Arquivos de sites

Um Dízimo da Responsabilidade

Tenho pena. Tenho pena do Vitor Gaspar, do Passos Coelho, do Sócrates e de todos os outros que arcam com todas as culpas dos orçamentos e PECs. Na verdade a culpa é nossa, dos eleitores, que nos deixamos levar pelas melodias de Hamelin tão bem executadas pelas suas máquinas de marketing e propaganda. Nada seria mais justo do que ter a capacidade de assumir diretamente parte da culpa, e da malapata, dos orçamentos de estado.

Como é meu apanágio não choro apenas para derramar lágrimas ao solo. Olhando para as poças salínicas vi que transformaram o chão em barro. Enchi a mão e joguei-o à parede para ver o que pegava. E o resultado é surpreendente. Segundo as borras na parede é possível aliviar a carga da culpa, que atola os nossos governantes, se fosse dada a autonomia, a quem assim o entendesse, para  a distribuição de 10% do seu IRS. E para aumentar a parada podia ser dada essa benesse apenas a quem exercesse o seu direito de voto!

No final da declaração de IRS teríamos uma lista com as rubricas de Orçamento (Finanças, Saúde, Educação e Ciência, Solidariedade e Segurança Social, Defesa Nacional, Justiça, Agricultura, Cultura,etc) passíveis de serem afectas.  Cada um dos eleitores que disseram presentes poderiam distribuir 100% de 10% do seu IRS, numa única ou em múltiplas rubricas. Isto sim seria um verdadeiro Orçamento Participativo com empenho cívico.

Desta forma distribuiamos ao povo 10% da culpa e apenas correríamos o risco de ser enganados em 90% do orçamento do país. Claro que sem os magalhães, e a sua famosa inteligência artificial capaz de nos conduzir à Venezuela utilizando navios made in Portugal via acordos por cumprir perpetuamente renovados, teremos de voltar a recorrer a métodos de cálculo arcaicos para definir as parcelas que queremos para cada rubrica. Poderemos falhar e escolher as rubricas que menos falta fazem desenvolver em Portugal. Poderemos apostar na Cultura quando são a Educação e Saúde que precisavam dos nossos 10% por inteiro. Não faz mal. Daremos mais valor a quem erra hoje 100% a nosso mandato, pegaremos numa cadeira e enfrentaremos o castigo de peito feito com a certeza de desta vez termos realmente participado no encher do balde de merda.

Back to the Future IV

Mais de duas décadas após o ultimo filme da trilogia “Back to the Future”, foi recentemente anunciado o quarto filme da saga.

Aquela que será a última sequela, antes da próxima, explora mais uma vez a fraternal relação entre o genial cientista do tempo, o Doutor Emmett Lathrop Brown e o seu voluntarioso amigo Marty McFly.

Desta feita, ‘Doc’ regressa à actualidade com notícias de 2014. Com ele traz importantes dados do futuro. Entre outros factos científicos, a descoberta que o ano tem 12 meses. Tão só e apenas.

Enquanto McFly se debate com as tabelas de retenção na fonte concebidas para 14 vencimentos, ´Doc’ pede que não se confundam as coisas. Temporárias são apenas as tabelas, tudo o resto é definitivo.

Marty sabe no seu íntimo que a majoração da retenção de IRS esperada para a função pública em 2012 não é acidental. Nada como minimizar a perca de receita provocada pelo corte na despesa.

Sem que seja necessário perguntar ao seu amigo ‘Doc’, sabe que as tabelas serão revistas em breve, e oportunamente aplicáveis também ao sector privado.

A ficha foi desligada da tomada, a todos sem excepção.

Ainda sem data de estreia, será seguramente um êxito de bilheteira. As previsões de vendas em merchandising e home cinema (DVD e Blu-Ray) são igualmente animadoras.

Doutor Emmett Lathrop Brown

Os Cortelhos e a Tosquia

Foi no Neolítico, ou Período da Pedra Polida, que segundo consta se iniciou a prática do pastoreio, pensa-se mesmo que está directamente ligado á alteração de hábitos e costumes, iniciando-se o sedentarismo e a agricultura.

