Category Archives: Teorias da Conspiração

Difamação pura, dura e absurda, sensacionalista sempre que possível, mas genericamente acéfala e desprovida de respeito por credos, espiritualismos, ambientalismos, etc… Enfim, os “ismos” em geral e a parvoíce em particular.

A Europa Chipruda

Afinal há dois ralos vazadouros da liquidez monetária de qualquer um. Um, sobejamente conhecido, é o da tributação fiscal com capacidade de mutação capaz de fazer inveja a qualquer H1N1, o outro é um camaleão que sempre se perfilou como uma caixa forte  hermética e que agora se começa a revelar.

Chipre demonstrou que se necessário as poupanças dos cidadãos podem a qualquer momento ser usadas como argamassa para soldo de buracos. Porque é preciso para evitar cenários piores. O plano inicial distribuia o mal pelas aldeias contudo, devido à convulsão social e temores em toda a Europa, acabou por optar-se por uma penalização sobretudo aos grandes depósitos, já tolerável  pela maioria dos europeus. Quem percebe do sistema bancário retirará as suas conclusões  e será forçado a ajustar-se às movimentações que esta solução irá originar. Os depositantes limitam-se a especular qual a quantia máxima que faz sentido manter no banco, !hoje em dia 10 000 € pode ser considerado um grande depósito em Portugal!,  e a readquirir respeito pelos sábios que nunca abandonaram a confiança no seu colchão.

Esta situação demonstra que a Europa é cada vez mais uma fachada de direitos e valores sociais. Chipre entrou na Europa em 2004 e foi depois dessa entrada que se afirmou como um paraíso fiscal e um oásis para investidores estrangeiros. Sem grande preocupações em saber a origem do capital que acolhia Chipre engordou muito para além da linha. E a Europa sabia-o, e a Europa deixou-o. Assim como sabe que existem, e continuarão a existir, no seu seio esquemas financeiros para lavagem de dinheiro e enriquecimento de uns poucos à custa dos direitos e valores de muitos.

No momento da ‘punição’ eis que germinam argumentos justificativos de que a maioria dos milhares de milhões de Euros em Chipre provêm de actividades ilícitas, levadas a cabo por máfias de dimensão global. Querem maquilhar este acto de confisco cego como uma certa justiça divina através de um merecido ajuste de contas. Não. Este acto é o corolário do crime. Aqueles que deviam impedir a prática de actividades ilícitas, juntam a sua inabilidade policial e judicial à tolerância para com o resultado dessas práticas. A Europa ao invés de rejeitar tacitamente o contacto com esse tipo de dividendos assume uma postura de “Nós sabemos o que vocês fazem, não conseguimos prová-lo e só por isso permitimos que depositem no nosso sistema financeiro os vossos milhares de milhões de euros, seus safados!”

A droga interceptada é destruída, os produtos contrafeitos são destruídos, já o dinheiro sujo é simpleslmente lavado e reciclado. Dinheiro é dinheiro. Dinheiro é presente e futuro. Não há passado no dinheiro. Não há exploração sexual de mulheres e crianças, não há escravatura humana, não há comércio de armas, não há crimes de sangue, não há mercado de drogas, não há expropriação de recursos de povos e nações, há apenas e só DINHEIRO.

E agora  é exigido com gáudio o uso desse dinheiro sem passado para corrigir os erros de decisores Europeus.

Neste momento a Europa dos mais altos direitos e valores sociais mais não é do que uma cúmplice descarada da sua antítese.

A Tourada

A 7ª corrida de avaliação será, à semelhança das anteriores, decisiva. Na tribuna a troika. À sombra, o delegado Etíope, ao sol os delegados Europeus. As corridas de avaliação são exclusivamente para turistas estrangeiros. Os veraneantes locais estarão na arena, entre barreiras e no curro, isto é, no seu devido lugar. Não faltarão Cortesias e Brindes à praça. Aplausos, chapéus e flores para os artistas, sal nas feridas para o touro.

