Category Archives: Ancora

Crucial instrumento náutico. Permite fixar navios em posições sob fundos rochosos, lodosos ou arenosos. Geralmente fabricada em metal, é constituída por uma haste principal. Numa das extremidades são ligados os braços pontiagudos para penetração no fundo ou fixação sob rochas. Na extremidade oposta da haste, o arnete permite a fixação da amarra que liga a âncora ao navio.

Nomeação do 1º Lord do Almirantado

A polémica instalou-se no Reino.Se as orientações provem do ministério do mar, e apenas dele, a bondade e mais-valia do novo modelo de gestão é questionada: “se não existe necessidade de conciliar interesses, se a cadeia de comando é simples e as ordens claras, porquê ampliar o almirantado e porquê nomear um 1º lord?”

Modelo de gestão do Almirantado

Julgamos óbvias as respostas:

1) A resposta à primeira questão, concretamente porquê nomear mais Almirantes em tempo de crise orçamental e financeira é que tal decorre da complexa rede de Ancoras e correntes em toda a frota, pelo que o princípio “todos seremos poucos e toda a ajuda é bem-vinda” se aplica na perfeição. Em breve ficará inequivocamente provada a eficiência deste subtil aumento de custo.

2) Se o Reino tem dois soberanos, Rei e Rainha em coligação (excepto colonias ultramarinas), o Almirantado será ajudado pela função conciliadora do 1º Lord. Não obstante a cadeia de comando simples e directa, reportando directamente ao Ministro do Mar em questões de gestão de frota, é relevante para o reino a atenção ao detalhe na venda de todas as embarcações de recreio que a Armanda está comprometida a alienar.

Viva o Reino, a Armada e o Almirantado!

A pesca da Palmeta

A cota de pesca de palmeta no mar do norte atribuída ao Reino excede a capacidade da frota pesqueira. A traineira lusa há muito que deixou de ser referência tecnológica e/ou de ecoeficiência.

A vasta frota pesqueira do Reino de Portugal

Quanto às tripulações, quais desclassificados seres, pouco a nada haverá a dizer. Pobres analfabetos, entram a bordo em busca do pecaminoso prémio por desempenho. Já sobre o Mestre de traineira, ainda que pouco, algo haverá a dizer. É o chefe, é o líder. Sem ele, não há pesca. Nem muita nem pouca, não há! Sentado ao leme, na ponte, assume a responsabilidade de zelar pela embarcação, pelos resultados e até mesmo pela vida da tripulação.

Subindo na hierarquia, o armador, ou dono da traineira é por vezes o Mestre da sua própria embarcação. Quando assim é, está a bordo, partilha riscos e proveitos, e não vê pecado nos prémios por desempenho. Sabe que cada membro da tripulação com ele partilha risco, e por mais desclassificada a pessoa, merece o seu prémio, pois esta exposição ao inesperado é em si uma forma de empenho, um vinculo para com todos a bordo.

E quando o armador não é o Mestre e não está a bordo? Pois bem, nestes casos, a preocupação maior é a eficiência do custo. As variáveis a bordo são secundárias em relação às variáveis em terra. Significa que o custo do Gasóleo dita ajustes “inevitáveis”.

Como fazê-lo nestes casos? Investindo ou cortando?

Investir: melhorias na embarcação, visando a redução do consumo; em meios de detecção de pescado, aumentando a eficácia por dia no mar, e consequentemente reduzindo custos operacionais; na formação e melhoria de procedimentos das tripulações; Não, nenhuma é considerada. Porquê? Porque obrigam a assumir risco! A solução óbvia é cortar, e fazê-lo onde é mais fácil, ou seja, nos prémios por desempenho. Afinal a remuneração do Mestre é intocável. Já os prémios de quem partilha risco, são apetecíveis por tão fáceis de cortar.

O corte é indolor para este tipo de armador, pois ignora por completo o que significa embarcar. Quando navega, só faz por recreio e apenas em dias especialmente escolhidos para o efeito. Julga-se conhecedor de uma realidade sobre a qual não compreende (nem imagina) como está dependente da coragem, ímpeto e empenho de Mestres e tripulações. Tem ainda um aliado inesperado: a rude moral lusitana, a qual atribui um estranho valor pecaminoso ao prémio por desempenho, como se este do demónio emana-se. Ao trabalho não devemos associar desempenho, vontade ou resultados. Não, a Lusa moral diz-nos que o importante é nivelar por baixo, diz que não só não se deve premiar o desempenho, como tudo deve ser feito para proteger a abstinência e a mediocridade.

Minimiza-se o risco, cortando proveitos a quem o está preparado para assumir e partilhar o dito risco. Cumpre-se desta forma o objectivo de curto prazo, relativizando os impactos de médio ou longo prazo: quando a remuneração da Tripulação é exclusivamente dependente dos factores que esta não controla, como o preço do gasóleo, resigna-se, acomoda-se e dedica-se à fé, e não ao trabalho. Os Mestres reformam-se sem transmitir o saber, por não existir a quem transmitir.

De tanto risco conter, nenhum ficou para correr! A frota degrada-se, perde irremediavelmente a competitividade. O Armador muda de negócio…

O Bacalhau dos Pobres

A Palmeta agradece!