Category Archives: Escárnio e mal-dizer

Bovinos Alados

A Nação comemora hoje o seu octingentésimo trigésimo sétimo aniversário, graça da bula “Manifestis Probatum” e de quem a outorgou, o Papa Alexandre III. Parabéns a nós, os portugueses, pitorescos habitantes do Sudoeste Europeu. A festa será rija, especialmente agora que já não há impossíveis! Entre nós, até as vacas tem asas! Eis o símbolo da mudança, do optimismo crónico e por vezes irritante. Na verdade já todos sabíamos que muitas eram sagradas, mas que afinal têm asas é algo absolutamente novo. A tantos outros predicados e virtudes para a atrair turistas, juntam-se agora as maravilhosas imagens das manadas aladas, voando ao por do sol, quais gaivotas leiteiras. Afogar-se-ão ao amarar?

Sem Minotauros, Sereias ou Centauros a mitologia lusitana tem tido no Adamastor a sua personagem central. Ora a pretexto do défice, ora a pretexto dos mercados, é diariamente recordado! O desastre que sempre espreita, a inevitável consequência da soberania hipotecada à obra feita para inglês ver e português votar. Tanto betão, tanto alcatrão que hoje aguarda por utilizador-pagador que lhe dê propósito.

Entre nós basta apresentar uma causa para que todo o efeito se justifique. Assim foi, assim é, manda quem pode, obedece quem deve, pois claro! E a coragem de outrora? A motivação, o ânimo, por onde andam? Adormecidos pelo quotidiano, adiados entre prestações das coisas, úteis ou supérfluas que comprámos. Cada qual no seu bote, ruma ao Cabo das Tormentas, encolhe os ombros e pensa: Paciência, para o mês que vem é que vai ser. Por vezes é…

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André Lava o Jato

Lava-Jato

No Brasil o calor continua… mas ainda que soprem ventos quentes Portugal continua pouco animado pelo escaldão brasileiro. Eles gritam, eles sambam, eles rezam, mas eles acima de tudo gamam.

E por falar em Gamar, verbo político também desta nossa nação, sopra o vento quente brasileiro ao PSD de que o director das campanhas de marketing esteja envolvido no Lava Jato.

Não é a primeira vez que o Lava Jato lança uns jatos para Portugal. Foram identificados subornos na construção da barragem Baixo Sabor em Bragança num total de 750 mil euros (coisa pouca numa barragem orçamentada em 680 Milhões) construída em parceira entre o Grupo Lena e a Odebrecht e aprovada pelo nosso Marquês Sócrates.

Marquês Sócrates nega, diz que a Barragem Baixo Sabor não está no sabor do Plano Nacional de Barragens e culpa Durão Barroso pelo Baixo Sabor.

Na Barragem, cujo sabor ascendeu a 680 Milhões, a EDP orgulha-se de já ter investido 10 Milhões e de vir a investir nos 75 anos da concessão mais 60 Milhões, ou seja 933 mil euros por ano, possivelmente em investimento de substituição.

Mas agora o visado é o Director de campanha do PSD, cujo irmão já foi detido para prestar declarações no Brasil, e que agora tem o nome nos jornais: André Lava o Jato. De assinalar que se trata de um vencedor, director das campanhas do PSD desde 2011, conseguiu 2 vitórias para Passos Coelho. É verdade que a vitória do Portugal à Frente foi vencido no parlamento pela Maioria de Esquerda, mas não se pode exigir tudo, afinal o brasileiro André Lava o Jato ainda não é deputado português. Será de Passos Coelho ponderar isso, porque a sua atitude de vitima não o está a ajudar! Mas André Lava o Jato, publicitário, vai continuar a aconselhar Passos Coelho sobre a estratégica política e de comunicação. Mais do que nunca, Passos e o PSD precisam de lavar os jatos esquerdistas desta nação, entregue a um governo bolchevique, apoiado na esquerda radical e nos terroristas dos sindicatos.

