Sempre-em-pé

Aconteceu ontem, no País dos Brinquedos, a reeleição quase unânime. Sem Sonso ou Mafarrico a baralhar as contas, o processo foi claro, inócuo, mas simples. É assim que os brinquedos gostam. Abram Alas! A seu tempo trataremos do Noddy, o ingénuo mas muito leal e justo protagonista destas aventuras, mas para já vou adiar.  Compreendam, tenho um trauma musical. Há temas assim, marcam pela violência como invadiram os nossos lares.

Como pai, sei que não estou só nesta minha profunda aversão à banda sonora, comum a muitos cuja prole ronda hoje os 15/16 anos de idade. Reconheço, é uma empatia impossível de explicar a quem não partilhou a vivência, por isso avanço para o herói do dia, o mestre dos não assuntos. Diz sempre o que não é, é o que não diz ser, e coerentemente fez sempre o contrário daquilo que prometera fazer. Refiro-me, obviamente ao Sr. Sempre-em-pé. Disse, e foi peremptório, não ser um sempre-em-pé, ou seja, é. Julgo ser esta a regra de desencriptação das suas mensagens. Como sempre, é à excepção que compete confirmar a regra.

Neste caso a excepção manifestou-se na incompreendida declaração da passada sexta-feira. Foi sincero, partilhou o seu entendimento sobre a ética aplicável aos ex-governantes. Disse que não podem ser uma “espécie de eunucos”. A forma mais simples de explicar esta frase obrigar-me-ia a recorrer ao vernáculo, o que recuso, por isso opto por uma explicação menos instantânea: O Sr. Sempre-em-pé entende que depois de mandatado para a prática do coito continuado, deve a população aceitar que o ex-governante mantenha intacto o privilégio de cópula após ter cessado funções.

O símbolo desse privilégio é o pin na lapela…

 

sr-sempre-em-pe

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About Gonçalo Moura da Silva

... um homem ao Leme. "A minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tangem e rangem, cordas e harpas, timbales e tambores. Só me conheço como sinfonia. "

Posted on Março 7, 2016, in Escárnio e mal-dizer, Heróis da BD, Programas de Televisão and tagged , , . Bookmark the permalink. 6 comentários.

  1. O que me impressiona, com as minhas 7 décadas, é como não se encontra meio de internar esse mentecapto. mente, mente, mente, descaradamente mente, e leva com ele pessoas que se julgam importantes.
    Outras pessoas importantes de facto, não se unem para o expulsar do palco político. Não por que ele foi eleito democraticamente !
    Sim, numa demo-cracia com meio milhão de analfabetos e outros 5 milhões que não entendem a escrita nem a fala são eleitoresI
    No entretanto ele goza com todos, qualquer que seja o seu conhecimento, a sua idade, a sua honradez.
    Ele é um “palhaço” que ultraja os verdadeiros palhaços.
    Até quando senhores, até quando ??!

  2. Rui Moura da Silva

    Boa malha! Mas o sempre-em-pé é que quero ver deitado de vez o mais depressa possível. Tenho medo dos monstros, brrrrr……

  3. Igual ao Sadham, igual ao Kim sun, igual ao passolas, ao bush, e eles ainda fazem a respeito música…

  4. Casimiro Curado

    Este imundo palhaço, eleito por uma corja à sua imagem e semelhança, que se aproveita da subserviência dos seus eleitores partidários para continuar a viver na nuvem poeirenta que lhe danificou nao só a ética e a moral como ainda os neurónios,este descerebrado que se julga alguém até ao dia em que, suficientemente utilizado pelos seus pseudo-seguidores, será lançado às feras do desprezo e do esquecimento, ainda nao encontrou em toda a sociedade portuguesa uma pessoa que, como José Saramago, lhe dissesse publicamente tratar-se de um esquizofrénico em fase avançada da doença pelo que, a exemplo do que se passa na Suiça, devia ser submetido a um Conselho de Vigilância Psiquiátrica a fim de ser considerado incapaz para o exercício de cargos públicos. Num país de mais de sete milhoes de pessoas incultas, por muitos diplomas que tenham, que nao sabem traduzir aquilo que lêem e que lêem sem saber traduzir as ideias do texto, este farsante sente-se como o que tem um olho na terra dos cegos, ou seja, um rei. Tivesse Portugal a bomba atómica e já há muito teria sido eliminado da vida pública pelos senhores generais que, pacatamente e sem grandes preocupaçoes, vao gozando pachorrentamente as suas belas reformas. Até ao dia em que o país, exangue devido à sua cobardia e falta de reacçao face aos salafrários que o destruiram, apenas terá olhos para os ver partir para os países onde acumularam as suas fortunas, porque já sem forças após a escravidao que passiva e cobardemente aceitou como
    uma tragédia Grega. Nao temos políticos capazes de uma regeneraçao da Pátria, nao temos justiça que enclausure os corruptos, salvo para os humildes,nao temos forças militares que cumpram o juramento que fizeram, o de redimir a Naçao, nao temos gente digna e honrada que se levante em defesa dos verdadeiros alicerces de um país temos, isso sim, uma Mafia que se apoderou do Estado e num conduzirá ,a breve espaço de tempo, à completa degradaçao do Estado-Naçao. A menos que o País acorde, que o Povo saia para a rua e faça a estes salafrários e corruptos o mesmo que fizeram os quarenta fidalgos a Miguel de Vasconcelos e seus apaniguados : liquidá-los um a um confiscando-lhes os bens roubados à Naçao. Só entao será reposta a justiça, uma vez reformada de alto a baixo e expurgada dos
    elementos nocivos que a desacreditaram e desonraram. ESTAMOS FARTOS DESTA FARSA.

  5. Negativo, no ao leme não há censura. Nenhuma! O seu comentário está publicado na íntegra. Obrigado pela participação.

  1. Pingback: Noddy, Mário Noddy | ao Leme

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