Category Archives: Teorias da Conspiração

Difamação pura, dura e absurda, sensacionalista sempre que possível, mas genericamente acéfala e desprovida de respeito por credos, espiritualismos, ambientalismos, etc… Enfim, os “ismos” em geral e a parvoíce em particular.

PPP Lusitânia

cunard_logo_2950No início da Século XX, a famosa Cunard Line perdia a hegemonia comercial na rota transatlântica. Para além das companhias Alemãs, a entrada do magnata JP Morgan  no negócio, motivou a fusão de vários concorrentes de menor dimensão, criando um gigante no sector. Sem meios financeiros, a privada Cunard estava impossibilitada de responder à altura das circunstâncias. É neste contexto que em 1904, o governo britânico decide apoiar a Cunard. Em época de preparação para aquela que viria a ser a primeira guerra mundial, o governo de sua majestade viu com bons olhos a possibilidade de no futuro requisitar novos e rápidos transatlânticos. Nascera uma Parceria Público Privada (PPP). Materializou-se no desenvolvimento e construção de novos navios, o primeiro dos quais foi providencialmente baptizado em memória da antiga província Romana, a Lusitânia.

O desenvolvimento e construção do RMS Lusitânia fizeram justiça à memória e tradição do nome de baptismo. Foram respeitados os valores e virtudes dos herdeiros de Viriato, a megalomania por exemplo: Com projecto ultramoderno, o novo transatlântico seria motorizado por turbinas a vapor. Tamanha inovação, qual via verde para o atlântico norte, ditou um processo de construção nada ortodoxo. A construção da popa do navio aguardou a conclusão dos desenvolvimentos das revolucionárias motorizações, enquanto a construção da proa prosseguiu a todo o vapor. O método tradicional deu lugar à nossa ancestral metodologia “em cima do joelho”. Qual portagem em scut.

Concluída a construção, múltiplas características imergiam como retumbantes provas da identidade Lusitana: era o maior e melhor navio do mundo, era o mais rápido e o mais faustoso. A decoração da primeira classe (estilo rococó) valeu-lhe a alcunha de Versalhes dos Mares. Menos majestosa, a decoração da segunda classe era ainda assim opulenta. Já na terceira classe, a madeira de pinho polida estava omnipresente, luxo a que os passageiros deste estrato socioeconómico não estavam habituados, pelo que lhe enalteciam a beleza e a comodidade. A todo este estratificado conforto, estava também associada outra característica Lusitana, o defeito de fabrico: a alta velocidade a vibração gerava uma ressonância insuportável nos aposentos de segunda classe. Analisado o problema, encontrada a solução. O defeito foi declarado feitio, merecendo apenas ajustamentos: reforço de estrutura, adendas à decoração e está concluído. O último acto da Lusitanidade no berço não resolveu, mas abafou. Típico.

A viagem inaugural em 1907, decorreu sem glória ou desonra. Mediana sorte, obviamente Lusitana. O nevoeiro não permitiu a velocidade necessária para reclamar a “Blue Riband”, conquista apenas concretizada na segunda viagem transatlântica. O tesouro Britânico pagou, a Cunard explorou, milhares de passageiros usufruíram de rapidez e conforto. Ninguém perdeu. A PPP era um sucesso, ao navio faltava-lhe o Fado.

Com o início da primeira grande guerra, o Almirantado Britânico requisitou o navio em 1914, mas devido ao elevado consumo de combustível, foi devolvido ao uso civil. A PPP estava pela primeira vez em dúvida: tal como hoje por cá, o desvio face ao orçamentado foi uma enorme surpresa! Não obstante, a rota transatlântica foi retomada sob austeridade de meios humanos e materiais, o que amputou 30% da velocidade máxima do navio. Persistia contudo a necessidade de justificar a PPP. Foi por isso, com subtileza e descrição dignas do seu baptismo, que o RMS Lusitania começou a transportar munições no trajecto de Nova Iorque para Liverpool. Foi quanto baste para sobre ele atrair a atenção da troika que se opunha à Grã-Bretanha e seus aliados: o Império Alemão, o Império Austro-Húngaro e o Império Otomano. Sobre este último, julgado moribundo, foi planeado um vigoroso ataque naval ao estreito de Dardanelos.

GrandFleetA convicção de vitória era total entre os aliados. Visando partilhar a glória, a Republica Francesa fez questão em enviar os melhores navios da sua Marinha de Guerra, tentando assim ombrear com a maior e mais poderosa Marinha de Guerra da época, a Royal Navy. Curiosa esta tendência francesa para a grandeza a reboque da potência do momento. Mantém-se até aos dias de hoje. Tragicamente, o prognóstico de facilidade revelou-se um enorme erro de avaliação. Modestas minas navais e a poderosa artilharia Otomana impuseram uma pesadíssima derrota às marinhas aliadas. À derrota naval, seguiu-se o desastroso desembarque de Anzacs a 25 de Abril de 1915 nas colinas de Gallipoli. Falhou o objectivo de neutralizar a artilharia Otomana. A dimensão do desastre traduziu-se em mais de meio milhão de baixas registadas de ambos os lados.

