Carta de Natal de Pedro Passos Coelho

Estamos praticamente no dia da consoada de Natal. Tendo em conta as circunstâncias até me sinto um pouco culpado por estar hoje de férias numa altura em que o país precisa de muito trabalho. Certamente que o nosso primeiro ministro nem tempo teve para escrever a cartinha ao Pai Natal, correndo sérios riscos de não ter prenda no sapatinho. À boleia do espírito de Natal decidi à última da hora escrever uma carta em seu nome e proporcionar-lhe, amanhã, uma inesperada surpresa.

Querido Pai Natal, para começar peço desculpa por tratar-te por esta má tradução do teu nome, Santa Claus, espero que compreendas, foi para não dar uma carga negativa ao teu nome, uma vez que nós portugueses consideramos que não há cláusulas santas no mundo. Nem as da constituição!

O meu nome é Pedro Passos Coelho, não te deixes enganar pelo apelido porque nada tenho a ver com o coelhinho da Páscoa nem com a distribuição de pães ázimos. Para ser sincero por minha causa há muita gente a comer o pão que o diabo amassou…

À primeira vista sei que pareço um menino que só faz más acções, mas estou seguro que tu saberás discernir a qualidade dos frutos do meu trabalho que serão colhidos no futuro. Afinal o estrume é parte essencial da agricultura e alguém tem que arregaçar as mangas e baixar as calças para o produzir!

Quero também avisar-te que, por aqui, este ano alguns dos meninos não comeram a sopa porque não havia, pelo que evita penalizá-los por isso. Talvez não dar prendas a meninos que não bebam um copo de água?

Posto isto vamos ao que interessa. Passo a fazer a encomenda das prendas que muito me aprazeria encontrar no sapatinho com a tua assinatura. Sei que não me podes dar todas, pelo que te digo porque preciso de cada uma delas, confio na tua sapiência, sei que vais decidir bem quais devo receber este ano.

  • Conjunto de Gazuas – porque constantemente estou a deparar-me com portas cerradas que obrigam a grande desgaste negocial para abrir. Com um instrumento especializado poderei arrombá-las sem pudor, poupando tempo e esforço.
  • Tribunal Constitucional da Playmobil – sou um coleccionador inveterado e é a única coisa que me falta colocar no baú! Já lá tenho os polícias, os bombeiros, os médicos, os enfermeiros, os funcionários públicos e até mesmo os raríssimos engenheiros de construção naval já estão a caminho!
  • Amolador de Lâminas – encontrei uma machete no sotão, do tempo do meu avô, e às primeiras golpadas percebi que a dita está completamente cega. Em vez de desferir golpes certeiros só dá quicadas. Ainda tenho esperança de a recuperar mas preciso de instrumentos especializados. Por agora está a marinar num alguidar de coca-cola para retirar a ferrugem.
  • Globo Mapa Mundo – pois é… por incrível que pareça de momento não tenho um globo à mão! O que causa enorme transtorno uma vez que ando a receber cartas insultuosas de todos os cantos do mundo. Gosto de lhes chamar os conselhos da diáspora Portuguesa! Adoraria marcar no globo de onde são enviadas as cartas, só que o globo que tinha foi despedaçado pelo meu MNE e Vice que o disputavam ao planear o seu roteiro de viagens de diplomacia internacional. Apesar do alarido dá gosto ver estas ganas de querer fazer!
  • Dicionário da Língua dos Pês – às vezes, quando me querem ensinar o meu trabalho, a gentalha da oposição e da contestação social mete-se a gozar comigo PPPs isto, PPPs aquilo, FDP para aqui, FDP para ali, e não percebo um boi do que falam. Faz parte das minhas funções descer ao seu nível, responder-lhes na mesma linguagem, e reconheço que preciso de ajuda para tal.
  • Um Bom Tacho – comecei por fazer um refogado em lume brando que a meio, por falta de pachorra da minha parte, decidi transitar para uma panela de pressão. Agora está tudo alarmado a apitar e temo que possa mesmo explodir antes de estar no ponto que pretendo. Precavendo-me contra o facto pedia-te, se possível, um bom tacho onde possa continuar a fazer os meus temperos gourmet. O Ângelo, meu mentor de caldinhos do passado, parece já não ter equipamento que me possa dispensar. 😦

E pronto! Não quero abusar! Espero que consigas pelo menos um ou dois destes presentes para o meu sapatinho. Ia ser tão bom para mim… Se não conseguires nada disto na tua fábrica aconselho-te a troca de fornecedor chinês para alemão. Diz que vais da minha parte sff.

Por fim um pequeno aviso. Não tentes fazer swaps dessas prendas com outra coisa qualquer. Isso vai dar porcaria, fala a voz da experiência.

Tudo de bom para ti. Espero que tenhas uma boa noite. Podes vir com as renas todas que aquela história de só puderes ter duas foi uma brincadeira de mau gosto.

