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O Aeroplano

Airplane-Cockpit

Porque nem todos os grandes clássicos do cinema são tragédias e porque nem todas as comédias tem graça, recordamos hoje uma das maiores paródias de todos os tempos – O Aeroplano. Foi estreado em 1980 mas mantém-se em cena até aos nossos dias. Provavelmente um dos mais notáveis exemplos da comédia absurda e do humor negro, relata-nos a emocionante viagem de uma aeronave, metáfora para companhia aérea de bandeira, afectada por um severo caso de intoxicação alimentar. O problema foram os tomates! Ou a falta deles. Certo é que a rambóia é completa e as cenas caricatas sucedem-se a um ritmo alucinante. Acaba por ser fácil adjectivar o argumento: despropositado, incongruente, irracional, contraditório e insensato. Na prática, acaba por satirizar todo um sector, o da aviação civil. Viva a regulação, saudável e intendente. Sobretudo imparcial!

TAPzinha

O filme fez o seu trajecto até aos nossos dias, sendo lentamente revelados segredos e pormenores da sua produção. Ficámos há dias a saber, em época de contenção orçamental e de grande rigor na gestão dos dinheiros públicos, que houve aumentos na direcção do regulador. Apenas 150%, mas houve. Tudo legal e com a vantagem de ninguém ter responsabilidade. Pagámos aos ministros das finanças e da economia para nomearem outras pessoas, as quais de graça e sem regalias tomaram as decisões. Não é bom? É excelente! Nada lava mais branco que uma “comissão de vencimentos”. Coincidência, ou talvez não, foi a posterior aprovação da venda da TAP. Resumindo e concluído, quem manda é o boneco, dito piloto automático…

The-End

Eu não roubei! Eu sou gay!

Sócrates é um caso português de Dr. Jekyll and Mr. Hide, dependendo se o vemos defendendo a sua honra, em entrevistas sem contraditório, ou se o vemos em soberba esgrima ao defrontar os procuradores que explanam as acusações contra si. No primeiro caso parece estarmos perante a vítima de uma conspiração cujo fim é o seu assassinato político e prejudício do PS, no segundo dá ares de vilão, com inteligência e sagacidade muito acima da média, capaz de montar o esquema perfeito baseado em intricados códigos de honra e  de comunicação. A única certeza dada por esta devassa da sua vida privada é a de que Sócrates gastou muito dinheiro nos últimos tempos.

Uma vez que o sistema judicial parece estar plenamente controlado resta-lhe a hercúlea tarefa de evitar, ou anular, a condenação pelo julgamento popular, menos dado à interpretação do código penal, ao cumprimento de todas as regras e trâmites da acusação. Algo necessário pois Sócrates é ainda um jovem para a vida política, com uma folha limpa poderia ter legítimas aspirações a PM ou PR. Se Cavaco o conseguiu porque não ele?

Sr. Sócrates, permita-me vir por este meio colocar em cima da mesa uma possível solução para o seu intrincado problema. Talvez não seja do seu conhecimento mas uma outra sombra existe sobre si, no diz que disse popular, a da sua real orientação sexual. Para muitos portugueses você é incondicionalmente gay. Com namorados apontados e tudo! Sim! Sim! Não se admire, nem se apoquente. Porque se há uns bons anos atrás isso seria contraproducente para o sucesso de uma carreira política hoje em dia já não é bem assim.

Acredito que seja dos poucos políticos portugueses com a fibra necessária para uma estratégia deste tipo: apagar da memória dos portugueses importantes factos judiciais e políticos contra si, utilizando como borracha cusquices relacionadas com a sua privacidade.

O ajustamento é ligeiro. Por uns tempos salte do CM, Publico, Visão, JN, etc para a Caras, Nova Gente, Maria, etc (talvez não consiga sair do CM mesmo assim). Aproveite para fazer política GLF, mudar completamente a sua imagem, reconquistando a simpatia e admiração de outrora. Demonstre novamente a sua coragem, pujança e descaramento, noutros termos menos bélicos e mais paz e amor. Transforme-se de um feroz animal político para uma, para A, amável bicha política. Veja-o como o surfar de uma onda para amainar um tsunami.