Técnica ancestral, conseguiu chegar aos dias de hoje, embora em vias de extinção e com dificuldades diferentes pois naquele período muito provavelmente estaríamos a falar do início da domesticação dos animais, com a evolução do seu código genético, serão hoje mais fáceis de domar, ou não.

Ao longo da história foram muitos os pastores que ficaram célebres uns por motivos melhores que outros, certamente não estamos a falar dos que acompanham o gado, estimando-o e aproveitando muitas vezes para contemplar a natureza enquanto as suas cabeças se alimentam das verduras ou bebem dos riachos com águas frescas como as neblinas matinais que dão uma cor rosada aos do ofício.

Criaturas que passam os dias suportando as intempéries que lhes marcam não só o físico mas também a alma, com rugas vincadas onde o contraste entre a aliteracia e a compreensão da natureza são notórias, aspecto robusto mas ao mesmo tempo ingénuo, para quem as leis que contam são as que a mãe natureza legisla sem consulta prévia, quase incontornáveis.

Curral

Ao estilo eremita fazem, muitas vezes com as próprias mãos os seus refúgios, geralmente de forma circular, em terras Lusas há-os com vários nomes entre os quais Cortelhos. Certamente que não existirá ligação entre estes e o hemiciclo a não ser a sua forma geométrica. Coincidência ou não, é nele que se abrigam outros pastores, não tanto das agruras da natureza mas sim de quem querem domar ou dominar, provavelmente por medo que de quando em vez lhes possam tocar com as hastes, ou mesmo feri-los na integridade com as suas investidas.

Esses pastores sabem, não por ter escutado a natureza, mas porque são letrados e lhes foi ensinado na carteira da escola que já o Tiberius Claudius Nero Cæsar, dizia que “Um bom pastor deve tosquiar as suas ovelhas, mas não esfolá-las”.

Tosquia

Tosquia

Serão os actuais pastores, antes talhantes disfarçados, quais maus tosquiadores a quem lhes foi retirada a hipótese de apenas ficarem com a lã, pelo menos é o que aparentam.

O abrigo além de protecção dá-lhes uma possibilidade única de pensar, maquiavelicamente como retirar a última camada de pele,quando o sol abrisse e voltassem á vida campestre, é velos hoje deitados no alto da ladeira desfrutando a paisagem verdejante apreciando, lá ao fundo no caminho, as cabeças que insistem continuam a pensar ser deles, a passar nos contadores electrónicos, oferecendo ainda que involuntariamente mais um pouco da sua já seca pele. Os agora tísicos olham-nos de soslaio e recordam os tempos cada vez mais longínquos em que se alimentaram da erva do monte.

Terá o rebanho, a sabedoria e poder para os mandarem para o exílio, á semelhança do que aconteceu com o Tiberius, não para Rodes mas para o Degredo.

Histórias recentes dizem que muitos esfolados quase moribundos lutam, para que lhes retirem apenas a lã, sabendo que podem ficar somente com uma fina camada para conseguirem suportar as intempéries da vida, contudo deparam-se muitas vezes com as portas dos Cortelhos fechadas.

contador de reses

contador de reses

Os guardadores de rebanhos, como também são chamados, podem porém ter a certeza que como escrevia Alberto Caeiro pelas mãos de Fernando Pessoa;

Todo o mal do mundo vem de nos importarmos, uns com os outros,
Quer para fazer bem, quer para fazer mal.”

Apelando ao misticismo os devotos devem invocar que se opte pelo mal, mas unicamente com a finalidade de fazer o bem.

“Dictadura” Democrática

Com o modesto propósito de tudo solucionar, propomos a Dictadura. Desde já alertamos quanto à diferença para Ditadura. Não propomos um regime autoritário, nem fazemos trocadilhos com acordo ortográfico. É Latim.

Na Republica Romana, o Dictator era nomeado pelo poder executivo, com o aval do senado. Esta magistratura extraordinária tinha de facto uma base democrática, e visava enfrentar adversidades igualmente extraordinárias, como crises económicas ou ameaças militares.