Cartaz 7ª avaliação da Troika

O cartaz promete uma noite de triunfo. A tribuna aplaudirá de pé, a banda tocará o passo doble. Será um sucesso. Em Portugal não se matam touros na arena, mas cortar-se-ão orelhas. Tendo sobrevivido às 6 corridas anteriores, um único e magnífico exemplar da ganadaria Lusitana, um Almalho de seu nome “Povo”, será lidado por todos os artistas em cartaz: Dois cavaleiros, suas quadrilhas; dois grupos de forcados amadores; um picador e a estrela da corrida, o matador de touros Victor Gaspar, el Verdugo. Brindar-nos-á com os seus lances de muleta, ora Afarolado, ora Ajudado. A Faena habitual, sem  Chicuelinas. Cortará um Rabo, e sairá em ombros. Na recolha, “Povo” acompanhará os Cabrestos. Aos turistas diremos que são vacas. Um dia quererão mugi-las. Nesse dia, sorriremos.

Victor Gaspar - el Verdugo

Driving Miss Daisy

DrivingMissDaisy_Seguro_CostaSenhora do seu nariz, Miss Daisy conduzia o seu próprio automóvel. Por mais desconcertante a condução, acreditava em si própria, nunca ligando a buzinadelas ou às infundadas críticas dos outros automobilistas. Afinal, uma senhora é sempre uma senhora. Um dia, um pequeno acidente, foi a desculpa  perfeita para o seu SEGURO cancelar a apólice. Foi um rude golpe na autonomia de Miss Daisy. Seus filhos socráticos, ávidos por restabelecer a alegria dos tempos idos, precipitaram uma solução: Miss Daisy teria um motorista, alguém que a conduzisse sem percalços. “Qual a pressa?” questionou Miss Daisy. Pragmática, decidiu fingir aceitar a vontade de sua prole. O voluntarioso Mr. Hoke Coleburn apresentou-se ao serviço. O desdém e antipatia inicial, foram teatralmente dando lugar à empatia e ao profundo respeito. Os múltiplos prémios e distinções atribuídos a este filme nunca ocultaram a singela verdade:

É uma monumental e inconsequente séca!

DrivingMissSeguro

The Matrix

Matrix à Portuguesa

Pedro Morpheus aceitou o destino que lhe fora revelado por Angela Oracle: Seria ele a encontrar o escolhido. Ao leme do hovercraft “Nebuchadnezzar”, Morpheus manobrava pelos esgotos em busca do salvador. A tripulação partilhava o empenho do seu comandante.OracleMerkel Contudo, Álvaro Cypher vivia descontente. Conhecia a verdade, mas sonhava voltar à ignorância. Trinity Portas, sorria em silêncio. Após uma longa busca, Morpheus encontrou Franquelim Neo, o predestinado. Cypher viu então a oportunidade para se pirar e exclamou: “a escolha é minha, o homem até ajudou a desmascarar o enredo insular”. Morpheus de pronto partilhou a responsabilidade na escolha, fazendo aquilo que dissera nunca fazer, comentar trocas de subalternos. Mas o momento era festivo, por isso abriu uma excepção.

Oliveiraecosta

Agora sim, empreenderemos à séria. Nada, nem ninguém deterá o avanço dos salvadores de Zion. José, o Arquitecto não contesta, não questiona. Contempla a sua obra. Está tudo bem. Fica-nos a importante lição de Manuel, o rapaz da colher. “Não tentes dobrar a colher, isso é impossível. Tenta antes compreender a verdade: a colher não existe”.

Manuel Dias Loureiro

Duodécimo de Actualidade

Cumprimos a meta nominal do défice, voltámos aos mercados e ficámos a saber que a victoria é nossa, é produto do nosso esforço. Quando o “futebolês” entra no léxico governativo, quando o marcador do golo enjeita com falsa modéstia o protagonismo, há confusão no balneário. José MourinhoEstá para breve a chicotada psicológica. Até lá, o grupo está unido, empenhado na preparação do próximo embate, ávido por dar o seu contributo à equipa. Pois…

 

saldosConcluída a época de saldos, nenhuma venda foi ainda concretizada. A companhia aérea por falta de garantias bancárias, a televisão publica pelas adversas condições de mercado, e imagine-se a ironia na anunciada venda da ANA: Gaspar está na mão de Jardim. O disciplinador à mercê do despesista. Tão trágico que chega a ser divertido.