É no entanto imprudente avançar com acusações ou sequer investigações. Aquilo no Brasil ferve e os papeis do Panamá incomodam algumas pessoas, e esta coisa de se estar sempre falar em dinheiro e corrupção e principalmente investigar sobre ela tornou-se na União Europeia uma coisa que pode sair cara e até pode dar prisão.

Cisco-de-Passos

 

Fichas Novas

O grande Casino Europeu está finalmente a criar novas fichas de jogo. A delegação germânica inovou, criou uma nova ficha e deu-lhe um nome. Chamar-se-á “Planeta Terra“. Terá o valor facial de 5 Euros, mas além das ligas metálicas habituais, adicionou plástico azul!  Sim, um bonito plástico azul que simboliza a atmosfera. Quanto custa? Bem, um pouco mais de 15 euros. Vale 5 mas custa 15? Afirmativo, serão mais de 22,5 milhões de receita, mas apenas 7,5 milhões em fichas a circular no salão do casino. Então e a inflação? Adiante… Seguir-se-á uma edição especial para coleccionadores, de igual valor facial, mas (apenas) 5 vezes mais cara. Nos Casinos, ganha sempre a casa.

Salvaguardada a devida distância e regra de proporcionalidade, a delegação portuguesa do grande Casino Europeu vai também proceder à cunhagem de novas fichas. Motivo? O Planeta? Não, a participação portuguesa nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Duas emissões comemorativas. Uma para circular no Salão do Casino, como corrente comemorativa e a outra especial de corrida, apenas para coleccionadores. Olhando para elas fico baralhado. A primeira vale o que custa, é ficha corrente e terá o valor facial de 2 euros. A segunda custa 4 euros, é especial de corrida, artigo de colecção que terá um valor facial insólito, 2,5 Euros. Uma inspirada no Coração de Viana do Castelo, bem bonita por sinal, mas a outra nem por isso. Na verdade é bem feia e vulgar. À inspiração em filigrana opõem-se a inspiração na ordenha. Estranhei, na minha ignorância pensei que a preferência dos coleccionadores fosse pelo requinte…

A-nova-moeda-final

Plástico de Cidadania

Fez ontem 30 anos que faleceu em Paris a escritora Simone de Beauvoir. Por cá, em Lisboa, o partido que se diz inteiro e em bloco, tentou homenagear a prestigiada intelectual, activista política e feminista convicta, mas não conseguiu. Acto falhado. Teria sido bonito, mas fracassou. Não foi uma questão de forma, correcta aliás, foi mesmo o conteúdo. Alguém anda com falta de ideias para temas fracturantes. A proposta é de tal forma oca que muitos duvidaram da sua autenticidade. Os outros, aqueles que acreditaram ser real e verdadeira, choraram. Comoção? Não, gargalhada.

Mas rir faz mal? Negativo! É até muito salutar! Faz bem, especialmente em dias cinzentos e chuvosos. Contudo, o progresso social é sobretudo um processo geracional, nada tem de instantâneo, nem mesmo juntando muita água. Há reivindicações que se tornam absurdas, por vezes ultrapassadas pelos próprios acontecimentos e hábitos. Afogam-se no idealismo. A Lei dos Piropos é disto bom exemplo, não por serem agradáveis, mas simplesmente porque estão em desuso. Nós, os jovens na quinta década de vida, não praticamos o lançamento do piropo. Sem a sua proibição, a nossa descendência nem saberia o que foi essa arte de outrora, entre o elegante elogio e a boçalidade. O pretenso simbolismo falha por falta de quem o contemple.

A proposta de ontem padece do mesmo tipo de excesso de sofisticação progressista, mas têm o seu mérito linguístico. Aponta o problema de género e apresenta uma solução. Porém, preciosismo por preciosismo, pois que o rigor seja imaculado. O documento em causa não é de cartão, é de plástico. Proceda-se em conformidade.