Abraço deste teu crente

Pedro Passos Coelho

PS – onde estás a ser tributado a nível de impostos? Já ouviste falar do Golden Residence Permit? Fala comigo!

E com este post desejo um feliz e divertido Natal para todos! HO HO HO

Um Gesto Estrondoso

Por mais obvia a evidência, por mais clarividente a prova, duvidamos sempre da virtude Lusitana. Subestimamos, inexplicavelmente, as qualidades e envergadura moral de todos os nossos compatriotas, especialmente dos altos dignitários da nação. Incompreensível! Esta constatação autocrítica exulta o dever patriótico do exorcismo, por isso, reincido na denúncia deste complexo de inferioridade.

CavacoMandela

Interpelo todos os Compatriotas, simpatizantes, turistas e amigos da Lusofonia: Nunca duvidem da influência da nação Lusitana no mundo. Os factos permitem-me poupar nas palavras. Passemos aos exemplos: Desenvolvendo a sua prestigiada magistratura de influência, el Rey “considera a morte de Mandela o acontecimento mais marcante de sempre“. Alguns, nitidamente mal-intencionados, precipitaram-se ao concluir: Se a morte foi o momento mais marcante, a vida e obra não interessam ao supremo tecnocrata. Discordo desta interpretação. É tendenciosa e antí-dinástica. Ignoremos.

A coerência, a verticalidade, o elevado sentido de missão deste nosso estadista de eleição é prova inequívoca da sua virtude, mas dado o ancestral cepticismo, avanço mais um irrefutável exemplo: A cerimónia de homenagem a Nelson Mandela foi ensombrada pela polémica em torno da prestação do interprete de linguagem gestual, de seu nome Thamsanga Jantjie. O interprete diz-se qualificado, mas subitamente afectado por um enfermidade do foro psicológico.

Surdos de todo o mundo manifestaram a sua revolta, pois não compreenderam nenhuma das intervenções, com uma única excepção:

Qual primus inter pares, o nosso monarca foi o único líder mundial a quem o interprete gestual não se atreveu a boicotar o discurso. Gesticulou com precisão milimétrica, a mensagem passou na integra. Foi um gesto estrondoso!

Aguiar Branco, Estaleiro ao Fundo

Viana do Castelo está a agitar as águas. Novamente Aguiar Branco em grande forma no centro da polémica. Estranho a pressa em desfazer-se dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Justifica com condicionantes europeias que obrigam à circunstância. Já o presidente da câmara de Viana do Castelo deu hoje uma entrevista revelando ter falado com o comissário europeu para a concorrência e que este, embaraçado, lhe confessou não ter tido qualquer contato da parte do governo português sobre o tema.

A pressa é tal que se levantam dúvidas sobre a capacidade do vencedor da subconcessão em levar o estaleiro a bom porto. Por outro lado o vencedor  traça um futuro brilhante e risonho aos ENVC sob a sua gestão.  A Martifer garante ter garantias de contratos regulares e resolver o problema do Lusitânia imediatamente. Devem ter especialistas com fortes conhecimentos na área da advocacia, capazes de deitar por terra a argumentação utilizada para cancelamento do contrato, desatando o nó em falta nos nós da velocidade! Se assim for os estaleiros podem ser a bóia de salvação da Martifer e vice-versa! O mundo pode ser um local maravilhoso.

Os trabalhadores, indignados, gritam por injeção dos milhões previstos para a liquidação, sob a forma de investimento a fim de modernizar os meios de produção. Segundo eles a empresa tem viabilidade e só não estão a produzir mais porque a gestão assim não o quis ao longo dos anos.

Nem me vou colocar a fazer contas sobre se o Estado é beneficiado ou prejudicado, tendo em conta os valores envolvidos e as consequências em termos sociais que terão de ser amparadas pelo Estado. Agora aquilo que rapidamente me vem à memória, apenas derivado de leituras corriqueiras de revistas de informação, é o seguinte:

Tudo isto são fortes indicadores de que o sector naval estará em crescimento, não só em volume de navios como em envergadura dos mesmos e frequência de uso. Será inevitável o aumento de encomendas de construção a nível mundial bem como a procura de serviços de manutenção. (Falem com o nosso país irmão! Pode ser que caiam umas migalhas como sucedeu com nuestros hermanos.)

Portugal tem todas as condições, em termos de localização dos seus portos, para ser uma opção privilegiada na contratação destes tipos de serviços. Para tal apenas teremos de ter capacidade instalada disponível e know-how adequado. Ou seja, os ENVC não são uma pedra no sapato mas sim uma pérola para o futuro a médio prazo. Por exemplo caiu por terra o argumento que os ENVC assegurariam à Marinha de Guerra Portuguesa a capacidade instalada desactivada no Arsenal do Alfeite. Agora a Armada não tem capacidade, nem autonomia, transformando-se num cliente seguro a longo prazo.

Dá-me a sensação que nos últimos anos andaram a embaçar a pérola para ser vendida como bugiganga em condições vantajosas para o comprador. É inegável o valor e potencial dos estaleiros em si. O questionável será certamente a gestão dos mesmos ao longo destas décadas. Com muita influência política.

