Todos diferentes, todos iguais

AS: Olá António, como vais companheiro? Vi-te na TV e fiquei perplexo quando disseste que Portugal estava melhor do que há uns tempos atrás…

AC: Olha! Ainda estás vivo meu homónimo? Estás como os outros!? Eu não disse que Portugal estava melhor! Atenção! Eu disse que Portugal estava DI-FE-REN-TE….

AS: Hum… quer dizer que está pior?

AC: Não, sendo franco pior também não está…

AS: Então!? Se está diferente tem de estar pior ou melhor, não? Caso contrário estaria igual!

AC: Não necessariamente. Sabes, para perceberes o meu ponto de vista vou-te contar algo íntimo. Quando eu era míudo havia aqueles que me tomavam por indiano e me chamavam monhé e havia aqueles que me tomavam por preto e me chamavam escarumba. Até que um dia tudo mudou com a campanha “Todos Diferentes, Todos Iguais”. De repente deixou de haver melhores e piores! Passei a ser em simultâneo diferente e igual! Pelo menos até ser reconhecido como um político igual aos outros e passar a ser chamado apenas de FDP… Em todo o caso tenho toda a coerência ao dizer que Portugal está diferente não estando nem pior nem melhor. Porque podemos estar diferentes estando iguais, percebes?

AS: Não, não percebo, mas sei o que é isso de ser chamado de FDP… e até de te chamar FDP… Só que há outro assunto que me faz confusão.

AC: Então?

AS: Foste enaltecer o apoio dos chineses!? Uma ditadura que alimenta oligarcas do partido e tritura os direitos dos seus trabalhadores, dos seus cidadãos! Vendeste-te!? Ou crês que o seu regime político e social é a fórmula de sucesso a aplicar em Portugal? Um Portugal mais chinês seria melhor?

AC: Não…nem pior… seria diferente!

AS: Oh valha-me Deus… és melhor cowboy de rodeos do que alguma vez fui!

AC: Isso é verdade. Em relação a tudo em comparação contigo sempre fui o melhor!

AS: Melhor não, nem pior, és diferente.

Costa e Seguro, duas faces da mesma moeda?

 

About Nuno Faria

Nascido em 1977, informático por formação, vegano por convicção, permacultor por transformação. Desde cedo que observo e escuto atentamente, remoo pensamento até por fim verbalizar a minha opinião e entendimento, integrando o que faz sentido do que é argumentado por quem de mim discorda. Não sei como aconteceu mas quando dei por mim escrevia sobre temas polémicos, tentando encontrar e percorrer o tão difícil caminho do meio, procurando fomentar o pensamento crítico, o livre-arbítrio e a abertura de coração e consciência. Partilho o que ressoa procurando encorajar e propagar a transmissão de informação pertinente e valores construtivos e compassivos.

Posted on Fevereiro 27, 2015, in Escárnio e mal-dizer and tagged , . Bookmark the permalink. 2 comentários.

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