Category Archives: Teorias da Conspiração

Difamação pura, dura e absurda, sensacionalista sempre que possível, mas genericamente acéfala e desprovida de respeito por credos, espiritualismos, ambientalismos, etc… Enfim, os “ismos” em geral e a parvoíce em particular.

Sem título (mas com memória)

Não é do Aleixo

 

Sempre que falam em PPP’s, eu, que sou do Norte, digo «PQP, estou farto disto!» e ocorre-me sempre uma pergunta; e uma história.

A pergunta é «quando é que esta M acaba?», e a história, é a do ladrão (realmente) que vai às uvas e do companheiro que fica à espreita (escondidamente).

A jurisprudência chama-lhe cúmplice, não é?

Mas, será que quem, elaborando contratos leoninos transformando futuros incertos em rendimentos crescentes e garantidos, tem nome? Você sabe? Alguém sabe? Não é para lhes dar os parabéns pelo douto profissionalismo. Não!

Embora mereçam…

É para ver se circulam envergonhados pelas ruas (!) ou, se estão para aí acantonados n’algum cargo público (quem sabe até a dar aulas e ensinando), e, também para estar prevenido caso sejam (nunca se sabe…) um dia, escolhidos para ministros (salvo seja!).

 

PS – Não confundir a história com “a raposa do Esopo”, porque essa, coitada, seguiu caminho com a barriga vazia.

http://www.tvi24.iol.pt/programa/4407/134

http://visao.sapo.pt/conheca-os-responsaveis-das-ppp=f689608

Notas: A figura, não é do Aleixo, e o PS, é de Post-Scriptum.

MH 666

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Desde o inicio da legislatura que os membros do governo e dos órgãos de soberania foram condenados a voar em turística. Duríssimas medidas! Mas esses dias acabaram, essa desprestigiante prática chegou ao fim. Não, o orçamento nem tem folga! É o mercado! Apesar de Adam Smith nunca ter visto um avião, uma vez mais se confirma a valência premonitória deste autor. Brilhante!

Dizia eu “é o mercado”: Pois bem, após o encorajador exemplo da FPF – Federação Portuguesa de Futebol , ao decidir preterir dos serviços da TAP,  a lei da oferta e procura ditou novas regras. A Companhia aérea Malaysia Airlines promoveu uma acção comercial junto da Lusofonia. Parece que a fraca procura permitiu uma tarifa absolutamente excepcional em classe executiva. Mais barato que a mais barata das lowcost. Prova provada que deixados a si próprios, os mercados funcionam às mil maravilhas.

Observe-se o exemplo da X Conferência de Chefes de Estado e de Governo (CCEG) da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Os líderes de todos os países membros voaram até a paradisíaca Ilha de Timor leste ao abrigo do acordo da companhia aérea malaia com a Lusofonia. Todos os países marcam presença ao mais alto nível, com excepção de Angola e do Brasil, cujos presidentes recusaram o catering de Kuala Lumpur. Ou então, qual desculpa “Alberto João Jardim“, apenas não querem estar presentes no momento do alargamento desta comunidade, pois não apreciam a língua castelhana. Manias…

Todos os nossos governantes regressarão via Damasco, no voo MH666.

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*** PROGRAMA DA TROIKA ***

*** BEM-VINDO À INSTALAÇÃO DO PROGRAMA DA TROIKA ***

Antes de mais queira saber que lamentamos ter chegado ao ponto de ser necessária a nossa intervenção para recuperar a operacionalidade total dos seus recursos disponíveis. Provavelmente terá descurado a administração de sistemas ou sofrido da infecção por viroses que desviam e absorvem toda a energia produtiva via sugadouros obscuros.

Felizmente tomou a decisão acertada ao recorrer ao nosso programa para correcção de erros e recuperação de danos causados pela sua desleixada gestão autónoma. Beneficie de décadas de experiência acumulada onde temos crescido com os nossos próprios erros.

Contudo devemos preveni-lo que trabalhamos em baixo nível, usando um low profile de sistema e executando mudanças estruturais muito para além do ponto de restauro de segurança. Existem riscos e eventos inesperados que podem levar este programa a danificar o seu sistema.