Pelo que, tendo em conta a pechincha que é ter dois ou três administradores dos ENVC, recomendaria talvez um volte-face surpreendente em que o estado roubaria à Martifer os dois ou três gestores que já desenharam a solução milagrosa e ficava o assunto arrumado. Desde que parte da solução não passe por esquemas manhosos como por exemplo:

  1. Despedir todos os trabalhadores dos ENVC e extinguir os mesmos;
  2. Criar nova empresa para recomeçar com registo limpo e realizar processo de recrutamento de 1/3 dos trabalhadores despedidos, beneficiando da concorrência directa de pessoas com o know-how necessário, desperadas e desorientadas pela perspectiva de perder emprego, estando mais receptivas à baixa considerável de salários;
  3. Beneficiar das várias condições de incentivo ao emprego ao recrutar colaboradores que se enquadram nos cenários definidos.

Porque isto para além de um excelente acto de gestão, engenharia financeira e reestruturação de recursos humanos seria um escandaloso cambalacho e chulanço aos parcos apoios sociais do estado.

E isso é coisa que o nosso governo certamente classificaria de intolerável, CERTO?

Mr. Magoo

Na ida década de 40 do século passado, nasceu Quincy Manuel Parente Chancerelle de Magoo. Não obstante a miopia, prosperou. A sua carreira vasta e diversificada, prova o quão inclusiva é a nossa sociedade. Portugal é uma terra de oportunidades. Em nenhum outro país do mundo é possível a um modesto advogado exercer tantos e tão exigentes cargos padecendo de uma cegueira quase total.

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Esta pluralidade nas oportunidades é lamentavelmente acompanhada de um grande e terrível defeito – a inveja. Inexplicavelmente não suportamos o sucesso dos nossos concidadãos. O venerável Mr. Maggo magoo5não é excepção! Revoltam-me todas as infundadas críticas que ao longo dos anos lhe foram dirigidas. Acho inacreditável a difamação de que é alvo sobre a condução da FLAD. Considero de um profundo mau gosto as parangonas a propósito do lapso sobre a propriedade de acções da SLN/BPN. Senti uma profunda indignação ao constatar a incompreensão dos portugueses perante as declarações à radio aquando da sua altruísta visita a Angola. Tudo uma inqualificável injustiça, que a inveja explica, mas não justifica. Mr. Magoo tem de facto produzido afirmações divergentes quer do guião para a reforma do estado, quer dos seus colegas do governo, mas como todos sabemos, Mr. Magoo não consegue ler. Tão simples quanto isto. O homem não vê. Já o sabemos há muito! É já altura de confiarmos no rumo que Mr. Magoo decide seguir. Afinal de contas, por mais próxima a desgraça, Mr. Magoo vence sempre. Sejamos humildes. Vai correr tudo bem!

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Parapolítica de fusão

Dá cada vez mais dó assistir ao desgaste constante que os media e os parceiros sociais fazem aos nossos governantes com capacidades especiais. Há que respeitar os seus diferentes timings e horizontes mais amplos que os dos humanos mais comuns. Chegámos ao ponto de ter de ser uma  sapiente best-seller a alertar-nos para a necessidade de sermos mais tolerantes para com eles, que tanto trabalham para nosso bem. Afinal, apesar das nossas diferenças no nosso âmago eles e nós somos o mesmo.

Erros do Âmago

E assim debrucei-me sobre estas medidas especiais, saídas das cabeças dos actuais parapolíticos, muito mais receptivo às suas boas intenções e resultados projectados. Apesar do ruído causado pelas machetadas que desbravam o caminho e pela azia causada, entre-portas, pelo mau chá Macaense julgo que consegui vislumbrar o toque de Midas dos nossos governantes! E consegui-o sem deixar crescer a barba por aí além, coisa que reconhecidamente garante ganhos imediatos de inteligência, respeito e maturidade, como todos sabemos via os recentes briefings.

Portugal tem as medidas correctas aplicadas sendo a única lacuna o facto de ainda estarem a ser pensadas como parcelas isoladas! Basta, através de um elaborado processo de fusão, potenciá-las e fortalecê-las, permitindo ao Estado poupanças na ordem dos milhares de milhões de euros! Sim, é isso mesmo! É muito fácil!

Vamos a factos rápidos relativos a Portugal

Euro House on FireMais de mil milhões de euros gastos mensalmente em prestações sociais. Grandes despesas sem qualidade de vida para milhões de cidadãos. E apesar de tudo as prestações sociais são um dos principais alvos de cortes porque são uma das fatias com impacto imediato nas continhas a apresentar à Troika.

Aos desempregados que não recebem subsídio, perto do meio milhão, o governo tem indicado a porta de saída do país. Apenas com um “Adeus e boa sorte!” porque infelizmente nem para um queijinho as contas dão.