Esta pesada derrota aliada ditou a necessidade de envolver os Estados Unidos da América no conflito, sem o qual a vitória da Grã-Bretanha e seus aliados seria impossível. A forte convicção isolacionista do desejado aliado tornava esta tarefa muito difícil. Ao RMS Lusitânia estava reservado o papel principal neste processo, seria esse o seu Fado. O mérito do plano que concretizou o difícil objectivo, ninguém o reclamou, talvez por vergonha ou pudor, mas especula-se que Winston Churchill terá tido um papel determinante: Quer no montar do isco aos Alemães, quer no posterior branqueamento das responsabilidades do Almirantado Britânico (especialmente necessário após a derrota no Mar Egeu).

Desde o início da primeira grande guerra que a Grã-Bretanha impunha o bloqueio aos portos germânicos. A força dos números oferecia esta hipótese à Royal Navy. Apesar de a Kaiserliche Marine possuir navios tecnologicamente mais avançados que a generalidade dos britânicos, a prudência aconselhava evitar um confronto de larga escala. A alternativa estratégica recaiu sobre o uso de uma arma inovadora à época, o submarino. Actualmente, esta arma furtiva encontra paralelo nas agências de notação financeira, as quais torpedeiam as economias mais débeis causando pesadas baixas na guerra económica. O comportamento humano repete-se. As consequentes tragédias também, infelizmente.

Com efeito, após mais de duzentas travessias do Atlântico Norte, o RMS Lusitânia partiria uma última vez da doca da Cunard Line em Nova Iorque a 1 de Maio de 1915, sob o comando do Comodoro William Thomas Turner, com 1959 pessoas a bordo. Entre eles, muitos americanos que ignoraram o anúncio publicado pela embaixada imperial Alemã nos Jornais nova-iorquinos, o qual alertava os cidadãos americanos para os perigos de viajar a bordo de navios britânicos. Peões no xadrez da guerra, que valeram por Rei, Rainha, Bispos, Cavalos e Torres.

Efectivamente, a 7 de Maio de 1915, o isco foi mordido pelo submarino U-20, sob o comando de Walther Schwieger lançou um único torpedo sobre o RMS Lusitânia, que ao largo da costa Irlandesa se afundou em apenas dezoito minutos. Mil e duzentas pessoas perderam a vida. As causas e seus argumentos foram esgrimidos entre os intervenientes, com reciprocidade na atribuição de culpa, mas o facto relevante prevaleceu: Os EUA entraram no conflito ao lado da Grã-Bretanha e seus aliados, entre os quais estava a jovem Republica Portuguesa e a sua apetrechada Armada.

Os acontecimentos relatados demonstram que a globalização tem mais de um século. Nada é estanque, ou isento de consequências noutras latitudes. Ao colapso da banca de investimento Americana, seguiu-se a crise financeira na Europa. De pouco serviu a esta declarar-se imune ao colapso Americano. Meras palavras. A frota aliada que atacou o estreito de Dardanelos era à época tão infalível como o sistema financeiro mundial o é hoje. Os bancos de investimento americanos podem ser “demasiado grandes para falhar”, mas a verdade é que falharam de forma tão trágica como a frota aliada no Mar Egeu. Agora, como então, as populações não previram o efeito, da mesma forma que ainda não compreendem as causas. De forma premeditada, ou mero aproveitamento da oportunidade, o RMS Lusitânia foi instrumentalizado, e sua tragédia explorada no recrutamento para a guerra. Enganam-se aqueles que acreditam que este tipo de propaganda não existe nos dias de hoje. É simplesmente mais sofisticada.

Cultivar, para que alguns vivam.

RasgandoNum período em que ordenaram que se rasgassem muitas coisas, como direitos adquiridos, mas só de e para alguns, rasgaram-se horários de trabalho e terços de folhas de vencimento, rasgaram-se já alguns feriados do calendário e mais rasgões virão, por ventura só depois de passada a celebração da Ressurreição.

Porventura aproveitando a deixa, um autarca disse aos seus munícipes para rasgarem as cartas enviadas pelos serviços da Câmara que preside, alegando que existem questões legais, que tem de ser cumpridas, elaborando por exemplo missivas para inquietar os cidadãos, provocando-lhes insónias e desassossegos, mas que são apenas formalidades.

Considerados por muitos como meros actos de populismo, ou já como preparação de futuras batalhas eleitorais, atitudes como esta devem merecer elogios, também eles rasgados, pois inquestionavelmente são demonstrações de quem manda, pelo menos aparentemente.

