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Crucial instrumento náutico. Permite fixar navios em posições sob fundos rochosos, lodosos ou arenosos. Geralmente fabricada em metal, é constituída por uma haste principal. Numa das extremidades são ligados os braços pontiagudos para penetração no fundo ou fixação sob rochas. Na extremidade oposta da haste, o arnete permite a fixação da amarra que liga a âncora ao navio.
USS Constitution
Com o fim da Revolução Americana e a Independência dos Estados Unidos, a frota mercante Americana deixou de usufruir da protecção da Royal Navy. Outrora salvaguardada pela dissuasão do poder naval britânico, a nação americana viu-se então, e pela primeira vez, à mercê da pirataria. Em resposta, o Congresso Americano promulgou o Naval Act de 1794, o qual lançou as bases para criação da primeira força naval permanente dos Estados Unidos da América. Foram então encomendadas seis Fragatas, quatro delas com 44 canhões e duas mais ligeiras, “apenas” com 36 peças de artilharia. Construídas em madeira, combinando madeiras secas e verdes, sobretudo Carvalho e Pinho, eram navios robustos, com suficiente poder de fogo para enfrentar qualquer Fragata inimiga. Contudo, nenhum deles podia ombrear com os poderosíssimos navios de linha das marinhas europeias, embate que no entanto poderia ser evitado graças à sua rapidez e agilidade de manobra.
De entre estes seis navios, apenas o USS Constitution sobreviveu até aos nossos dias. Baptizado pelo primeiro presidente americano, George Washington, foi lançado à água em 1797. Combateu corsários otomanos, piratas do norte de áfrica, britânicos e franceses. Em 1812, ganhou a alcunha “Old Ironsides“, após derrotar o HMS Guerriere, fragata britânica cujos projecteis fizeram ricochete no casco do navio americano. O costado em carvalho foi mais forte que o ferro! Com mais de dois séculos de serviço, é hoje o vaso de guerra mais antigo do mundo e curiosamente é de entre todos os navios americanos actualmente no activo, aquele que mais navios inimigos afundou. Foi aliás o único que já o fez, facto que quanto a mim comprova que o rumo da politica externa americana é completamente imune ao desfecho do circo mediático que hoje (finalmente!) termina.
Grécia, será que racha?
Eu acho desde o inicio que nem vai nem racha! As negociações sobre a Grécia são confusas, atropelam-se em novidades, em acertos, prolongamentos, indecisões, momentos quentes, negações, ameaças… É um braço de ferro politico! É a Europa a tentar disciplinar um país!
A informação é a toda a hora, e de facto se houve coisa que esta crise em 2008 me fez mudar foi a importância que dou ao imediatismo. Esta urgência dos prazos, este jorrar de informação contraditória, este entendimento seguido de desentendimento, faz com que eu não queira embarcar nesta onda em mar revolto, e fique a olhar para a tempestade a ver a rebentação e à espera que chegue a mim a onda ou acalme para que nela possa mergulhar segura. Toda a informação imediata se desactualiza e nos impede de reflectir sobre ela, porque a seguir vem outra e outra e outra. Para nos ajudar temos opiniões, crónicas e comentadores, que falam em números e pacotes, mas muito pouco naquilo que realmente importa. E assim temos informação, opiniões e conclusões, e não temos que pensar. E o que eu vejo nesta tempestade é um partido de esquerda que ganhou as eleições na Grécia, mas que foi muito mal recebido na Europa. O Syriza, esses loucos da esquerda radical, completamente fanáticos, anti europa e que no final mostraram ser tudo menos radicais, fanáticos e anti europeus. O Tsípras e Varoufakis logo se empenharam em conversar com os parceiros europeus, exporem as suas ideias, num esforço de diálogo e negociações de modo a chegarem a um entendimento. Mas Angela Merkel logo avisou a Grécia.

Desde então o objectivo passou por tentar derrotar todas as possibilidades que poderiam ser levantadas para que o projecto do governo grego fosse a bom porto. Para a União Europeia, a Troika, o FMI, a Alemanha, França, não existem alternativas. A doutrina TINA (There is No Alternative) propagandeada pelos partidos dominantes e representativa dos interesses da alta burguesia europeia, assegura as transferências da riqueza do trabalho e políticas de ajustamento em programas de austeridade que atacam direitos sociais elementares em toda a Europa, mas principalmente nos países intervencionados. E não há alternativa! Nem democracia, como é lógico! A alternância será o financiamento com o banco dos países BRIC’s (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e com todo o interesse para a o governo da Rússia e para alguns russos. A Grécia terá sempre que pagar o que ficar acordado, nos termos que lhe sejam impostos.