Tem a certeza que quer instalar este programa?
> Sim_

Detectamos a execução de firewalls e antivirus. Para evitar falsos alertas o Programa da Troika terá de desligar todo o tipo de programas de regulação, monitorização e protecção contra ameças externas. Deseja continuar a instalação?
> Sim_

Desinstalando todo o tipo de Firewalls e Antí-Virus existentes no sistema……. OK

A Troika está a analisar os seus recursos………. !!! ………. ??? ………. €€€ …….

Detectamos uma série de pastas escondidas que ocupam um grande número de recursos disponíveis. Pretende
[1] tornar essas pastas visíveis para análise e histórico do desperdício em termos de volume e autores do seu consumo
[2] remover pastas sem manutenção de histórico impossibilitando apuramento de acontecimentos e responsabilidades
> 2_
Removendo pastas invisíveis……………….. OK
A Troika está a analisar os seus recursos…………………… recursos insuficientes para a instalação!

Para garantir o sucesso da instalação será necessária a remoção de parte ou da totalidade dos seus ficheiro pessoais e essenciais sem garantias de backup. Deseja continuar a instalação?
> Sim_

Obrigado pela solícita autorização expressa para a instalação do Programa da Troika!
Por precaução e para evitar a contaminação do novo sistema procederemos a uma formatação total do sistema actual.

Formatando………. OK
Alocando recursos necessários para execução do sistema operativo….. OK
Estabelecendo novas políticas e regras de funcionamento….. OK
Instalando agentes necessários para monitorização…….. OK

Parabens! O seu novo sistema operativo está devidamente instalado! Para garantir o seu correcto funcionamento não terá permissões para instalar qualquer outro tipo de programa.
> abrir pasta pessoal_
ERRO: Pasta não existente!
> abrir rede social_
ERRO: Pasta não existente!
> criar pasta pessoal_
ERRO: não tem permissões para criar pastas pessoais
> criar pasta qualquer_
ERRO: não tem permissões para criar pastas quaisquer
> help_
ERRO: comando não reconhecido
> uninstall_
Confirma que pretende a saída do Programa da Troika?
> Sim_

Removendo ficheiros do programa da Troika………OK
Preparando sistema para facilitar futura instalação do programa da Troika……OK
O programa da Troika terminou a sua saída limpa.
Após o reiniciar proceda à instalação de novo sistema operativo.

Loading…………
ERRO: não existe um sistema operativo instalado!
> D:\luzfundotunel\install.exe_

*** BEM-VINDO À INSTALAÇÃO DA LUZ AO FUNDO DO TÚNEL ***
O sistema operativo Luz ao Fundo do Túnel é um software gratuito construído por todos para todos. Garantimos governação e operacionalidade sem custos externos nem desperdício de recursos.

Estamos a analisar os seus recursos……………………………………………………
ERRO: Insuficiência de recursos ou recursos existentes irremediavelmente danificados!

> D:\programatroika\reinstall.exe_

Perder a Cabeça

1Na terra da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, comemora-se hoje a Festa da Federação, feriado nacional que celebra a tomada da Bastilha. Uma data histórica, um marco civilizacional! Faz hoje 225 anos que os oprimidos assumiram o papel de opressores. Lembrei-me do destino daquela que um dia recomendou os brioches como sucedâneo do pão: Maria Antonia Josepha Johanna von Habsburg-Lothringen de baptismo, Marie-Antoinette ou simplesmente Maria Antónia, Arquiduquesa da Áustria, e por casamento Rainha de França. Inocente e pura, também brincava aos pobrezinhos. Pouco mais de 3 anos depois da tomada da Bastilha, foi a vez de os pobrezinhos brincarem aos monarcas. Usaram a invenção genialmente simples do doutor Zé-Inácio, a guilhotina. 2Foi uma festa! Gostaram tanto que mais tarde decidiram usa-la até entre eles. Os carrascos tiveram a oportunidade de testar pessoalmente o seu anterior instrumento de trabalho. Foi uma grande confusão, uma grande partida que o destino lhes pregou. Não terá sido a primeira, nem por certo a ultima vez que o destino fez das suas.

Muitos anos antes, em Viena de Áustria, era ainda Maria Antónia uma criança, senhora sua mãe recebeu a visita de Leopold e dos seus dois filhos pródigos, Maria Anna Walburga Ignatia e Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus. Este ultimo, excitado com a oportunuidade de maravilhar a realeza com a sua prestação artística, terá tropeçado e caído. Maria Antónia levantou-se da sua cadeira e ajudou-o a levantar-se. Grato, mas ousado e destemido retorquiu “é muito gentil, quando crescer casar-me-ei consigo”. Todos sorriram, para grande alivio do pai da criança que hoje conhecemos como Wolfgang Amadeus Mozart. Foi o destino.