Ao mesmo tempo viraram a agulha do investimento para as exportações! Na sua visão sem consumo interno há que, entre outras coisas, diminuir o custo da mão de obra activa para tornar os nossos produtos e serviços mais atractivos no exterior. PMEs ficam para segundo plano, vamos por agora ajudar as grandes empresas a projectar-se no exterior!

Vistas de forma isolada parecem medidas de retrocesso e ultrajantes, só que combinadas podem ser a solução para recuperação meteórica! Basta exportarmos os nossos pensionistas e desempregados!

Enjoy Living AbroadÉ tão óbvio que até eu me envergonho de só agora ter visto a luz ao fundo do túnel com tanta clareza! E ela é emitida da panóplia de países onde viver com 5 dólares por dia é considerado confortável. Os países onde o limiar de pobreza é delimitado pelo valor de 2 dólares por dia. Ou seja, pela módica quantia de 3,73 € por dia (5 dólares ao câmbio de hoje), 115 € por mês teríamos os cidadãos portugueses mais necessitados a viver confortavelmente no exterior.

De certeza que conseguimos voos baratos porque alguns desses países são já donos das maiores empresas nacionais e podem puxar uns cordelinhos. Vêem aviões carregados de mão de obra barata deslocalizada e vão os nossos fragilizados de encontro a uma vida de classe média. Com um bocado de sorte uns conseguirão emprego e conseguiremos produzir produtos “Made in Asia by Portuguese”. É sempre a ganhar. Refazendo as contas acima bastariam uns 460 milhões de euros, incluindo subsidios aos quase meio milhão de desempregados que de momento nada recebem. Uma poupança directa de mais de 60%! Aos quais podem ser acrescentados poupanças em despesas de saúde e educação porque a população não está cá!

A parapolítica tem um enorme potencial, basta-lhe aplicação de técnicas avançadas de fusão.

Talvez depois deste post muitos Portugueses possam ter a vida digna que merecem em países onde se podem dar ao luxo de terminar cada dia com um final feliz.

Chinese Police Thwarted - Happy Endings Not Illegal

Pensões, pensos rápidos e pensos higiénicos

Maioria das pensões de reforma só chega para pagar a casaPensões, não se tem falado de outra coisa ultimamente. De tal forma que me debrucei sobre o assunto ao ponto de ler em detalhe como é calculada a reforma e fazer uma leitura rápida sobre um estudo mais denso sobre o assunto. Enquadrando quem também não conhece em detalhe o nosso sistema de pensões, sem exactidão matemática absoluta, temos fundamentalmente o seguinte:

  • A partir de 1993 a famosa Taxa Social Única fixa-se nos 35,5% de descontos para a segurança social, cabendo 11% ao empregado e 24,5% ao empregador;
  • Para descontos até 2001 a Remuneração de Referência corresponde à média dos 140 salários dos 10 melhores anos dos últimos 15 anos;
  • Para descontos após 2002 a Remuneração de Referência corresponde à média de todos os salários com descontos de contribuição social;
  • A idade de reforma é de 65 anos;
  • A reforma é possível aos 55 anos para quem tenha pelo menos 30 anos de contribuições com uma penalização de sensivelmente 4,5% ao ano;
  • A reforma é possível aos 70 anos para quem tenha pelo menos 40 anos de contribuições com um bónus de 10% ao ano;
  • O valor mínimo de reforma para quem tenha pelo menos 40 anos de contribuições é de 89% do salário mínimo nacional  (hoje são 565,83 € brutos o que dá uma reforma mínima de 503 €);
  • O valor mínimo de reforma é de 300 € sendo completada até esse valor através de um montante denominado de “Complemento Solidário para Idosos”;
  • O sistema está pensado tendo como referência a esperança média de vida dos Portugueses que está perto dos 80 anos, o que corresponde ao pagamento de 14 pensões por ano durante 15 anos.

Da forma como está desenhado o sistema de pensões deveria ser autosustentável. Os 40 anos de contribuição garantiriam os 15 anos de pensões no período pós-reforma. No entanto há dois problemas que o fragilizam e fazem com que as contribuições de hoje, ao invés de estarem a garantir o pagamento de pensões dos seus contribuintes, estão na verdade a ser usadas para garantir o pagamento das pensões actuais.

O primeiro problema é a juventude do sistema em si. Em 1993 quando definida a contribuição de 35,5% já tinhamos décadas de aplicação de outros regimes contributivo que não era nem uniformes, nem universais. O resultado foi que milhões de pensionistas se reformassem ao abrigo dos novos critérios sem terem contribuído em volume suficiente para compensar os gastos futuros com pensões. Ou seja, só no período democrático, de 1974 a 2001, há muitos pensionistas reformados ao abrigo de antigos métodos de cálculo que representam ‘prejuízo’ para o estado uma vez que o volume de contribuições realizado a nível individual não cobre os gastos com a sua pensão individual.  As preocupações sociais foram colocadas à frente da sustentabilidade económica do sistema a longo prazo.