Mais um “não assunto”. O magnânimo Optimist, senhor de muita pose, mas desprovido de pensamento próprio, dá largas à sua soberba: Remodelações de secretários de estado é tema sem envergadura, sem dignidade quanto baste para merecer o seu comentário. Um prodígio!

Do outro lado da barricada, a completa barracada. A carcaça está lá, mas a prazo. A média anuncia um facto e seu contrário. Em que ficamos? Na mesma. Nada disto interessa, nada disto conta. A festa prossegue, valha-nos o havaiano na Nazaré. Somos notícia no mundo. O maior vagalho é nosso. Por mais paupérrimo o país, é vicio que nunca perderemos, a mania das grandezas. Afinal, não há razão para tristezas, animem-se meus caros, 2013 será o melhor ano dos próximos 5. Dúvidas?

Não se esqueçam de se absterem nas próximas eleições! Por certo que governança e oposição tremerão com medo…

Saldos Anónimos

Sóbrios estão os Lusos. Trocámos a nacional euforia da compra, pela globalizada disciplina da venda. Está tudo em Saldo.

Contemplamos a contagem decrescente para a entrada em vigor do vertiginoso orçamento de estado para 2013.

Anónimos, ajustamos.

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Ébria está a República. Privatiza a RTP, a TAP e a ANA. Quais presentes de última hora, as decisões seriam desembrulhadas com a máxima descrição.

O insuspeito método “até à última” tranquilizaria os veraneantes. A serenidade dos turistas foi contudo perturbada pelo cristalino anúncio de sua iminência da equivalência, a imaculada consciência.

Deu bandeira, transpareceu alívio. Compreendemos que está feito. Quem vier atrás que feche a porta.

Anónimos, acatamos a providência.

Sound bites de Passos Coelho

Só hoje pude ouvir na íntegra a última entrevista do nosso PM Pedro Passos Coelho. Independentemente do que disse há que reconhecer que está em grande forma física e mental aparecendo com um ar saudável, enérgico e aguerrido. Defensor convicto das ideias do governo e do rumo que quer dar ao país. Aguentou-se bem durante uma hora e saiu quase incólume da entrevista.

Alguns comentários leves aqueles que foram para mim dos principais argumentos apresentados.

Este orçamento é garantia de que continuaremos a executar com sucesso o nosso programa de ajustamento

Esta frase demonstra claramente qual o seu conceito de sucesso para o estado de uma nação. A aceitação dos mercados acima do bem-estar social. Pena que muitos cidadãos portugueses não possam ter assistido a este discurso porque de momento não conseguem suportar a despesa da luz, água e/ou gás (galeria de fotografias obrigatória!). Ficariam deveras consolados em saber que o seu sacrifício nos conduziu a todos a este patamar de sucesso.

Endividámos-nos ao ritmo de 10% da riqueza gerada ao ano e sofremos um duro embate com a realidade em 2011. Parte da riqueza que tinhamos era uma riqueza fictícia.

Se olhar em redor do seu cículo político e empresarial irá reparar que a maioria das riquezas continuam reais. O que se tornou fictício foi o padrão de vida de uma classe média e média alta. Que estão bem longe do patamar da riqueza. Quem decidiu e geriu esses 10% acima das nossas posses aparentemente continua bem na vida.

Em 2012 tivemos uma surpresa orçamental. (…) Não é um erro de previsão. Quando fazemos previsões partimos de uma observação do passado e de uma realidade presente (…) Eu tenho noção da realidade (…) A cada trimestre corrigem-se as previsões para refletir as mudanças.