Estaremos portanto no direito de questionar, para quando, uma intervenção em que a mais alta patente do Estado tenha a coragem de proferir:

-Enquanto for eu o presidente (olhe nos meus olhos), ninguém pagará coisas que não lhe são devidas, pois prefiro ir preso, que permitir que usurpem os meus concidadãos.

Rasgaram-se ordens de trabalho no carnaval, não seguindo as directrizes da hierarquia, quiçá tentando generalizar a todo o território o dito antigo “para lá do Marão, mandam os que lá estão”, talvez por isso permanece em estudo o recorte do próprio mapa de Municípios, este mais cirúrgico, acautelando prováveis mudanças de cor do País nas próximas decisões, que por hora ainda nos dizem serem nossas, por direito.

Num dos casos jurídicos mais mediáticos dos últimos anos, assistimos também ao rasgar de decisões, reencaminhando para novo calvário alguns dos intervenientes, em prol de uma justiça cega, que todos pagam, ao mesmo tempo que ilustre figura da Nação ousou referir-se ao nojo (período de), querendo quem sabe, incitar a um urgente corte com o passado, ou mesmo transpirando o nojo que o próprio terá da justiça, vendo inocentes a braços com ela, enquanto que outros, mais ladinos, engrandecem com métodos pouco ortodoxos aparentemente difíceis de descortinar, em processos que podem demorar mais de um decénio, custando a todos avultadas quantias.

Andam multidões com vontade de rasgar facturas de água e luz, pelo menos a parte delas referente a débitos periféricos ao próprio consumo, ou mesmo o percentual das portagens que irão repagar, quando se fizerem as contas de compensação por baixo tráfego, mas o método está criado faz tempo, já dizia François Marie Arouet, “Encontrou-se, em boa política, o segredo de fazer morrer de fome aqueles que, cultivando a terra, fazem viver os outros.”Cultivando para alguns

Aparentemente manter-se-ão os desmandos dos que se dizem mandatados, até esses rasgaram os guiões das campanhas, vindo agora a terreiro justificar-se em erros de pressupostos.

Constata-se mais uma vez o infausto acontecimento, já mais que provado pela história política,

“ Os políticos nada aprendem com a história”.

Bacalhaus e Submarinos

Nascido “Elite”, ao bacalhau dedicado, dos Lusos foi o primeiro no arrasto. Decorria o ano de 1909. A Europa vivia dias de “Paz Armada”, um eufemismo para a corrida às armas. Não entrámos. Fomos à pesca por arrasto.

Em 1914, morto o arquiduque Francisco Ferdinando, precipitou-se a Guerra, das grandes a primeira. Entramos desta feita. Como nunca fomos piegas, não lamentámos a falta de preparação para a beligerância: do arrastão de pesca, fizemos um navio de patrulha oceânica. Para tal bastou à Armada requisitar a sofisticada embarcação ao seu dono, a Parceria Geral de Pescarias Lda. Engenho quanto baste, está feito: Canhão à proa, outro à popa. Óptimo. Não mexe.

Rebaptizado “NRP Augusto de Castilho”, assumiu funções como escoltador oceânico. Até ao derradeiro ano das hostilidades, 1918, o arrastão convertido em navio de guerra deu uso às suas armas. Atacou submarinos alemães, tendo registado importantes vitórias, obrigando por duas vezes o inimigo a submergir e partir em retirada.

Tal bravura não passou despercebida ao Almirantado da Kaiserliche Marine. O insolente navio Lusitano seria punido. A “missão” foi confiada a Lothar von Arnauld de la Perière, o às dos ases. Com ascendência Francesa, natural da (hoje) Polónia, Lothar era contudo bisneto de um General Prussiano, tendo dele herdado o inflexível código de conduta. Ao melhor comandante de submarinos de todos os tempos, foi confiado o comando do U-139. Simplesmente o maior e melhor submarido construido à data.

Navio de Transporte São Miguel

O inevitável embate ocorre a 14 de Outubro de 1918 (um mês antes do armistício de Novembro do mesmo ano). Em defesa do Vapor “N/T S. Miguel“, sob o comando do primeiro-tenente José Botelho de Carvalho Araújo, o “NRP Augusto de Castilho” atacou o “U-139“, acto com o qual garantiu a oportunidade de fuga do navio mercante. Contudo fatal. O combate vitimou o comandante e cinco elementos da guarnição. O caos resultante ditou a rendição e consequente ordem para abandonar o navio. Antes de ser desferido o golpe final, entrou em acção o código de conduta dos homens do mar. Aos sobreviventes, foi permitido regressar a bordo e resgatar botes salva-vidas nos quais chegaram à ilha que deu nome ao navio mercante por eles salvo, São Miguel. Esta benevolente iniciativa do comandante Lothar la Perière, foi certamente inspirada pela tradição militar prussiana. A ele, a minha sincera homenagem, pois ao seu gesto devo a minha modesta existência: Entre os sobreviventes que chegaram aos Açores a 19 de Outubro de 1918, estava o 2º Sargento Enfermeiro Acácio Alves de Moura, meu bisavô (ainda solteiro), avô materno de quem meus filhos são netos, senhor meu pai.