O segundo problema foi a exploração das falhas nos sistemas vingentes até 2001. Um sistema que privilegiava os melhores 140 salários do final da vida contributiva.  Onde patrões e trabalhadores chegavam a acordar uma gestão salarial em que nos últimos anos de carreira existia um aumento significativo para garantir uma melhor reforma. Um sistema onde quem fugisse a uma longa carreira contributiva, ou recebesse uma parcela não tributada, teria garantida uma pensão mínima que apesar de pequena é confortável para muitos. Com a ‘agravante’ de que a esperança média de vida tem aumentado a bom ritmo aumentando potencialmente os anos de exposição a prejuízo no pagamento de pensões.

Agora que temos quase 3 milhões de pensionistas, com a grande maioria a ter beneficiado dos cálculos tendo em conta os melhores 10 anos dos últimos 15 e muitos sem carreira contributiva significativa a beneficiar dos valores mínimos de pensão, o sistema está a dar o berro e daí começarem a surgir as impopulares taxas e cortes sobre pensões. São os chamados pensos rápidos para tentar remediar a situação a curto-prazo.

Algarve participa nas manifestações «Que se lixe a Troika» que alastram pelo paísAs vozes indignadas gritam que nas pensões não se toca! Que se devem respeitar as regras do jogo na altura! Que se devem é acabar com as reformas dos políticos. Até eu me sinto tentado a dizer o mesmo. Só que na verdade sou da geração que corre o risco de não ter pensão depois de décadas a contribuir para financiar os erros do passado. Acabei por me inclinar para uma solução ao estilo penso higiénico que provocará sangramento mas garantirá a correcção necessária para um novo ciclo sustentável.

  1. Recálculo Imediato de Todas as Pensões: facilmente se percebe que há muitas pensões inflaccionadas não sendo justo para os contribuintes actuais suportar esse ónus. O recálculo das pensões existentes, tendo em conta toda a carreira contributiva e não apenas os melhores 10 anos dos últimos 15, e a actual esperança média de vida, iria baixar consideravelmente o valor de muita das pensões actuais. Com impacto progressivo nos casos com maior diferencial para tentar minimizar danos sociais avaliando condicionantes como ter ou não ter habitação própria.
  2. Criar Conta Corrente de Pensão: mais importante do que a idade de reforma é o valor de reforma para garantir um final de vida condigno. Há trabalhadores que têm a sua vida pessoal resolvida, em termos de liquidação de dívidas e realização profissional, aos 50s ou mesmo 40s, estando dispostos a auferir menores rendimentos ganhando mais tempo para si.  Cada contribuinte deveria ter uma conta corrente em que teria o valor de referência da pensão que iria receber se se reformasse no momento. Desde que esse valor atingisse o valor da reforma mínima 300 € poderia ser accionada a reforma. Esta medida daria mais flexibilidade para a decisão de reformas antecipadas porque a pessoa toma a opção considerando que com o rendimento de pensão actual já teria uma vida plenamente satisfatória. Em adenda sempre que este valor fosse superior a 300 € o contribuinte poderia activar receber como rendimento o remanescente se se encontrasse numa condição de desemprego de longa duração.
  3. Reformados e Vida Activa Profissional: um pensionista não deve competir com os trabalhadores no activo, devendo ser-lhe vedada actividade profissional remunerada por conta de outrém. Até porque, tendo em conta o rendimento que já aufere, a concorrência seria desleal podendo baixar os seus custos. Se se quer manter activo profissionalmente não se reforma. Se deseja aplicar os seus conhecimentos não faltarão entidades de cariz social que deles poderão beneficiar em regime de voluntariado. Este ponto é fulcral tendo em conta a flexibilidade dada pelo o ponto 2.
  4. O Fundo de Pensões é um Depósito Seguro: os fundos de pensões não podem ser utilizados em planos de investimento arriscados que potenciem qualquer tipo de perda. Este é um fundo de garantia que não tem de gerar riqueza, apenas ser utilizado para cumprir com o pagamento de pensões presentes e futuras.
  5. Os Descontos são Património Pessoal: o valor acumulado dos descontos efectuados são património do contribuinte e em caso de morte antecipada devem simplesmente ser tratados com um valor total deixado como herança aos herdeiros legítimos.

Estas medidas iriam baixar no imediato o valor total de pensões pagas, introduzindo uma justiça retroactiva, dinamizar o mercado de trabalho, pois permitiria reformas antecipadas flexibilizando opções de vida pessoais e abrindo mais vagas no mercado de trabalho, e garantir aos contribuintes o pagamento de pensões e que as suas poupanças são deixadas aos seus herdeiros em caso de óbito antes de esgotar o valor total dos seus descontos acumulados.

