A economia físico-quântica

Cá estamos nós na empolgante recta final da governação. Apesar de todo o esforço já efectuado existe ainda um troço considerável até ao photo-finish sobre a meta. E é neste sprint final que por vezes sucedem provas de superação com demonstração de capacidades sobre-humanas.

Vejamos o caso recente da fusão de Refer e Estradas de Portugal. Uma análise leviana pode considerar ser fruto do delírio e esgotamento de final de prova, no entanto uma análise científica é esclarecedora da genialidade desta estratégia. Vejamos:

  • em termos económicos a Refer tem uma dívida a rondar os 8 mil milhões de euros e a da Estradas de Portugal ronda uns simpáticos 2 mil milhões de euros;
  • em termos físicos as dívidas colossais são tratadas como buracos, um enorme espaço com ausência de massa. A definição do buraco é o seu perímetro e/ou profundidade;
  • em termos quânticos falamos do transporte de matéria impulsionada a diferentes tipos de energia com diferentes velocidades de propagação e indefinições determínisticas relativamente ao tempo dispendido e percurso realizado devido a factores aleatórios como greves, acidentes, condições atmosféricas, etc.

Ora isto faz com que o vazio da dívida mais pequena possa ser acomodado no vazio da dívida maior resolvendo-se de uma assentada o problema de 2 mil milhões de euros. Ao mesmo tempo a fusão da gestão de infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias pode ser considerada, ao nível micro, como a fusão dos seus atómos, um fenómeno potencialmente explosivo e aniquilador de uma extensa área territorial, que quando devidamente executado e explorado pode gerar uma quantidade quase ilimiatada de energia limpa e positiva. É tudo uma questão de gestão de ondas, ignorar as más e reter as boas para se criar uma empresa celestial a partir de duas empresas falhadas too big to fail.

Outra mais valia óbvia é a de se deixar de pensar em rodovias e ferrovias como um binómio passando a vê-las mais como um sinónimo. O que abre imensas perspectivas a desenvolvimentos e investimentos futuros, seja pela instalação de carris em todas as estradas de Portugal, seja pela aplicação de um tapete de alcatrão em todos os carris de Portugal. Seremos os primeiros a extinguir o fosso que existe entre veículos motorizados e comboios e com faixa para bicicletas!

Economia-Fisico-Quantica

PS – toda esta análise será inviabilizada se num futuro próximo vier a ocorrer uma privatização da nova empresa celestial em que o tapar do buraco remanescente fique a cargo dos contribuintes Portugueses. Aí a acertada decisão terá sido meramente um tiro de sorte por motivos de roubo alheio.

About Nuno Faria

Nascido em 1977, informático por formação, vegano por convicção, permacultor por transformação. Desde cedo que observo e escuto atentamente, remoo pensamento até por fim verbalizar a minha opinião e entendimento, integrando o que faz sentido do que é argumentado por quem de mim discorda. Não sei como aconteceu mas quando dei por mim escrevia sobre temas polémicos, tentando encontrar e percorrer o tão difícil caminho do meio, procurando fomentar o pensamento crítico, o livre-arbítrio e a abertura de coração e consciência. Partilho o que ressoa procurando encorajar e propagar a transmissão de informação pertinente e valores construtivos e compassivos.

Posted on Junho 2, 2015, in Escárnio e mal-dizer, Ideias para o País and tagged , , , . Bookmark the permalink. 3 comentários.

  1. Rui Moura da Silva

    É, de facto, uma boa caracterização da gestão do faz-de-conta com que este desgoverno nos tem brindado. O que é preciso é destruir ou serem geniais percussores da “instalação de carris nas estradas de Portugal…” (só temo que a Merkle não aprove este tipo de modernices!!!).

  2. Valdemar D'as Neves

    Quero uma faixa para peão na linha do comboio, porra…. já levaram a bicicleta e agora nem ao menos uma ranhosa de uma faixa para andar a pé me querem fazer…. é muita malvadez!

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