Plastico-de-Cidadania

 

 

Yabba-Dabba-Do

Os pré-históricos Flintstones foram hoje à periferia da capital lusitana, mais concretamente à cidade da Amadora, inaugurar a nova estação de metropolitano da Reboleira. Vieram no seu automóvel, a conhecida Geringonça de tracção pedonal pelos ocupantes, veículo ecoeficiente e 100% reciclável. Salvem o planeta, reciclem! Nunca é cedo demais para mudar o que está mal, o que está errado. Culturalmente estamos conversados, o desporto vai pelo mesmo caminho e na defesa a coisa está negra, mas adiante que nem Willian Hanna nem Joseph Barbera tiveram imaginação que chegue para isto. Ninguém ousaria a tanto em tão pouco tempo. Avancemos que a agenda está cheia.

O evento correu bem, os convidados compareceram, os protagonistas também. Houve discursos e bons concelhos, animação em geral e muita alegria em particular. Como se quer. Todos os bancos eram bons, excepto para quem viajou de pé. Ora, foi disto que nos falou Fred. Avisou. Eis chegado o momento de mudar, de transformar principescos hábitos em altruístas virtudes. Mais do que não abastecer em Espanha, mais do que não poluir, é saúde. Isso! Fred a Pé anunciou a imediata extinção dos nefastos automóveis das cidades nacionais.

Andar a pé faz bem, eu cá pratico e gosto, mas será que todos podem? Quantos moram perto do trabalho? Não muitos, não é verdade? Esta ideia de a todos enfiar no Metro é coisa de quem nele não passeia há muito. Com a euforia do dia confundiu a abertura de mais uma estação com uma verdadeira rede de transportes públicos, que na realidade não temos.
Fred-a-pe

Incrível Hulk

Fruto da criatividade da dupla Stan Lee e Jack Kirby, a personagem de hoje destaca-se das demais criações dos mesmos autores pela fonte da inspiração, algo inédito e totalmente inovador: uma poderosa e explosiva mistura de dois livros, os famosos “Frankenstein” e “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Sr. Hyde”, da autoria de Mary Wollstonecraft Shelley e Robert Louis Stevenson respectivamente.

Esteve para ser cinzento, mas ditou o acaso que fosse verde, numa tonalidade imprevista pelos seus criadores mas que se impôs até hoje. Começou por ser noctívago, transformando-se apenas a coberto da noite, qual lobisomem ou transformista. Não tem penas, nem voa, mas quis o destino que abandonasse esta faceta mais recatada, dando asas ao seu lado selvagem, libertando-o para um quotidiano sem restrições ao mau feitio, revelando-se a qualquer hora do dia ou da noite. Eis como um pacato e tranquilo João Soares se transforma num temível e terrível monstro quando se irrita. Vira bicho! É esta a descrição mais sucinta deste herói da banda desenhada, ele próprio um clássico do cinema, o incrível Hulk, a outra faceta, consequência da exposição a raios gama na moleirinha, redes sociais à mistura e pronto, é quanto baste para que o super-herói da Marvel ameace os seus críticos.

Tanto que poderíamos dizer, tão pouco tempo (e espaço!) para o fazer, de filho pródigo a sobrevivente a desastre aéreo, de autarca a comentador, hoje ministro, um trajecto e pêras. Há quem diga diamantes, mas cuidado, não vá o matulão se enervar….

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Lesados dos Offshore

O mundo mediático está ao rubro com a investigação jornalística aos documentos de uma sociedade de advogados no Panamá. A ansiedade é grande. Aguardamos por nomes, queremos sangue. Por enquanto, apenas um compatriota, um sexagenário que inspirado pelas pedras parideiras do concelho vizinho ao seu, vendeu à petrolífera brasileira um poço vazio. Só na Rússia o compreenderão, talvez por isso a personalidade que abre todos os noticiários, muito embora o seu nome não surja em nenhum documento, é do actual Czar. Parece que a afinidade basta. Acho bem, também por lá existem pedras parideiras.