Acha que é absurdo e não vai funcionar? Pois pergunto-lhe se assim de rajada me consegue apontar um gay assumido reconhecidamente mal-feitor ou culpado de grandes crimes de corrupção? Pois… vê como é difícil? É como se o manto da homossexualidade funcionasse de forma imediata como um manto de honestidade!

Sugeria desde já que visitasse a sua antiga prisão, retribuisse os mimos que os presos e guardas tiveram para consigo, e ainda antes do Ano Novo marque uma conferência de impresa para esta revelação bombástica que será arrasadora (pelo menos das memórias lusas relativas ao processo “Operação Marquês”).

Neste momento pode optar por uma de duas tocas: a do coelho Ladrão e a do coelho Homossexual. Como isto não é uma fábula mas sim a vida real não poderá matar ambos de uma cajadada só. Seja forte, escolha um deles e vista a pele que melhor lhe assenta ou a que mais votos lhe renderá no futuro.

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PS – Atenção que esta é uma estratégia desenhada absolutamente para território português. Se visitar terras brasileiras não existe qualquer escapatória possível à carga negativa colonialista de um político português que ouse roubar dinheiro ao povo brasileiro! No Brasil ser ratazana é mais forte do que ser veado. Em caso de emergência fale com Duarte Lima.

Acreditar à Força

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Unidos podemos tudo. Unidos pagamos tudo. Unidos na desgraça, divididos nos proveitos, mas sempre salvaguardados pelas robustas, ágeis e eficazes instituições que dão pelo nome de reguladores. São competentíssimos na velha arte do relatório forense. No sector bancário, chamar Regulador à entidade competente é tão absurdo como a considerar independente. São eufemismos. Nem com o maior dos sarcasmos lhes consigo achar graça. Eis derrotado o meu mais perverso sentido de humor negro. Não consigo rir. Afinal o que é que regula este regulador? Afinal é independente de quem? Ou de quê? Só me ocorre uma resposta: dos contribuintes. É o regulamento!

A saída era limpa, os cofres estavam cheios, mas afinal havia mesmo esqueletos no armário. Que bom, temos culpados. Calha bem a indignação, mas tal pouco importa, na verdade dá igual. Unidos, pagamos, tudo o mais é propaganda. Mas mentiram, descaradamente mentiram! É verdade, mas sempre o fizeram, porquê o choque? Unidos, quisemos acreditar. Tanto assim foi que continuamos na senda das crenças, se não todos, alguns: Há quem enalteça a coragem, há quem lhe louve a frontalidade, a verdade que o novo primeiro-ministro sucintamente nos relatou ontem. Sim, reconheço, a forma é bem diferente, mas o conteúdo é o de sempre. Nada mudou.

Unidos pagamos milhares de milhões, como se fossem tostões. O que é de todos não é de ninguém. Mais uma vez, temo não ser a última, unidos acreditamos à força que é desta que o sistema encontra o almejado equilíbrio, a prometida estabilidade. Quase virou rotina. Por aí virão comissões de inquérito, auditorias e muito debate inconsequente, e claro está, descobriremos que afinal será mais caro, mais dispendioso do que o previsto. Culpados muitos, tantos que já não será possível imputar responsabilidade seja a quem for. No fim, ninguém, absolutamente ninguém foi responsável e todos agiram com a melhor das intenções. Típico interesse nacional. Este tipo de assalto, por tão banal, até nos parece normal.

Oliveira da Figueira

A banda desenhada é mágica. Transporta o leitor para um mundo de fantasia. Com ou sem superpoderes, cada personagem reflecte facetas da personalidade humana. É vulgar revermo-nos nalguma delas. É também frequente nelas encontrar “pedaços” dos outros, próximos ou distantes. Nem os animais são excluídos deste mundo mágico, onde até um cão pode assumir personalidade humana. São as fábulas. Confesso desconhecer o nome do contrário, isto é, quando ao invés de um animal assumir características humanas, é o humano que assume características de um animal. Ocorrem-me vários exemplos, como – Burro, abutre ou hiena. Muito embora aplicáveis, não são suficientemente assertivos. Nos conjuntos, a moral é a mesma. Os grupos de humanos são pejorativamente designados por alcateias, rebanhos ou cardumes. Uma vez mais, embora aplicáveis, serão demasiado generalistas.

