Apollo 13
Uma aventura que deu para o torto, um clássico do cinema sobre a exploração do espaço, a corrida tecnológica entre as potências mundiais, um filme sobre o engenho e perseverança humana.
A Lua, brilhante e altaneira, nosso satélite há milhões de anos, embora sendo o planeta mais próximo, permaneceu inalcançável durante uma eternidade. Parecia impossível, mas aquilo que (aparentemente) foi um pequeno passo para um homem, foi um salto gigante para a lusitanidade. O impossível aconteceu, o homem chegou lá. Após o êxito da missão Apollo 11, a humanidade assistiu emocionada e expectante à partida da missão Apollo 12, mais uma vez bem-sucedida. Subitamente o impossível pareceu banal, pareceu fácil. Todos os riscos, todos os perigos passaram a parecer rotina.
Sentados num poderosíssimo foguetão Saturno 5 mil milhões de euros e mais uns trocos, a equipa da missão Apollo 13 treinava há meses para mais uma alunagem, mas em vésperas da partida surge o problema da declaração de património e rendimentos. A questão ficaria, aparentemente, entregue ao supremo, que a seu tempo diria de sua justiça, posição à qual a tripulação responderia em conformidade, dando tempo ao tempo, isto é, arrastando. Mas os tempos não estão para esperas, a assembleia decidiu, antecipou-se e o piloto escalado viu-se obrigado a ficar em terra…
Alguém resolveu dar a ordem para agitar os tanques de oxigénio, houve faísca e a coisa começou a correr mal. Subitamente, um assunto banal e corriqueiro passou a drama nacional. A tripulação rondará a lua, mas não sabemos se voltará com vida.
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Posted on Novembro 28, 2016, in Clássicos do Cinema, Escárnio e mal-dizer, Mentalidade Tuga. Bookmark the permalink. 2 comentários.



No “boneco” parece que é o Centeno que está aflitinho. Será só no “boneco”?
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