A presente proposta difere do modelo Romano num pequeno detalhe. Dictador não será uma pessoa, será um acto, o Voto. Tornar-se-ia obrigatório, por forma a estabelecer um princípio de equidade entre direitos e deveres dos cidadãos, isto é, a garantia de direitos estará condicionada ao cumprimento de deveres, nomeadamente Votar.

Para além de uma mudança de mentalidades, permitirá a aplicação de um princípio de proporcionalidade entre legitimidade e poder de decisão dos eleitos, ou seja, abstenção, votos nulos ou brancos implicam cadeiras vazias no parlamento. Os governos assim formados teriam a sua acção limitada à sua capacidade de mobilização dos votantes.

Colocam-se então duas questões: 1) O voto obrigatório representa  perca de liberdades, como o direito à indignação? 2) A estagnação não seria o resultado da sucessão de governos “interinos”?

Cada cidadão pode manifestar a sua indignação votando em branco (ou mesmo nulo), responsabilizando cada um com a opção tomada. Estamos a assumir as consequências dos actos dos governos que elegemos, mesmo quando nos abstemos, pois a omissão do dever de voto tem como consequência a formação de maiorias não proposicionais. Independentemente de nos termos abstido ou não, estamos todos a pagar a crise. Perdemos soberania, logo perdemos liberdade. A culpa é nossa. Quem o nega perpétua as causas dos problemas que vivemos.

Quanto ao perigo de estagnação por acção de governo sem verdadeiro poder executivo, julgamos um mal necessário. Face ao resultado da governação dos últimos trinta anos, seria na realidade uma vantagem, sobretudo porque teria impedido a serventia a clientelas. Se por um lado, os cidadãos são chamados a assumir os custos dos erros de governação, então os governos devem assumir os custos dos erros de avaliação dos cidadãos.

A “Dictadura” Democrática, ou voto obrigatório, promoverá a mais relevante das mudanças, a das mentalidades. Sem ela não abandonaremos a actual lógica bipolar, ou o tradicional lamento e indignação inconsequente.

Os verdadeiros resultados!

Os verdadeiros resultados!

Meia Prenda – O Natal Ortodoxo

A imprensa alemã noticiou ontem a antecipação do Natal Ortodoxo.

A medida tem vindo a ser estudada em Paris e Berlim, por governos e bancos. A mais recente cimeira Franco-Alemã terá proporcionado um dos mais acalorados encontros entre líderes.

Alegadamente, o enternecedor momento terá facilitado a tomada de decisão. Ele quis, ela deixou, aconteceu.

Compete agora à banca encontrar forma de se animar do mesmo espírito. Perdoar é a mais nobre das atitudes Cristãs, mas ancestrais diferenças entre Católicos, Protestantes e Ortodoxos impõem limites a um possível perdão de divida. Cinquenta por cento será o objectivo.

As negociações estão já em curso. Ao leme da banca está, inevitavelmente, um imparcial suíço. Presidente do IIF – Institute of International Finance e director executivo do Deutsche Bank,
Josef Ackermann tem sobre os ombros a desvalorização da divida publica Grega. Falha-nos São Nicolau, patrono dos marinheiros e pai-natal Grego. O anúncio do Natal Ortodoxo, está “apenas” dependente das negociações do modelo de recapitalização da banca.

Após severo regime de ajustamento, dieta forçada e muito exercício físico, a população Grega ensaia já os seus tradicionais cânticos Natalícios, as “Kalanda”. Desvalorizado o trabalho, ajustada a economia, recebem agora o prémio do seu esforço, a prenda, o perdão de metade da divida. É justo, metade do rendimento, metade da divida. Tradicionalmente, entre os helenos, a troca de presentes ocorre no primeiro dia de cada ano.A Prenda

Coincidência, ou talvez não, entre os Lusos não se cantam as “Janeiras”. Debate-se a oportunidade de uma similar prenda. Com o ajustamento no seu início, a perca de rendimento de quem trabalha ainda não foi a necessária. A par com o anúncio do Orçamento para 2012, a sólida promessa de não cortar mais nenhum subsídio. Esta inabalável garantia determina que a nossa prenda não poderá chegar antes do Natal de 2013. Pena, será que 20% não chegava?

