A Feira dos Coletes

Há uma semana que França se encontra ao rubro com a moda dos coletes amarelos, símbolos da luta de rua pela anulação das políticas que conduzem ao perder do poder de compra. Haverá luso-descendentes entre eles?

 No Mediterrâneo, apesar de ter deixado de ser preocupação mediática continua a predominância da moda dos coletes laranja que mantêm à tona algumas esperanças de vida.

Já em Portugal o foco esteve na discussão da moda do colete encarnado,  foi o próprio Parlamento que resolveu a afronta recente, espezinhando-a como merecia. Os progressistas não entendem que as lides do Touro são o futebol de Verão dos provincianos. As gentes do campo e das lezírias são muito perigosas, munidas de forquilhas, habituadas a labutar horas a fio, fortalecidas pelas agruras das jornas, sabe-se lá que lhes daria para fazer se de repente se lhes acabasse a festa! Sacrifiquem-se os touros em prole do bem comum, que farpem, sangrem, ridicularizem e matem o bicho à vontade, desviando a atenção do que fazem os seus autarcas quando não organizam esta bela festa.  Uma mão lava a outra. É tradição.

Mesmo assim já se vê o emergir de alguns coletes amarelos em Portugal, que, apesar de parcos, conseguem paralisar a dinâmica de exportações nacional! Estão a ver o perigo? Não seria melhor serem adeptos fervorosos dos coletes encarnados!?

É muito complexa a moda dos coletes. Enquanto Portugal se mantiver fiel ao encarnado tudo vai bem. É rezar para que não se dê a chegada do laranja, o que estragaria a bonita selfie do nosso Allgarve, e se consiga conter o real perigo da contaminação do amarelo, o que daria muito pouco jeito em ano de eleições.

 

About Nuno Faria

Nascido em 1977, vegetariano desde 1997 (por convicção própria), com licenciatura de Sistemas de Informação na Faculdade de Ciências de Lisboa em 1995-1999. Desde 2000 que estou envolvido em projectos de ambiente web, sites, portais e aplicações residentes em Intranets. Em 2003 integrei a equipa da Imoportal.com, hoje absorvida pela Caixatec - Tecnologias de Comunicação SA, onde dei o meu contributo para transformar um site com 30 a 40 mil visitas mensais numa rede de sites que atinge o milhão de visitas mensais. A Internet faz parte da minha vida profissional mas sou também um seu utente. E como tal interessam-me particularmente os mecanismos e dinâmicas capazes de aliciar, convencer e fidelizar visitantes. Preocupo-me em pensar, escrever e criar variados conteúdos que disponibilizo online, como forma de contribuição para o contínuo crescimento da web, não me limitando a ser apenas um seu consumidor.

Posted on Dezembro 4, 2018, in Escárnio e mal-dizer and tagged . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

  1. Rui Moura da Silva

    Gostei da ironia.

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