Após o prolongamento do plano de austeridade em Fevereiro por 4 meses, havia que renegociar agora. O Tsípras e o Varoufakis negociaram. E cederam, e cederam, e cederam tanto que o programa proposto é o prolongamento da austeridade. O programa é já visto como pior que o memorando. E afinal onde está o radicalismo? Eu arrisco dizer que as pessoas tendem a assumir uma posição de classe neste processo negocial entre o governo grego e os credores. Para os que vêm futuro na Europa, as negociações entre o governo grego e a Europa foi um sucesso na medida em que a Grécia se possa manter no euro e as medidas negociadas são mais vantajosas que as inicialmente colocadas em cima da mesa, não colocando em causa a estabilidade europeia. Para quem acha que a dignidade de um povo e de um país não tem preço, este suposto acordo atingido é uma clara derrota. O Tsípras falhou, o Varoufakis falhou, e a Europa mostra que independentemente do governo eleito, as políticas entre os países não mudam e a soberania nacional está completamente subjugada no eixo Berlim-Paris, com a conivência dos demais países e independentemente do que seja melhor para o país em questão. O acordo é um falhanço para várias camadas sociais gregas, um claro ataque aos trabalhadores e aos mais desprotegidos, para além do efeito negativo nas lutas sociais e sindicais por toda a Europa. E eu penso que seja por isso mesmo que Tsípras e Varoufakis decidiram referendar o acordo que lhes foi imposto. Tendo ganho as eleições com a promessa de negociação com os credores e o fim da austeridade (dois pressupostos que se vislumbram incompatíveis, porque lá está, não há alternativa), e sendo este acordo, e segundo eles, uma humilhação para o povo grego, decidiram colocar este acordo a referendo, uma vez que em boa verdade, não têm legitimidade democrática para o aplicar. Estou curiosa no entanto, para saber qual será a recomendação de voto do Syriza. Todavia, este é um acto de honestidade e uma declaração de derrota da parte do governo grego. Mas a Europa é anti democrática, e não aceita o referendo, pois não aceita que os credores sejam colocados sob escrutínio popular, até porque a austeridade só pode ser imposta e não referendada. Esta é, no entanto, uma jogada perigosa tanto para o Syriza como para a Europa. Se a Grécia for para eleições antecipadas este ano, vai ao mesmo tempo que Espanha e Portugal. E em Espanha está o Podemos a apelar ao mau comportamento de voto. 
A questão é que a Grécia não consegue reembolsar nos termos que lhe são impostos. E o valor moral de pagamento de uma dívida não deve estar acima de tudo, independentemente do custo social do mesmo. Mas no entanto, não é este o pensamento das instituições europeias mediante um país que elegeu um governo que não é do agrado nem da cor das instituições europeias. Por outro lado, a Europa não quer deixar que a dívida seja colocada em causa, nem o seu pagamento nem a sua origem. As dívidas dos países são um negócio para outros países e para muitos investidores e credores, e os interesses estão assegurados pelos tecnocratas no poder dos países europeus. A perda dos investidores, sejam eles a banca, países ou ilustres singulares, é bastante mais importante do que a perda de dignidade de um povo. Repensar a dívida é repensar toda a economia e a estrutura financeira, e isso não seria uma crise, mas uma revolução! 
A Grécia vive uma crise humanitária, que foi falada em tempos na comunicação social mas que hoje é silenciada. O desemprego é um flagelo social, com apoios sociais sucessivamente cortados, quase sem direito à saúde. A miséria instalou-se. O novo acordo só vem piorar ainda mais tudo aquilo que aquela gente já sofreu. Há momentos na história decisivos. Há momentos em que se defende a barbárie, e essa é sempre defendida e legitimada por aqueles que também são vítimas, foi sempre assim que se instalou a barbárie e a exploração. Mas há sempre quem se impõe, quem nega, quem luta, quem diz não! Contudo este não é o momento em que os euro-cépticos ganharam a ideia de que a Europa é impossível, e também não é o momento em que os europeístas convictos e bem intencionados caíram do seu sonho de uma Europa democrática e solidária. Este é apenas mais um momento em que se vê que o grande império europeu, criado sob o signo da paz e da cooperação, foi assaltado por uma ideologia ultraliberal que quer legitimar a exploração das pessoas em nome do sacro santo lucro, juro e propriedade. E assim os países do sul tem sido assaltados, com governos tecnocratas obedientes, sem legitimidade democrática para a implantação das medidas de austeridade e sem legitimidade para a expropriação (através de atractivas privatizações a preço de saldo) de empresas públicas e bens públicos e de direitos sociais conquistados. Esta é a conquista das nações e das populações através da dívida. 