A Bitola

A Bitola Ibérica foi criada com o objectivo de evitar novas invasões Francesas da Península. Durante a segunda guerra mundial, a rede ferroviária Ibérica voltou a afastar eventuais pretensões de ocupação Nazi.

Um inesperado aliado da Península, o Almirante Canaris, líder da Abwehr (Secreta Militar Nazi), foi determinante ao alertar para as limitações logísticas que a rede ferroviária Ibérica impunha à guerra relâmpago. A Velocidade Elevada, era já nesta altura, decisiva. Não a Alta, mas sim a Elevada. De ascendência transalpina, Wilhelm Franz Canaris julgava-se descendente Grego.

Wilhelm Franz Canaris

Talvez por isso tenha conspirado contra o regime nazi. Apesar de já se encontrar preso, Canaris foi acusado de estar envolvido no célebre atentado de 20 de Julho de 1944 contra a vida de Hitler, na Toca do lobo. Foi executado pelo reich perto do fim da guerra.

Outrora isolada por opção estratégica, a Península abraçou agora a Europa com convicção. Os potenciais invasores são actualmente os maiores aliados e parceiros de negócio. O avanço não é bélico, é desejado e monetário. Que bom foi obter dinheiro fácil e aparentemente barato. Que alegria imensa vivemos. Afinal, Canaris só atrapalhou, atrasou o maravilhoso progresso. Provavelmente mereceu morrer estrangulado. Se não tem interferido, não estaríamos a viver este brevíssimo período de austeridade. A crise teria sido superada com o Plano Marshall. Tudo estaria resolvido, e nem a Madeira se tinha portado mal.

Decidida que está a questão do TGV, perdão, da Velocidade Elevada, tranquilizados que estamos após o anúncio do orçamento para 2012, é hoje óbvio que o caminho é de ferro e a Bitola Grega.

Velocidade Elevada em Bitola Grega

A oportunidade – Won’t Snitch Bank

A Banca suíça está debaixo de fogo. A fuga ao fisco é crime grave nos Estados Unidos da América. A administração Obama, ameaçou retirar a licença ao maior banco Suíço, caso este não entregasse informação requerida pelo fisco Norte-Americano. Os princípios Helvéticos colidiram com os seus próprios interesses.

De um lado, mais de um terço da actividade do banco, do outro o sigilo bancário. Resultado, o banco entregou os nomes de cidadãos americanos suspeitos de fuga aos impostos (+de 200). Animada pelo sucesso da chantagem, a administração Obama, fez nova exigência: Os nomes de todos os americanos titulares de contas na suíça (+50.000). Os suíços cederam novamente.

Esta imperdoável falha, da outrora infalível hipocrisia Helvética, constitui a maior e melhor oportunidade para a descapitalizada banca nacional. Ajudemos os honestos cidadãos americanos na sua legítima fuga ao fisco. Aproveitemos a oportunidade para lançar a maior ofensiva da Banca Portuguesa em terras do tio Sam, através de um programa de rápida expansão da rede de balcões e de uma aguerrida campanha publicitária sob uma única marca, o WSB – Won’t Snitch Bank.

Won't Snitch Bank

Obviamente sediada na zona franca da Madeira, esta joint venture da banca nacional será o motor para a recapitalização do nosso sector financeiro, e consequentemente viabilizar a continuidade do modelo de desenvolvimento suportado no crédito. Republica, Grandes, pequenas e médias empresas, autarquias e até os clubes de futebol voltarão à rotina abruptamente interrompido pela troika. Basta fazer justiça à nova marca, i.e., manter a nossa ancestral tradição de não delatar quem nos ajuda.

A arte do negócio

Muhammad Ali – O “spin doctor”

A pretexto da crise das dívidas soberanas, observámos as técnicas e estratégias de comunicação da generalidade dos líderes. Constamos que todos sem excepção cumprem com grande rigor as recomendações, os fundamentos, de Cassius Marcellus Clay Jr, concretamente: “Float like a butterfly, sting like a bee” (“Flutuar como uma borboleta, picar como uma abelha”).