Observada a história, explicada a ligação pessoal, constato a analogia deste passado com o futuro da minha prole. Não é que um século depois continuarão à mercê do carácter Germânico? E se no lugar de um integro e vertical Prussiano nos calha um “Schettino” que por lá tenham por engano?

Incontornável é também o eterno desacerto Lusitano: Em 1909 necessitávamos de Navios de Guerra, mas compramos Navios de Pesca, os quais por necessidade convertemos em alvos para submarinos Alemães. Paradoxalmente, necessitamos hoje de Navios de Pesca, mas comprámos submarinos Alemães. Teremos nós o engenho necessário para inovar a arma o suficiente para com ela pescar por arrasto?

Como cai um Presidente da República?

O Primeiro Ministro de Singapura, Lee Hsien Loong, vai sofrer corte de 36% passando a ganhar 1,33 milhões de euros ano.

O Presidente de Singapura, Tony Tan, vai sofrer corte de 51% no salário passando a ganhar 907 mil euros ano.

Cavaco Silva, Presidente de Portugal, ganha 84 000 € ano.

Hu Jintao, Presidente da China, ganha 14 130 € ano.

Os dois primeiros ganham fortunas mas têm o seu salário indexado a indicadores económicos que são os seus objectivos como gestores da nação. Conseguiram um crescimento do PIB a quase 15% e uma taxa de desemprego a 2%.

O nosso Presidente não ganha para as despesas mas tem a sorte de viver actualmente num país classificado como lixo com muitas oportunidades de recorrer  à coleta de bens deitados fora que podem ser reciclados como por exemplo um banco, parte de uma companhia de electricidade ou uma companhia das águas. Um rendimento extra garantido e bem apreciado.

O Presidente da China à proporção é um miserável, mas capaz de organizar umas poupanças para ir comprando umas pechinchas que um dia há-de voltar a vender banhadas a ouro e cravejadas de diamantes com alta percentagem de chumbo.

Nas últimas eleições presidenciais tinhamos um governo PS a preparar-se para driblar a nação com um conjunto de PECs, um nome diferente para pacotes ou medidas de austeridade. O nosso Presidente assanhou-se e deu indicadores que para um segundo mandato iria ser interventivo e moderador do impacto das medidas na vida dos seus Portugueses não facilitando a vida a José Sócrates. A alternativa era Manuel Alegre, um candidato independente da família socialista, que tinha um discurso mais agressivo e parecia ir chocalhar as águas políticas num momento de pré-crise, ou de crise camuflada, onde qualquer distúrbio poderia empurrar-nos para onde estamos hoje.

Em acréscimo, a tendência das últimas eleições diz que os Portugueses gostam de ver forças políticas distintas nas cadeiras de Primeiro Ministro e de Presidente da República. E assim naturalmente Cavaco Silva ganhou o seu segundo mandato.

Entretanto com o PS a entrar em contradição e a ser forçado à aplicação das medidas necessárias para corrigir as contas, surge um descontentamento social crescente e rapidamente reaprendemos como cai um governo com a concertação dos partidos da oposição que avaliaram ser aquela a hora H para reconquistar as rédeas do poder.

E de repente tudo mudou. Uma guinada à direita, sacudir o capote para a esquerda, fazer o contrário do prometido na campanha eleitoral, a soberania económica de fachada e o caos social instalado. Um retrocesso das condições de vida e do ânimo de viver para milhões. E um Presidente que mudou. Um Presidente que defendia o “deixem-me trabalhar” parece agora gozar com quem trabalha mais por menos. Um Presidente que prometia ser interventivo quanto baste, limita-se a avisar para a inconstitucionalidade e injustiça social de algumas medidas que aprova depois sem o mínimo burburinho, mais não seja que um vetinho estéril para português ver.

Sei que a capacidade de intervenção direta do Presidente é limitada mas os seus discursos podem ser galvanizadores daqueles que estão a ser acossados por medida atrás de medida. Que vinque que o carácter das medidas excepcionais deve ser temporário, que reflita em atos simbólicos as suas críticas prévias sobre as leis que lhe são entregue para aprovação. Parece que a única “força de bloqueio” actualmente em acção é a força das suas mandíbulas cerradas. Temo que tanta ausência de discurso prático o tenha feito perder o discernimento no discurso improvisado. Pior, temo que por improvisação saia o seu pensamento direto sem a censura dos seus acessores de comunicação.

