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Paira sobre Londres uma enorme nuvem em forma de cogumelo. O supremo tribunal do Reino Unido confirmou que o governo não pode per si invocar o quinquagésimo artigo do tratado “porreiro pá” de Lisboa. Será a câmara dos comuns a deliberar. Uma bomba atómica para o executivo de Theresa May, mas não é a única. No verão passado, o parlamento britânico debateu, votou e aprovou a continuidade do programa de dissuasão nuclear Trident. Dissuasão, embora pareça eufemismo, consiste num conceito estratégico óbvio, a represália. Qualquer pretensão de ataque nuclear contra as ilhas britânicas é dissuadida pela certeza de retaliação.
O programa Trident é composto por três elementos essenciais: os mísseis balísticos de fabrico norte-americano; as ogivas nucleares de fabrico britânico; e os lançadores, os submarinos da classe Vanguard, também de fabrico britânico. Ora, foi precisamente a substituição desta última componente que foi votada no passado dia 18 de Julho de 2016 (apenas cinco dias após a tomada de posse da actual chefe do executivo) e que aprovou a construção de uma nova classe de submarinos, denominada classe Dreadnough. Optaram por manter a sua capacidade nuclear, capacidade que na NATO apenas é partilhada pela França e pelos Estados Unidos da América. Não quiseram ficar reduzidos à condição de parceiro anão, qual alemão, na aliança atlântica.
Contudo, esta opção estratégica está hoje envolvida em polémica, consequência dos rumores vindos a público que dão conta de um gravíssimo problema durante o último teste de lançamento, efectuado em Junho do ano passado pelo HMS Vengeance (S31). Parece que ao invés de se dirigir para o alvo na costa Africana, o míssil sem ogiva nuclear, ter-se-á dirigido aos Estados Unidos da América. Eventualmente, decidiu voltar a casa com saudades, mas independentemente das razões materiais, o incidente coloca em causa a virtude de tão avultado investimento. Suspeito que o executivo britânico esteja neste momento reunindo no bunker de Pindar em Whitehall…
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Posted on Janeiro 24, 2017, in Teorias da Conspiração and tagged Europa, Humor, Militar, Politica. Bookmark the permalink. 1 Comentário.



Estou convencido que foram sabotadas as coordenadas. “Camones”, ponde-vos finos, anda aí sabotadores.