E de quantos trimestres é que precisas até perceber que foi a aplicação das acções para chegar às previsões falhadas do governo que provocaram as mudanças no trimestre anterior?

O programa de ajustamento que temos é com a Troika! Não é com a OCDE! Se o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu dizem que estamos no bom caminho temos de acreditar no que dizem. Eles têm muito interesse em que lhes paguemos a dívida.

Isto foi em resposta às análise de instituições internacionais não relacionadas com a Troika que estimam que as medidas em curso vão agravar a crise em Portugal. Acredito que a Troika tenha todo o interesse em que paguemos a dívida, sem esquecer os juros. Mas até agora não parecem muito preocupados com o nível de prioridade do pagamento da dívida versus impacto social na vida do país. Assim de repente parece-me que essa tarefa deveria caber ao nosso governo. Há dívida e há pessoas. Quem zela por quem nesta parceria?

Em 2013 invertemos para 70% na receita e 30% na despesa o peso do controlo orçamental. Em 2014 queremos atingir o patamar da resolução através de 2 terços em cortes na despesa. (jornalista pergunta se isso significa que os aumentos de impostos e cortes nas pensões são só para 2013) Não, não foi isso que eu disse!”

Parabens Pedro. Conseguiste não dar uma falsa esperança que só poderia ser corroborada daqui a um ano. No passado disseste que em 2012 já estaríamos de saída da crise mas agora sabemos que até 2015 estaremos de castigo.

Estamos a atingir o ponto de equilibrio entre as importações e exportações.

O que liga bem com a fantástica capacidade de previsão do governo. Este foi um facto que surgiu organicamente sem ninguém perceber como, a par do enorme aumento do desemprego. Este fulgor nas exportações foi prontamente cavalgado como uma grande façanha do governo e tornada bandeira da propaganda interna. Claro que reforçaram o apoio às exportações sabendo reagir com inteligência. Reagir, não prever, não planear nem estimular segundo programa do governo. Simplesmente deu sorte. Será esse o segredo? Não ser alvo de medidas correctivas do governo?

70% das despesas do estado são com salários e prestações sociais.

O que quer dizer que se querem que até 2013 2 terços da consolidação orçamental seja fruto do estancar de gastos pelo menos 30% vão ter de incidir sobre estes itens que afetam directamente a vida de milhares…

Nós temos uma constituição que trata o esforço do lado da Educação de uma forma diferente do lado da Saúde. Isso dá-nos margem de liberdade na área de educação para um sistema de financiamento mais repartido.

Para além da nebulosa que lança sobre o que pode acontecer na área da Educação esta é uma afirmação que demonstra o carácter do nosso Primeiro Ministro. Um Primeiro Ministro que identifica debilidades da Constituição Portuguesa numa área fundamental como é a Educação e se prontifica a explorar essas falhas para poder deturpar o conceito de uma Educação igual para todos, se isso significar corte significativo de despesas. Esta afirmação na recta final assusta-me pois apresenta uma mentalidade de chico-esperto explorador do sistema a seu favor ao invés de alguém que se prontifica a melhorar o sistema quando encontra uma falha. Uma pessoa com este tipo de mentalidade corre o risco de se rodear de gente perigosa, gente perita em circundar leis e regulamentos, gente com ligações perigosas a associações obscuras que colocam os lucros à frente de tudo e todos, gente que se preocupa em aparentar saber sem o saber, gente bajuladora que não se importa de ser testa de ferro para experimentações em larga escala.