Desculpei os ganhos em bolsa com o BPN, desculpei as giga-jogas com as escrituras da casa na santa terrinha, desculpei os ‘amigos’ envolvidos em casos de corrupção, desculpei um primeiro mandato de mudez mas neste momento não há mais margem de manobra para desculpas a não ser talvez para um Alegre, ou mesmo para um Nobre, que sendo menos politicamente corretos talvez fossem mais socialmente certeiros. Foda-se, pá! Votei em ti, merda! Mea culpa! Mas era para acossares o José Sócrates e não para andares com meninos da família ao colo! E que raio de vícios tens tu que não podem ser sustentados com 10 000 € mês?

Obrigaste-me a aprender como cai um Presidente da República. Aparentemente só é possível a sua destituição via uma de duas formas:

  • Mediante Responsabilidade Criminal com condenação de crime praticado.
  • Por Renúncia feita pelo próprio em mensagem dirigida à Assembleia da República.

A primeira está fora de questão mas esta segunda só depende do próprio. Haja uma suficientemente grande manifestação social para a sua destituição e acredito que sejas homem para o fazer. Pelo menos o Sócrates foi.

Plano Companhia Mercearia

Foi recentemente lançada uma nova campanha de acefalia em massa. Refiro-me obviamente ao Plano EDP Continente. A sonae capitaliza notoriedade benemérita. A filantropia não tem fim naquela casa. Depois das acções com os heróis da pequenada Pópóta e Leopoldina, chega-nos agora o plano para os mais crescidos. Desta feita, ao invés de algum anónimo necessitado, ajudamo-nos a nós próprios. Finda a época natalícia, a caridade perdeu adeptos. Regressamos à expressão “já demos” e ao foco no umbigo. É para ele que o Plano aponta. Os tempos são de crise, e nenhuma outra mensagem tem tanto impacto como a empatia: Compreendemos a dificuldade e propomos ajudar. Valha-nos a publicidade! Sem ela estaríamos condenados à depressão, pois a média entregou-se à trilogia do momento: crise, divida e medo, muito medo. A mais pequena migalha de esperança é bem recebida, sobretudo quando aparenta compensar o recente aumento do IVA sobre a electricidade.

“Conte com a nossa Energia, 10% da Electricidade volta em compras”. Apelativo, é certo, mas como sempre a realidade fica aquém da expectativa gerada. Parece que o desconto será directo sobre o valor da factura da EDP, mas não é bem assim. Observadas as condições, constatamos que o desconto não pode incidir sobre os impostos, daí “10% da Electricidade” e não “10% do valor da factura”. São uns malandros estes Publicitários Ocidentais, dirão os novos accionistas da EDP. Ternurenta a ingenuidade asiática. As referidas condições são igualmente profícuas no que toca a alertas e a esclarecimentos adicionais, nomeadamente a cristalina informação que o plano não trará vantagem a quem tenha um “consumo em vazio inferior a 44%”. Seja qual for o significado da expressão, ou respectiva quantificação, é meu dever enaltecer a iniciativa em clarificar a oferta. Assim se mantêm a tradição de comunicação transparente da companhia. Tenho alguma reserva quanto à duração da mesma: o desconto sobre o valor da electricidade consumida, em função da potência contratada, apenas estará em vigor até ao final deste ano, leia-se Dezembro de 2012. O que é bom não dura para sempre, dirão os parceiros da iniciativa…

Ao engano do desconto em cartão, ou cupão, acresce o abandono voluntário do mercado regulado, onde uma entidade supostamente reguladora, define o valor das tarifas de electricidade. Quem o fizer, fá-lo-á de forma irreversível. Para além de aderir ao financiamento do negócio da mercearia, antecipa a adesão ao mercado liberalizado. Este mercado liberalizado de concorrência permitiria, pelo menos teoricamente, a livre escolha do fornecedor de electricidade, em função da competitividade da oferta, ou seja, o melhor preço, o melhor serviço ou a melhor relação entre ambas. Tudo óptimo. Tudo desejável. Um problema: Não existe verdadeira opção à companhia, logo a liberalização será apenas dos preços. Tal como ocorreu no mercado de combustíveis, onde existem diversas marcas na distribuição, mas há apenas um refinador (por acaso também é distribuidor). Por mais que a entidade reguladora nos diga que não há “cartelização” de preços, na prática há um monopólio no sector, e consequentemente não existe a desejável guerra de preços. Talvez por isso, a galp invista milhões em patrocínios às selecções Nacionais, esforçando-se para nos convencer que de alguma forma é “nossa” e não dos seus accionistas.

Em troca de um pouco de ânimo na comunicação, o Plano Companhia Mercearia tenta criar um monopólio onde ele não existe (hipermercados), e ao mesmo tempo antecipa a liberalização dos preços num mercado monopolizado. Bem sei que durante o ano de 2012, a tarifa será igual em ambos os mercados de energia eléctrica, mas exactamente por isso, questiono: Se há défice tarifário na tarifa normal (mercado regulado), como é possível a companhia suportar o desconto adicional? Será que a energia tem custos de produção diferentes em função do tipo de contrato com o cliente final?