Mas é em tempos obscuros que a luz da liberdade é acendida e se nega a barbárie e se conquista o futuro. Não sem imensas dificuldades mas com a mais convicta confiança na vitória e no futuro. A transformação só pode ser operada pela mobilização, organização e acção dos trabalhadores, assim como dos desempregados e pensionistas gregos, com a solidariedade de todos os trabalhadores europeus conscientes politicamente do momento actual. O resultado da auditoria cidadã à divida grega espera-se honesto. A origem da dívida deve ser assim apurada e se houver uma parte que seja odiosa não deve ser paga pelo povo que não a contraiu. A dívida deverá ser paga se e quando houver condições para a pagar. Deverá haver coragem para uma profunda transformação das instituições gregas que conduziram à dívida de modo a que mais dívida não seja gerada. Mas também uma profunda transformação nas instituições europeias que fomentaram o apelaram ao endividamento dos Estados em 2008 para salvar a banca e que agora exigem que sejam as populações a pagarem essa dívida. E o Syriza deve manter-se fiel ao povo que o elegeu, sem vaidade nem vitorias pré anunciadas, defendendo os interesses de quem os elegeu e não os interesses dos que se sentam do outro lado da mesa. 
Movimento perpétuo em deriva constante
Em Espanha parece que o Podemos pode, na Grécia caminha-se para um fracturante Não Pagamos, por cá parece perpetuar-se o Não Votamos apesar de sermos obrigados a um Pagamos com simples queixume de Não Podemos mais.
A estratégia é a de desinformação, com a ajuda da lei actual que obriga a que se fale de todos ou de nenhum, tendo sido esta última a opção recente dos principais canais televisivos. Para agitar as águas é feita uma primeira ameaça com um asfixiante colete de forças para depois se o aliviar um pouco, transformando-o mais num fato à medida, que mesmo assim parece ainda não assentar confortavelmente.
O Presidente ajuda ao debate afirmando, à leão, que no seu tempo as leis ultrapassadas eram reformuladas, para de seguida assumir o seu lugar de cachorrinho da República sendo obrigado a promulgar uma lei por si vetada sem que tenha sofrido qualquer alteração. A doce ironia de aprovação de uma cópia barata do decreto de lei original…
Apesar de tudo penso que esta lei da Cópia Privada faça todo o sentido. Num país a saque por corsários organizados só pode ser um estímulo tratar todos os Portugueses como piratas. Poderá doer um pouco pagar uma taxa acrescida para prevenção de um crime não praticado mas depois compensa. Porque ao praticar esse crime há a consciência tranquila de já se ter cumprido a pena. O não usufruto do dever de piratear é que poderá criar situações de injustiça da plena responsabilidade do próprio. Não deixa de ser de louvar a preocupação do governo com os direitos da criação, sendo que ainda estou por compreender como é ela conjugada com o seu desprezo pelos criadores e/ou executores das artes.
No sentido contrário surpreende-me a forma como os taxistas lidam com a ameaça Uber, até eles perderam a sua combatividade? Partem para lutas judiciais e digitais? Sempre os vi como os Mad Max tugas, o alcatrão é o seu território onde as leis do volante e da língua afiada imperam. É ainda muito cedo para darem o salto para o combate civilizado pelo que julgam ser os seus direitos. Não estão preparados para lidar com as repercussões de lenga-lengas no mundo digital. Deveriam manter a sua ganância e bandeirada de pirata dentro das suas 5 portas e tejadilho.
Até porque apesar de tudo ninguém quer táxis oficialmente mais caros com choferes transvestidos de realeza. Queremos o típico, o real, a história para contar aos amigos, a certeza do início e fim salpicados pela aventura do meio materializado em percurso desconhecido, a descoberta das estações de rádio manhosas, o alargar do jargão e do vernáculo, enfim um pouco da verdadeira cultura tuga em cada viagem. O que justifica a variação de preço para um mesmo trajecto pode ser simplesmente a qualidade do artista e do espectáculo prestado.
Por fim passo os olhos pela censura, ou pelo ‘censo de prevenção Russo’, e dou por mim a pensar que aquilo que é contra a liberdade de expressão num ponto do globo poderia muito bem ser um esclarecedor para a compreensão do muito que se passa em Portugal em matéria de blogs que surgem e desaparecem à medida das necessidades.
Já este blog não suscita dúvidas. Não é de esquerda, do centro, nem de direita. É um blog de deriva, ao sabor das marés, que se cruza, acenando ou abalroando, ora com uns, ora com outros, até ao dia em que se aviste porto seguro e se possa gritar “TERRA À VISTA!”, esperando que seja ainda terra de Portugal.