Digerir o estado das pensões em Portugal não é fácil pelo que em adenda só vos posso aconselhar a cuidar da vossa saúde com

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O Monstro da Tasmânia

O desígnio da nação é o Mar. Ouvimos este pregão aos nossos governantes ao longo de décadas, mas não vemos nada. Cegueira nossa. Muito tem sido feito desde o início do sec XIX. Sim, são planos para futuro! O que fizemos? Importámos o monstro da Tasmânia. Desde então reproduz-se livremente no nosso país. Não há limites ao crescimento do seu habitat. O monstro da Tasmânia é aromático e pastoso. Cresce muito rapidamente, chegando aos 50 metros de altura em poucos anos. É perfeito para a construção naval e, imagine-se, é 100% à prova de fogo. Ao contrário das inflamáveis espécies autóctones, esta espécie nunca arde. Característica incomum que salvaguarda e protege os nossos soldados da paz. O monstro da Tasmânia é conhecido entre nós por Eucalipto, Eucalyptus Globulus para os mais eruditos.

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Somos a nação europeia com maior percentagem de eucalipto na sua floresta, e somos o país europeu com maior área de eucalipto em termos absolutos. Ninguém na Europa acarinha o monstro da Tasmânia como nós. Desertifica, destrói os solos, criticam. Nitidamente, os nossos parceiros não compreendem o potencial da espécie. O nexo de causalidade que escapa aos líderes europeus está apenas ao alcance dos nossos governantes: A Arábia Saudita é um deserto rico em petróleo, logo, quanto mais rápida a desertificação do país, melhor. É óbvio!

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Então e o mar? Está em marcha o plano: Após a concessão dos Estaleiro Navais de Viana do Castelo, o estado estará em condições de lançar o seu grande programa de construção naval. Abandonaremos as obsoletas técnicas de construção em aço para abraçar a modernidade. O futuro é a arquitectura naval Origami. Grandiosas frotas explorarão o potencial da nossa vasta zona económica exclusiva.

Quem quer ser cobridor?

Aaaaaah, obrigado Tribunal Constitucional por lutares pela verdadeira democracia! Por muito que nos custe a democracia tem de ser defendida através da melhoria da formação e cultura dos eleitores e não com restrições às candidaturas. A corrupção e ditaduras locais não se combatem com este tipo de leis, meramente forçam a troca de caras.

O problema é termos eleitores com conhecimento de actos lesivos a continuar a votar em quem os pratica porque até dão umas cenouras jeitosas. Os eleitores devem ter a possibilidade de ser governados por quem decidam mesmo que isso os deixe na merda por mais quatro anos. O importante é que em cada eleição estejam aptos a votar melhor. Trabalhemos para isso!

E nem de propósito em Setembro temos a decorrer campanhas autárquicas de lés a lés de Portugal, já não bastavam os incêndios. Só que este ano não será feita cobertura mediática televisiva. Menos um acontecimento importante que os muitos milhares de utentes da inovadora e óptima TDT não vão conseguir ver o que só vem reforçar a equidade  do serviço televisivo entre os Portugueses!

O que dizer destes períodos de campanhas eleitorais? Basicamente são o soltar das infernais máquinas de propaganda partidária. São aplicadas as mais actuais e agressivas táticas de Marketing e Comunicação com uma certeza quase absoluta: a vitória não se garante pelo conteúdo mas sim pela imagem e pelo número de brindes ofertados! E que prazer! E que alegria! De encher os bolsos e os aparadores dos mais variados brindes de encher o olho e a alma. Se tudo correr bem apesar da despesa a eleição da fava está garantida e a factura será paga por todos.

Cada vez mais os votos compram-se por quem dá a maior festa, o maior banquete, o maior fogo de vista, iscos de uma presença em comícios e actos de campanha. Os pequenos partidos e movimentos emergentes não conseguem competir com esta parafernália do entretenimento por forma a ter algum espaço mediático para serem ouvidos.

Isto sim é algo que deve ser combatido, esta monopolização da atenção dos eleitores, jogada com dinheiro verdadeiro, com quase todas as casas do jogo real excepto a carta “Vá para a prisão” e as próprias instalações da prisão. A bem da democracia os garrotes e as rédeas devem ser aqui aplicados para tentar garantir o ouvir da voz de todos os candidatos e todas as ideias. Forçar os eleitores a conhecer outros pontos de vista e desintoxicá-los-los do seu fanatismo político moldado pelas barreiras ao conhecimento total. Com boa ressaca se possível!

Como? Como quiserem sendo que para não me atirarem que apontar problemas é fácil, resolvê-los é que é complicado, deixo aqui minha proposta para tentar melhorar a qualidade e volume dos votos. Os pontos principais a explorar são:

  • Em cada comício / evento partidário deveria passar a ser obrigatório o convite a todas as restantes forças políticas que teriam direito a um tempo de antena de 10 minutos cada um imediatamente antes do discurso final por parte do partido organizador do evento;
  • Seriam realizados eventos pagos pelo erário público, em espaços públicos, onde cada força política exporia os seus argumentos com tempo de antena proporcional ao do seu actual peso político com duração mínima de 10 minutos. No final existiria tempo para questões e respostas entre público e oradores. Estes eventos públicos seriam gravados e colocados em formato digital online.
  • A expensa do erário público no final da campanha seria elaborada uma publicação impressa onde cada força política teria duas páginas para apresentar conclusões e argumentos finais. Seria distribuída gratuitamente nas caixas de correio dos eleitores para maximizar o contacto deste com todos os pontos de vista e soluções apresentadas.