Se a tudo isto acrescentarmos a obrigatoriedade do débito directo em conta como método de pagamento à companhia, julgo apropriada a classificação do Plano como um roubo com consentimento da vítima.

Prefiro não fiar ao continente e permanecer no mercado regulado.

Censurem-me!

Não há pastel…

O governo tenta agora a mensagem positiva, a chamada boa nova. Fraca atenção ao detalhe, ou estratégia deliberada? O raio do logótipo dos pastéis de Belém tem lá escrito “desde 1837”. Na verdade, já em Novembro do ano passado Barack Obama manifestou preocupação sobre a temática do Pastel, ou da falta dele… A revolta dos pastéis de nata está iminente, mas de fazer propaganda não podemos acusar o nosso primeiro. Nem de mau gosto, porque os pastéis são divinais!

Do além chegou-nos também o acordo de concertação social. O Álvaro de pronto falou aos mercados, mas nem tratado por tu os mercados o querem. A empatia não acontece. Contudo, lá ganhou a guerra perdendo a batalha. No movimento sindical não se lê Sun Tzu, nem se aprecia pugilismo… Pena.

Quem terá sido o espertalhão que avançou o isco da meia hora? Terá sido o Relvas, ou foi mesmo obra do Álvaro?…

Os truques do Downsizing

Aumento da taxação de impostos, retenção de subsídios durante dois anos no estado, empresas públicas e similares, aumento das taxas moderadoras sobre serviços de saúde, encerramento de unidades de saúde pouco rentáveis, diminuição de participação em medicamentos, fim das SCUTS, diminuição de montante e/ou prazo de pagamento de reformas e outros tipos de subsidiação (entre outros o do desemprego), privatizações de empresas estatais monopolistas que fornecem serviços básicos à população,  etc. Tudo isto para quê?

Em 2012 aumentam os preços de uma enorme gama de produtos alimentares, com IVA revisto, fala-se de aumentos de pelo menos 4% em gás, electricidade e água e os produtos petrolíferos encontram-se em nova espiral de subida de preços. Somando a isto o aumento do custo com portagens e o aumento das despesas de saúde para quem delas necessite, como quantificar a perda real do poder de compra tendo em conta todas estas variáveis? Para muitos Portugueses o orçamento familiar vai ser alvo de revisão forçada e será preciso escolher se se vai destapar os pés ou a cabeça.

Numa altura caracterizada por desemprego de longa duração a diminuição do período de apoio só irá aumentar o número de desempregados sem subsídio. Com a diminuição de serviços médicos e o aumento das listas de espera, que curiosamente estavam em contracção, quantas pessoas correm risco de vida ou prolongamento de vida sofrível porque os tempos não estão de feição? Quantos pensionistas deixarão de fazer medicação adequada com a reformulação em baixa da reforma e da comparticipação em medicamentos?

E o impacto das SCUTs terá sido bem avaliado? Foi estudada a dinâmica social e profissional dos seus utentes? A maioria não poderá suportar estes custos e voltará às velhinhas nacionais aumentando tempo de deslocação, acidentes e transferindo a despesa de manutenção de estradas para a já tão esburacada Estradas de Portugal. E os concessionários das SCUTs com menos tráfego e necessidades de manutenção terão o seu quinhão garantido com as compensações acordadas com o Estado para o caso do volume de utentes não ser o esperado. É como se pagássemos duas vezes sem ter o benefício da melhor solução de deslocação. Será que esta correlação será feita em análises futuras?

Diria que para um governo frio e calculista apenas o grupo dos desempregados poderá ser problemático. Porque é gente activa que fica sem ocupação, capaz de se indignar e ir para as ruas estrilhar. Os outros, pensionistas e utentes regulares do serviço nacional de saúde, a médio prazo têm grande probabilidade de deixar de fazer número. Afinal com menos 42 mil cirurgias entre Setembro e Novembro de 2011 vs Setembro e Novembro de 2012, diminuição de 20% da actividade cirurgica num ano e o bastonário da Ordem dos Médicos a alertar que se está a acumular mensalmente atrasos de semana e meia nas listas de espera, não devem haver muitos pacientes em espera capazes de sobreviver a tal austeridade. Pelo lado social e familiar é mau mas para os números do OE é coisa para ajudar bastante.

Quando uma pessoa está há demasiado tempo sem ter oportunidade de produzir começa a ficar irrequieta e capaz de se mobilizar, sobretudo porque não tem nada a perder para além de um certo anonimato. Talvez por isso o governo tenha emitido fortes sinais de que para os próximos tempos o melhor é mesmo emigrar, procurar soluções no exterior. Com um certo paternalismo, é certo, mas com o sincero desejo de que desta forma consigam diminuir despesas com estes ‘fardos’ e ao mesmo tempo manter uma certa aparência de satisfação e paz social.