Espinhas do Ofício
Outorgada a procuração, implementada a equidade geométrica, eis-nos numa nova era da actividade piscatória. Solene e simbólica é uma revolução tecnológica! Mais uma infalível medida da economia planificada, centralizada e formal. Demonstra a sapiência do almirantado. É o liberalismo progressista. O trabalho é um privilégio, logo, nada de ideias ou iniciativas. O armador, coitado, nada pode, por isso nada faz. Conformidade, ora aí está. É assim, porque sim. Alguém pensou em tudo, e se não pensou, azar. Novidade? Surpresa? Nem por isso. A mesma cobardia na rota, o mesmo despropósito do rumo. Mas também, que sabe um pescador de navegação? Nada!…
Assim seja. Trocamos as ilusões fantasiosas do “sol na eira e chuva no nabal” pelo pragmatismo da expressão “Prego que se destaca é martelado”. Sinal dos tempos, a sabedoria popular portuguesa deu lugar à milenar perspicácia chinesa. Haja coragem, haja liderança. Benzido o navio, arranca a campanha. Esperamos Milhões de quintais de peixe salgado e acamado nos porões. A competitiva actividade piscatória assim o exige. Meios? Ferramentas? O isco é pouco, mas há quanto baste. O navio é novo em folha, pouco mais de 10 anos, as máquinas impecáveis, raramente avariam. Por outro lado, poucos navios se aventuram por estas águas, pelos bancos da terra velha. No Rancho, nada de confortos que promovam o ócio, até porque o pescado abunda! Tanto bacalhau à deriva, algum cá virá parar. Basta empatar anzol e lançar o trol. Os meios são escassos, mas os homens são duros: O primeira linha recebe um tronco de eucalipto e um oleado para com eles engendrar uma vela para o seu Dóri. E um par de Remos? Ele não precisa dessa despropositada ferramenta. Os bons ventos o trarão de volta ao navio-mãe. Ou não…
Placebo
Placebo é um fármaco, tratamento ou procedimento cirúrgico dissimulado, inerte, sem principio activo. Trata todo o tipo enfermidade e baseia-se na reacção psicossomática dos pacientes. Pode de facto promover um efeito benéfico real e físico.
Não consultei nenhum simpósio terapêutico, não sei se a doença existe, mas suspeito que vivemos um surto de grave défice de cidadania. Eis as questões de teste e diagnóstico:
- Quem é que quer saber da venda da TAP quando há tanta e tão relevante informação em Évora?
- Quem quer saber do Orçamento de Estado para 2015 quando há teorias da conspiração para denunciar ou subscrever?
- Quem quer saber da reposição das subvenções vitalícias (não contributivas) quando há apostas a fazer sobre quem será o próximo a ser detido?
A resposta a qualquer uma das questões é: ninguém! Ninguém quer saber. Porquê? Bem, na verdade, é muito simples. É o efeito placebo. Mais uma teoria da conspiração? Negativo, é apenas o egoísmo colectivo a funcionar. Eis como:
Sem subscrever a teoria do bode expiatório, constato o reflexo da detenção preventiva nos Sistemas Límbicos dos telespectadores. Continuamos sem nada saber sobre a acusação, mas tal pouco importa. Cada um de nós tem a sua própria acusação! Eu, por exemplo, guardo com carinho um velho rancor. Remonta, imaginem, a 2011. Fatídico ano em que uma medida de excepção ao orçamento de estado desse ano me atribuiu um corte seis vezes superior ao previsto. Pequeno contratempo que está aliás na génese deste blog. É este abrangente e democrático critério que explica a euforia, a alegria que vivemos. É irrelevante a causa, cada qual escolhe a que quer. Importante é saber que há um castigo. Preventivo que seja, estamos perante a cura de muito descontentamento e revolta.
E os crentes, aqueles que acreditam na inocência do detido? Bom, para esses o placebo tem o mesmo efeito terapêutico, uma vez que toda a sua atenção está igualmente desviada. Ora testem lá as perguntas de diagnóstico novamente.
Aguiar Branco, Estaleiro ao Fundo
Viana do Castelo está a agitar as águas. Novamente Aguiar Branco em grande forma no centro da polémica. Estranho a pressa em desfazer-se dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Justifica com condicionantes europeias que obrigam à circunstância. Já o presidente da câmara de Viana do Castelo deu hoje uma entrevista revelando ter falado com o comissário europeu para a concorrência e que este, embaraçado, lhe confessou não ter tido qualquer contato da parte do governo português sobre o tema.
A pressa é tal que se levantam dúvidas sobre a capacidade do vencedor da subconcessão em levar o estaleiro a bom porto. Por outro lado o vencedor traça um futuro brilhante e risonho aos ENVC sob a sua gestão. A Martifer garante ter garantias de contratos regulares e resolver o problema do Lusitânia imediatamente. Devem ter especialistas com fortes conhecimentos na área da advocacia, capazes de deitar por terra a argumentação utilizada para cancelamento do contrato, desatando o nó em falta nos nós da velocidade! Se assim for os estaleiros podem ser a bóia de salvação da Martifer e vice-versa! O mundo pode ser um local maravilhoso.
Os trabalhadores, indignados, gritam por injeção dos milhões previstos para a liquidação, sob a forma de investimento a fim de modernizar os meios de produção. Segundo eles a empresa tem viabilidade e só não estão a produzir mais porque a gestão assim não o quis ao longo dos anos.