Apesar de ter trabalhado arduamente deste a infância até às vésperas da sua morte, Wolfgang morreu pobre. Deixou inacabado o seu magistral Réquiem. Nunca o ouviu, pois o seu funeral foi simples. Como qualquer pobre, foi lançado numa vala comum, sem cerimónia. Parece que o destino nos está sempre a pregar partidas, mas não deixa de ser desconcertante imaginar quão mais doce a vida poderia ter sido para Wolfgang Amadeus e Maria Antónia, se esta tem aceite o impertinente convite de casamento. Wolfgang poderia ter vivido mais anos, mas poderia não ter composto de forma tão intensa como o fez e consequentemente o mundo seria hoje muito mais pobre. Maria Antónia, por sua vez, poderia ter partilhado o destino do proponente, as desventuras e a pobreza, mas nunca teria perdido a cabeça…

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Está bom de Sal?

O caldo reduz em lume brando. Ingredientes? Os tradicionais. Nutrição, eis a questão. O segredo do caldo está na forma como é servido. Da panela para a terrina nada se perde, mas da terrina para o prato e da colher até à boca, tudo pode acontecer. A uns, poucos, calham nutritivas porções, aos outros, água, ou mesmo nada. Com sorte, mata-se a sede.

caldo
Então e a nutrição? É a que temos. Metade dos comensais, ilustres eleitores e contribuintes, contribui mas não vota. Paga, mas não opina. Essa “coisa” da distribuição dos rendimentos não lhes diz respeito. Ciclos viciosos? Promiscuidade entre politica e economia? Sim, claro que sim, mas votar nem pensar. Afinal quem rebate a famosa frase “são todos iguais, querem é tacho”? Ninguém! Como pode uma população ser simultaneamente tão sábia na análise e tão burra na acção. Não vota, entrega o tacho. Assim sendo, os tais bem nutridos, comem, repetem e ainda contemplam a nossa busca por migalhas enquanto saboreiam a sobremesa. Salgado sai, bem nutrido, entrega o tacho. Mas isto insonso não fica. Entram os profissionais, os tecnocratas. Parece que o amadorismo dos que saem não lhe correu particularmente mal. Há rumores sobre reformas um tudo-nada acima da media. Teremos novos “Chefs” da panela-de-pressão. Dizem que assim se garante a solidez do banco. Isso! Um grupo é um grupo, um banco é um banco. Mesmo que o primeiro se sente no segundo, ou vice-versa. Semelhanças só nas cores e no nome. De resto, qual parvalorem, o mal para um lado, o bem para o outro. Onde é que já vimos isto? É uma questão privada, logicamente, decidem os accionistas. Está certo. Soberanos na sua decisão, optam por imitar os chineses. Escolhem alguém que tenha recusado oCALMA cargo de ministro das finanças, alguém sério e idóneo. Imparidades? Poucas, nada que os fundos públicos não possam cobrir, nem que seja pedindo emprestado.

E que outras  iguarias se preparam neste grande concurso de cozinha tradicional? Um pouco de tudo, desde votar contra o cozinhado italiano sobre o pacto orçamental, passando pela adorável disputa ao lugar de alcaide do castelo do rato, até à privatização da Imprensa Nacional Casa da Moeda. Diz que dá lucro. Imagine-se a vergonha, uma empresa de capitais públicos que dá lucro! O que fazer? Vender! Que tal “a investidores institucionais”? Singelo eufemismo para “a quem mais nos convier”. Nada como agradar aos accionistas mesmo antes de estes o serem. Tudo legal, tudo legítimo, pois a posteriori saberão nomear as pessoas certas, os profissionais! Sal quanto baste para durar mais uma legislatura. Não votem, não atrapalhem os mestres da culinária.

Europeias 2014

Que celebração, que vitória! A maior força politica nacional, a abstenção, mostrou a sua raça. Esmagadora. Não se trata de rejeição, nem preguiça. É pior. É convicção! Cada um olha pelo seu umbigo e salve-se quem poder. Não é bonito, mas é verdade. Não escolhem mas elegem. Serão 21 deputados. Um deles foi eleito com menos de 240.000 votos. Quem é ele? Um empreendedor, está bom de ver: Qual Manuel Sérgio dos dias de hoje, fez aquilo que ninguém faz, observou os números. Compreendeu algo muito simples: Se a maioria não vota, cada voto vale o triplo. Nem necessitou de grande orçamento para campanha. Mal de nós se em vez de representar quem o elegeu, optar como os demais, por se representar a si próprio.

