défice excessivo, logo hoje, no dia do nascimento de compositor da Cavalgada das Valquírias, Richard Wagner, o que por certo não será uma mera coincidência.

Lançamento do Martelo

As olimpíadas estão para uma legislatura como os jogos olímpicos estão para as eleições legislativas. Tal como a legislatura é o período de tempo entre cada ida a votos, a olimpíada é o período de quatro anos entre a realização de dois jogos olímpicos. São ambas temporadas de preparação para o momento decisivo, fases de treino ao longo das quais se ensaiam diferentes estratégias e metodologias de treino. É pois com grande espírito de sacrifício que os políticos, quais atletas de alta competição, procuram afincadamente atingir os chamados mínimos olímpicos, a marca que os conduza a nova eleição.

A glória de uma medalha de ouro encontra paralelo na política na tomada de posse como ministro e consigo traz prestígio eterno a quem a conquista. O mundo é feito de vencedores e no desporto, tal como na politica, são os eleitos que ficam para a história. Um medalhado apenas cai em desgraça quando apanhado nas malhas do doping. A batota, tal como o consumo de substancias proibidas, pode por vezes ajudar o atleta menos dotado a obter marcas de excelência, mas nem sempre.

Por vezes, o atleta precipita-se, dá passos maior que a perna e cai em desgraça. O público, tal como os eleitores, não perdoa o uso de estimulantes, narcóticos ou anabolizantes, mas há sempre atletas e políticos dispostos a correr o risco da desonra em troca da esperança de vitória. Alguns, perdidos na melancolia dos dias de glória, quando a aritmética lhes falha, na sua sede de pódio, desesperam…

Napoleão IV

Os filhos da pátria foram às urnas no passado dia 23 de Abril e tal como esperado, lá voltarão no próximo dia 7 de Maio. A abstenção foi baixa, pouco mais de 20%. O candidato mais votado, Emmanuel Macron obteve menos de 24% dos votos, ou seja, menos de 20% do número total de votantes (24% dos 80% de eleitores que votaram). Da mesma forma, a candidata que com ele vai disputar a presidência francesa, Marine Le Pen, obteve o voto de menos de 17% do total de inscritos. Primeiro e segunda representam pouco mais de um terço do total de eleitores.

Ele, é e será aquilo que o eleitor quiser que ele seja, um liberal de esquerda como lhe chamam os jornais. Em Marcha, o partido que criou, resulta da implosão do centrão gaulês, uma espécie de união daquilo que restou. Alberga o status quo disfarçado de mudança. Curiosamente, o radicalismo anda há já uns anos disfarçado de status quo, excepto no que à União Europeia diz respeito, Marine Le Pen protagoniza um nacionalismo light, soft quanto baste. De forma simplista: de um lado, mais do mesmo, com logótipo novo; do outro a ilusão de mudança, alicerçada na retórica contra a União Europeia.

Todas as previsões e sondagens apontam para a vitória de Macron, mas creio que um dado importante está mais uma vez a ser negligenciado. Tal como nas presidenciais americanas ou no Brexit, as previsões apontaram sempre para o desfecho menos disruptivo, contudo os resultados foram outros. Os eleitores não sabem o que querem, mas sabem que querem mudar! Suspeito por isso que a “união de todos contra Le Pen” a possa favorecer e reservar a Macron o lugar do derradeiro Napoleão, o IV.

Estável Imutabilidade

O inquilino do número 1600 da Avenida Pensilvânia está empenhado em reconstruir a grandeza americana. Após a inicial e inconsequente euforia legislativa onde decreto após decreto marcou a agenda doméstica, procurou o palco internacional. Montou o circo. De cimeira em cimeira, o mesmo é dizer de ultimato em ultimato, restabeleceu a ordem entre os aliados. A todos exigiu obediência cega e acrítica. Protecção tem um preço, como tal nenhum questionou o regresso à acção unilateral, pelo contrário, todos se apressaram em expressar apoio.

Nem mesmo os rebeldes franco-alemães usaram a reserva moral de outros tempos. No passado exigiram provas, desta feita dão o facto como adquirido, tal qual noticiado pelas televisões. Aparentemente outra coisa não poderíamos esperar do regime sírio senão a “oferta” ao ocidente da justificação perfeita para ser atacado. Ora, faz perfeito sentido, aliás a explicação é óbvia: são estúpidos! E maus, claro.

Muito embora o alvo tenha sido atingido, a operacionalidade da base visada foi retomada poucas horas após o ataque, o que não deixa de ser coerente com a incoerência do mandante, eleito por ser diferente, mandatado para fazer o de sempre – quando em apuros, bombardeia. É lema, é modelo de actuação intrínseco ao cargo. Justificações? As de sempre, bastante simples como se querem, o bem contra o mal, normalmente longínquo e mistificado porque da clarificação não reza a estória. Aos aliados trata como focas amestradas, aos rivais com perigoso despeito e aos potenciais alvos com ameaças e bombas. A grandeza faz-se de retórica de circunstancia e muita hipocrisia.