Nem me vou colocar a fazer contas sobre se o Estado é beneficiado ou prejudicado, tendo em conta os valores envolvidos e as consequências em termos sociais que terão de ser amparadas pelo Estado. Agora aquilo que rapidamente me vem à memória, apenas derivado de leituras corriqueiras de revistas de informação, é o seguinte:
- O Canal do Panamá vai ser alargado;
- A Europa procura promover o transporte fluvial;
- A Nicarágua projeta um novo canal a cortar a América do Sul;
- Estão a abrir novas rotas marítimas no Ártico;
- O setor dos Cruzeiros está em crescimento constante;
- O cluster do mar ainda está por explorar devidamente em Portugal;
- As exportações Portuguesas estão imparáveis;
- Quando a crise se desvanecer (está para breve, está para breve) será natural o crescimento das importações;
Tudo isto são fortes indicadores de que o sector naval estará em crescimento, não só em volume de navios como em envergadura dos mesmos e frequência de uso. Será inevitável o aumento de encomendas de construção a nível mundial bem como a procura de serviços de manutenção. (Falem com o nosso país irmão! Pode ser que caiam umas migalhas como sucedeu com nuestros hermanos.)

Portugal tem todas as condições, em termos de localização dos seus portos, para ser uma opção privilegiada na contratação destes tipos de serviços. Para tal apenas teremos de ter capacidade instalada disponível e know-how adequado. Ou seja, os ENVC não são uma pedra no sapato mas sim uma pérola para o futuro a médio prazo. Por exemplo caiu por terra o argumento que os ENVC assegurariam à Marinha de Guerra Portuguesa a capacidade instalada desactivada no Arsenal do Alfeite. Agora a Armada não tem capacidade, nem autonomia, transformando-se num cliente seguro a longo prazo.
Dá-me a sensação que nos últimos anos andaram a embaçar a pérola para ser vendida como bugiganga em condições vantajosas para o comprador. É inegável o valor e potencial dos estaleiros em si. O questionável será certamente a gestão dos mesmos ao longo destas décadas. Com muita influência política.
Pelo que, tendo em conta a pechincha que é ter dois ou três administradores dos ENVC, recomendaria talvez um volte-face surpreendente em que o estado roubaria à Martifer os dois ou três gestores que já desenharam a solução milagrosa e ficava o assunto arrumado. Desde que parte da solução não passe por esquemas manhosos como por exemplo:
- Despedir todos os trabalhadores dos ENVC e extinguir os mesmos;
- Criar nova empresa para recomeçar com registo limpo e realizar processo de recrutamento de 1/3 dos trabalhadores despedidos, beneficiando da concorrência directa de pessoas com o know-how necessário, desperadas e desorientadas pela perspectiva de perder emprego, estando mais receptivas à baixa considerável de salários;
- Beneficiar das várias condições de incentivo ao emprego ao recrutar colaboradores que se enquadram nos cenários definidos.
Porque isto para além de um excelente acto de gestão, engenharia financeira e reestruturação de recursos humanos seria um escandaloso cambalacho e chulanço aos parcos apoios sociais do estado.
E isso é coisa que o nosso governo certamente classificaria de intolerável, CERTO?
O Monstro da Tasmânia
O desígnio da nação é o Mar. Ouvimos este pregão aos nossos governantes ao longo de décadas, mas não vemos nada. Cegueira nossa. Muito tem sido feito desde o início do sec XIX. Sim, são planos para futuro! O que fizemos? Importámos o monstro da Tasmânia. Desde então reproduz-se livremente no nosso país. Não há limites ao crescimento do seu habitat. O monstro da Tasmânia é aromático e pastoso. Cresce muito rapidamente, chegando aos 50 metros de altura em poucos anos. É perfeito para a construção naval e, imagine-se, é 100% à prova de fogo. Ao contrário das inflamáveis espécies autóctones, esta espécie nunca arde. Característica incomum que salvaguarda e protege os nossos soldados da paz. O monstro da Tasmânia é conhecido entre nós por Eucalipto, Eucalyptus Globulus para os mais eruditos.
Somos a nação europeia com maior percentagem de eucalipto na sua floresta, e somos o país europeu com maior área de eucalipto em termos absolutos. Ninguém na Europa acarinha o monstro da Tasmânia como nós. Desertifica, destrói os solos, criticam. Nitidamente, os nossos parceiros não compreendem o potencial da espécie. O nexo de causalidade que escapa aos líderes europeus está apenas ao alcance dos nossos governantes: A Arábia Saudita é um deserto rico em petróleo, logo, quanto mais rápida a desertificação do país, melhor. É óbvio!