Os verdadeiros resultados. Fonte:  http://www.europeias2014.mai.gov.pt/

Os verdadeiros resultados da europeias 2014
Fonte: http://www.europeias2014.mai.gov.pt/

Os “vencedores” de ontem obtiveram o voto de 10% dos inscritos, e os “derrotados mas pouco”, 9%. Fascinante não é? Os partidos do regime, representarão um quinto dos eleitores (20%). Claro que juntos elegeram mais de metade dos deputados ao parlamento Europeu. Não é bom? É óptimo… Talvez seja o início do fim da hipocrisia, da diferença fingida, da alternância sem mudança. Os apelos de sua excelência, el Rey de Boliqueime serão finalmente ouvidos. Pacto de regime, união entre todos, pois de outra forma não existirão maiorias absolutas nas próximas legislativas. Clarificador. Eu por mim, mantenho o apelo à “dictadura”.

O que dizer das mais de 250.000 pessoas que se deslocaram às respectivas assembleias de voto para anularem o dito, ou o entregarem em branco? Agradeço o seu gesto, simbólico mas pleno de significado. Foram lá. Graças à lei eleitoral, também eles engrossaram as fileiras da força oculta, dessa vontade não expressa que é a abstenção, imponente que sem ambiguidade disse: está tudo bem, façam como entenderem. Eles agradecem. Assim farão.

E se começasse a funcionar o Povocíonio… o verdadeiro!

empregoE se um dia as coisas fossem mesmo assim…

Mais uma vez vem a cena a obrigatoriedade de voto, curioso ou não á porta de mais umas eleições, parece que o modelo está até a ganhar adeptos, ou pelo menos a reavivar-lhes a memória.

A ideia não é descabida de todo, tanto não o é, que existem países a aplicar esta prática.
Pode até ser uma ideia mirabolante, mas se acompanhada de normativos transparentes da gestão partidária seria benéfica, caso contrário estarão novamente com meiguice a circundar o problema sem ir ao cerne da questão.

Para a generalidade, possivelmente uma alteração proveitosa e não tão estranha como ao início possa parecer. Certamente que uma grande maioria dos recenseados são pais e como tal já se habituaram a uma nomenclatura similar que é o Paitrocínio, largamente aplicado numa infinidade de pequenos clubes e colectividades em que os seus petizes praticam desporto.

O paitrocína os treinos porque custam dinheiro, os equipamentos porque são caros, pagando assim para fazer publicidade, as deslocações porque são onerosas e por aí fora…. Almejando que um dia os catraios tendo jeito, se apaixonem pela modalidade e quem sabe mais tarde ter a sorte de terem sucesso e serem miseravelmente compensados por engrandecer o nome da nação cá dentro e lá fora, sim porque os Ronaldos são uma ínfima percentagem dos desportistas. Tempos houvera que não era assim provavelmente nos tais, que agora nos dizem, “Vivíamos acima das nossas possibilidades”.

Ora quem equaciona a obrigatoriedade de voto, quase sempre “á margem” de qualquer coisa, fá-lo também pela rama da coisa, dizendo que “… pelo menos nas legislativas”, evitando comentários opositores. Realmente o que se pretende é que com isso se aumentem as receitas directas aos partidos, porque cada voto vale dinheiro.

Morreriam assim as subvenções partidárias e as suas veementes oposições, digamos que desta forma era tudo mais simples, “voto obrigatório, dinheiro em caixa”!
Sobejamente sabido é que todos os actos eleitorais estão intrinsecamente relacionados com as forças politicas, assim sendo, demagogias á parte podem mesmo ser obrigatórios os votantes em todas as idas às urnas.

Cada cidadão quando lhe é dado o título de eleitor, passaria também desde de que empregado, voluntariamente e ser obrigado a filiar-se partidariamente, porém sem direito a período de fidelização. Pagaria uma cota mensalmente de 1 euro, imaginem só o dinheirão que não é 1 euro mensal por cada eleitor, sendo que para o próprio é pouco mais que uma bica. Assim fosse e a melhoria seria significativa, a preocupação primária seria levar os níveis de desemprego a mínimos históricos…

Em números actuais seriam bem mais de 500 mil euros em receitas mensais!