Macaquinhos no Sótão

A “Montanha de Tariq”, um promontório calcário com mais de 400 metros de altitude cuja formação remonta ao período jurássico, foi sempre um local cobiçado. Tariq ibn Ziyad, o general berbere que no séc. VIII iniciou a conquista da península ibérica, inaugurou a fonética que lhe dá nome quando ali venceu o Visigodos e a baptizou “Jabal Ṭāriq”. Antes de Visigodos e Mouros, Gibraltar fora habitado pelos povos navegadores do Mediterrâneo da antiguidade: os Fenícios, os Cartagineses e os Romanos. Dá nome ao estreito que liga o Mar Mediterrâneo ao Oceano Atlântico e tal explica a importância estratégica de então e de hoje.

Disputada pelos povos do sul da Europa e do Norte de África, apenas foi definitivamente conquistada por cristãos no séc. XV, quando o primeiro Duque de Medina Sidónia, Juan Alonso Pérez de Guzmán submeteu a pequena península ao domínio de Henrique IV de Castela – o Impotente. O controlo espanhol foi incontestado durante dois séculos, até que Carlos II de Espanha morreu sem deixar herdeiro ao trono. O seu prematuro desaparecimento lançou a Europa naquela que ficou conhecida pela Guerra da Sucessão Espanhola, um conflito entre primos pela coroa espanhola, (mais) uma questão dos Habsburg. Contudo, Carlos II seria o último dos Habsburg a reinar em Espanha, tendo no leito de morte nomeado o primeiro dos Bourbon, o seu sobrinho-neto Felipe V, que era também neto do rei Sol, Luís XIV de França.

A concentração de poder e território sob alçada francesa alterou o equilíbrio de forças e gerou a Grande Aliança de todos os reinos europeus contra a casa de Bourbon. Foi precisamente numa acção concertada de britânicos e holandeses que Gibraltar foi tomada em 1704. Os britânicos tomam posse definitiva e legal do território em 1713, aquando da assinatura do tratado de Utrecht. Desde então todas as tentativas de Espanha reaver o território saíram goradas, quer militares quer diplomáticas. A resiliência britânica prevaleceu, muito embora Espanha mantenha a pretensão ao território, “O Rochedo” permanece sob domínio britânico há mais de 300 anos. Nenhum outro reino ou nação manteve controlo sob Gibraltar tanto tempo como os britânicos e muito embora o território tenha um governo próprio, funcionando como uma região autónoma, a soberania está a cargo do reino de sua majestade. No plano diplomático os britânicos mantêm um hábil equilíbrio entre retórica e factos. No plano retórico, invocam a obrigação moral para “defender o direito à autodeterminação dos gibraltinos”, sendo que estes têm respondido de forma esmagadoramente inequívoca, votando para permanecerem leais súbitos de sua majestade (98%), sendo este o facto mais relevante que suporta a diplomacia britânica. Contudo, como único território ultramarino no seio da União Europeia, os gibraltinos foram também chamados às urnas no referendo ao Brexit, optando esmagadoramente por ficar na UE (82%).

Há já alguns dias que nos vendem polémica em torno da questão de Gibraltar, mais uma acha na fogueira onde arderão os britânicos por ousarem sair da UE, mais uma pincelada no quadro de desgraça que se pretende pintar sobre a grande tragédia que o futuro guarda a quem ousa tamanho despautério. Não compro. A aparente contradição dos gibraltinos, no seu desejo de manterem a cidadania britânica e simultaneamente permanecerem na UE, nada encerra de critico ou categórico. Pode até ser um paradoxo útil pois garante o papel de guardião protector aos britânicos, qualquer que seja o desfecho das negociações sobre os termos da saída. Além disso, o factor verdadeiramente decisivo, o militar, pende clara e inequivocamente para os britânicos. A UE sem o Reino Unido é um anão militar. Fala alto, tem voz grossa, mas no fundo o mundo sabe que são só macaquinhos no sótão.

Moinhos de Vento Holandeses

Foi no século XVI que Guilherme de Orange-Nassau se revoltou e liderou a luta contra a União Europeia da época, a Casa de Habsburgo. Felipe, segundo de Espanha, mais tarde primeiro de Portugal, era então o senhor católico da Holanda protestante. Qual comissário não eleito hoje, oblívio a crenças ou ambições dos seus povos, o Rei Espanhol drenava a riqueza dos Países Baixos. Eles não gostavam. A representatividade era também um conceito desconhecido, estranho aos inventores das Klompen, as típicas socas de madeira holandesas.