Então e o mar? Está em marcha o plano: Após a concessão dos Estaleiro Navais de Viana do Castelo, o estado estará em condições de lançar o seu grande programa de construção naval. Abandonaremos as obsoletas técnicas de construção em aço para abraçar a modernidade. O futuro é a arquitectura naval Origami. Grandiosas frotas explorarão o potencial da nossa vasta zona económica exclusiva.
Optimist
Julgando-se comandante de um Galeão da carreira das Índias, declama “Os Lusíadas“. As analogias náuticas que se seguiram à assustadora prova de sensibilidade e cultura, são igualmente mobilizadoras, plenas de emotividade e sonolência. Não encanta, nem navega. Estamos perante um petiz, um aprendiz de Optmist. Explica as crenças de Agosto, mas deixa-nos a dúvida se detêm carta de marinheiro. Não sabe onde fica o cabo das tormentas, mas repete à exaustão a mitológica ameaça do Adamastor. Não camba, clama vela cheia, por isso caça a grande. São as talas que lhe criam a ilusão, mas o aprendiz ignora. Emerso, abraçado à âncora da solução única afoga-se o tripulante, o contribuinte. Estamos sem patrão de alto-mar ou mesmo de costa, e mesmo assim rumamos ao oceano sem içar a âncora. Queimamos as amarras para que se calem os velhos do Restelo, enquanto o comando contínua a alijar a economia. Alguém lhe explique que o chicote é apenas a extremidade de um cabo!
Quem o alheio veste
Foi por encomenda do armador alemão Hamburg-Amerika line (HAPAG) que nos últimos dias do século XIX a sua quilha foi assente nos estaleiros da William Gray & Company Ltd em West Hartlepool, Inglaterra. Lançado no primeiro ano do século XX, 1901, o navio foi baptizado “Numantia”, numa premonitória homenagem à lendária cidade de Numancia, na antiga província Romana, Hispânia. Com 122 metros fora a fora, 16 metros de boca, quase 4500 toneladas de arqueação bruta e aproximadamente 8000 toneladas de arqueação líquida (Sistema Moorsom), o novo cargueiro a vapor, então moderno e eficiente, serviu a nação germânica até Agosto de 1914. A primeira grande guerra ditou o bloqueio naval Britânico a todos os portos Germânicos. Impossibilitado de regressar à Alemanha, o navio rumou ao porto de Mormugão, colónia ultramarina de Goa, Índia, onde lhe foi concedido refúgio ao abrigo da neutralidade que a jovem República Portuguesa mantinha no conflito.
Eis que em 7 de Fevereiro de 1916 tudo se altera. É promulgada a lei nº 480, ao abrigo da qual o governo Português legítima a “requisição de todos os meios de transporte julgados indispensáveis à economia nacional”. Este primeiro passo rumo à beligerância, à época justificado pela necessidade de salvaguardar o comércio colónial, mais não foi que um sintoma da nossa condição de protectorado Britânico. Provou que a jovem república, depois de muito criticar o deposto regime monárquico, não se libertara da subserviência ante o Reino Unido. Portugal observa assim a velha aliança, mas não declara guerra ao Império Germânico, decreta. A 23 de Fevereiro de 1916, o governo mandou publicar o decreto nº 2229, o qual determina a apreensão dos setenta navios Alemães refugiados em território Português. A resposta Alemã, sob a forma de ultimato, exigindo a devolução dos navios foi ignorada, pelo que a brilhante iniciativa legislativa obtém o resultado desejado: a 9 de Março de 1916, a Alemanha declara guerra a Portugal.
A Nação aceita o enorme custo da guerra em troca de uma vasta e moderna frota de navios mercantes, muitíssimo superior à capacidade de investimento e produção naval nacional. Milagrosa resolução desse défice. É neste contexto, com a missão de gerir a nova frota, que nasce a companhia “Transportes Marítimos do Estado” (T.M.E). Contudo, negociações anteriores ao iluminado decreto, garantem o usufruto de 80% desta frota de navios ao Reino Unido, através de contracto de fretamento com o armador Furness, Withy & Co, o famoso contrato Furness. A frota alemã servirá sobretudo o interesse Britânico: à razão de um preço por frete muito inferior aos valores de mercado (<50%) e com prémios de seguro ridiculamente baixos. Acresce a fórmula de cálculo, que em ambos os casos, frete ou perda do navio, tinha por base a arqueação bruta e não a líquida, isto é, com base no peso do navio e não na sua capacidade de carga (a única relevante para o fretador). Condições ruinosas para o armador estatal, válidas ao longo de um prazo singelamente definido por “Seis meses após o fim da guerra”. Uma PPP com garantias do estado Português, em benefício do Britânico e com o patrocínio da iniciativa privada Alemã.