A obrigatória promiscuidade de muitos deixaria de fazer sentido acabando o medo das represálias, ficaria sabedor da cor do chefe ou do vizinho sem preconceitos. Liberdade total dispondo da mesma facilidade de quem ele elege. Todos passariam a parafrasear a velha máxima até agora exclusiva desses círculos, “O que ontem era verdade, hoje deixou de o ser”… Mudei!
Seria até um brio exibir o recibo de salário aos amigos dizendo, tás a ver aqui abaixo do desconto para o sindicato… Este mês patrocinei o meu partido!

O eleitor faltoso, ficaria voluntariamente obrigado e pagar uma coima em caso de falta injustificada. Como ninguém gosta da faltar ao acto sabendo que este até já custou uns cobres, lá iriam firmes e hirtos. Os aparelhos partidários passariam finalmente a ser possuidores da tão pedida transparência, oferecendo os serviços por um valor fixo e como na maioria dos restantes casos.

Ganha, quem melhor serve o freguês.patrocinio

Aumentando o espólio da NSA…

mapaO trágico acontecimento abriu noticiários por todo o mundo…

Desapareceu um avião da Malaysia Airlines, um Boeing 777-200ER, com 239 pessoas a bordo (227 passageiros de várias Nacionalidades e 12 tripulantes). Um aparelho capaz de percorrer uma distância de mais de 14.000 Km, em condições de voo normais, nunca voando a baixa altitude com a já apontada finalidade de não poder ser localizado.

Feito o escrutínio das vidas dos passageiros e tripulação, começam as especulações sobre os motivos plausíveis de tal catástrofe, são feitas investigações aos simuladores de voo do comandante e descobre-se que este teria pairado virtualmente sobre a ilha desconhecida até então para o comum dos mortais, Diego Garcia, ilha essa base militar certamente em alerta máximo permanente. Até a fraseologia aeronáutica foi motivo de imaginação de cenários menos ortodoxos, vindo posteriormente a ser confirmado que as utilizadas foram as corretamente aprovadas.

Uma das ultimas localizações, com fundamento em sinais registados alegadamente por satélite indicam que teria um posicionalmente muito próximo ao limite de distância capaz de atingir, levando a pensar que teria esgotado a sua capacidade de vida e por isso perecido nas águas do Índico, continuando contudo a não serem visíveis quaisquer destroços.
Tantas horas no ar, sem avistamento tecnológico evidente, mesmo sabendo que existem normativas aplicáveis neste tipo de acontecimentos que estão rigorosamente definidas e todas elas se iniciam “apenas” no seu timing certo.

Curioso, ou não, pode ser o facto de ter sido considerado o denominado “Corredor Sul” como rota possível do avião, pois verifica-se que se a opção de rota fosse para o lado da tal ilha, o aparelho não teria capacidade para chegar ao ponto de aterragem a seguir a ela, que seriam as Ilhas Mauricias quanto mais a Madagascar, teria pois de fazer a abordagem a uma base militar fortemente equipada de meios bélicos com tecnologia de ponta, quiçá já em mínimos de combustível.

Estas palavras poderão ser alvo de averiguações por parte da NSA, já que os tais meios tecnológicos de última geração captam milhões de informações por minuto, baseadas em “targets” pré definidos, tendo mesmo nos seus arquivos ficheiros de dois terços dos líderes Mundiais, seguramente de todos os que alegadamente ajudam nas buscas. Sei lá… Pode até ajudar mais uma teoria, a não ser que a verdade já esteja pré definida aguardando somente o momento oportuno como quando desenterraram ditadores e descobriram alegados terroristas, nos locais mais inóspitos.

Find

Top Secret

Imagino o que poderia ser o “resumo de imprensa” no relatório semanal de um espião residente entre nós. Talvez um agente secreto ao serviço de uma grande potência rival. Malta ou o Chipre por exemplo. Primeiro a síntese, depois o diálogo. Qualquer semelhança com a realidade é igualmente disparate. logo

Relátório Semanal

“Resumo de imprensa: Fonte ilegítima, acreditada, mas não confirmada, terá alegadamente suspirado em off que certas e indeterminadas pessoas teriam seguramente concordado com a hipótese de sob tese considerar a validade do principio da incerteza de Heisenberg no contexto da cidadania e da legitimidade representativa, especialmente quando reflectida nos efeitos práticos do termo “temporário” no léxico legislativo.”