Apercebi-me depois desta ideia que tenho de parar com estas teorias conspirativas. Foi certamente apenas uma pequena gaffe. Só para me tranquilizar fui prontamente verificar quais os principais braços direitos do nosso PM para conseguir ter uma noite tranquila com a certeza de que homens honestos e capazes conduzem o destino de Portugal. Certamente gente com extrema capacidade, competência e consciência social.

http://www.portugal.gov.pt/ImageGen.ashx?image=/media/143614/primeiro-ministro_pedro_passos_coelho.jpg&class=governmentProfilePicture

https://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/8/8c/Retrato_oficial_Miguel_Relvas.jpg/200px-Retrato_oficial_Miguel_Relvas.jpghttps://i0.wp.com/3.bp.blogspot.com/-JmrBhCtDJyw/T6QqXnzEICI/AAAAAAAAB1c/RNAHhBg_7-U/s1600/Antonio-Borges.eljacaguero%5B1%5D.jpghttps://i0.wp.com/upload.wikimedia.org/wikipedia/pt/thumb/7/7b/Retrato_oficial_Vitor_Gaspar.jpg/200px-Retrato_oficial_Vitor_Gaspar.jpg

O Plano B, devolvam……….. tudo!

Saberia ele já, que teria de apresentar um plano B, estaria ele já, com ele na cabeça?

Provavelmente!

Acreditando que sim, foi certamente com grande sentido de Estado que se proferiram tais palavras, para os mais distraídos um recado do tamanho do mundo, não fosse ele considerado independente mas com informação privilegiada.

Vejam lá a lata do puto, dirão os catedráticos no partidarismo, académicos de hemiciclo, doutorados em legislaturas, honoris causa em coloração sectária.

Todos fazemos ofertas nos peditórios Nacionais para os mais diversos fins, sempre conscientes que estaremos a ajudar alguém em piores condições que as nossas, mas sempre no anonimato, ele optou por divulgar amplamente a sua beneficência, acho bem, afinal fartos de falsas modéstias andamos todos nós.

Dado o mote a nível particular com enorme sentido de solidariedade perante alguém que outrora prestou ajuda na sua formação, deixando transparecer o verdadeiro sentimento que mesmo sabendo que esse alguém, esbanjou inabilmente durante longos períodos, não poderá ficar sem ser restituído dos valores intrinsecamente adiantados.

o buraco

Bofetada de luva branca, bem ao seu estilo considerando que a educação que devia ser garantida e gratuita para todos, terá de ser vista como um aplicação e como em qualquer outra, o investidor tem o direito de ser ressarcido.

Aos outros porém, a quem ele no seu subconsciente considera eventualmente usurpadores, podem mesmo não ser pedidas devoluções do financiamento da sua formação, até porque a mais importante não é a académica mas sim a da personalidade, carácter e  princípios.

Consciência generalizada de que existem dois mundos, o que já passou e o futuro devem então ser separados, equacionando um desígnio para o futuro, mas este dependente do outro, o passado.

Mandam os cânones do direito que se faça tudo para não lesar o cliente, ora esse cliente eramos todos nós, mas todos, não só eles, os outros, catedráticos em finanças públicas, deveriam ter sabido gerir, ainda os ligados á engenharia deveriam ter sido expeditos em cálculo matemático. Facto é que uns deixaram o cliente ser encarcerado, outros geriram nocivamente juntando-se a esses quem não memorizou a tabuada.

Aproveitando a altura de devoluções impostas e não voluntárias, como a de devolver trabalhadores á inatividade, devolver subsídios para que lhes sejam no virar da esquina novamente entregues como mais uma devolução forçada, pode ele resolver de uma vez por todas estas questões, protegendo-se na obrigatoriedade da apresentação dum plano B e impor voluntariamente mais algumas… aproveitando para simultaneamente devolver a democracia.

Quem sabe mesmo se o autor de palavras de tal grandeza pode contar com a ajuda de outro mencionado já em finais do século passado, como um dos “Global Leaders for Tomorrow” considerado mesmo um “Political Star”.

A metodologia deve ser simples, como a simplicidade aplicada na taxação dos impostos, sempre numa escalada sem fim. Todos os intervenientes na governação fazem prova de rendimentos e bens, o Estado só tem de cobrar, não os custos da educação que lhes proporcionou, pois é pessoa de bem, mas sim os valores implicados aos período em que exerceram funções governativas.