Uma vez reparados os danos resultantes da sabotagem perpetrada pela tripulação teutónica, o “Numantia” foi rebaptizado “Pangim”, em homenagem à cidade Indiana do Império Colónial Português. Recebe tripulação Portuguesa e serve os aliados durante a vigência do contrato Furness, período ao longo do qual vive múltiplas privações e vergonhas, normalmente resultantes da sistemática falta de pagamento do armador estatal aos seus fornecedores. É conhecida uma longa e ruinosa estadia do navio e sua tripulação no porto de Antuérpia, Bélgica. Nada que se compare com o caricatural exemplo do vapor “Sines”, que em Cardiff, País de Gales, esteve arrestado de Fevereiro de 1921 a Janeiro de 1922, vivendo a tripulação em precariedade tal que se viu obrigada a carregar terra para bordo, e nela plantar uma horta em pleno convés do navio. Avulsos exemplos das metodologias e práticas em vigor nos T.M.E, organização verdadeiramente a saque por funcionários e agentes, com um histórico de fraudes e roubo tão vasto e diversificado que pede meças em criatividade e audácia com qualquer outro “caso” da actualidade. É perfeita a analogia com o desfecho do caso BPN: No fim pagámos todos.
Após um longo e complexo processo de liquidação dos T.M.E, o navio é devolvido à iniciativa privada em 1926, ano em que é adquirido pela Companhia Colónial de Navegação (C.C.N.). Recebe então o terceiro e último baptismo, “Cassequel”, também em homenagem a uma cidade do Império colónial, em Angola, desta feita. Fez carreira na Europa, arquipélagos Atlânticos e na África Ocidental Portuguesa, navegando sem sobressaltos até 1933.
Foi em Agosto deste ano que o navio enfrentou um grave incêndio, deflagrado nos fardos de palha destinados à alimentação dos animais que transportava. Navegando de proa ao vento e com a intrépida intervenção da tripulação, o fogo foi controlado. O navio chegou a bom porto pelos seus próprios meios, mas o incêndio foi de tal forma violento que danificou seriamente a superestrutura e destruiu completamente o mastro grande, a meia-nau. Após a reparação, o “Cassequel” viu a sua superestrutura melhorada, pelo que ficou também habilitado ao transporte de passageiros. Foram também adicionadas duas gruas em substituição do mastro perdido. Superado o desafio, melhorado após as reparações, o navio retomou a sua actividade.
A normalidade foi interrompida com o início da segunda guerra mundial. Tendo sobrevivido à primeira guerra, o navio enfrentou a segunda sob protecção da neutralidade Portuguesa. O velho “Cassequel” partiria uma última vez de Lisboa no início da tarde de 13 de Dezembro de 1941. Rumou a sul, em direcção à África Ocidental, com 9 passageiros, 48 tripulantes e uma considerável carga de gasolina a bordo. Comandava Sebastião Augusto da Silva, meu bisavô, pai do pai de meu pai, senhor meu avô. Decorridas mais de 24 horas de viagem, o navio é atacado durante a noite de 14 de Dezembro de 1941, numa posição a mais de duzentas milhas a sudoeste do cabo de São Vicente. O agressor, o submarino Alemão U-108, lançou um torpedo que às ordens do Capitão Kalus Scholz foi apontado à popa do velho vapor, destruindo o leme e a hélice, imobilizando o navio. De pronto foi dada a ordem para abandonar o navio. Arriadas as quatro baleeiras, e apesar de uma delas se ter inicialmente virado, breves minutos bastaram para que todos os tripulantes e passageiros embarcassem nos salva-vidas. Imerso e a coberto da noite, o U-108 nunca foi avistado por nenhum dos náufragos. Através do periscópio, terá o seu Capitão confirmado que todas as baleeiras se afastavam, momento em que ordenou o lançamento do segundo torpedo, desta feita apontando a meia-nau, directo à carga de gasolina a bordo. A enorme explosão partiu o velho vapor a meio, precipitando um afundamento quase instantâneo. Seis dias mais tarde, a 20 de Dezembro de 1941, o navio da Armada Portuguesa, “NRP Douro“, resgata a última das quatro baleeiras. A bordo estavam dez tripulantes, dois passageiros e o meu bisavô, que recebeu com agrado a notícia que todos náufragos estavam a salvo, sem vítimas a registar.
O “Cassequel” cumpriu assim a premonição do seu primeiro baptismo, “Numantia”. O seu arresto em 1916 traiu a neutralidade que o atraíra a território Português, traição devolvida em 1941, com o seu torpedeamento apesar da neutral credencial Lusitana. Qualquer semelhança com a actualidade nacional, é pura obra do destino traçado para a Nação que se fez Estado quando um filho fez guerra à sua mãe. Ouro do Brasil, frotas de modernos navios, fundos estruturais ou moeda única, sabemos que para cada oportunidade estará reservada a respectiva tragédia. É fado, sem saudade ou memória. Por vezes agraciada com as riquezas do mundo, a nau Portugal é com a mesma frequência vítima de si própria. A tripulação não aprende. Ao Leme esteve sempre quem mandou, raras vezes quem sabia mandar.