Comentário do superior hierárquico:

“ – Ok, quadro sem evolução. Cansa não é?

PS: Atenção às contas de telefone!

Resposta do agente secreto:

“ – Confirmo. Cansa. Mas se eles aguentam, nós também temos a obrigação de aguentar.

PS: são ossos do ofício chefe, estão sempre a dizer para eu ligar para ganhar carros e prémios em dinheiro.

O Chefe responde:

“ – Muito bem. Estamos contigo.

PS: olha lá, mas isso dos carros não é com o NIF nas facturas?”

O agradecimento final:

“ – Obrigado. É bom sabe-lo.

PS: É em todo o lado chefe, dão carros em todo o lado!”  

 

 

Compreensão da Confiança dos Mercados

Recentemente ouvi na rádio alguém ligado ao governo a malhar nos assinantes do famoso Manifesto dos 70 dizendo que emitem opinião sem ter conhecimento aprofundado sobre os problemas do país. Mais recentemente ouvi Durão Barroso em entrevista a dizer que o manifesto foi um erro crasso que veio fragilizar a posição de Portugal nos mercados.

Pus-me a pensar e realmente reconheço que conhecimento sobre a situação real é algo que não é partilhado com os portugueses. E coloquei-me no lugar de um investidor internacional. Afinal se actualmente estão com indíces de confiança no investimento da nossa dívida equiparados aos de 2009 é porque a análise puramente lógica, racional e fria dos números, nos permite tirar conclusões positivas e optimistas sobre o nosso futuro.

Sendo assim compilei aqui uma série de indicadores que espero virem a trazer algum esclarecimento sobre a lógica dos mercados face ao investimento na dívida de Portugal. Comparei a informação disponível à data das boas taxas de juro em dois períodos no tempo.

Indicador 2010/01 2014/03 Observações
Juros Dívida a 5 anos <3% <3% Revelador do mesmo nível de confiança no investimento na nossa dívida pública.
Dívida Pública em % PIB 78,8% 130% Um aumento estrondoso do nosso endividamento que nos torna mais dependentes e ‘submissos’ a credores.
Dívida Pública 132 747,3 M€ 204 252,3 M€ 51 pontos percentuais acima são +72 mil milhões de euros em dívida
População Residente 10 568 247 10 514 844 Menos 54 mil pessoas? Os mais de 200 mil emigrantes ainda contam?
População Activa 5 582 700 5 389 400 Ok, aqui está em linha com números de emigração! Bom trabalho nesta contagem!
População Empregada 5 054 100 4 978 200 Talvez fosse bom definir o que é um emprego? Só em 2013 contabilizavam-se menos 229 mil postos de trabalho.
Taxa de Desemprego 9,5% 16,3% Quase o dobro em termos oficiais. Juntando os ‘desencorajados’ e o real ainda é pior!
População Desempregada 528 600 875 900 Sem pudor podemos falar de 1 MILHÂO de desempregados!
Receita IRS 8 950,9 M€ 9 085,5 M€ Menos postos de trabalho e mais receita de IRS? O governo só pode estar a fazer qualquer coisa bem…
Número de Empresas 1 198 781 1 062 782 Por artes mágicas desapareceram mais de 135 mil empresas em quatro anos. Magia negra?
Receita IRC 4 540,3 M€ 4 280,5 M€ Uma perda de mais de 1 900 € por falência.
Emigração ??? 121 418 Sem números de 2009 é ainda mais corajoso o incentivo ao desconhecido: a emigração.
Nascimentos 99 941 89 841 Menos bocas, menos consumo, menos despesa.
Idosos
por cada 100 jovens
118 130 Calma, o corte contínuo e progressivo de pensões poderá ajudar a corrigir isto.
Despesa com
Administração Pública
83 874,4 M€ 78 243,8 M€ 5 mil milhões de euros a menos de despesas sendo que 2 mil milhões resultam dos cortes em pensões e salários da função pública.
Salário Mínimo 450 € 485 € Boa boa, uma evolução de 5 € ao ano. Quase que dá para absorver um dia do aumento dos custos em transportes, energia e bens de primeira necessidade.
Taxa Risco Pobreza
(antes de transferências sociais)
43,4% 45,4% Ok, mantemos uma certa uniformidade com quase metade da população portuguesa no limear da pobreza se não tiver qualquer apoio social.
Taxa Risco Pobreza
(após transferências sociais)
17,9% 17,9% Boa, neste indicador não andámos para trás! Graças a Deus que muitos pobres potenciais emigraram em massa!
Consumo Privado 110 546,8 M€ 111 954,7 M€ Apesar de tudo gastámos mais dinheiro! Nada como um aumento do custo de vida para polir um indicador económico.
Volume de Negócios do Retalho da SONAE em Portugal 1 132,6 M€ 3 415,0 M€ Mesmo em tempos de crise ainda há quem saiba fazer a ordenha!
Volume de Negócios do Retalho da Jerónimo Martins em Portugal 2 193,6 M€ 3 250,0 M€ A crise tem pelo menos duas boas ordenhas!