A Guilherme sucedeu nesta luta o seu primo Maurício, génio militar e grande mentor da reorganização das forças holandesas. Maurício de Nassau foi provavelmente o primeiro líder a compreender que o advento das armas de fogo relegava a bravura e a ousadia de um guerreiro para segundo plano em detrimento da precisão e disciplina. Liderou e venceu muitas batalhas, mas não ganhou a guerra. A paz só chegaria em 1648, com a assinatura do tratado da Vestefália. Já nessa altura os Holandeses prosperavam além-fronteiras, graças às suas companhias das índias, ocidentais e orientais, verdadeiras precursoras da corporação capitalista moderna.

Os holandeses têm contudo uma disputa bem mais antiga. Grande parte do seu território estaria submerso, não fora a sua engenhosa capacidade de gestão hídrica. Um dos símbolos maiores da nação são os seus Moinhos de Vento, extraordinárias Geringonças de bombar água entre diques. Talvez por isso, há mais de um século que os seus governos são multipartidários, por vezes de ideologias contrárias, mas lá foram capazes de fazer umas flores.

São os herdeiros destas gentes e destes feitos que hoje vão a votos. Esperemos que não metam água…

Lei da Vantagem

A paixão pelo desporto em geral, o fanatismo pelo futebol em particular, faz de nós uma nação peculiar. Quiçá o único sobrevivente da trilogia doutrinária de outrora, o dito desporto rei movimenta milhões e enlouquece os tostões. Os dois clubes rivais, os Milhões e os Tostões, jogam em campeonatos diferentes, mas nenhuma outra partida é alvo de tamanha cobertura mediática. Eis o derby que mais paixões incendeia, a chama imensa da indiferença de todos aqueles que não sabem porque ficam em casa em dia de eleições.

A disponibilidade para analisar o mais complexo dos temas ou polémicas desportivas é total, o empenho em compreender inexcedível, seja a questão financeira, do foro médico dos atletas, ou outra. Nenhum erro desportivo sai impune, livre de críticas ou polémicas. O contraste com a indisponibilidade para outras causas não podia ser mais nítido. No país das Comissões Parlamentares de Inquérito sem fim ou consequência, por mais ruidoso o sintoma, a impunidade dos eleitos é garantida pela inépcia dos votantes. Queremos é desporto!

Os Milhões esses, movimentam-se livremente. Equipa repleta de vedetas, viajam muito pois disputam o campeonato de elite, a liga Offshore. Já os Tostões, equipa sem brilho, integramente constituída por jogadores de natureza infractora, ditos contribuintes, lutam para não descer de divisão. Assim foram os regionais, nenhum cartão ficou por mostrar, nenhuma falta por assinalar! Todos, Milhões e Tostões, conhecem as regras de jogo, mas tal nunca evitará a revolta dos Tostões quando a lei da vantagem é aplicada aos lances de milhões.

Revelações de Milhões

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Enormes, desmesuradamente grandes e avultados fluxos de capital, vulgo dinheiro, são semanalmente anunciados na rubrica televisiva protagonizada pelo virtuoso piloto das massas que dá pelo nome de Mclaren Mentes. Rápido na previsão, pouco preciso na trajectória, raramente acerta mas nunca é confrontado com as previsões por concretizar. Estranho? Não! O formato de entrevista a fingir ajuda, o jornalista não exerce, faz de ponto numa conversa que muitas vezes parece ser (provavelmente é) ensaiada. Lá na estação há, que eu sei, um especialista em verificação de factos, mas por qualquer motivo esse talento na acareação é dispensado.

Compreende-se, não se ataca o próprio produto! Muito embora o grupo tenha no passado dado provas de grande independência editorial, atacando severamente o patrão quando este foi primeiro-ministro, esses tempos de liberdade terminaram. Hoje prevalecem as razões comerciais. O próprio semanário refere Mclaren Mentes como fonte, o que confirma o bom desempenho comercial do rapidíssimo piloto. Há procura para esta oferta. Há, contudo, uma dúvida que me assalta e prende-se com as fontes nunca citadas. Não! Não as quero reveladas, não tenho quanto a isso a menor curiosidade. O que me fascina, o que me deixa perplexo é Mclaren Mentes saber sempre de tudo, sobre todos, invariavelmente antes dos demais, mas sobre si, sobre as suas acções ou negócios, não se lembra, desconhece, nada, nada, nada

Das duas, uma: ou faz da inconfidência sistemática modo de vida, e como tal não se compreende como ainda não secaram as fontes, ou então simplesmente transmite recados.

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