Assumo a minha dificuldade em qualificar. Rara é tamanha sinceridade num politico, tanto mais governante, vice-primeiro. Não é que o homem, cujo passado conhecemos, acertou desta feita. Não vou aqui dissertar sobre precisão e exactidão, pois muito embora muitos julguem serem o mesmo, não são. Digo apenas que precisão é a porção mais ínfima quantificável. Exactidão é o desvio ao real, a conformidade com a verdade. Tantas vezes errático, até mesmo irrevogável, desta feita o erro é zero. Encarnou a personagem na perfeiçãoTudo vende, seja a quem for, onde quer que esteja.

 

Paulo-Portas-Oliveira-da-Figueira

Recital de Trombone

Quando tantos se indignam com o elevado custo da medida de coacção decretada, quando outros consideram vergonhosa a aparente dualidade de critérios da nossa justiça, exigindo prisão sine die, quando até os mais moderados clamam a pulseira electrónica como o mínimo de humilhação exigível, eu sinto-me na obrigação de discordar de todos. Compreendo que a justiça é como a mulher de César, não lhe basta ser séria, é preciso dar espectáculo, mas por estranho que possa parecer, é mesmo disso que se trata.

Julgo que a maior parte dos meus concidadãos não compreendeu verdadeiramente o que se está a passar. Bem sei que as eleições já estão marcadas, que o país vai de férias e que a época para a resolução sem sobressaltos de instituições bancárias já começou, mas quanto a mim, tudo isso são meras e felizes coincidências. Daquelas que existem, mas que ao caso não interessam nada.

Não se trata de justiça, mas sim de cultura. É musica! Seja Clássica, Jazz ou Contemporânea, o talento do protagonista deve ser salvaguardado. O repertório é vastíssimo, seja a solo ou com orquestra. Não existe entre nós, outro trombonista com tamanho folgo. Nunca ninguém ouviu notas tão graves ou tão agudas como aquelas que facilmente pode executar. É um virtuoso! Aguardo com elevada expectativa o anúncio da data, hora e local do seu primeiro recital. Caros compatriotas, o homem não está preso, está guardado.

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Remédios Lamecenses

Será amanhã, no dia em que lusco poeta pereceu, que vamos celebrar mais um dia de Portugal. Quis sua alteza real deslocar a corte para Lamego. Por lá encontrará o palco perfeito para mais um dos seus sermões à Nação, o multiusos de Lamego. É moderno. Toda a população dele usufrui. É a prova provada da bondade das PPP’s. Mérito à engenharia financeira que o ergueu. Já com duas inaugurações, vai amanhã viver a terceira. É por isso que se chama multiusos. E a renda? É simples, desliga-se a iluminação pública das aldeias em redor e desta poupança brota liquidez. Não há quem não aplauda a genialidade da gestão local. O Tribunal de Contas teve dúvidas, mas verdadeiramente importantes são as mais-valias que a infra-estrutura oferece a todos os munícipes, e amanhã, à Nação.

Asseguram-me que Lamego está pronta para receber a celebração. Decorada a rigor e com a população entusiasmada para receber el Rey. Os militares não deixarão de estar presentes para ouvir o seu comandante supremo. Estão de serviço, não tem outro remédio. À população mostrarão um equipamento raro, uma máquina que só por acaso não foi construída entre nós, o mais recente blindado da Brigada de Intervenção do nosso Exército. É um facto confirmado, o Pandur já lá está em frente ao multiusos, numa triste imagem que ilustra o país que somos e continuaremos a ser. Infelizmente. Não, desta feita não é ironia, é mesmo a exibição do ridículo a que nos prestamos.