Mais não temos, não nos dizem. Investigam, dizem, com grande rigor. Parece que afinal a livre circulação de capitais pode não ser a mais perfeita das invenções. Será a isto que eles chamam auto-regulação? Seja o que for, acontece. Falam em branqueamento de capitais, mas eu discordo. Para mim é escurecimento de capitais. Os lesados? Somos nós que resgatamos os bancos, bancos esses que concedem empréstimos sem garantias e que dão esses valores como perdidos. Há também quem lhes chame activos tóxicos.

Enfim, todo um mundo de subtis e sofisticados eufemismos, que apenas encobrem algo de muito simples: roubo. No fundo, já todos o sabíamos. Há contudo mais para além do óbvio. As denúncias nunca servem o interesse geral nem a justiça. Servem, isso sim, causas concretas. Será este sector do Offshore muito concorrencial? Compreendo que o mercado publicitário lhes esteja vedado, e que talvez por isso denegrir a oferta concorrente seja a estratégia do dia. Afinal, sem segredo, não há negócio.

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Sandokan Costa

Finda a sua carreira na marinha mercante, o escritor Emilio Salgari criou várias personagens inspiradas nas suas viagens pela costa asiática. Um destes heróis navais, foi o famosíssimo Sandokan, o pirata do século XIX. Na realidade o “Tigre da Malásia” nasceu em Verona. Foi um verdadeiro precursor do género Western Spaghetti. Entre nós, celebrizou-se na década de 70 do século passado, quando a televisão estatal passou a produção da sua congénere transalpina. A geração à qual pertenço recordar-se-á facilmente da musica desta série, mais provavelmente da versão em português, infantil e algo brejeira, de rima fácil em torno de roupa interior de senhora…

O saudosismo é um dos negócios dos nossos dias. Hoje, qualquer sucesso do passado tem direito a um novo começo. Seja detergente, filme, série televisiva ou modelo automóvel. Basta a embalagem ser parecida. Resulta! Há quem compre!

Assistimos há já alguns meses às novas aventuras do pirata António Sandokan Costa. Comanda o navio sem nome, a que alguns chamaram “Gerigonça”. Negoceia, manobra no fio da navalha entre a bonança e a tempestade. A primeira lição da navegação à vela é sobre uma singela palavra, a paciência. Até aqui tudo bem, ou pelo menos, menos mal, mas eis senão quando começam as garantias. Sensação déjà vu! São este tipo de certezas que têm precedido as inevitabilidades, os novos bancos e as soluções in extremis que prejudicam apenas e sempre os mesmos, nós, os contribuintes. Sabemos que a declaração de indubitável solidez do sistema antecede a sua falha, geralmente catastrófica.

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O Tempo da Denise

Paulo Portas desertou, vai dedicar-se aos negócios e reúne elogios lá fora, nos negócios estrangeiros, pasta conseguida após várias tentativas governativas.

Segue-lhe Assunção Denise Cristas, lufada de ar fresco e mudança, dizem, porque é mulher! Como se a condição de género fosse por si só etiqueta de qualidade! Mantém-se tudo, incluindo a condição de irrevogável, não se tivesse demitido Assunção Denise Cristas juntamente com Mota Cocas Soares na sequência da birrinha de Paulo Portas, para depois ter voltado atrás.

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Assunção Denise Cristas é, ao contrário do que uma aparente mudança de visual para melhor possa parecer, a continuidade, uma mudança na embalagem mas com o mesmo conteúdo. Cristas incorpora toda a condição de classe do CDS. Mãe enquanto ministra, família numerosa, passou uma imagem paternalista enquanto ministra, foi vista junto dos pescadores e agricultores, a pisar a uva, com as mãos na terra e no trabalho duro.