Muhammad Ali

Em que consiste? Pois bem, são três os fundamentos básicos: 1) Mexer muito as mãos; 2) Prometer muito; 3) Esquivar para se manter de pé. Liberal ou Progressista, a dinâmica é igualmente simples: Se destro, insiste no directo de esquerda. Quando é a direita que insiste, boxa um canhoto.

A técnica mantém hoje os níveis de eficácia da pré-história. Como é possível? Já todos sabemos que a insistência de golpes com um punho visa apenas baixar a guarda, para então com o outro punho, pleno de potência, desferir o derradeiro golpe.

Todos o sabemos no entanto funciona! Porquê? Numa palavra, incómoda. Incómoda-nos a agressão repetida. Por mais devastadora a consequência, não resistimos a baixar a guarda. Como que dizemos, já chega. Irónico, pois quando parece ter chegado o limite da resistência, dela é exigido mais.

A questão que se impõe à data é saber se a recente revelação das contas da colonia ultramarina da Madeira foi um golpe de esquerda, na expectativa de com isso esconder o verdadeiro golpe com a direita, ou se pelo contrário foi já ele proprio o golpe final?

Panoramix fez a barba

Panoramix, O Druida

A aldeia compareceu em massa, pois o momento era solene. O único conhecedor do segredo da poção mágica exclamou: corte! O jovem barbeiro vacilou, mas cumpriu o protocolo.

A primeira visita à barbearia decorria com dignidade e distinção, quando o venerável druida declara inesperadamente: O céu pode cair-nos em cima da cabeça. Tudo depende da espartana possibilidade dos Helenos se safarem, acrescenta.

Confuso, o barbeiro questiona: Mas afinal o corte com tesoura não chega? A aldeia pressente a Foice, o druida confirma que é de Ouro. O corte prossegue à lâmina.

1ª Entrevista

De barba feita, Panoramix a todos explica: Não há poção mágica. A sua preparação requer um ingrediente agora escasso. A esperança, ainda que ténue, reside na ajuda dos Godos. Observemos o seu apreço pelo rigor geométrico, é o seu derradeiro apelo. Mostrou a face, a aldeia pasma.

Pensamos, mas temos vergonha de dizer…

À boa maneira Lusitana a ordem do dia, a dita actualidade, é riquíssima em controvérsia. Contudo, há sintonia de opinião: “nem sim, nem não, muito antes pelo contrário” é conclusão unânime. Motivada por acefalia generalizada, dirão os mais cépticos. Discordamos. Ao cidadão Luso não falta espírito crítico, capacidade de análise ou cultura de exigência. É medo, dirão os mais crentes (adeptos de uma boa conspiração). Refutamos. A nossa história prova que somos destemidos.

O que se passa afinal? É apenas uma questão de comunicação, de boa educação, de moral cristã, mas sobretudo, por vergonha. Numa palavra: Timidez. Esta explica todos os fenómenos de aparente marasmo na nossa sociedade.

A ligeira discrepância nas contas da Região Autónoma da Madeira, é disto bom exemplo. Se por um lado, alguns mal-intencionados se precipitam a condenar, os responsáveis da nação teimam em não o fazer. Porquê? Pasme-se, por Timidez. Falta coragem para assumir o pensamento, e sobra vergonha em reconhecer o obvio: O Governo Nacional devia substituir o Governo Regional da Madeira, e vice-versa.

Substituição

Queremos alertar para o erro de recrutamento, o qual não será corrigido sem vencermos a timidez. Digamos o que em consciência pensamos: Desejamos ordem e rigor nas contas da Madeira, e por esse motivo pensamos que a austeridade deve ser aplicada. A equipa perfeita para este fim, é obviamente a do actual Governo Nacional.

Por outro lado, não deixamos de sentir simpatia pela irreverência do eterno líder Madeirense. Na verdade, fez aquilo que nem nós, nem o governo nacional conseguimos fazer: Fingir que não há Troika. Reconheça-se, é preciso coragem, e claro, descaramento. Tais características sobejam à equipa que Governou a Madeira, o que a torna na mais desejada (em segredo) para dirigir a Nação Lusitana.

É isto que por timidez ninguém diz, mas todos pensam: A Madeira deve ser metida na ordem, mas o Governo Central devia fazer à Troika, o que a Madeira fez ao País.