Elefantes Brancos

Onomatopeias Anacrónicas

Cavaco-Silva

Rumava aos fiordes quando numa conversa informal recorreu a uma onomatopeia, um involuntário “pum!“. Todos os presentes disfarçaram com elegância. Talvez por isso ninguém percebeu se falava da agricultura ou se seria apenas uma graçola. Na dúvida, ninguém disse palavra. Entretanto compreenderam que falava das leis eleitorais, essas anacrónicas linhas que tanto mal promovem no país. Um dos presentes, alguém com um olfacto mais sensível, terá compreendido que a onomatopeia mais não foi do que o prenúncio da obra em si, isto é, a promulgação da proposta de alteração à lei da cobertura eleitoral. Será um momento solene. Ele sempre manifestou grande carinho para com estas propostas de consenso.

4Aproveitou a conversa informal para recordar os tempos idos, esses gloriosos anos em que chefiou o executivo. Nesses dias, quando os grandes da nação, na sua suprema abnegação à causa pública ainda não eram empresários de sucesso, desses que com exigência e método viram mundo. Não, à época o seu foco era outro, muito menos egoísta, absolutamente centrado no nosso bem-estar. Foram bons tempos, mas acabaram. Agora, coitados, apenas se podem ajudar a si próprios. Resignados assistem ao sacrifício de outros. A benemérita missão está hoje confiada aos jovens de outrora.

2Filhos pródigos, não resistem ao elogio aos seus mentores. Por vezes, o entusiasmo é tanto, que lá se liberta mais um “Pum!“. Compreende-se a onomatopeia, pois poucos empreenderam como estes homens, poucos contribuíram tanto para a criação da nossa pujante indústria exportadora de bens transaccionáveis. Contudo, nem sempre os elogiados apreciam a atenção. Quem dá à nação como eles deram, não visa reconhecimento ou honrarias. Não, tudo quanto procuram é sossego. Sossego e discrição. Deu tanto trabalho passar despercebido que a ribalta nesta altura da vida não os seduz.

Respeitemos a sua vontade, por mais anacrónica que seja.

A Chusma

Peripécias várias, tropelias múltiplas, a embarcação manteve o rumo. O vento e as marés alteraram muitas vezes a rota, mas a experiência de cabotagem do comando providenciou as correcções necessárias. Haja quem enfrente os problemas e sem receios ou subterfúgios diga qual a solução.

A Chusma da Galera moderna e competitiva quer-se magra. Sem gorduras. Linda até morrer!

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De acordo com a tradição, a Chusma da Galera portuguesa é composta por três tipos diferentes de contribuinte: Os escravos, os condenados e os livres. Como o padre Fernando Oliveira nos ensinou no seu livro “Arte da Guerra do Mar“, a Chusma não deve ser constituída apenas por escravos e condenados. Não é prudente. Assim aconselha a experiência. Quando não são livres, os remadores tendem a combater pelo inimigo sempre que a Galera é abordada, pois “o inimigo do meu inimigo, meu amigo é”. Eis porque desde o séc. XVI, a maioria dos remadores das nossas Galeras é livre, isto é, remunerado pelo seu trabalho. É este o verdadeiro problema! É Chusma, mas não é abundância, é custo.

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Na verdade, apenas os condenados e os escravos são competitivos: remam a troco de nada, um pouco de pão e água. Os livres, esses privilegiados, apenas necessitam de remar a primeira metade do ano para pagar os impostos sobre o trabalho. Na outra metade, tudo que ganham é para si e para as obrigações fiscais que restem, sejam taxas, coimas ou até mesmo contribuições por empatia

A Chusma quer-se treinada, síncrona na voga, submissa e disciplinada. A Chusma aceita o seu karma porque há equidade nos deveres e direitos. Correntes e grilhões para todos, chicotadas para os mandriões. Vida dura, mas nenhum contribuinte é piegas. Não pode.