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Tem no entanto a enormíssima responsabilidade politica da actual lei das rendas, e de ter transformado o mau em péssimo. Foi uma das suas primeiras obras , e a Grande Obra, enquanto ministra. Era, na altura urgente, mexer o mais rapidamente possível numa das lei mais odiadas pelas burguesia urbana proprietária em Portugal. A Lei das Rendas anterior era injusta e responsável por muitos prédios devolutos. A Lei das Rendas actual é responsável por prédios vazios e pelo ainda maior esvaziamento do centro da cidade. Os custos sociais desta lei ainda estão por apurar, mas aqui e ali vamos vendo o seu resultado. Na baixa lisboeta e por outras partes da cidade, a vida difícil dos comerciantes, tornou-se impossível de continuar mediante acções de despejo. Fecha loja abre hotel. Fecha loja abre grupo franshizado. Fecha cultura, fecha pedaço identitário de todos nós, abre espaço homogéneo em todo o mundo: Mac Gordo, Gelados XPTO, Hamburgueria da Tia, Trapos Daqui, Cueca Dali… E assim se faz o turismo, que Portugal está na moda, os portugueses é que não! E dos prédios arrendados, exército de gente que saiu, para a terra, para o subúrbio a 30 quilómetros…

Não será porém isso que lhe criará mácula. Existem feridas que são ignoradas em Portugal, e não sendo faladas, não tendo visibilidade suficiente na comunicação social, é como senão existissem.

Mota Cocas Soares, outro actor do governo CDS, é também rosto que fica responsável por esta nova era, assim como Nuno Melo, depois da saída sempre estratégica do mestre Portas.

A pastinha de Mota Cocas Soares não poderia ter sido melhor: Trabalho e Segurança Social. Em período de crise, de desemprego e de insegurança social,  Mota Cocas Soares tinha a pasta da impossível ajuda social e da ferramenta de combate às desigualdades. Mas ele não se atrapalhou, tornou tudo ainda pior e subsidiou salários através da Segurança Social, praticamente criminalizou o desemprego com as presenças regulares nas juntas de freguesia, e juntamente com a retirada de apoio a milhares de desempregados, e o apoio a tantos outros empregados, ajudou os patrões a empregarem por um lado e a desempregarem por outro.

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Acho portanto que estão ambos preparados para esta empreitada de oposição a um governo PS apoiado nas esquerdas radicais. Experientes nas trocas e baldrocas, vão-se mostrar daqui para a frente dispostos a tudo para minorar os danos colaterais que essas esquerdas radicais possam causar, estando ao serviço da Nação para facilitar a vidinha ao Costa “naquelas coisas” em que essas tais forças de esquerda radicais teimam em ser desagradáveis e pouco flexíveis.

Sempre-em-pé

Aconteceu ontem, no País dos Brinquedos, a reeleição quase unânime. Sem Sonso ou Mafarrico a baralhar as contas, o processo foi claro, inócuo, mas simples. É assim que os brinquedos gostam. Abram Alas! A seu tempo trataremos do Noddy, o ingénuo mas muito leal e justo protagonista destas aventuras, mas para já vou adiar.  Compreendam, tenho um trauma musical. Há temas assim, marcam pela violência como invadiram os nossos lares.

Como pai, sei que não estou só nesta minha profunda aversão à banda sonora, comum a muitos cuja prole ronda hoje os 15/16 anos de idade. Reconheço, é uma empatia impossível de explicar a quem não partilhou a vivência, por isso avanço para o herói do dia, o mestre dos não assuntos. Diz sempre o que não é, é o que não diz ser, e coerentemente fez sempre o contrário daquilo que prometera fazer. Refiro-me, obviamente ao Sr. Sempre-em-pé. Disse, e foi peremptório, não ser um sempre-em-pé, ou seja, é. Julgo ser esta a regra de desencriptação das suas mensagens. Como sempre, é à excepção que compete confirmar a regra.

Neste caso a excepção manifestou-se na incompreendida declaração da passada sexta-feira. Foi sincero, partilhou o seu entendimento sobre a ética aplicável aos ex-governantes. Disse que não podem ser uma “espécie de eunucos”. A forma mais simples de explicar esta frase obrigar-me-ia a recorrer ao vernáculo, o que recuso, por isso opto por uma explicação menos instantânea: O Sr. Sempre-em-pé entende que depois de mandatado para a prática do coito continuado, deve a população aceitar que o ex-governante mantenha intacto o privilégio de cópula após ter cessado funções.

O símbolo desse privilégio é o pin na lapela…

 

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