Os empregados esses têm que se manter com juízo, comer o pão que o diabo amassa, tal é a pressão causada pelos largos milhares disponíveis para ocupar o seu lugar, ainda por cima a melhor preço, e a falta de outras opções. Dois anos sem subsídio são suficientes para criar esquecimento de que alguma vez existiram e gerar conformidade com as necessidades dos novos tempos.  E as horas de produtividade exigidas a mais hão-de vir de algum lado nem que seja das horas dedicadas à esfera familiar, social e pessoal. Talvez a mitológica, famosa e atribulada vida vestibular existente em ambientes hospitalares se comece a extender a outras áreas de actividade.

Os trabalhadores Portugueses assemelham-se neste momento a Lemmings enfileirados a caminho da falésia com a secreta esperança que após o sacrifício do pelotão da frente se chegue à conclusão que o equilibrio no ecossistema está restabelecido e afinal o seu sacrifício pode ser evitado. RIP e obrigado aos menos afortunados.

Mas o pior ainda há-de estar para vir. O SOS China é uma bóia de salvação para o curto prazo mas sendo-lhes concedido suficiente poder de decisão, a médio prazo existe o real perigo substituição de fornecedores e da invasão de uma mão-de-obra barata não tão qualificada, não tão sindicalizada nem ciente dos seus direitos, mas que cumpre prazos e dá brilho aos orçamentos de obras.

Para o estado tudo vai bem. Menos despesas diretas com as SCUT, menos despesa com subsidição de desemprego (com menos inscritos nos centros de emprego), menos despesa com saúde (com transferência de muitos utentes em fila de espera para as estatísticas de óbitos), menos despesa com pensionistas, menos empresas públicas (inclusive as mais rentáveis e base de serviços essenciais à população) , na globalidade um gigantesco downsizing de sucesso para o livro de contas de 2012 e 2013.

Para os Portugueses em geral não se sabe bem. Vão encaixando downsizing atrás de downsizing aparentemente sem sentir grande necessidade para um achocalhante uprising capaz de retribuir um pouco da austeridade.

PS – Resisti ao ímpeto de aplicar downsizing ao tamanho deste post porque considerei que todos os parágrafos produzidos tinham direito à publicação independentemente de terem maior ou menor ROI em termos de leitura.

O Êxodo

Exausto com a abundante e infundada crítica ao filantrópico e mais que avisado conselho à nação, decidi agir. Movo-me, não em defesa do novo messias, nem tão pouco do apóstolo de Alarcão que o antecedeu na doutrina do Êxodo. Enalteço o conteúdo e borrifo-me na forma. A fuga dos Lusos da Europa é uma inevitabilidade e tem fundamento histórico. Quais judeus em fuga do Egipto e da escravatura. A analogia é tão óbvia quanto alucinada.

Não compreenderemos o Êxodo, sem abordar a Génesis da Europa Moderna. Tudo começou em 1948, na urbe que celebra a criança que despudoradamente urina ao vento, Bruxelas. Em 1951, desta feita em Paris, foram tratados o carvão e o aço. A Comunidade nasce em 1957 na cidade eterna, Roma. A fusão ocorreu no regresso a Bruxelas, em 1965. Até aqui, tudo bem, estávamos fora.

Em 1986, um ano após a adesão de Portugal, foi assinado o Acto Único Europeu em Haia e no Luxemburgo. Animados com os fundos estruturais, não ligamos. Aparentemente, já nesta altura a Holanda era um destino desejado. De Maastricht em 1992, partimos para a loucura de Amesterdão em 1997. Falamos, comentamos, mas na verdade continuamos a não ligar. Jorrava, logo, tudo corria de feição. Dividir para reinar foi o lema em Nice em 2001. Novo século, novos membros. Menos, mas ainda jorrava. Eis que chega o sétimo dia e ao invés do descanço, reunimos as hostes em Lisboa. Diz-se desse dia que foi porreiro, pá. Mas não foi, não foi mesmo nada porreiro. Não reparamos na altura, e em boa verdade só agora alguns de nós desconfiam.

Assim foi a Génesis. Desprovida de valores democráticos e de genuína representatividade das populações. Aos tristes exemplos dos referendos “até à resposta certa”, acrescem agora as nomeações de novas equipas executivas em Itália e na Grécia. O momento é de acção, não de eleição. Avassalador: voltamos aos métodos medievais. Tal como na idade das trevas, o medo é usado como arma de submissão, a cultura clássica é erradicada e toda a reflexão é relegada para o estatuto de luxo supérfluo.