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Amadores e Contra

Esta segunda-feira detive-me uns minutos a ver o Prós e Contras da semana. O tema “A comissão parlamentar do caso GES”. O segmento a que assisti focava-se no problema criado com a trapaça de induzir grandes e pequenos investidores a investir em larga escala no papel comercial do GES.  Os principais temas em cima da mesa referiam-se à inação dos reguladores, que toleraram este tipo de produto com venda alavancada em acção comercial abusiva, e à flutuação dos termos da resolução proposta para de alguma forma reembolsar os lesados no futuro.

A conversa e polémica não são propriamente novas, com avanços e recuos,  mas o pormenor que me chamou a atenção foi o facto de ninguém do Banco de Portugal, do Novo Banco,  da CMVM, do antigo BES, alguém ligado ao processo, às entidades envolvidas, se ter disponibilizado para participar no debate materializando a facção dos Prós. Ou seja, os defensores da solução encontrada, os executores das partilhas entre o Novo e o Mau, os decisores de quem recebe bóia de salvação e de quem é atirado borda fora como náufrago colateral, não estão dispostos a beneficiar do prime-time para dar a cara, para expôr argumentação justificativa da sua acção e esclarecer directamente os lesados, e o público em geral, relativamente à inevitabilidade e adequação do cenário actual.

Especulo que os administradores de topo destas entidades sejam especialistas em matérias complexas que fogem ao entendimento dos comuns dos mortais. Sobretudo dos clientes das entidades bancárias e financeiras de confiança e falidas. Seria uma maçada ter de lidar com eles assim, aos magotes em praça pública, a falar de fait-divers pessoais. Para estes administradores é difícil traduzir grandes números de capital agregado em infímas parcelas de cumprimento de compromissos assumidos com base em poupanças seguras, parcelas que se traduzem em despesas de habitação, alimentação, medicamentos, etc. Os números são residentes dos sistemas informáticos, ficam lá sossegados quando desligamos o PC, não são inconvenientes a andar atrás de nós na rua a chamarem-nos mentirosos e gatunos. Na verdade eles amam sistemas de informação pois com arte e engenho será fácil construir uma narrativa que conclua que tudo não passou de uma série de bugs informáticos, imputando as culpas a um qualquer operador ou responsável técnico que tenha anuído à execução de ordens superiores.

No fundo eles são os donos disto tudo, que decidem quem vai a jogo e quais as regras, são uns reguilas que quando encostados à parede têm estofo e à vontade para esquivas como “não fui eu” e “não me lembro”.  Para quê reguladores quando temos tão bons reguiladores?

Portugal é muito isto. Uma gestão cobarde e opaca executada por especialistas da complexidade teórica das coisas que se revelam demasiado amadores relativamente à realidade prática das coisas simples.

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Cofres Atestados

Os cofres estão atestados, mas de quê? Com Diamantes? De barras Ouro? De lingotes de Prata? Não. Então? De Euros, de dinheiro! Mas como, fabricámos? Não, não podemos. As impressoras foram desligadas quando aderimos ao Euro. Mas porquê, estavam velhas? Estavam, mas não foi por isso. Foi por causa da inflação, esse perigoso flagelo, tão justamente temido pelos nossos amigos alemães. Está explicado. Não se cria moeda e pronto. Muito bem, haja rigor, haja disciplina. E a Criação monetária pelo Sistema de Reserva Fraccionada? Isso são contos para crianças, um não-assunto, uma palermice. Esclarecidos? Óptimo.

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Estamos preparados, estamos aptos para resistir a qualquer investida especulativa sobre a nossa divida soberana. O dinheiro ficará nos cofres para cumprir todas as obrigações a tempo e horas, sem falhas. Nessa altura voltam a ficar vazios? Não, se os juros se mantiverem baixos, não. E se subirem? Não sobem porque o BCE não deixa. Podemos ficar descansados. Tranquilidade é a palavra de ordem. O problema nunca foi a divida, essa está boa e recomenda-se, o problema foi a falta de liquidez, a falta de guito. Havendo, está tudo bem, mesmo que se queime algum, está tudo bem, é apenas dinheiro.

Não sei explicar, mas enquanto escrevo isto, não consigo deixar de pensar no principio dos vasos comunicantes. Provavelmente estou só a meter água.

furnalha