Se durante as ultimas décadas cavaram tamanha lacuna, devem ser os próprios maioritariamente a responder por ela, sem esquecer os sorvedouros partidários e até os subvencionados, seguindo-lhe o repto, devolvendo, com retroativos e ajuste cambial para os mais antigos. Basta contabilizar as últimas três décadas e as contas seriam fáceis de fazer, daria pr’aí, mais que muito dinheiro, rios dele, uns biliões de euros.

A enormidade das necessidades é tal que estaremos a falar de “peanuts”, mas moralizava e lá diz o ditado “grão a grão…”

devolução

O regresso do RUMPELSTILTSKIN

Rumpelstiltskin

Insistentemente adormecidos pela fábula que nos iam contando, teimávamos em manter a conta com saldo positivo, pedindo cada vez mais palha a passando noites em claro até á exaustão. Acontece que o duende foi-se vangloriando e aos poucos desvendando o seu nome. O ignorante foi descoberto e… Caput! Zangou-se, desapareceu e não mais haveria a fértil prestidigitação.

Assim diz a fábula dos irmãos Grimm onde tudo se torna possível, transportando-nos para um conto de fadas, de gnomos, de duendes, enfim de magia. Mas só nelas funciona assim.

Eis se não quando, surge saltitante por entre a obscura floresta de gabinetes salvaguardo já por outros mestres em produzir ilusões o Rumpelstiltskin, informando vagarosamente para que todos percebam que não tendo voltado atrás, reconsiderou, afinal saberem o seu nome não tem assim grande importância, podendo dar-lhe até notoriedade.

Ironicamente, bem ao seu estilo desvendará como se tornará novamente possível, transformar mais palha em ouro.

Vivêssemos nós num conto de fadas e tudo seria diferente, infelizmente a realidade é outra, nem uma dúzia de duendes nos salvará devido á quantidade de palha necessária.

Por mais noites que as filhas casadoiras do reino passassem a fiar na sua companhia, não iriam conseguir o tão almejado matrimónio, pois deixou apenas de ser o rei a ter de ser sustentado. A emergente fidalguia está sedenta e nem todas as planícies douradas do nosso Alentejo juntas chagariam para satisfazer as suas necessidades.

O escoadouro do vil metal é de tal forma gigantesco que por mais que se inventem novas medidas extractivas, não serão alternativa por um único motivo, o cultivo.

A seara está a secar, fruto de insolações constantes e de um sistema de irrigação outrora de grande capacidade utilizado somente para encharcar restritos canteiros, substituído posteriormente por um inábil sistema de gotejamento.

Inteligentemente o mágico indica a alguns, cultivos mais agrestes ao estilo de Trás os Montes, adestrando os que teimam em não se “pirar” optando antes por manter a sobrevivência junto às suas raízes, ocultando porém que por lá existem zonas onde, “são nove meses de inverno e três de inferno”.

A cooptação involuntária certamente continuará mas como já elucidado noutra fábula, são precisas cautelas, não vá matar-se a galinha dos ovos de ouro.

Galinha

Optimist

Julgando-se comandante de um Galeão da carreira das Índias, declama “Os Lusíadas“. As analogias náuticas que se seguiram à assustadora prova de sensibilidade e cultura, são igualmente mobilizadoras, plenas de emotividade e sonolência. Não encanta, nem navega. Estamos perante um petiz, um aprendiz de Optmist. Explica as crenças de Agosto, mas deixa-nos a dúvida se detêm carta de marinheiro. Não sabe onde fica o cabo das tormentas, mas repete à exaustão a mitológica ameaça do Adamastor. Não camba, clama vela cheia, por isso caça a grande. São as talas que lhe criam a ilusão, mas o aprendiz ignora. Emerso, abraçado à âncora da solução única afoga-se o tripulante, o contribuinte. Estamos sem patrão de alto-mar ou mesmo de costa, e mesmo assim rumamos ao oceano sem içar a âncora. Queimamos as amarras para que se calem os velhos do Restelo, enquanto o comando contínua a alijar a economia. Alguém lhe explique que o chicote é apenas a extremidade de um cabo!