Primeira Volta

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As sondagens só acertaram no vencedor. Quanto à proporção de votos nos restantes candidatos, a falha foi total. Diga-se, só não falharam naquilo que todos sabíamos. A noite eleitoral foi de tal forma ligeira que tudo estava despachado à hora das crianças irem para a cama. É o novo tempo dos afectos. Destoou, é certo, o último discurso da noite ser protagonizado por quem nada ganhou, o primeiro-ministro. Tomou-lhe o gosto, será? Diz o protocolo que os últimos são os primeiros, mas enfim. Talvez não tenhamos compreendido o que ganhou ontem. Talvez um aliado, talvez menos inimigos.

Acabou por ser um Domingo tranquilo. O suspense acabou cedo, logo pela hora de jantar. A emoção de uns, o quebrar da expectativa de outros: Não há segunda volta para ninguém! Não há mais fichas, o carrossel eleitoral acabou. Abençoada abstenção. Algo me diz que continuaremos a ser mais de nove milhões de eleitores. Seja. Continuaremos a bater recordes, nem que seja do absurdo. Resta-nos aguardar pelo mês de Março. A oito acaba-se a feira…

Entretanto, procurando ir além dos afectos, imaginamos como será o próximo Presidente da República? Imparcial? Espero que não! A imparcialidade tem protegido a paz podre reinante. Confesso não ter nem grande expectativa, nem grande receio. Diria mesmo, receio algum. Afinal, quem sobreviveu a uma década com o actual inquilino de Belém, não teria qualquer motivo para temores, fosse qual fosse a candidatura vencedora. Por mais ténue, seria sempre uma melhoria. Mesmo não sendo grande consolo, que não é, a criatividade, a alegria que caracteriza o vencedor vai dar mais cor ao panorama Nacional. Não esquecer que o primeiro mandato é sempre um estado de graça, uma serena e tranquila campanha para o próximo mandato. Há sempre uma segunda volta!

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About Gonçalo Moura da Silva

... um homem ao Leme. "A minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tangem e rangem, cordas e harpas, timbales e tambores. Só me conheço como sinfonia. "

Posted on Janeiro 25, 2016, in Escárnio e mal-dizer, Mentalidade Tuga and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. 3 comentários.

  1. Rui Moura da Silva

    A minha satisfação não advém da eleição do Marcelo Rebelo de Sousa, mas do mais próximo DESAPARECIMENTO do que ainda lá está!

    • Fico dividido quanto a isso. Sim ha que correr com a corja… mas a que preco? Digamos que ha uns senhores na alemanha e na belgica com um enorme falo prontinho a usar… e o pais nao recuperou ainda da homorroida socrateana, e nao tem dinheiro para comprar vaselina (obrigado passos el austere sem medida).
      No fundo qualquer provocacao implica dor….muuuita dor… e os senhores estao muito atentos a qualquer provocacao que ‘passe bem por desculpa’ pra nos….

  1. Pingback: Balanço das Presidenciais | ao Leme

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