Curioso como os indicadores atenuam e mascaram por completo a realidade social vivida e sentida pela população.
Desperta-me particularmente curiosidade o facto de empresas como a SONAE e Jerónimo Martins aumentarem os lucros nas suas redes de distribuição Continente e Pingo Doce. Isto porque quem frequenta os seus espaços comerciais vê com frequência as pessoas a fazer as suas escolhas em função do preço e não da qualidade do produto. O que me leva a especular que os portugueses andam a pagar menos, para comer pior, com lucros maiores para quem aparentemente ‘facilita’ a aquisição com custo mínimo de mercado. E os seus fornecedores? Poderão gabar-se de tal aumento de volume de negócios?

Para concluir olhando para a informação, fácil e publicamente disponível, um investidor atento a pormenores poderia resumir a análise de Portugal em início de 2014 vs Portugal em início de 2010 com 3 chavões 1) o Portugal de hoje está mais endividado, 2) com menos consumo (diminuição de poder de compra e menos consumidores devido a cortes, desemprego e emigração) e 3) com um estado mais fragilizado que terá de cortar apoio social à quase metade da população que ainda se mantém no limiar da pobreza.

Se em início de 2010 com os dados disponíveis os investidores projectavam um cenário optimista, hoje com os dados em cima da mesa o cenário não pode de todo ser idêntico ao idealizado na altura. Ou seja, um investidor na divida pública Portuguesa só pode estar a borrifar-se para os indicadores sócio-económicos do nosso país. ‘Provavelmente’ existem factores externos que anulam a necessidade de valorizar estes números. Caso contrário a única explicação alternativa possível seria uma hipotética manipulação das taxas de juro, à medida das necessidades da manutenção de estabilidade de um sistema político e económico que vive no ponto de equílibrio entre o retirar a máxima rendibilidade das dificuldades de um país e o garantir da sustentabilidade do mesmo.

Será que estas variáveis podem explicar o inexplicável?

2010/01 2014/03
Próximas Eleições Europeias Junho de 2014 Junho de 2014
Peso de Portugal na Coerência da Europa Residual Crítico
Maior Responsável por Governação no último triénio Governo Português Troika
Portugal = Bandeira da Aplicação de
Fórmulas Austeras de Gestão Governamental
Não Sim

Resumindo as baixas taxas de juro nada têm a ver com a melhoria da vida em Portugal mas sim com a garantia de que a teta para estes lados pode continuar a jorrar, mesmo que com um caudal mais fraquito. “It’s all about money”, tal como comprovado pela tentativa de recompra da dívida para baixar despesas com juros futuros que ficou aquém das expectativas porque os seus detentores preferem aguardar pela colecta dos juros contratualizados à data da sua compra do que antecipar uma receita mais baixa. O seu lema?

 

“Estamos cá para ajudar(-nos)”

No Spend Update, Interest Rates, Rich People And Money

Sites e Artigos de Referência:
Juros da dívida a cinco e dez anos estreiam novos mínimos do início de 2010
Dívida pública portuguesa deve superar os 130% do PIB em 2014
Juros da dívida a cinco e dez anos estreiam novos mínimos do início de 2010
Volume de negócios da Sonae cresce 6% em 2009
Lucro da Sonae SGPS atinge 319 milhões de euros em 2013
Grupo Jerónimo Martins divulga Vendas 2009
Vendas da Jerónimo Martins deverão ter crescido 11,8% em 2013
Guia de perguntas e respostas para acompanhar os juros da dívidaHá 4,5 milhões de pobres
PORDATA