Laranja Mecânica
Um dos grandes clássicos da 7ª arte, provavelmente a obra-prima de Stanley Kubrick – A Clockwork Orange, relata as aventuras do anti-herói, o jovem Pedro o Grande. A narrativa, narrada pelo próprio, descreve um quotidiano pouco convencional. A crise parece perpétua. Sem o menor escrúpulo exclama “que se lixem…”. Nem o mais zeloso dos tutores o mantém na linha. Pedro, adepto de ultra-violência e incondicional amante de boa música, partilha com o seu selecto grupo de amigos momentos da mais intensa porradosca.
PaF, a trupe sempre pronta para o acompanhar em novos e grandiosos desafios, prepara-se entusiasmada para mais uma das suas travessuras. Contudo, a inveja espreita. Pedro será traído em plena brincadeira. Preso, é submetido à mais dura e desumana das torturas. Obrigado a ver horas infindáveis da mais pura brutalidade, vive momentos de prazer e êxtase, mas sucumbe à terapia de choque quando os carrascos descobrem o efeito devastador que a obra de Ludwig van Beethoven tem sobre os seus instintos, especialmente a derradeira sinfonia, a 9ª.
Em sofrimento, contesta, argumenta que o grande compositor apenas criou música maravilhosa, mas sem sucesso. A metamorfose acontece. Outrora um terrível malvado é desde então uma vítima, impossibilitado de perpetrar qualquer acto de violência. A mera tentativa o conduz à agonia. Na demonstração que culminará com a sua libertação, é incapaz de tocar a bela e desnuda miudósca que perante si é colocada. Está mudado, profundamente transformado. É outro! Entoa agora a Ode à Amizade. Diz-se focado no combate às desigualdades. Será verdade?
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Posted on Outubro 2, 2015, in Clássicos do Cinema, Escárnio e mal-dizer and tagged Cidadania, Democracia, Eleições, Humor, Politica, Portugal. Bookmark the permalink. 1 Comentário.


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