Entre todas as inconvenientes actividades humanas, a reflexão é sem duvida a menos oportuna. Exactamente por isso, imprescindivel! Façamo-lo então: Todos os dias, pelo menos cinco milhões de euros saem de Portugal, pelo que o Êxodo de capitais é um sucesso. O Êxodo de ex-primeiros-ministros é igualmente um sucesso. Só cá ficaram dois, um dos quais é Presidente da Republica. Concedo, este Êxodo é apenas um sucesso parcial, mas amplamente compensado pelo Êxodo das sedes fiscais das holdings, o que não sendo novidade, goza agora de grande notoriedade mediática. Aparentemente, e desta feita, constitui crime de lesa-pátria. Será que toda esta cidadania participativa e atenta questiona a frequência desta prática? E as suas causas?

Sejamos francos: O conselho é bom, pois os mandamentos só se aplicam a quem fica!

Deferência também fica bem

De bandejaNa já de difícil compreensão tabela de categorias laborais, adicionam agora o “Chega-me isso”. Classe a ser incluída nos quadros de remuneração superior, daqueles que dão direito a ajudas de custo e viagens em executiva, porque a intenção hoje não é a exclusão mas sim de obediência.

Uma retrospectiva feita á memória não muito longínqua, lembra casos de mudança unilateral de condições de trabalho, que pelos mais diversos motivos era anunciada uma “promoção” para funções algo estranhas como conferir Diários da República, sublinhar itens em outro qualquer jornal, ou mesmo transladar o arquivo morto para outro túmulo.

Chamavam-lhes na altura os zombies, pessoas colocadas numa secretária despovoada do mais ínfimo artefacto para assim os pressionar ao abandono de funções ou mesmo á demência.

Inadequadamente imputando á generalidade dos nativos, despesismos galopantes e continuados, com juros piores que os de uma dona também presente na nossa memória, tenta agora uma outra dona acompanhada de um galanteador inventar formas para que se cumpra rigorosamente o plano mas com controlo absoluto, temendo uma recessão interna que lhe trás triste memória.

Essa nova categoria já tem dado o seu contributo para alguns dossiês internos, se não, foi o deu a entender. Uns quantos com valor e créditos mais ou menos firmados foram indigitados para, nada!

Às decisões já tomadas era apenas necessário juntar um condimento de honestidade e estudo para iludir os mais incautos.

Para que se almeje mais auxílio aos países necessitados, terá de ser transmitido poder a quem ajuda, isto traduzido para as leis laborais nada mais é que indexar uns quantos intervenientes internos em, mangas-de-alpaca.As contas

Num sentido puro de equidade e constantes melhorias de condições de trabalho, os indigitados para a função terão na sua maioria direito a viatura de serviço e uns quantos ajudantes, mas na realidade não farão mais que chegar os papeis a quem nos quer, já com escritório montado, controlar.

Os que nos “prestam assistência” optam, por tentar dominar tudo e todos de forma que se entenda quem manda, vigiando de perto a eficácia do esperado retorno.

Não é inédito recorrer a este tipo de ajudas e inevitavelmente novamente cumpriremos, salvo se o tiro lhes sair pela culatra, mas ficava-lhes bem algum apreço, não só por quem lhes entrega os escritos mas por todos nós, os que pagamos.Cortesia

Ventos do Advento

Numa fase conturbada da Europa, em que alguns dos chamados periféricos já recorreram á ajuda financeira, preparam-se outros para lhes seguir as pisadas. Até já as grandes economias do velho continente se vêm a braços com as baixas de rating e escalada de taxas de juros.

GenéricoUm dos corsários tenta ainda resistir imune a toda esta epidemia, restringindo para si os antibióticos, querendo encobrir com uma manta curta a alquimia para a cura, mas a maleita está a chegar-lhe pelos membros inferiores. O microrganismo viaja mais rápido que o previsto ao centro do continente e bafeja quem não pretendia ser incomodado e se sentia isento da situação, apenas querendo tirar dividendos disso.

Nós por cá, alegando factos históricos que por hora não explorarei, temos o costume de dizer que daquela banda, “nem bons ventos nem bons casamentos” e dificilmente estaremos dispostos e reinventar esse dito, mas devemos contemplar o momento.Advento

A poucos dias do inicio do advento, época Natalícia e de oferendas, pode ser que tenhamos algo para nos dar uma ínfima alegria. Com um numero já significativo de companheiros a solicitar vigilância às suas contas e apregoando intenções de pedidos de ajuda, dizendo embora alguns que se tratam de preventivos e não curativos, fará obrigatoriamente mudar o rumo de quem tenta desesperadamente, que a desgraça não lhes entre casa adentro.

Nesta época de preparação não será sensato esperar que a chaminé fique repleta de oferendas, algumas antecipando o festim já chegaram, com o talão agrafado para que saibamos quanto o seu real custo.

Desengane-se quem pense que chegará das bandas da Lapónia, esses querem manter a tradição de presentear apenas aqueles que se portam bem. Virá antes dum centro tecnologicamente avançado e com nome de genérico, alegando ser um medicamento com a mesma substância activa, mas de valor inferior, caso contrário todos os Estados podem levar á falência o laboratório.

Almejemos assim um vento que traga o advento.Bons Ventos