Desta forma existiria uma maior garantia das várias mensagens chegarem aos eleitores e o erário público estaria a financiar uma campanha com maior grau de equilibrio de forças sendo que os gastos seriam atenuados por diminuição de subvenções públicas para financiamento directo dos partidos políticos e obtenção de sponsors locais que iriam ficar positivamente associados ao esclarecimento da população e combate ao caciquismo.

Isto não é utópico e é muito mais justo e pró-democrático do que leis que procuram levar à extinção todo e qualquer tipo de dinossauros independentemente da sua natureza escandalosamente predatória ou não. Afinal não será a paisagem do tempo dos dinossauros também aquela que é representada no Éden?

És tão boa C’AGARRAva-te…

O problema está no coletivo, são notórias as diferenças.

Acabou para muitos a silly season, época de eleição para desviar atenções da generalidade, mas nela foram-se passando coisas importantes intra-gabinetes e ao estilo da maratona, lenta mas desgastante, desviada dos holofotes por picardias maioritariamente individuais.

Imagem1Temos assistido a espetáculos degradantes, por exemplo no caso dos “swaps”, em que sabe-se á posteriori (sempre) que quando negociados para o coletivo (empresa e/ou estado) se podem tornar tóxicos e ruinosos, mas no que toca á sua negociação, ela foi feita e concluída por quem no individual negociou mais que bem as suas condições de prestação de serviço.

Alguns conseguindo ainda catapultar-se individualmente, para um meio mais mediático, certamente antevendo mais uma vitória individual no mundo coletivo de uma qualquer empresa ou instituição. Tem sido assim e aos molhos… ás resmas.

Ficamos sempre desconfiados com as negociações, mesmo quando elas são individualizadas na pessoa indigitada para o pelouro ou ministério, interrogamo-nos sempre, por que razão o representante tinha tantas credenciais e provas dadas de sucesso e…, falhou.

Podemos sempre questionarmo-nos sobre as razões que levam a tais desfechos mas as conclusões são sempre envoltas numa névoa.

Até no mundo do Fantástico se vem agora questionar os ganhos do individual em detrimento do todo. Tudo não passará de uma Quimera? Veremos…

Até aqui já todos sabemos no individual, contudo avizinha-se mais um enorme desafio para o coletivo, mas…

Temos brevemente mais uma negociação para o todo, que deverá ser renhida pois os “nuestros hermanos” vieram novamente á carga sobre umas ilhas que devem ser rochas devido á sua importância geoestratégica e económica, tem-no feito esporadicamente por outras vias e criado imbróglios diplomáticos mas sem consequências de maior.

Aos olhos do Mundo estaremos novamente a ser escortinados e mais uma vez não será fácil. É do conhecimento que os decisores serão pressionados de muitas formas, embora sempre o neguem.

Serão analisadas até á exaustão uma infinidade de questões até que seja anunciado o veredito, tendo em conta um País a braços com uma crise generalizada em que a mais visível internacionalmente é a económica, mas com outras não menos importantes como o caso ainda quente dos incêndios.Fogo

Questionar-se-ão sobre as capacidades de gestão e fiscalização da que poderá vir a ser (imagine-se) a segunda maior plataforma Mundial, detida por uma Nação que não terá meios para a cuidar e muito dificilmente poderá tirar partido das suas capacidades económicas, nem atuar convenientemente em caso de uma catástrofe. Lá está o coletivo…

Pensarão eles, é o coletivo que não funciona?

Como podem tomar conta de tal área se por exemplo deixaram arder só este ano, mais de 93 mil hectares da sua superfície com os meios inicialmente anunciados como, calculados e suficientes.

Como podem fazer a vigilância de 4.000.000 Km², com parcos meios para a manutenção de uma frota por si só já diminutaplataforma para tamanha quantidade de água.

Como poderão rentabilizar a enormidade de recursos existentes nessa área, sem frota pesqueira, etc.

Mas nós temos dado provas inequívocas no individual com
conquistas de relevância, como recentemente o Carlos Sá que entre outras vitórias, chegou á frente de todos numa das mais desgastantes provas do Mundo depois de correr 217 Kms, isso pode dar-nos uma ideia fabulosa de naturalizar irrevogavelmente a Diana Nyad, mesmo que depois da prova possa voltar a ser Americana e disputar a soberania com uma prova de natação, ela parte da madeira e um outro partirá das Canarias… Quem chegar primeiro fica com o troféu! Ela estará em desvantagem pela diferença na distância mas com um treino individual certamente conseguirá. Esta técnica já foi utilizada noutros ambientes desportivos mas lá está, eram de desportos coletivos e o resultado ficou aquém do esperado.