É sabido que “Quem o alheio veste, na rua o despe”. Porque que o esquecemos tão facilmente?
25 de Abril nas Cabeças dos Portugueses
O 25 de Abril pôs fim a uma ditadura opressora. Antes do 25 de Abril passava-se fome e imperava a lei da rolha. O 25 de Abril pôs fim à guerra colonial. O 25 de Abril foi o parto da democracia em Portugal. A democracia é um regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos.
Vamos a caminho das 4 décadas de democracia em Portugal. Nesses 38 anos surgiram dezenas de partidos. E a cadeira do poder foi tomada sobretudo por dois partidos políticos. PS e PSD. Por vezes com uma muleta de um outro partido sendo a mais frequente a muleta CDS/PP. Em 38 anos de democracia temos sensivelmente 18 anos geridos por PS e 18 anos geridos por PSD. UAU! TKO!
Portugal teve a sorte de entrar na União Europeia. De receber milhares de milhões de euros de apoios ao desenvolvimento. Que foi realmente muito apoiado. Só que o dinheiro foi também desbaratado a uma escala magnânima. Milhares de milhões de desperdícios em desvios mais ou menos claros. Só que vivia-se bem! Corrijo! Vivia-se MUITA BEM! E o povo comia, bubia, ria e cantava. Dava para todos. Para mostrar trabalho e para roubar. Que se lixe.
Em Oeiras e na Madeira, alvos de maior turbulência mediática e escarafunchar de cambalachos, vive-se assim descaradamente há décadas sem que o povo se indigne. São os focos de atenção perfeitos. Não só servem de manobra de diversão como não provocam danos reais aos visados que se mantêm em funções alegremente e com júbilo dos seus eleitores.
Só que agora a torneira fechou, a fachada ruiu, os media são megafones de lobbies políticos e económicos, o sector energético é privado, as águas de Portugal hão-de ser, as estradas edificadas não são baratas de usufruir, a educação pública não tem condições para todos, a saúde tornou-se um simples centro de custos, o emprego precário é uma benção dos deuses e temos velhos e desempregados a mais que corroem a sustentabilidade da segurança social. Décadas de crescimento contínuo do nível de vida desabam em apenas um ou dois anos. Volta-se a ter fome. Pode-se conversar em ajuntamentos públicos mas não há alegria nas conversas. Volta-se a não ter esperança. Instiga-se os que estão mal a emigrarem. Culpa-se a classe política.
A nossa democracia está uma merda. Mas a culpa não é dos partidos. Esses são apenas os testas de ferro, representantes dos cidadãos que os elegem. Nunca faltaram vias alternativas. Só que as coisas estavam bem apesar de sabermos que roubavam. Estamos comodistas e temerários de seguir por ângulos que não os da Direita, Centro ou Esquerda. Já lá vai o tempo em que armazenávamos provisões nos porões, soltávamos as velas e olhando para terra, num primeiro fôlego de saudade, nos deixávamos levar pelos ventos sem saber onde iríamos parar e o que iríamos descobrir. E a ousadia de enfrentarmos exércitos vizinhos mais numerosos nem que à força de pazadas de padeiro? Seremos capazes de reconhecer e reagir a exércitos inimigos internos que precisem de igual tratamento? Ou estaremos já formatados por décadas de facilitismo e boa-ventura?
Agora temos medo e vergonha. Vergonha de ousar votar em desconhecidos sem um CV bem elaborado e sem o amparo de avalanches de referência em canais de media. Temos preguiça de procurar informação noutros canais que não a TV, rádio e jornais que montam as suas hábeis campanhas de condicionamento de pensamentos e opiniões. Assustam-nos discursos disruptores e fraturantes que apressadamente catalogamos como utópicos para nos serenar a consciência e justificar a não adesão e não lutar por aqueles ideiais.
Somos COBARDES por não ir votar ou votar em branco. Ambos são levar ao colo os moços do costume.
A próxima revolução não tem de ser na rua nem no parlamento.
Tem de ser na nossa cabeça tacanha.
Se não nos identificamos com nenhum dos partidos só temos duas opções. Ou infiltrarmo-nos na política e tentar fazer passar a nossa visão ou escolher aqueles com que mais nos identifiquemos mesmo que isso não aconteçaa a 100%. A democracia veio pôr fim à ditadura mas é curioso que não exista governo que se assuma capaz de governar em condições sem ter maioria absoluta. Se não a teve por algo foi. E tê-la alavancada em 40% de taxa de abstenção é uma mentira só possível por quem contibui para essa percentagem.
Democracia é participação.
Não usufruir dela é demonstrar-se confortável com uma qualquer ditadura que não passa apenas por uma forma de regime político como se verifica nos dias de hoje.
25 de Abril todos os dias! Até às próximas eleições…















