‘O sole mio

António Costa

Ouço ao longe os acordes da canção napolitana, mas as palavras são outras. Nem literais sobre o astro, nem figurativas sobre uma mulher. Não é esperança nem desejo, é um plano, uma estratégia com cabeça tronco e membros (ou não!). Eis como encaixam as notas desta melodia.

lisboa_cheias_2014Começou pelo plano pedonal. A impermeabilidade dos solos foi a primeira pista sobre o futuro. Depois as polemicas declarações sobre a inevitabilidade das cheias em dias de borrasca. Ontem, o centro da cidade de Lisboa foi interditado ao transito de automóveis “menos recentes” (anteriores ao ano 2000). Porquê? Bom, tal como a figura ilustra, a flutuabilidade destes veículos deixa muito a desejar. Constituem uma perigosa ameaça à navegabilidade das ruas desta nossa cidade-museu, qual Veneza atlântica para turista ver. Low cost, claro.

E o País? A Europa? Calma, ainda não é este o momento, mas é obvio que o gondoleiro do Rossio tem justas ambições internacionais. Como dizia o poeta, “Pelo Tejo Vai-se para o Mundo”!

As palavras que ouço são na língua de Shakespeare, mas com pronuncia do Mississípi. A melodia é a de sempre. O Costa canta “It’s Now or Never“…


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About Gonçalo Moura da Silva

... um homem ao Leme. "A minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tangem e rangem, cordas e harpas, timbales e tambores. Só me conheço como sinfonia. "

Posted on Janeiro 16, 2015, in Escárnio e mal-dizer, Ideias para o País, Teorias da Conspiração and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

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