Talvez o importante mesmo, fosse começar por dar oportunidade a umas individualidades de explicarem ao coletivo a importância desta já famosa plataforma.

Nota:

O titulo nada tem que ver com a plataforma, apenas e só, porque mais uma vez se demonstra que o coletivo não funciona, preocupando-se até com a constitucionalidade dos piropos em vez de questões realmente importantes, enfim quem sabe mais uma busca de protagonismo individual e detrimento do… coletivo.

Com as verdades nos enganam

Graças às polémicas recentes descobrimos que, para além do swinging, também o  swapping é uma actividade underground secretamente praticada por muitos portugueses. Praticá-lo na sombra, confinado aos limites de uma redoma obscura, é muito mais satisfatório e relaxante pois é uma actividade liberal altamente complexa de entender e pouco aceite pela opinião pública. No entanto o swapping é fácil de explicar. Basta ir ao casino jogar na roleta, apostar tudo num intervalo de números, vá digamos que uns 5 das 38 casas possíveis, a que chamamos “as nossas taxas”. Se a bola branca sair noutra taxa pagamos o valor da aposta que deixámos em cima da mesa acrescida de juros estupidamente altos que permitem ao casino continuar a lucrar, em prestações austeras, mesmo que não tenhamos condições de voltar a ir jogo.

Swept Under The RugOs nossos noticiários e comentadores políticos pegaram nessas bolas brancas da roleta e transformaram-nas numas leves bolas de ping-pong que batem e rebatem de um lado para o outro. De tal forma que me parece que o que está a acontecer é na verdade um sweeping. De dinheiro dos contribuintes, de culpa de banqueiros e autarcas envolvidos, de responsabilidades políticas da ética e da moral.

No olho do furacão encontra-se Maria Luís Albuquerque que mentiu, omitiu ou esqueceu-se de pormenores do processo em que esteve envolvida nos últimos anos. E a bronca deu-se mesmo antes de ser nomeada para Ministra das Finanças. Colocando em Cavaco Silva o peso da decisão de aceitar ou não a nomeação. E o nosso Presidente diz que tem de acreditar nas informações dadas pelo nosso Primeiro-Ministro.

SAUL - NÃO PERMITAM QUE SUAS DÚVIDAS E ANSIEDADES OS DESANIMEM OU ALARMEME fiquei a pensar nas crenças recentes do Presidente.

Cavaco Silva não acreditou na reformulação que alarga o poder do CDS.

Cavaco Silva acreditou que era possível um governo tri-partidário de salvação nacional.

Cavaco Silva acredita na reformulação que alarga o poder do CDS.

No passado Cavaco Silva acreditou nas dicas que lhe foram dadas para a compra e venda de acções do BPN.

Por acaso do destino nesta última deu-se bem mas a sua crença no actual governo é uma incógnita. O começo está turbulento, com denúncias do envolvimento de alguns dos novos nomeados em vários processos que são a origem do actual pântano onde Portugal está atolado. E mais uma vez o nosso Primeiro Ministro e o nosso Presidente acreditam. Na honestidade, na isenção, no carácter e nas capacidades dessas pessoas.  Esta crença parece-me mais uma fezada inconsciente do que uma decisão informada.

Send your kids to Spy Skool this half term Pessoalmente não percebo esta falta de informação. Para que serve afinal um SIS? Não terá o SIS uma ficha de informação pública e confidencial sobre cada um dos membros do governo? Não será facultada ao Primeiro Ministro e ao Presidente essa ficha para cada potencial nomeado, a fim de perceber ao pormenor a sua teia de influências, lobbies, interesses e social? Não é necessário recolher a informação de forma menos própria basta fazer um levantamento exaustivo do percurso profissional, filiações, rede familiar e social.

O terrorismo político e económico deve ser combatido de igual forma às restantes formas de terrorismo! Têm o potencial de causarem danos catastróficos para o país, com o agravante de o praticarem de forma camuflada mediante a assinatura contratos ruinosos que se afiguram como verdadeiras bombas relógio com anos de latência e décadas de impacto.

Se o nosso SIS não tiver capacidade, ou coragem, para fazer o que tem de ser feito para manter a integridade do nosso país, a todos os níveis, não devemos ter vergonha de pedir auxílio aos nossos amigos americanos que aparentemente sabem tudo sobre todos. Afinal nós por eles acreditámos que o Snowden estaria a bordo do avião de Evo Morales com a mesma veemência com que acreditámos que não existiam prisioneiros a caminho de Guantánamo a fazer escala nos Açores. Ficar-lhes-ia barato agradar-nos com o perfil completo de alguns dos nossos ministros e sua equipa.

Finalizando, o futuro de Portugal está intimamente ligado ao acreditar de Pedro Passos Coelho e de Cavaco Silva que se vão baralhando com a quantidade de verdades disponíveis.

Os Portugueses esses suspiram. Afinal em quem podem eles ainda acreditar?